Vê estão chegando as flores – II

Ok, sou a primeira a admitir, esse blog está virando coletivo de propaganda!  :)) Mas o que fazer se é um dos meus passatempos favoritos? Culpa dele e dela, que além  de tudo que já listei de coisas maravilhosas que fizeram por mim e me ensinaram, me viciaram em admirar propaganda, e ao mesmo tempo diferenciar a admiração à criatividade da necessidade do consumismo.  :x

A de hoje, remete a um post que fiz em 2012, sobre as alergias de Londres…

A primavera chega mais uma vez, e com ela os dias de Sol que fazem os brasileiros e estrangeiros e ingleses do tipo-que-sofrem-com -os-dias-curtos-de-inverno pularem de alegria (lembrem-se que não sou uma delas) , se reapaixonarem pela Inglaterra, com seus narcisos-amarelos ( que todo ano falam que saíram antes do tempo ) , seus dias mais compridos…

Mas todo mundo sabe o que primavera quer dizer, não há motivo pra ficar sentimental por causa disso, vim aqui pra mostrar a propaganda desse ano mais bacana até agora.  Quem fez foi a B&Q, uma empresa de materiais de DIY, do-it-yourself faça-você-mesmo, que assim como a Boots no passado, captou direitinho como é que o povo na Inglaterra reage aos primeiros raios de Sol que começam a sair por essas bandas…

A cultura do DIY aqui é enorme, e o pessoal quase não paga pedreiro, pintor, jardineiro, encanador para virem em casa não. Eles arregaçam as mangas e literalmente botam a mão na massa. Somente eletricista foi proibido, e hoje em dia tem que contratar pessoal qualificado para conseguir certificado para vender a casa, por questões de segurança. Engraçado como para artesanto, o costume não é tanto como já foi antigamente, apesar de estar voltando aos poucos com a necessidade da economia.

Não podemos esquecer é claro que nessa época do ano, a churrasqueira sai da shed , a cabana do quintal que guarda as tranqueiras da casa, e fica pra fora, de plantão, esperando o que vai ser aproveitado esse ano.

Então o negócio é usar os meses da Primavera até o meio do Outono pra fazer os serviços que precisam ser feitos em casa (a pintura é a mais comum, porque daí a tinta seca mais rápido, e dá pra abir as janelas pra sair o cheiro!), e aqui vai a propaganda da B&Q que me faz sorrir toda vez que eu vejo “porque é bem assim meeeeeeesmo”  B-)

A música canta “Eu tenho o poder”

Na última piadinha, o homem coloca a roupinha do Morris Dancers, uma dança típica da Inglaterra  :)

Depois dessa propaganda, vieram mais dois curtinhas, que me abrem o sorriso :



E se eu falar que estamos planejando fazer jardinagem aqui nesse finde, fica muito clichê?  :>

Também planejamos uma Spring Cleaning, a limpeza de primavera, costume de abrir os armários, levar as roupas que não usamos mais pras lojinhas de caridade, subir no sotão tirar as coisas que não se querem mais, e fazer aquela limpezona de coisas que estão ocupando espaço na casa, na mente e na vida.

E como não falar na Páscoa? Que sua vida seja recheada com aquela sensação de ano novo, vida nova. Que você esteja rodeada(o) por aqueles(las) que te amam e você ama.

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O Natal vem vindo, vem vindo o Natal…

E pra comemorar, Mr. W sugeriu darmos um pulinho em Cobham pra almoçarmos e vermos as lojinhas independentes do local.
Cobham hoje em dia é um vilarejo do condado de Surrey e onde fica o campo de concentração centro de treinamento do Chelsea (valeu pai!). Mr. W até explicou que houveram reclamações quando Chelsea se instalou por lá, os moradores diziam que tornou a vizinhança comum e empobrecida por trazer muitas pessoas para o local.

Acho que na verdade isso que ajudou Cobham a se manter charmosinha, com suas lojinhas e restaurantes independentes e autênticos. Muitos vilarejos sucumbiram à lojas de rede ou caridade e pubs fecharam ou foram vendidos a grandes companhias, perdendo suas identidades (assunto pta outro dia…).

Então lá fomos nós. Pra falar a verdade achei uma delícia fazer compras lá. Achamos um monte de coisinhas fofas e não muito caras para os presentes de Natal, e longe do fuá de shopping centers e centro de cidades, passamos 3 horas passeando e nem vimos o tempo passar, só percebemos quando o escurinho das 4 da tarde já estava chegando.

E assim foi o nosso último Sábado:

 

Lareira charmosa, cores suaves e ripas de madeira no teto. Como não gostar?

 

Quem nos conhece sabe que não somos muito fãs de pular da cama logo de manhã, então acordamos a tempo de nos embelezarmos e irmos para o almoço. Mr. W tinha visto na revista do condado (11 anos depois e ainda soa estranho falar que moramos em um ‘condado’   :)) ) que assinamos sobre o pub-restaurante “Old Bear” e eu conferi que eles tinham entrado na lista de recomendações do respeitável “Good Food” então marcamos uma reserva para meio-dia e meia.

O pub fica bem na entrada da cidade pelo caminho que fizemos, bem de frente para o Cobham Park, e apesar de ser uma boa pedida, deixamos o parque pra uma próxima vez.

Chegamos uns 10 minutos adiantados, mas o pessoal já nos levou à nossa mesa, que estava pronta com os menus. Como a gente já tinha babado nos menus pela internet, sabíamos mais ou menos o que iríamos pedir.

Mudança pode ser para melhor!!

Mas quando chegamos e vimos o menu de Natal, mudamos de idéia. Minha entrada mudou de queijo de cabra à milanesa para polvo à milanesa (mesma coisa que Mr. W pediu). Meu prato principal mudou de frango à milanesa para nhoque de abóbora com queijo de cabra e uma porção de salada de rúcula com parmesão. Mr. W – sem nenhuma surpresa – continuou com seu hambúrguer e batatas fritas.

O nhoque, apesar de não passar muito o sabor da abóbora estava di-vi-no. Foi o único nhoque que comi aqui que fez jus ao que minha vó L. fazia e minha mãe ainda faz. O molho de salada que eles fazem à mão estava muito gostoso e complementou o prato perfeitamente.

O hambúrguer de Mr. W veio duplo, a explicação sendo que a entrega foi feita errada, de tamanhos menores que o normal então eles estavam duplicando a quantidade para os clientes. Estava uma delícia também e confesso que roubei umas batatinhas com alecrim e sal grosso e foi difícil me controlar pra não pedir uma porção só pra mim.

