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Mais um ano que passou…

Ok ok, então estou mais pra filha pródiga do blog do que mãe orgulhosa. Mas se tem uma coisa que eu tento não deixar passar é o post de ano novo.

No ano passado confessei de não gostar de Anos Novos, mas que algo me puxa a contemplar o que passou, olhar para trás e focar no que vem pela frente.

Continuando a tradição, aqui vai então a restrospectiva e a comemoração de que estive nessa Terra por mais um ano!

 

Dois mil e treze começou com um sentimento esquisito. Anos ímpares sempre me deixam meio inquieta, meio suspeitade que o ano vai ser capenga. Mas eu sabia que seria um ano de planejamento daqueles que parecem ser direto da frase “A vida é o que acontece enquanto se está fazendo planos”. De alguma maneira os planos foram também o que fizeram a vida acontecer nesse ano que passou. Aproveitamos cada opção, cada decisão, cada passo riscado da lista.

Foi um ano de coisas boas. O presente do nascimento e batizado da dona B. foi um dos destaques, com certeza, e incomparável com qualquer outro momento do ano.

Mas houveram outros destaques também. Fomos para o Brasil no estilo família-unida-jamais-será-vencida. Mr. W chegou com mais duas pessoinhas a tira-colo e com família W. fomos na passarela ver o Carnaval desfilar no Anhembi, cachoeiras em Brotas, bandinha tocando na praça na parada rápida em Poços de Caldas, orelhão em formato de papagaio em São Lourenço. Queimamos os pés na areia de Copacabana, descansamos nas águas de Angra, passamos calor e queda de força em Paraty. Uma viagem que deixou muita história pra contar.

Teve Fórmula 1 em Mônaco. Dessas viagens que a gente nunca acredita que vai fazer. Mas Mr. W mais uma vez me surpreendeu (essa era a segunda grande surpresa do meu aniversário!) e foi uma viagem melhor do que jamais teria sonhado.

Mais uma vez a afilhadona Dona G. e minha mãe vieram passar as férias de Julho conosco. Dessa vez o mimo foi pra mãe, fomos pra Maastritch assistir o ídolo Andre Rieu, com paradinha em Amsterdam na volta. Teve piscina no quintal, e passeios baseados nos planos pro grande acontecimento de 2014 :) Uma delícia tê-la participando disso juntinho e ajudando com as difíceis decisões.

Teve casamento em Jersey de uma ex-chefe-que-se-tornou-amiga, com passeios a pé pela ilha charmosa, e festa até meia-noite.

Dois mil e treze foi um ano em que não perdemos ninguém e por isso sou muito grata. Todos com saúde e proteção.

O ano trouxe novos bebês, além de Dona B. chegou ao mundo Dona A. filhinha da amigona LdM., que sempre dá um jeitinho de nos ver, em qualquer lugar do globo que estivermos. Também teve Dona G, segunda filha de R. que é uma das melhores amigas desde o colegial. Completando o berçário, teve mais uma menina! Dona F. filha de L., uma das amigas que veio na bagagem de amigos de Mr. W.

No serviço houveram decepções, mas houveram muitos elogios e reconhecimentos. Não dá pra reclamar. Ganhei no Euromillions, mas no máximo £10, o que é melhor do que nada  $-)

Entre altos e baixos, perdi 8 quilos, o que é uma surpresa que só fui ver quando conferi os números pra colocar aqui no blog. Surpresona, me parecia que tinha sido menos, mas estou muito feliz com o progresso. Foi uma mistura de exercícios, e reeducação alimentar. Nenhuma dica, truque ou dieta maluca.

Na vida virtual, foi mais um ano em branco. Devo escrever um post sobre isso especificamente, mas vamos dizer que um medinho misturado com preguiça de voltar, foram responsáveis. Se volto esse ano? Quem sabe? Acho que teremos que esperar até a retrospectiva de 2014 pra ter certeza!  :P Mas confesso que sempre penso naqueles que só mantém contato virtualmente,e às vezes sinto falta da interatividade.

No mais, tudo ótimo e tudo calmo. Do jeitinho que eu gosto.

Continuo com a única meta ser a de me concentrar nas idéias de 2011.  A de ser a mudança que quero no mundo.

