Era uma casa muito encantada…

…não tinha internet não tinha nada, ninguém podia sentar pra ver TV porque sofá nem cama não tinha ali   :-"

A mudança começou lá pro dia 1o de Outubro, quando encarnei a Mônica do friends e comecei a empacotar as nossas coisas, e com o tempo a empacotação foi ficando cada vez mais acirrada, e o tempo pra terminar, cada vez mais apertado.

Na sexta dia 22 de Outubro de noitinha, hora da verdade chegou. Carregamos os artigos mais pesados do meu apê, passadinha básica na Ikea (que fica de assunto pra um post futuro) e descarregar tudo no cafofo novo, volta pro apê de Mr. W. Cama às quase 2 da matina.

Dia 23 de Outubro afobado. Corri pegar as últimas coisas pra mudança e comprar quitutes pras almas caridosas que conseguiram vir nos ajudar, Mr. W corria pra desmontar os últimos móveis que iríamos levar, os outros já tinham partido pra caridade.

Carregamos a van alugada e que cheirava a cachorro molhado, entuchamos os carros de QC e dos pais de Mr. W, e enquanto isso a mãe dele esfregava a cozinha, deixando tudo brilhando pra entrega do apartamento que foi cenário do primeiro jantar de muitos outros magavilhosos que Mr. W viria a cozinhar pra mim. E lá fomos nós, rumo à ensolarada Surrey, novo charmoso canto escolhido para nos abrigar.

No caminho, MG avisou que estava se mandando pra lá também pra conhecer a nova “cave” e ajudar no descarregamento dos pertences de Mr. W. E speed-weez chegaram lá antes da gente!

Enquanto super mãe de Mr. W. fazia o chá e lanchinhos pra galera faminta, os rapazes traziam as caixas pra dentro, eu levava pros quartos conforme a etiqueta na caixa manadava. Q e M colocavam a conversinha em dia. M se preparando pro nascimento de Vicky (que nasceu dia 12 de Novembro 8-> ) e Q contando as peripécias de Laurinha.

Quando vimos já era noite. Dessa vez não teve jantar básico de mudança já tradição da turma, pois no dia seguinte eu e mãe de Mr W. iríamos correr 16 Km, então Mr. W e eu  resolvemos dormir em Southampton, pois seria mais fácil acordar de manhã e pegar o trem pra corrida tão fatídica (que fica pra um post futuro também).

E mal podíamos esperar para voltar pro cafofo na segunda de manhã. Passamos a noite no colchão inflável, presente de  dos pais de Mr. W, até o dia seguinte quando a cama e o sofá xiquetosos chegaram. E na mesma tardezinha, de repente o estrondo na cozinha, e sem ver nada que tivesse caído, subimos as escadas, procuramos ver se algo tinha despencado no quarto de cima, e nada. Alguns 30 minutos depois, Mr. W desceu as escadas e percebeu que os armários da cozinha estavam meio desalinhados. Na hora, telefonamos o pessoal de suporte da casa (coisa chique que vem com casa novinha em folha) toca esvaziarmos os armários e em 15 minutos veio o rapaz da construtora, olhou, esfregeou o queixo e disse que ia chamar o povo da cozinha.

E lá vem o povo da cozinha, e dá o veredito final. Teriam que tirar a unidade da parede pra trocar porque ela não tinha sido presa direito. Ficamos só tranqüilos que não tinha machucado a gente nem a casa muito encantada.

Foi o primeiro e último perrengue do novo lar. Depois disso, só coisinhas pequenas pra arrumar, tipo azulejo colorido que esqueceram de colocar no banheiro, trocar peça do piso da cozinha que ficou com marca de bota do pedreiro (problemas esses que já foram resolvidos) e mais uma listinha de coisas que mandei pro setor de reclamações (u-hu!) mas que deve ser resolvido logo.

Precisamos de mais umas 7 viagens (só de carro) do meu antigo apê até aqui pra terminar de trazer tudo. Mas o baterista da banda de Mr. W nos livrou de mais umas 7 viagens por nos ter nos ajudado com o carrão-perua dele em uma noite fria, em que me perdi enquanto ele me seguia. Naquela noite fomos dormir às 2 da manhã e o coitado ainda acordou às 6 da matina pra ir trabalhar. Mais uma alma caridosa pra lista!

Daí começamos a briga e o stress pra conseguirmos telefone e internet. Tá achando só porque é naseuropa tudo acontece rapidinho e do jeito que deveria ser? Na-na-na…

Por ser uma casa nova, não estamos nem no mapa ainda, então foi um stress danado e demoramos 6 semanas pra conseguirmos a ligação da linha de telefone, e a internet só veio mais 5 dias depois. Camelei de novo tendo que ir pro escritório trabalhar (sim, sim, pra quem não sabe, trabalho normalmente de casa) – mas acabei gostando da turma de lá e assim que a temporada da neve passar, verei se vou mais vezes encontrar os rapazes (sim, sim, pra quem não sabe, escolhi pra minha carreira um setor que mulher é raridade!).

A casinha encantada continua com muitas caixas espalhadas, esperando pelos móveis dali chegarem.

E minhas artes que quero espalhar pra colocar mais um carimbo nosso nesse cantinho do mundo que chamamos de nosso e que nos faz tão felizes.

Mas como diz Q , esse trabalhinho meio que nunca termina, então com certeza ainda vai render muito pano pra manga desse blog ;)

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