E já que estávamos lá mesmo, decidimos pedir sobremesas.

Até o azeite era charmoso, com lavanda e pimenta pra dar um sabor diferente!

Mas também teve mudança de idéia nessa hora. Mr. W ia pedir a sobremesa de chocolate, mas mudou pra torta de nóz-pecã. Eu – sem nenhuma surpresa –  pedi o sunday de banoffee (banana + caramelo/tofee).

Estava tão distraída e relaxada, que nem percebi que o sunday gigante que trouxeram era o de chocolate!  @-) Estava esperando a banana aparecer no fim do copo! Depois que tinha comido quase metade, veio o gerente do restaurante, pedindo mil perdões e trazendo a sobremesa certa. Depois de muuuito resistir e dele muito insistir ;) ficamos com os dois sundays. Mudei de copo e ataquei minha sobremesa favorita.

Infelizmente não conseguimos terminar nenhum dos dois sundays nem a dois. Por mais que tentamos, não estamos mais acostumados a comer tanto assim e tivemos que deixar sobra. Mas deixamos com dó. As 3 sobremesas foram deliciosas.

O preço total (com refris)  ficou em £52. O que para duas pessoas, menu de 3 pratos, por aqui é bem em conta.

De lá, fomos fazer a digestão passeando pela cidade:

Sempre tem um escondido em algum canto…

Cobham tem um centro pequenino, de uma rua só, mas muito bem cuidado. As pessoas são simpáticas, sorridentes, e sem a pressa e cara fechadas tão fáceis de encontrar por aqui em um dia de final do Outono.

Paramos em uma joalheria – que tinha que apertar a campainha pra abrirem a porta pessoalmente – para trocar bateria de uns relógios de Mr. W. Apesar de eu ficar meio suspeita achando que cobrariam o olho da cara e as calças das pernas, a surpresa foi quando cobraram £15, mesmo preço que teriam cobrado no shopping. E fariam o serviço em 30 minutos. Deixamos os relógios lá e fomos continuar o passeio…

Ainda se fazem lojas de livros como antigamente!

Primeira parada: Cobham Bookstore. Mr. W simplesmente adora entrar em lojas de livro independentes. Desde que o conheci, meio que peguei gosto pela coisa também, e claro não podíamos deixar essa passar. Muito fofoleta, adorei ver pessoas dentro da loja, e compramos dois livros. Um de jardinagem, “O que plantar quando” e o novo de Terry Pratchett “Raising Steam“, que comprei como presente de Natal pra Mr. W.

Soldados de chumbo são um ponto fraco meu…

Próxima à livraria, não resistimos a “Art of Living” . Bugiganga é outra coisa que temos pouca resistência à tentação. Compramos um moedor de alho de rodinha, uns presentinhos pros sobrinhos, e um pilão com tigela que sentimos falta outro dia.

Passamos em frente à uma loja de brinquedos independente (mais raridade que livraria hoje em dia) e apesar de não comprarmos nada dessa vez, tive que registrar o soldadinho de chumbo – sim em mais de um ângulo – e seu amigo Mr. Playmobil.

A rainha com fitinha no cabelo e vendendo conserva de tomate. Não tem preço.

Infelizmente a doceria/padaria do vilarejo estava fechada. Mas como não parar para admirar a tradicional casinha de Natal feita de gengibre?

A bandinha de voluntários estava tocando músicas de Natal para arrecadar dinheiro para uma caridade que cuida de crianças. Click, e £1 pela simpatia do senhor que fez tchau pra câmera sem eu nem perceber e arrancando um sorriso da fotógrafa depois que a foto já tinha sido batida.

Cobham também é história!

Ao passar pela bandinha vi a placa explicando que Cobham estava na “Trilha de escavadores”. Um movimento que começou no condado de Surrey em 1649, 2 meses da execução do Rei Carlos I. Os escavadores cavocavam a terra para fazer adubo da terra comum, e o faziam para cultivar comida e para mostrar que todos tinham direito a desfrutar a Terra e seus frutos. Eles acreditavam que a batalha contra a pobreza, fome e opressão poderia ser ganha se a Terra fôsse usada como “Tesouro Comunitário para todos”. Quero visitar o museu dos escavadores, e quando assim o fizer volto para contar mais sobre sua história.

Na Lemon Tree, compramos velas (que acendemos quando assistimos filmes) para deixar a casa com cheirinho de Natal.

Jack Snowmen (Joãozinho Homem-de-Neve) roubou o show.

Fechamos o passeio na Maison Blanc. Criada pelo renomado chef Raymond Blanc, é uma doceria para os olhos e a barriga. Nos seguramos e compramos somente Jack Snowmen (cupcakes, o famoso bebezinho com cobertura de chantilly grosso) e macarons. Os Jacks estavam uma delícia bem macio, úmido e o cachecol é uma sobremesa à parte! Nomnomnom =P~

Guardamos os macarons pra comer no dia seguinte e não sei se foi porque deixamos fora da geladeira, mas apesar de saborosos, estavam secos e a consitência meio errada.

Concluindo, valeu a pena ter ido a Cobham e com certeza voltaremos!

Uma coisa que vale a pena mencionar, achamos muito bacana o sábado “Compre pequeno” que a American Express fez para promover compras em lojinhas independentes. A cada £10 iniciais que gastamos, ganhamos £5 de volta em crédito. Acho que fizemos £15 de volta então os docinhos da Maison Blanc saíram de graça, o que os deixa ainda mais gostosos!

No domingo decoramos a casa e acendemos as luzes de Natal, amanhã tem jantar de Natal na casa de uns amigos (alguns que não vemos fazem uns 6 meses!) e depois partimos para Sóton passar o Natal sendo mimados e engordados pela sogritcha até voltarmos para o Ano Novo.

Ah! Sem deixar de promover as caridades que ajudamos esse Natal: Crisis: Como fazemos todos os anos, compramos dois lugares para ceias de Natal a pessoas que não têm onde morar, e doei dinheiro para a British Red Cross, que teve que voltar a ajudar pessoas abaixo da linha da pobreza no Reino Unido.

Então fica aqui meu desejo de um ótimo Natal cheio de boas novas, saúde, muito amor e paz para todos.

Que o sentimento que aquece nossos corações nessa época toque seus lares e todos ao seu redor.