De inspiração para o ano, escolho dessa vez somente uma frase, a que recebi como inspiração hoje de manhã:

“The art of living lies less in eliminating our troubles than in growing with them.”
– Bernard Baruch
“A arte de viver está menos em eliminar nossos problemas do que em crescer com eles”

 

E repito o que disse o ano passado, já que ainda é verdade:

Nenhum ano novo é completamente  só feliz. Nem que seja algum mequetrefe que te feche no farol, sempre vai ter alguns momentos do ano em que a cobra vai fumar, e vão ter anos que vão ser apáticos, em que nada demais vai acontecer. Então eu desejo um ano forte pra você.

Forte, pra você ter muita saúde.
Forte pra você se proteger de qualquer violência e qualquer tragédia.
Forte pra se e quando você tiver momentos tristes, nervosos, ansiosos, negativos, você tenha força de saltar os obstáculos.
Forte mentalmente, e que tenha a sabedoria de reconhecer o que te faz feliz e aproveite esses momentos com muita alegria, sempre!

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Mais um ano com ele ao meu lado

Ele e ela. Uma de 12, um de 8 e uma de 10.

Hoje é o dia dele.
Sem ele eu não existiria, e não estaria sentada aqui agora, escrevendo essa declaração de amor.
Sem ele, eu poderia até ser outra pessoa, em outro corpo, tendo outra experiência.
Mas ele é a metade que fez e ainda faz ser quem eu sou.
Hoje é o dia dele.
Ele, quem me carregou no colo assim que eu nasci e me aconchegou em seu colo por muitos anos por virem.
Ele quem trabalhou pesado e pagou minha educação em escolas e faculdades particulares. Ele quem nos encontrou na primeira ida ao cinema depois do serviço com pacotinhos de Amendita, depois que a Branca de Neve acabou e Fievel iria começar.
Ele quem comprou nosso primeiro vídeo-cassete, com Policial da Pesada e Irmãos Gêmeos a tira-colo para assistirmos todos juntos comendo pipoca estourada na panela.
Hoje é o dia dele.
Ele quem, como dizem aqui “venceu seus demônios” em nome da família. Me ensinando uma lição que ninguém mais poderia, de força de vontade, de prioridade e de amor.
Ele que esperava no carro com dois emburrados enquanto um (na vez do rodízio, claro) ia com ela fazer a compra no mês no supermercado.
Ele que era o fotógrafo da família, e que instigou em mim a paixão de registrar por onde passo e coisas que vejo.
Hoje é o dia dele.
Ele que era um dos poucos pais que ia nos buscar na porta da escola, e inventava brincadeiras pra nos entreter enquanto esperávamos ela acabar o dia de trabalho. Brincadeiras de lembrar placa de carros, de equilibrar nos troncos cortados do lugar que tinha vista pra terra da garoa. De contar o que aprendemos na escola.
Ele quem colocava rádio de notícia no rádio, ia buscar jornal todo domingo na banca, e não deixava (e ainda não deixa) de assistir pelo menos 2 “jornais” de noite e nos ensinou a importância de ter conhecimento e uma opinião no mundo ao nosso redor.
Ele quem também colocava em rádio de música clássica e é o responsável por uma das minhas músicas favoritas ser Bolero de Ravel. E uma das bandas favoritas ser Beatles.
Ele quem nos ensinou que para escrever precisava aprender a ler. E nos levava todos os sábados devolver um livro e escolher um novo na biblioteca.
Hoje é o dia dele.
Ele quem me passou no DNA o amor-doente-daqueles-que-dá ataque-no-coração pelo futebol, pelo Palmeiras e Bragantino, que por bem ou por mal também passou o gosto pela Fórmula 1.
