Do povo para o povo – II

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Com o tempo eu criei uma superstição (ou seria costume?) que quando algo evita eu falar ou escrever alguma coisa que eu queria, é porque no final das coisas a melhor coisa seria enterrar o assunto.

E ba-ta-ta, a segunda parte do post acabou se perdendo na perda de energia do micro e na falha técnica que deu no WordPress quando tentei escrever tudo de uma vez.

Então ao invés de ficar irritada com o fato que perdi o trabalhão de escrever tudo, vou continuar de onde parei de cabeça fresca e mudando o teor e a intensidade do texto.

Só pra lembrar onde parei no último post:

E já que a realidade seria muito zumbi se fôsse apática (o que eu também abomino. Apatia é uma coisa, ficar em cima do muro é outra e se retirar da briga é outra) vamos para a realidade que se confunde com a internet nos tempos de hoje.

A briga foi quente, como sempre, mas tenho que dizer que foram poucos dos meus amigos que realmente foram extermos vendo somente um lado da moeda, em uma tentativa de fazer os amigos que não concordavam com suas opções de votos a mudarem de idéia.

Não concordo com o discurso que política, religião e futebol não se discute. Tem que discutir sim! Sem discussão o mundo estaria stagnado. Prefiro que o mundo ande, pra frente ou pra trás, mas que haja movimento. Senão, qual é a razão de tudo isso? Melhor sentar e esperar a morte da bezerra.

Eu gosto quando tem discussões acirradas, e eu mesma já mudei de idéia e abri a mente pra várias coisas que não via antes através das redes sociais. Em quesito de crenças religiosas (ou a abdicação delas), políticas, sociais, enfim, a cada opinião dos outros eu acabo meio que ponderando, e guardando o que acho legal guardar e cuspindo o que não concordo. Às vezes meto o bedelho expondo o meu ponto-de-vista, mas na maioria das vezes não faz muita diferença, a pessoa ignora e segue o rumo.

O que me impressionou (mas não surpreendeu) nas eleições foi a quantidade de gente que perdeu mesmo as estribeiras, dando xiliques, bloqueando amigos, baixando o nível de como se referir a quem tinha uma opinião diferente da deles. Não cortei relação com ninguém e não acho que ninguém tenha cortado comigo e no fim as pessoas, com quem tenho contato, esfriaram os ânimos reconheceram que estavam exagerando, e baixaram a bola.

Eu acho que a diferença comigo é que eu demoro pra subir a bola, principalmente publicamente e na net. Mas fico positiva ao saber que as pessoas têm a capacidade de perceber que o extremismo não leva a nada, não importa a causa. E pra falar a verdade, se a pessoa acabar se provando extremista (no meu ponto de vista, diferente de militante) quem vai cortar os laços sou eu.

Resumindo o que eu achei da briga, vou deixar aqui o que postei no Facebook: e eu penso cá com meus botões. Quem odeia o PSDB e tudo o que ele representa, se não fôsse pelo FHC o Brasil ainda estaria na lama cortando três zeros à direita a cada 6 meses. Quem odeia o PT, senão fôsse pelo Lula os pobres ainda seriam miseráveis. O ideal seria juntar forças no que são bons em fazer pelo bem da nação e não essa guerra de braços pelo poder. Mas talvez seja ingenuidade e uma utopia.

E finalizando, se um dia eu votar nas eleições brasileiras novamente, vou fazer igualzinho quero fazer quando fôr votar nas eleições britânicas. Pesquisar MUITO as propostas de governo. O quanto teve de corrupção durante o governo, o que foi feito, o que foi desfeito, e pesar na balança.

Concordo que é muito complicado fazer isso com uma mídia interesseira e manipuladora, mas sei que é possível.

E só dessa forma terei qualquer direito de reclamar de promessas que não foram cumpridas e não me decepcionar quando o barco entornar pro lado errado, porque daí sim fiz parte da multidão que acabou escolhendo um dos lados, ciente do que esperava pela frente.

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5 comments to Do povo para o povo – II

  • "Não concordo com o discurso que política, religião e futebol não se discute. Tem que discutir sim! Sem discussão o mundo estaria estagnado."

    Isso isso isso. Concordo e assino em baixo. Nenhuma idéia tem status especial de "não se pode criticar ou discutir".

    Saindo fora do assunto do post, mas já que você agora é súdita da rainha, aproveite para contatar seu MP e xingar muito no Twitter sobre isto aqui ó: http://www.boingboing.net/2010/10/11/uk-governmen

    • L.

      Vou ler direitinho e ver primeiro sobre o que estão falando. Preciso me interar também sobre o órgãos de defesa do consumidor que querem fechar. Pelo que vejo nas poucas notícias que leio eles são uma perda de tempo mesmo, porque nunca param os aumentos absurdos de trem, energia, correios, TV License… (sim a gente tem que pagar pra assistir TV aqui! Outra idéia pra um post! Aqui existem os watchdogs que cuidam de cada setor de serviços públicos que muitas vezes gritam mais que esse pessoal.

      Eu não gosto do governo do Cameron, mas se ele tá cortando enfermeita de hospital, policial na rua e assistentes sociais, capaz de eu gritar mais com o MP sobre isso do que quererem cortar o Customer Focus.

      Te mantenho informado ;)

  • Adorei os dois posts!! Bom, eu converso muito sobre política, mas não discuto o assunto em público por um motivo simples: eu me acostumei a não emitir opiniões por ser jornalista. Como eu também fazia cobertura de eleições (em um patamar municipal, mas fazia), sempre achei melhor apenas informar os fatos e não opinar sobre eles. Como escritora, agora, prefiro manter minha posição neutra. Mas discuto democracia e concordo com o que você resumiu no Facebook: PERFEITO. Um beijo, amiga!! Fê.

  • […] no próximo post… Tweet Auto-Análise, Escrevi e re-escrevi, Política de cá, Política de lá, Vamos […]

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