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Começando pelo final II

… e para continuar o assunto onde parei por “um minuto de silêncio”, e depois dos desejos de Ano Novo (que sempre me deixam meio cabisbaixa) chegou a época do ano que começo a tomar gás de novo. Vamos lá pro Ano Novo de 2012.

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Muita saudade de tudo isso…  8-|
Mas vamos ver se o blog engata a segunda marcha agora e se logo logo chego no mesmo dia que a folhinha está mostrando ;)

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Começando pelo final

Ok, vam’bora colocar o blog em ordem. E como eu sou do contra mesmo, vou começar pelo final. Pela primeira viagem que ainda não contei como foi. E coincide com o clima de Natal que já começou por aqui na TV, nas lojas e supermercados, para total irritação de Mr. W. Começo pelo final, o final do ano passado, quando fomos para o Brasil, passar o Natal e Ano Novo com a família brasileira.

Pra quem não sabe, eu só vou pro Brasil para o Natal a 2-3 anos. Os motivos são vários, a começar pelo preço das passagens, com a correria no serviço (sempre temos que revezar férias) e a correria de fim de ano no Brasil mesmo, que sempre deixa a visita mais curta, por mais que dure o mesmo tempo.

E o ano passado, lá fomos nós, rumo ao Brazilsão. Primeira vez que Mr.W passaria o Natal em país tropical e sem ameaça de neve  :-bd

 

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E depois disso teve muita praia, muita chuva, sem muito Sol e sem muita areira, mas com a mesma alegria. Depois eu volto contando mais :)

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Dá me um cornetto – O retorno

Antes tarde do que nunca é o meu lema dos relatos de viagem, e esse estava quebrando o recorde.
A nossa segunda viagem pra Itália aconteceu em Agosto do ano passado, por questões de plantão no serviço, compromissos de trabalho de Mr.W e que a alta temporada terminava justamente depois do feriadão de Verão, fomos na quarta e voltamos no domingo – depois do feriado.

A idéia era ir pra Costa Amalfitana, mas os preços da costa não valiam a pena, e decidimos ir pra área de Sorrento, que ficava mais perto de Pompéia.

Saímos de avião (British Airways) de Londres pra Nápoles na manhãzinha da sexta. Chegamos quase na hora do almoço e fomos pegar o carro de aluguel. Nos perdermos pra achar onde é que pegava a Van pro local onde pegaríamos o carro. As explicações eram desconectas, confusas e o calor imenso os deixou meio de pávio-curto já de começo. Mas no meio dos dois perdidos, conseguimos pegar a van, fomos pro local pegar o carro, e uma vez o ar condicionado ligado, estávamos na maior paz a caminho do hotel.

Decidimos nem parar em Nápoles dessa vez. Sabemos que a cidade é imensa, tem muitos museus bacanas, e precisaríamos de mais tempo pra fazer direito, então pra não fazermos meia-boca e não atrapalhar o resto do passeio, fomos direto pra Castellammare di Stabi, um vilarejo que fica entre Pompéia e Sorrento.

Chegamos, pedimos um almoço no quarto mesmo, abrimos as janelas (o ar condicionado não estava ligado ainda), trocamos de roupa e fomos pra varanda, curtir a brisa e a vista do Monte Vesúvios. Mr. W pediu um espaguete à bolonhesa, eu pedi um escalope de frango à milanesa com fritas. Não estava maravilhoso mas foi razoável. Os bolos e sobremesas estavam excelentes e esses sim valeram a pena. Depois disso, descansamos na suíte e descemos pra piscina pegar o finzinho de tarde, ver o pôr do Sol que nos presenteou durante todos os dias.

(Clique na foto para ver maior)

No segundo dia, já decidimos ir pra Pompéia, pra aproveitar o dia maravilhoso. Todas as dicas diziam pra ir cedinho, pra evitarmos a multidão de turistas e aproveitarmos tudo que Pompéia tem pra mostrar. Ver Pompéia era um dos meus desejos de viagem. Ainda me lembro das aulas de História e a professora Marina ^:)^  nos encantando com os acontecimentos, nos impressionando e nos fascinando de como o ser humano já enfrentou tanta coisa em sua jornada. A sensação de estar ali, onde antes só estive através de fotos dos livros, e assistindo documentários na TV, me vez voltar pras mesas do Recanto, as orelhas de pé, ouvindo e prestando atenção, fazendo anotações nas bordas das páginas do livro de capa marrom pra lembrar no dia da prova – como se precisasse. Aulas de história eram das minhas preferidas (e o assunto ainda me encanta) lembrar no dia da prova, era fácil. Me fez lembrar de como me senti no Egito uns anos atrás. Essa sensação no peito de estar em outro mundo, dentro dos livros, dentro da TV. De admirar o ser humano em sua magnitude, suas vitórias e suas derrotas.


No terceiro dia íamos pra Capri, e até pegamos a Van pra Sorrento, mas perdemos o horário da balsa. Mr.W também estava meio ruim do dia anterior (muito Sol, muito tempo sem comer dentro de Pompéia) , resolvemos passear por Sorrento mesmo, já que também era uma das coisas que planejamos fazer. Caminhamos quase a cidade toda, e em umas 3 horas estávamos de volta no hotel. Pra descasarmos, lermos nossos livros (foi quando terminei o “Foi apenas um sonho“), aproveitarmos a piscina, a praia “particular” e ficar de bem com a vida  B-)

No quarto dia conseguimos acordar mais cedo e irmos pra Capri. Uma ilha linda, mas que os 40 minutos de subida íngrime, com o Solzão na fuça  ~x( meio que fez o encanto se perder, infelizmente. Não fiz a lição de casa direitinho e deixei o micro ônibus, o teleférico e o taxi “conversível” que nos levaria para o topo passarem batido – só descobri que poderia tê-los utilizado no fim do passeio. Achamos que a caminhada seria fácil, mas como os dois são meio alérgicos ao calor, acabou estragando um pouco o passeio. Tenho certeza de que se tívessemos subido de transporte teria sido mais aproveitado. Mas a maneira de ir à Capri, seria em estilo mesmo pra dizer a verdade. Ficar em um dos hotéis de luxo, à beira da piscina e ar condicionado. Ou então, se você puder mais ainda, comprar uma casinha de final de semana na vizinhança ou ancorar seu yatch na beira do mar por ali, daí não tem erro  /:) #sarcastica
Na volta paramos em Sorrento para almoçar e tomar o sorvete (que de Cornetto só a casquinha de biscoito) Italiano de prache, e dar a última volta na cidade.