Ele quem comprou um livro da Disney explicando tudo sobre as olimpíadas para nos ensinar sobre todos os esportes, e que líamos debruçados na mesa, todos querendo engolir as páginas do livro principalmente durante as Olimpíadas da escola.
Ele quem ia nos jogos de olimpíadas da escola, e gritava, incentivava e nos treinava (do handball ao salto em distância) para entender a importância de participar e não só de ganhar.
Hoje é o dia dele.
Ele quem nos ensinou xadrez e dama, e que até hoje ainda é invicto em casa, mas com 3 troféus de seus herdeiros, um deles ganho pelo caçula através do vários xeque do pastor que ele também ensinou.
Ele quem nos ensinou a importância de guardar dinheiro para, como eles dizem aqui, a rainy day “um dia de chuva”. Quem, junto com ela, me disse a partir do meu primeiro salário aproveitar metade e a colocar metade na poupança.
Ele quem foi pra faculdade se tornar uma pessoa melhor com 3 crianças pequenas em casa, dizendo tchau e gostando de ficar esperando os pais chegarem da faculdade de sexta-feira.
Hoje é o dia dele.
Ele quem era o motorista oficial, nos levando pra cima e pra baixo. Algumas vezes meio emburrado, meio calado, outras vezes falante e animado, mas sempre com segurança e paciência.
Ele quem nos levava para comer esfiha e kibe cru. Ou churrasco, ou pizza.
Ele quem nos levava para o escritório, fazer limpeza, fazer fechamento, ir ver a nova aquisição. E nos deixava brincar de gente grande. Ou uma vez até irmos no lançamento de um prédio ali pertinho e pegar bexigas que estavam dando de graça, daquelas presas no palitinho.
Hoje é o dia dele.
Ele quem nos deixava conferir as contas, “bater” os resultados do contabilista.
Ele quem deu a dica pra eu não ser contabilista mas seguir a carreira de tecnologia. Ele que comigo ia junto até o metrô de tarde, e no último ano ia nos buscar na Federal de noite.
Ele quem dizia, e ainda diz que McDonalds não é comida, é isopor.
Hoje é o dia dele.
Ele quem religiosamente pede pizza de sexta. E come mozarela de rolinho. E gosta de salaminho, bolacha “vafer”, Halawe, sorvete de “abaixaaqui” e suspiro.
Ele quem sabia se estávamos mesmo com fome olhando dentro do nosso ouvido.
Ele que brincava de cavalinho. E nun a levantou a mão pra mim. Só um beliscão merecido pela teimosia e desafio. Primeiro e último e que ela me falou que ele se arrepende até hoje.
Hoje é o dia dele.
Ele quem deu gargalhadas, risadas até chorar na hora de dormir.
Ele quem é uma enciclopédia ambulante. Que sabe tudo sobre tudo e está sempre aprendendo mais.
Ele de quem eu puxei o amor às bugigangas, a gostar de ficar em casa e a preciosa introversão.
Ele quem comprou a pulseira quando “virei mocinha” e que fez toda a experiência que estava sendo traumática ser mais positiva.
Hoje é o dia dele.
Ele quem nos deu dois sustos. Uma úlcera e um câncer. Mas que forte e firme continua com a gente, fazendo parte, ajudando, amando, incentivando.
Ele quem lê e comenta cada post, passando o amor pro outro lado do oceano.
Ele quem paga e às vezes vai buscar, todas as minhas “vontades de comer” quando estou por lá. Seja churros, pastel, pizza de frango e catupiry ou Quatro Queijos.
Hoje é o dia dele.
Uma das pessoas que mais amo, admiro e que sinto mais falta de não estar na terrinha celebrando essa data tão especial com ele.
Ele quem não queria acreditar que eu nunca mais voltaria pra terrinha pra morar de novo, e que parte meu coração toda vez que penso nisso.
Ele quem veio pra cá quando eu prometi que se ele viesse eu pararia de chorar na despedida do aeroporto.
E eu aprendi, e quando nos vemos de novo, é sempre só alegria, abraços apertados, mimos e coisa boa.

Hoje é o dia dele.
Ele, que não dá pra descrever, não dá pra fazer caber todas as coisas boas que fizemos juntos num post de blog, numa carta de amor, num livro sem fim.

Pra ele desejo um aniversário sem muita bagunça e barulho, boas notícias e coisas boas.
Pra ele desejo que saiba o quanto ele me ensinou, o quanto é amado e admirado por essa pessoinha aqui.

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O Natal vem vindo, vem vindo o Natal…

E pra comemorar, Mr. W sugeriu darmos um pulinho em Cobham pra almoçarmos e vermos as lojinhas independentes do local.
Cobham hoje em dia é um vilarejo do condado de Surrey e onde fica o campo de concentração centro de treinamento do Chelsea (valeu pai!). Mr. W até explicou que houveram reclamações quando Chelsea se instalou por lá, os moradores diziam que tornou a vizinhança comum e empobrecida por trazer muitas pessoas para o local.

Acho que na verdade isso que ajudou Cobham a se manter charmosinha, com suas lojinhas e restaurantes independentes e autênticos. Muitos vilarejos sucumbiram à lojas de rede ou caridade e pubs fecharam ou foram vendidos a grandes companhias, perdendo suas identidades (assunto pta outro dia…).

Então lá fomos nós. Pra falar a verdade achei uma delícia fazer compras lá. Achamos um monte de coisinhas fofas e não muito caras para os presentes de Natal, e longe do fuá de shopping centers e centro de cidades, passamos 3 horas passeando e nem vimos o tempo passar, só percebemos quando o escurinho das 4 da tarde já estava chegando.

E assim foi o nosso último Sábado:

 

Lareira charmosa, cores suaves e ripas de madeira no teto. Como não gostar?

 

Quem nos conhece sabe que não somos muito fãs de pular da cama logo de manhã, então acordamos a tempo de nos embelezarmos e irmos para o almoço. Mr. W tinha visto na revista do condado (11 anos depois e ainda soa estranho falar que moramos em um ‘condado’   :)) ) que assinamos sobre o pub-restaurante “Old Bear” e eu conferi que eles tinham entrado na lista de recomendações do respeitável “Good Food” então marcamos uma reserva para meio-dia e meia.

O pub fica bem na entrada da cidade pelo caminho que fizemos, bem de frente para o Cobham Park, e apesar de ser uma boa pedida, deixamos o parque pra uma próxima vez.

Chegamos uns 10 minutos adiantados, mas o pessoal já nos levou à nossa mesa, que estava pronta com os menus. Como a gente já tinha babado nos menus pela internet, sabíamos mais ou menos o que iríamos pedir.

Mudança pode ser para melhor!!

Mas quando chegamos e vimos o menu de Natal, mudamos de idéia. Minha entrada mudou de queijo de cabra à milanesa para polvo à milanesa (mesma coisa que Mr. W pediu). Meu prato principal mudou de frango à milanesa para nhoque de abóbora com queijo de cabra e uma porção de salada de rúcula com parmesão. Mr. W – sem nenhuma surpresa – continuou com seu hambúrguer e batatas fritas.

O nhoque, apesar de não passar muito o sabor da abóbora estava di-vi-no. Foi o único nhoque que comi aqui que fez jus ao que minha vó L. fazia e minha mãe ainda faz. O molho de salada que eles fazem à mão estava muito gostoso e complementou o prato perfeitamente.

O hambúrguer de Mr. W veio duplo, a explicação sendo que a entrega foi feita errada, de tamanhos menores que o normal então eles estavam duplicando a quantidade para os clientes. Estava uma delícia também e confesso que roubei umas batatinhas com alecrim e sal grosso e foi difícil me controlar pra não pedir uma porção só pra mim.

E já que estávamos lá mesmo, decidimos pedir sobremesas.

Até o azeite era charmoso, com lavanda e pimenta pra dar um sabor diferente!

Mas também teve mudança de idéia nessa hora. Mr. W ia pedir a sobremesa de chocolate, mas mudou pra torta de nóz-pecã. Eu – sem nenhuma surpresa –  pedi o sunday de banoffee (banana + caramelo/tofee).

Estava tão distraída e relaxada, que nem percebi que o sunday gigante que trouxeram era o de chocolate!  @-) Estava esperando a banana aparecer no fim do copo! Depois que tinha comido quase metade, veio o gerente do restaurante, pedindo mil perdões e trazendo a sobremesa certa. Depois de muuuito resistir e dele muito insistir ;) ficamos com os dois sundays. Mudei de copo e ataquei minha sobremesa favorita.

Infelizmente não conseguimos terminar nenhum dos dois sundays nem a dois. Por mais que tentamos, não estamos mais acostumados a comer tanto assim e tivemos que deixar sobra. Mas deixamos com dó. As 3 sobremesas foram deliciosas.

O preço total (com refris)  ficou em £52. O que para duas pessoas, menu de 3 pratos, por aqui é bem em conta.

De lá, fomos fazer a digestão passeando pela cidade:

Sempre tem um escondido em algum canto…

Cobham tem um centro pequenino, de uma rua só, mas muito bem cuidado. As pessoas são simpáticas, sorridentes, e sem a pressa e cara fechadas tão fáceis de encontrar por aqui em um dia de final do Outono.

Paramos em uma joalheria – que tinha que apertar a campainha pra abrirem a porta pessoalmente – para trocar bateria de uns relógios de Mr. W. Apesar de eu ficar meio suspeita achando que cobrariam o olho da cara e as calças das pernas, a surpresa foi quando cobraram £15, mesmo preço que teriam cobrado no shopping. E fariam o serviço em 30 minutos. Deixamos os relógios lá e fomos continuar o passeio…

Ainda se fazem lojas de livros como antigamente!