E no quinto dia madrugamos pra pegarmos o avião de volta. A Itália mais uma vez mexeu com meu coração, deixou saudades grandes e com gostinho de quero mais. Com certeza voltaremos, meio ainda sem saber pra qual destino.

Mas o dinheiro tá curto ou as férias escassas? Quer conhecer Sorrento sem sair de casa? Graças ao Street Map, agora dá, clique aqui e saia passeando por lá

E até dá pra fazer Capri sem a ladeira, mas não dá pra ir nos lugares mais legais. Tá curioso/a mesmo assim? Clica aqui.

Como de costume, dicas práticas e mais informações, aqui ó.
Pra ver todas as fotos que saíram da máquina pro flickr, só clicar aqui ó.

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Na terra do Tintin

Esse ano meu aniversário caiu em um feriado, então resolvemos aproveitar a deixa e fazer as malas novamente. Feriado aqui é coisa rara (só temos 10 esse ano) e sempre tentamos aproveitar o máximo quando a folhinha deixa. Depois de muito debate, vai-e-volta com mudanças de idéia, batemos o martelo em irmos para a Bélgica.

Apesar de eu já ter visitado o país há muitas primaveras atrás, valeu a pena ir de novo. Passamos por lugares que eu não tinha visto da primeira vez, e ter ido na Primavera foi uma experiência completamente diferente de ter ido no Outono. O calorzinho, as flores, o bom humor das pessoas, muda qualquer lugar depois dos temebrosos (e deliciosos, no meu ponto de vista) invernos.

 
Always looking up
Always looking up
Grey and beautiful
Grey and beautiful
Golden
Golden
From Hotel Doorsteps
From Hotel Doorsteps
Not sure, but is pretty, so here's a picture anyway
Not sure, but is pretty, so here's a picture anyway
Twin Towers
Twin Towers
Proud
Proud
Covered
Covered
Horses and Trees
Horses and Trees
Mischievious
Mischievious


Bruxelas

Bruxelas é a capital da Bélgica (e da Europa, por ser onde está a sede da União Euopéia), e como tal, tem alguns problemas de cidade grande. Algumas estações de metrô cheiram a xixi e têm mendigos dormindo no chão, existe bastante sujeira nas ruas e pixação também, mas mesmo assim é uma cidade linda.
Sua arquitetura me remete aos contos de fada, uma delicadeza, perfeição, beleza. Seus museus, igrejas e jardins são imponentes e uns dos mais bem cuidados por onde passei. Bruxelas meio que representa o que costumava pensar que era a Europa antes de eu conhecer esse lugar fascinate.
Passeamos bastante a pé pela cidade, usando o mapa que o Hotel deu pra gente, e descobri um monte de lugares que não fui na primeira vez. Estava tendo festival de Jazz (de graça na Grand Place, era só chegar, achar uma cadeira e sentar assistir) e a Maratona de Bruxelas.
O legal foi ter visto Manneken Pis, o menino de bronze que faz xixi, vestido com uma roupinha especial, o que acontece só algumas vezes no ano, em ocasiões especiais. Existem muitas lendas quanto a origem do boneco, a mais famosa é que o Duke Godfrey III de Leuven. Em 1142, as tropas de um menino-lord de 2 anos de idade estavam em uma batalha contra as tropas de Berthouts e o colocaram em uma cesta, pendurando-a em uma árvore para mantê-los encorajados. De lá, o menino começou a fazer xixi nas tropas inimigas, que enevtualmente perderam a batalha! (tirado do Wikipedia)

Foi da Bélgica que ligamos pro Brasil para parabenizar a maninha (que faz aniversário no mesmo dia, por alguma mágica dos meus pais :D) e onde Mr. W me levou jantar a comida mais deliciosa de toda a minha vida. :x

Ahead of the Sun
Ahead of the Sun
Building-bridge
Building-bridge
Always with me
Always with me
Different angle
Different angle
Who said it always have to be blue?
Who said it always have to be blue?
Short hair
Short hair


Brugges

Bruges é uma cidadezinha fofoleta, que deve ser a segunda mais visitada na Bélgica. Suas igrejas, praças e o canal que corta a cidade é um deslumbre pra qualquer lua-de-mel. Na primavera ficou ainda mais colorida, e romântica. Passeamos mais ou menos umas duas horas por lá, e de novo descobri cantos que não tinha visto da última vez. Foi a cidade que mais ouvi Brasileiros turistas. Foi lá que James tirou a foto do anel que levei pra usar, foi Mamis que deu de aniversário enquanto eu estava no Brasil, e levei pra me lembrar de todos eles durante o aniversário. :x

Black
Black
The same, but different
The same, but different
Laughing
Laughing
Once upon a time...
Once upon a time...
Fun
Fun
Sneaky snekaky 2
Sneaky snekaky 2


Ghent

Ghent é minúscula e virou piada entre a gente que é a cidade que tem mais igrejas por m2. Tinham umas 6 num espaço de 4 quadras! E todas lindas. Ghent também tem canal (que não me lembro ter visto da última vez), e estava meio sob reformas, o que encurtou o passeio, passamos uns 40 minutos por lá.

Half each
Half each
Cute food
Cute food
One of millions
One of millions
Dad
Dad
Take your pick
Take your pick
Three of millions
Three of millions
Wafflicious
Wafflicious
Is that enough?
Is that enough?


Guloseimas

E não seria Bélgica sem as muitas lojas de chocolate, doces, bolos, waffles! E sim sim, Bélgica tem 250 tipos de cerveja! principalmente com sabores de frutas, e a minha favorita é a de morango. Mas não tomamos lá, comprei 3 garrafinhas e trouxe pra tomar em casa mesmo.

Ah sim, como de costume, para ver as dicas da viagem, clique aqui. E ainda mais fotos aqui

Enfim, foi um aniversário delicioso, cheio de história pra contar e com dias super bem vividos e aproveitados, o que mais poderia pedir?

O que será que 33 me reserva? 8->

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Terra Brazilis II

Bom o que eu não contei ainda?

Ah! Esqueci de falar que Mr. W levou a maior sorte e foi pro Brazuca de Classe Executiva! Segundo andar, assento-que-vira-cama, comidinha chique, pacote completo. Depois que ele despachou as malas (o check-in foi feito online) e já estava indo para o portão de embarque, o pessoal da BA o chamou pelo auto-falante e ofereceu se ele trocaria a passagem Economia-plus pela Executiva, e ele nem bobo nem nada claro que aceitou né, chegou no Brasil descansadão %%-
Também não falei que teve almocinho gostosinho com a minha ex-chefe L. , da época que eu dava treinamento. Mas somos amigas agora, e foi uma delícia vê-la de novo, depois de quase 4 anos! Papeamos muito, no Viena do Center Norte. Foi meio decepcionante, eu lembro deles melhorzinhos na qualidade da comida, mas mesmo assim valeu a pena.

A última semana foi passada a programinhas básicos, teve aniversário da Giovana na terça-feira, e eu e minha mãe a levamos para ver Rio (opinião completa depois, mas posso dizer que foi ótimo, ela a-m-o-u) , comprei um balão Hélio de Princesa pra ela (paguei a bagatela que só Madrinha que mora longe tem coragem de pagar, mas ela merece!) e depois pegamos lanchinho do macdonalds e todos os brinquedos do Rio de brinde pra ela brincar. Mr. W se admirou, concordando comigo, de como o McD é mais gostoso no Brasil!

Nessa terça foi o dia que Mr. W torceu as costas, então quarta e quinta foram meio de molho (por isso que ele não foi no cinema com a gente também). Mas quarta fomos encontrar minha amiga mais antiga, a C. A conheço desde os 9 anos de idade, e é sempre uma delícia passar um tempo com ela. Ela e o marido dela são uns fofos e nos levaram no Bar Dona Onça ali no Centro de São Paulo. Foi bem gostosinho e quero ver se volto lá com a trupe para o aniversário do meu pai em Dezembro =P~ Depois da jantinha teve passeio guiado (por eles, rs) pelo Centro de Sampa, incluindo a Liberdade e Parque do Ibirapuera.

Depois disso, os planos foram ir no Shopping D (que Mr. W não tinha ido ainda), onde compramos umas coisinhas pra trazer de presente, e Giovana ficou brincando no parquinho que eles têm lá. Era para termos ido na minha irmã jantar, mas o Levi teve conjuvite :( E não pudemos dar um abração neles de tchau. Mas logo logo estaremos dando o abração de Oi-de-novo :)

Daí teve a festinha oficial da Gigi no Sábado, onde vi minha prima e minha tia fófis de novo, e passamos mais tempos juntos. Eu tinha ido pro Brasil pra participar da festinha de Gi (eu não tinha ido em nenhuma ainda) e foi uma delícia participar de 3! =D

Agora às fotos que fiquei devendo no post anterior :)

Teve pezinho molhado e pernocas branquelas no H2O do Guarujá
Teve admirar o marzão do mirante de concreto
Teve (ou tiveram?) os barquinhos dos pescadores
E teve o pescador solitário
Teve sentar na cadeirinha de praia e ouvir o mar fazer WHOOSH

Teve dia nublado, com paisagem esplêndida da janela
Teve menininho nos lembrando como é fácil ser entretido
Teve visita a sala de troféus da Vila Belmiro
Teve visita ao estádio da Vila Belmiro
E uma foto por cima do muro do estádio que sem querer deu certo
Teve despedida da praia
Teve comemoração da Páscoa
Teve processão
E teve nós participando das últimas paradas
Teve chocolate derretido no porta-mala do carro a caminho de Bragança Pta
E teve volta a Sampa, e flores no caminho pra hidroginástica
E no caminho também tinha Jaqueira
Teve festinha pra Gigi em casa
Teve eu e minha mãe fazendo lembrancinha pra festa de aniversário da Gigi na escolinha
Teve Churros no Bar da Dona Onça
Teve o Impostômetro, mostrando quanto o povo brasileiro já deu de impostos pro governo esse ano

Teve a boneca que quase não tiramos foto, por esquecimento, mas agora está garantida que esquecida não será

Teve a foto que foi a Gigi quem tirou
Teve mais lembrancinhas, pro aniversário do final de semana
Teve tema princesa, do jeitinho que Gigi quis

Teve Cupcake de cenoura com recheio de doce de leite
E teve fim de festa...

E foi gostinho de fim de festa mesmo. No dia seguinte, quando voltei pra minha outra casa. Domingo chegou e debaixo de chuva fortíssima voltamos pra Terra da Rainha e de Princesa Kate. Dessa vez foi sem choro, apesar do aperto no coração que veio de mansinho no avião. Mr. W – como sempre – me acalmou. O vôo foi bacana, assisti o Discurso do Rei Megamind e True Grit. Assisti mais uns seriados e continuei lendo Digital Fortress.

Cheguei em casa ainda com o vazio no peito que só quem escolhe dois lugares do mundo pra chamar de casa sabe o que é. Aquele silêncio depois da barulhada de Gigi e da família Buscapé que é difícil de acostumar de novo.

Agora já voltamos à rotina, mas as malas nos esperam ainda para serem desfeitas. Acho que prolongamos o feito, porque parece que assim não faz tempo que deixamos tantas pessoas amadas lá do outro lado do Oceano. Mas logo logo estamos de volta, e até lá vamos procurar bastante coisa boa pra fazer e história bacana pra contar! E começando a campanha pros meus pais virem visitar a caverna nova né?!

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Como foi de Natal e Ano Novo?

Opa, a boa blogueira ao blog retorna. Mil coisas acontecendo e se resolvendo, mas tudo pro lado positivo, sempre!
E claro que não posso deixar de contar como foram as festas por aqui. Tudo lindo como sempre nessa Terra da Rainha, onde tudo é charmosinho nesse frio aconchegante.
Os planos eram a gente conseguir ver os amigos e depois partirmos pra Southampton pra casa dos pais de Mr.W mas a neve literalmente melou os planos, e tivemos que ir direto pra ‘Sóton’ pra não corrermos o risco de não conseguirmos chegar lá!

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Pela primeira vez fui a um Christmas Carol (Coral de Natal). Foi bem pobrezinho, mas super bacana e me diverti muito. Como foi na noite do dia 24, que normalmente eles não fazem nada, ficou mais especial pra mim, que ainda sinto um pouco de falta da festança na noite de Natal :) Durou uma hora mais ou menos, num frio de rachar, mas valeu a pena. Guardei o livrinho de músicas, um dia desses posto sobre elas, porque o assunto rende que é uma beleza.