Primeira parada: Cobham Bookstore. Mr. W simplesmente adora entrar em lojas de livro independentes. Desde que o conheci, meio que peguei gosto pela coisa também, e claro não podíamos deixar essa passar. Muito fofoleta, adorei ver pessoas dentro da loja, e compramos dois livros. Um de jardinagem, “O que plantar quando” e o novo de Terry Pratchett “Raising Steam“, que comprei como presente de Natal pra Mr. W.

Soldados de chumbo são um ponto fraco meu…

Próxima à livraria, não resistimos a “Art of Living” . Bugiganga é outra coisa que temos pouca resistência à tentação. Compramos um moedor de alho de rodinha, uns presentinhos pros sobrinhos, e um pilão com tigela que sentimos falta outro dia.

Passamos em frente à uma loja de brinquedos independente (mais raridade que livraria hoje em dia) e apesar de não comprarmos nada dessa vez, tive que registrar o soldadinho de chumbo – sim em mais de um ângulo – e seu amigo Mr. Playmobil.

A rainha com fitinha no cabelo e vendendo conserva de tomate. Não tem preço.

Infelizmente a doceria/padaria do vilarejo estava fechada. Mas como não parar para admirar a tradicional casinha de Natal feita de gengibre?

A bandinha de voluntários estava tocando músicas de Natal para arrecadar dinheiro para uma caridade que cuida de crianças. Click, e £1 pela simpatia do senhor que fez tchau pra câmera sem eu nem perceber e arrancando um sorriso da fotógrafa depois que a foto já tinha sido batida.

Cobham também é história!

Ao passar pela bandinha vi a placa explicando que Cobham estava na “Trilha de escavadores”. Um movimento que começou no condado de Surrey em 1649, 2 meses da execução do Rei Carlos I. Os escavadores cavocavam a terra para fazer adubo da terra comum, e o faziam para cultivar comida e para mostrar que todos tinham direito a desfrutar a Terra e seus frutos. Eles acreditavam que a batalha contra a pobreza, fome e opressão poderia ser ganha se a Terra fôsse usada como “Tesouro Comunitário para todos”. Quero visitar o museu dos escavadores, e quando assim o fizer volto para contar mais sobre sua história.

Na Lemon Tree, compramos velas (que acendemos quando assistimos filmes) para deixar a casa com cheirinho de Natal.

Jack Snowmen (Joãozinho Homem-de-Neve) roubou o show.

Fechamos o passeio na Maison Blanc. Criada pelo renomado chef Raymond Blanc, é uma doceria para os olhos e a barriga. Nos seguramos e compramos somente Jack Snowmen (cupcakes, o famoso bebezinho com cobertura de chantilly grosso) e macarons. Os Jacks estavam uma delícia bem macio, úmido e o cachecol é uma sobremesa à parte! Nomnomnom =P~

Guardamos os macarons pra comer no dia seguinte e não sei se foi porque deixamos fora da geladeira, mas apesar de saborosos, estavam secos e a consitência meio errada.

Concluindo, valeu a pena ter ido a Cobham e com certeza voltaremos!

Uma coisa que vale a pena mencionar, achamos muito bacana o sábado “Compre pequeno” que a American Express fez para promover compras em lojinhas independentes. A cada £10 iniciais que gastamos, ganhamos £5 de volta em crédito. Acho que fizemos £15 de volta então os docinhos da Maison Blanc saíram de graça, o que os deixa ainda mais gostosos!

No domingo decoramos a casa e acendemos as luzes de Natal, amanhã tem jantar de Natal na casa de uns amigos (alguns que não vemos fazem uns 6 meses!) e depois partimos para Sóton passar o Natal sendo mimados e engordados pela sogritcha até voltarmos para o Ano Novo.

Ah! Sem deixar de promover as caridades que ajudamos esse Natal: Crisis: Como fazemos todos os anos, compramos dois lugares para ceias de Natal a pessoas que não têm onde morar, e doei dinheiro para a British Red Cross, que teve que voltar a ajudar pessoas abaixo da linha da pobreza no Reino Unido.

Então fica aqui meu desejo de um ótimo Natal cheio de boas novas, saúde, muito amor e paz para todos.

Que o sentimento que aquece nossos corações nessa época toque seus lares e todos ao seu redor.

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