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Mãe de Mr. W mandou muito bem na decoração como sempre. E um dos motivos da gente ter ido pra lá, foi pra ver as vózinhas de Mr. W também. Elas já são bem avançadas na idade, e moram relativamente longe de Surrey e Sóton. Uma das vózinhas tem Alzheimer mas estava super bem no dia, falante e sorridente. A outra vózinha é super lúcida, e um amorzinho de pessoa pra sentar e conversar. A última vez que as vimos foi no Natal de 2009, então não queríamos deixar passar a oportunidade, né?

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E aqui é meio que tradição jogar algum jogo de família no dia de Natal quando todo mundo já está cansado de comer. Jogamos o Thinktangles. Um jogo bem bacaninha, onde você tem que achar uma imagem específica no meio de um monte de cartas com diferentes imagens! E jogamos o Trivial Pursuit edição de 19-e-lá-vai bolinha. Esse jogo é questões de conhecimentos gerais, e no final estavámos tão cansados, que começamos a soprar dicas pra quem era a vez, e o jogo virou uma farra!

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E como não poderia ser diferente, comemos muiiito. Dessa vez a mãe de Mr.W comprou tudo pronto, de uma das lojas mais chiques de fornecimento de comidas para festas. Estava tudo divino! Apesar de aqui eles comemorarem o Natal no almoço do dia 25, a Dona J. fez uma ceia a noite pra mim, pra quando voltamos do coral. Para a ceia – que era para ter sido algo singelo – teve torta de veado (gostei, é bem gordurosa a carne, uma mistura entre carne de porco e de boi) com cranberries (uma espécie de cereja bem ácida), salmão defumado, seleção de queijos ingleses, compota de lagosta (que eu amei e comi tanto que eles me deram pra trazer o que sobrou pra casa) e batatas assadas. De sobremesa, teve Trifle, que é feito em três camadas. Uma camada bem fininha de bolo, uma de gelatina com pedaços de frutas, creme inglês e chantilly. Amo!
Na foto da mesa acima, vocês podem ver os crackers também, que estouramos no almoço do Natal, e dentro dele tem brindes, piadas e um chapel de papel crepom em forma de coroa pra todo mundo vestir na mesa e se sentir a família real :D
Os presentes são trocados na manhã de Natal, ou depois do almoço. Esse ano fizemos depois do almoço, mas antes ganhei as stockings que são aquelas meias de Natal que vimos nos filmes. A mãe de Mr W encheu ela de presentinhos fofos e deixou na porta pra gente pegar quando acordamos.

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Passamos 3 dias lá, incluindo o Boxing Day que é o feriado depois do dia de Natal aqui na Inlgaterra. Dia 26. Como caiu em um final de semana, os feriados foram empurrados pra Segunda e Terça. Voltamos pra casinha pra aproveitamos um pouco aqui também. As decorações na foto de cima, são daqui :) Até os instrumentos de música entraram na dança.

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O relógio de Bacon e Ovo foi uma das primeiras coisas que pensei em comprar quando compramos a casa nova. Mr. W me deu de Natal! :D/

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“E Natal não é Natal sem RadioTimes”. Então, todo ano compramos a revista que vem com o guia de televisão das semanas entre Natal e Ano Novo. É meio que uma tradição no Reino Unido e todo mundo pega a sua cópia assim que sai quentinha. A nossa veio um dia antes do Natal, mas tá valendo :P
Alguns têm violetas, mas eu tenho Amarilis na janela. E acreditem se quiserem, mas compramos dois dias depois de nos mudarmos pra cá em Outubro e a primeira flor saiu no dia de ano novo! Ela já está gigante e com 4 flores! Amo minhas plantas :)

Por falar em ano novo, foi super bacana também. Como as meninas estão com bebezinhos e estavam cansadonas, a gente optou por irmos na casa de um dos amigos do Mr. W. A gente quase não vê eles, e uma das metas desse ano pra mim é reaproximar a tchurminha e me rodear de gente pra dar risada e jogar conversa fora. Foi uma delícia. Teve brinde com champagne e fogos no quintal (super raridade aqui, e apesar de não gostar do barulho dos fogos, me fez matar a saudade da celebração brasileira). Teve muitas risadas e conversa jogada fora. Também um saldo de mais 2 finais de semana seguidos de coisas pra fazer com eles – dois aniversários – um que já passou e um sábado agora :)

E no dia 3, que também foi feriado, pelo ano novo ter caído no Sábado, vimos as meninas e as bebês fofoletas, num restaurante Rodízio Brasileiro, o Rico, tava gostosinho mas sentimos falta da salada de batata com maionese pôxa!

Meta atingida! E mais metas sendo planejadas e concretizadas. Eita começo de ano bão sô!

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Dá me um cornetto!

Tudo começou nos dias dos namorados desse ano (que aqui é Dia de São Valentino e comemorado em Fevereiro), quando a gente combinou que não teria presentes, “- Só troca de cartão, hein!?!” e a gente foi pra Southampton, pro show da banda dele, então tivemos que dormir por lá. Na confusão de três casas pra irmos, acabei esquecendo o cartão dele na minha casa. De última hora, na sexta-feira antes do fatídico dia, fiz um cartão com colagens de revistas e enfiei na mala, torcendo pra ele gostar e ter aquela coisinha a mais especial.

No Domingo de dia dos Namorados (e depois do show que tinha sido no Sábado) Mr. W me acordou com o cartão pra me dar nas mãos, mas junto com o cartão tinha um pacotinho, um livro sobre Veneza (que sempre foi um dos poucos lugares que eu sempre quis conhecer, e ele sabia)…. Então teve aquela bronquinha básica e biquinho “-Você sabia que não era pra ter presente, não vale, vou ter que comprar algo pra você também! 8-|  ”  e ele então suspirou no meu ouvido “Tudo bem, só que as passagens e o hotel foram mais caros!”   Minha única reação só podia ser derrubar a mandíbula e aceitar :O  Viagem marcada pro feriado de Agosto e contagem regressiva começava!

Seis meses passaram voando, muitas notícias boas chegaram, Bebê C nasceu, Bebê Dengo e Bebê ô-nome-difícil-de-se-escolher foram encomendados. Teve viagem pro Brasil depois de dois anos desesperados, e a hora de realizar o sonho de conhecer Veneza chegou também.

O dia começou na chuva – nem tão esperada em Londres nessa época do ano. Acordamos às 4:20 da manhã,e lá vamos nós! Nós dois detestamos acordar cedo, mas se é pra um dia de diversão, a gente pula da cama, no maior sono, mal-humor, dando choque, mas levanta e vai. Quando chegamos no Lounge da BA (sim, o ticket era de primeira classe, que tava em promoção do tipo toma-aqui-esses-tickets-que-agente-não-vende-nem com-reza-brava) o humor já estava melhor, e os choques tinham passado, a gente só tava feliz de termos esse tempinho longe de tudo e de todos e só nós dois que já estava vencido de acontecer 8->

Esperando no aeroporto
Esperando no aeroporto

Quem me conhece sabe que sou uma hippie-hipócrita mesmo. Tenho ideais de que todo mundo deveria dividir o que tem, não gastar tudo que ganha etc etc, mas confesso que parecia criança em loja de doce no lounge. Peguei umas 3 revistas (incluindo a Hello! – que é tipo a Caras – que eu abomino, mas de graça até injeção na testa né?) e passei a mão mesmo em alguns biscoitinhos e suquinho que ficam à disposição no lounge.

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Não sou muito de tirar fotos de dentro do avião, mas tinha como não tirar fotos desse céu azulzinho que tava por cima de Londres? Quero ver se coloco num quadro, pra me lembrar que o céu é sempre azul em Londres. Mesmo que somente por cima das nuvens que tentam estragar o espetáculo ;;) Quando estávamos chegando em Veneza, a mulher sentada do lado disse pra prestarmos atenção que Veneza ia estar do nosso lado. Me empolguei e tirei fotos de umas ilhas que não sei quais são achando que era Veneza. Já tinha ouvido falar que a cidade alaga, mas tinha limite né? Não dava pra ver uma casa, uma rua, nada! Alguns minutos depois percebemos que Veneza era a ilha grande que estava por vir, e que tinha uma estrada enooooorme do aeroporto até lá…

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Assim que descemos do avião, o bafo já conhecido das viagens ao Brasil avisava que a BBC estava mais uma vez errada com a previsão do tempo. O dia estava lindo e o Sol já estava queimando ao meio-dia. Depois do passaporte devidamente carimbado (eu ainda estou viajando com o Brasileiro, que é carimbado, enquanto o Britânico, que não é carimbado, não sai) era hora de decidir como sair do continente pra ir pra Ilha. Entre as escolhas de irmos de ônibus pela estrada (20 minutos, €3) , de taxi-barco (20 minutos, €150) ou o Vaporetto, o ônibus barco (1:30 hora, €25 ida-e-volta), escolhemos o Vaporetto. As malas vão todas amontoadas na cabine, mas a gente foi confortável com 6 assentos pra escolher e olhando na janelinha, se melecando de protetor solar, e tentando se esconder do Sol escaldante, mas delicioso. A vontade era de se jogar na água ali mesmo.

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E a viagem de 1:30 passou tão rapidinho que nem percebemos. Como boa hippie-ócrata, fiquei possessa com o yacht gigante que estava ancorado em uma das ilhas e mais possessa ainda quando vi que carregava a bandeira Britânica, cadê a recessão meu povo? Mas fiquei calminha calminha com os detalhes de Veneza pelo caminho, a primeira ponte, e a Ambulância-barco. Só espero que nenhum paciente esteja sofrendo de enjôo! :D

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E então chegamos, e a sensação de chegar num lugar novo é sempre de tirar o fôlego. Ainda mais quando é um lugar que você esperou conhecer desde a primeira vez que viu a propaganda do Cornetto. Veneza é linda. A Gisele Bunchen dos destinos turisticos. Fotogênica, charmosa, elegante, exótica. Pra onde eu olhava, era uma foto que queria tirar. Cada piscada de olho um clique. Mas antes de começar a foto-fest, precisávamos nos livrar das malas. E foi a primeira experiência com a impossibilidade de achar qualquer lugar em Veneza, mesmo tendo mapa e indicações. Se um dia você fôr, prepare-se pra se perder, muito. E adorar. A não ser, é claro, que esteja viajando há 8 horas e querendo largar as malas em qualquer canto pra começar o turismo de vez.

Achamos o hotel depois de uns 20 minutos procurando (na verdade era a 5 minutos do porto do barco), usando meu Italiano arranhado (estudei 18 meses quando tinha 14 anos) e o Inglês arrastado dos Italianos. O hotel era no coração de Veneza, bem no meio entre os dois pontos principais de turismo, a Ponte Rialto e a Basílica de São Marco. Lindo, chique, luxo, mas amigável e confortável.

Na recepção já tinham 3 Brasileiras brigando porque o quarto não tava pronto, e um grupo de americano já fazendo o check-in e se mandando pro quarto. O nosso quarto não tava pronto, então peguei a câmera, pegamos o recibo das malas, e fomos investigar a cidade que os dois tanto queríamos ter sempre ido, e nunca tinha dado certo.

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Tínhamos umas duas horas pra bater perna antes do horário do quarto ser liberado. Resolvemos voltar pelas ruazinhas de lojas, e até as bancas de máscaras de Carnaval. Mas nos perdemos um pouquinho de volta só pra eu tirar a foto da porta que me chamou a a atenção, o restaurante na viela que me lembrou Bragança. Achei fofo os relógios inspirados em Dalí. Especialmente o da torneira Perde-Tempo :-D  Só não comprei porque a gente não ia conseguir trazer sem quebrar em mil pedacinhos. Mas talvez um dia compre e mande entregar, quem sabe?

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A rua das lojinhas (aliás, se você não se perder – de propósito ou sem querer –  em Veneza, todas as ruas vão ter lojinhas) terminava na Basílica de São Marco, que já tinha chamado a nossa atenção no caminho do barco até o hotel. Mas com calma, percebi quão impressionante a contrução é, toda aquela quantidade fenomenal de mármore! Linda, e monumental, mas não deixamos de comentar o preço (em dinheiro, vidas, corrupção, interesse, poder, etc…) dessa riqueza toda era diretamente proporcional ao fato da Igreja pregar divisão dos bens, cuidado com o próximo e desprendimento dos bens materiais. Mas deixamos esse fato pra lá, e decidimos apreciar todas as Igrejas como símbolos da história, da arquitetura, arte e herança a futuras gerações, incluindo a gente.

A Campanille é uma torre que ruiu em 1902 depois de incêndios e má restaurações. A gente ia entrar um dia a noite mas acabou não dando certo com os planos, mas vimos a cidade de cima no último dia, mas de outro ângulo.

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Do ladinho da Basílica tem o Palazzo Ducalle, que já foi o Governo de Veneza quando eles ainda  “lutavam” com o Vaticano pra ver quem ia ter o poder da igreja. A Praça São Marco não tem mais tantos pombos como antigamente  mas ainda tem alguns só pras fotos :) – hoje em dia você pode ser multado na hora se fôr pego pela polícia alimentando os pássaros – apesar que vimos gente dando paozinho e ningém levando multa.

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E tava um calor de lascar 36° na média, até o passarinho precisava parar pra se refrescar :) E até o cachorro mereceu uma foto em Veneza. Perdidos por ali era onde éramos agraciados com as coisas mais lindas e inexperadas, como esse protão no meio de uma pracinha. Mas sem o propósito de fechar ou trancar nada. Só ali.

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Me apaixonei mesmo pelas máscaras. Em um momento Mr. W até teve que perguntar porque é que eu tirava tantas fotos, e minha resposta foi: “Porque não?” :-?? Tirei mais de 50 fotos delas, e peguei leve na hora de dividir com o povo porque slide de fotos de viagens alheio é interessante só até um certo ponto. As sombrinhas eras fofas, e eu ia comprar uma pra mim mas 1) Não ia dar pra trazer  2) O final da viagem foi meio atribulado, acabei me atrapalhando e esqueci de comprar #-o

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Já não é mais segredo que eu sou tarada por lustres, lâmpadas, luzes em geral. É um gosto novo, eu nunca liguei muito pra isso, mas de uns meses pra cá, os detalhes me chamam a atenção e é cada vez mais difícil resistir registrar os designs maravilhosos que me encontram pelo caminho.  Sem falar no charme de uma rua sem saída, que só é sem saída se você pensar pequeno.

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E entre uma perdida e outra, a gente se encantou com os vasos nas janelas. E os cataventos nas janelas. E os canais nas janelas.

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Pra guiar os passeios perdidos, pegamos o passe de visitar 12 igrejas pelo peço de 3. Foi um veneno contra a barata-tontice que estava nos assolando de andar sem destino. As igrejas nos puxavam pros lugares mais longe dos tumultos de turistas, apesar de continuar no roteiro e mais uma vez nos proporcionar a chance de admirar uma riqueza em arquitetura e materiais que não sei se a humanidade jamais verá novamente sendo criada. Os pés cansados de andar 12-14 por dia mereciam sempre um descando onde desse, mas sempre garantido de ser um lugar espetacular, essa parada  foi nos degrais da Igreja San Stae.

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E como falar da Itália e não falar de comida? Comida gostosa, pros olhos e pra barriga. Detalhe pro coco no chuveirinho, o sorvete que nem eles sabem o sabor (Puffo = Smurfs!) deveria ter experimentado! O torrone gigante, o pão-peixe, e as massas coloridas. Na maioria das sorveterias eles colocam a fruta em cima do sabor, ou enfeitam, a-do-rei.

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E por falar em comer, ficam as dicas de restaurantes (que aliás vieram daquele livro sobre Veneza que Mr. W me deu) a Rosticceria Gislon, que parecia boteco brasileiro, com uma comida boa e barata, comemos os dois por €15 o que é a maior bagatela em Veneza, onde uma coca não sai por menos de €2,80 e pode chegar a €4,50. Comi risotto de camarão com cogumelo – não deu nem tempo de esperar pra tirar foto- e Mr. W foi de bom e velho Bolonhesa (que lá eles chamavam de Ragu).

A segunda dica é da Trattoria Da Fiore que serve pratos à la Carte, baratinhos também (mas a conta já foi €25) e bem típicos de Veneza. Comi o Ciccetti que é uma seleção de peixes e Mr. W foi de polenta com camarão.

Comida deliciosa, cheirosa, linda. E tinha como resistir?

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Pra os jantares, ficamos pelo Hotel mesmo. Aliás o Hotel Splendid foi perfeito. Mr. W pegou um quarto com vista pro canal, e toda vez que passava o gondoleiro cantando, a gente ouvia do quarto. O quarto e a cama eram confortáveis, e trocavam as toalhas duas vezes por dia (o que pra gente funcionou porque o calor era tanto que precisávamos de dois banhos mesmo). Também tinha kit de tratamento pros pés no kit do banheiro, que eu usei e abusei todos os dias :-bd

No primeiro dia estávamos acabados, vimos os preços no menu e achamos razoável, então resolvemos tentar. O garçom era uma simpatia de pessoa, os pãezinhos e água servidos de graça, e no último dia ganhamos umas três entradas de graça. A comida era excelente e o ambiente delicioso. Piano ao vivo todos os dias e no dia que choveu de noite foi uma mão na roda. Recomendo mesmo que você não fique no hotel, jante uma noite lá e não se arrependerá!

Vimos a bandeira do Brasil umas 3 vezes, e em uma delas era chamando pra aulinha de Samba. Mas tinha acontecido no final de semana anterior… Tem MUITO brasileiro lá , ouvi mais gente falando em português do que em inglês :D E a foto do meio são as máscaras genuínas mesmo, feitas enquanto você vê os artistas trabalhando nas lojas autênticas de Papier Mache.

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No último dia, finalmente fomos aos dois primeiros lugares que o livro fala que não é pra sair de Veneza sem visitar. A Basílica e o Palácio Ducale (comentários na página de viagens)

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E num piscar de olhos era hora de irmos embora. Na volta, perdemos o ticket de barco do Mr. W w tivemos que comprar um novo. Achei no meio do passaporte quando estava pegando pra apresentar pra imigração Italiana #-o

Foram 4 dias deliciosos, compramos lembracinhas (de vidro Murano, específico de Veneza), comemos muito, andamos mais ainda. O tempo colaborou imensamente pra experiência e tomamos chuva com gosto. Com certeza repetirei a dose se um dia tiver a oportunidade.

E pra quem achou que escrevi demais, vocês não viram o relato que fiz por dia com detalhes tim-por-timtim, mas esse só vai ser escrito no diário de papel, com caneta e para minha própria recordação, porque de novo, relato de viagem dos outros não é refresco não :))

Pra quem tiver mesmo planejando a viagem à Veneza, tem resumo das recomendações aqui.

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