Mais um ano com ele ao meu lado

Ele e ela. Uma de 12, um de 8 e uma de 10.

Hoje é o dia dele.
Sem ele eu não existiria, e não estaria sentada aqui agora, escrevendo essa declaração de amor.
Sem ele, eu poderia até ser outra pessoa, em outro corpo, tendo outra experiência.
Mas ele é a metade que fez e ainda faz ser quem eu sou.
Hoje é o dia dele.
Ele, quem me carregou no colo assim que eu nasci e me aconchegou em seu colo por muitos anos por virem.
Ele quem trabalhou pesado e pagou minha educação em escolas e faculdades particulares. Ele quem nos encontrou na primeira ida ao cinema depois do serviço com pacotinhos de Amendita, depois que a Branca de Neve acabou e Fievel iria começar.
Ele quem comprou nosso primeiro vídeo-cassete, com Policial da Pesada e Irmãos Gêmeos a tira-colo para assistirmos todos juntos comendo pipoca estourada na panela.
Hoje é o dia dele.
Ele quem, como dizem aqui “venceu seus demônios” em nome da família. Me ensinando uma lição que ninguém mais poderia, de força de vontade, de prioridade e de amor.
Ele que esperava no carro com dois emburrados enquanto um (na vez do rodízio, claro) ia com ela fazer a compra no mês no supermercado.
Ele que era o fotógrafo da família, e que instigou em mim a paixão de registrar por onde passo e coisas que vejo.
Hoje é o dia dele.
Ele que era um dos poucos pais que ia nos buscar na porta da escola, e inventava brincadeiras pra nos entreter enquanto esperávamos ela acabar o dia de trabalho. Brincadeiras de lembrar placa de carros, de equilibrar nos troncos cortados do lugar que tinha vista pra terra da garoa. De contar o que aprendemos na escola.
Ele quem colocava rádio de notícia no rádio, ia buscar jornal todo domingo na banca, e não deixava (e ainda não deixa) de assistir pelo menos 2 “jornais” de noite e nos ensinou a importância de ter conhecimento e uma opinião no mundo ao nosso redor.
Ele quem também colocava em rádio de música clássica e é o responsável por uma das minhas músicas favoritas ser Bolero de Ravel. E uma das bandas favoritas ser Beatles.
Ele quem nos ensinou que para escrever precisava aprender a ler. E nos levava todos os sábados devolver um livro e escolher um novo na biblioteca.
Hoje é o dia dele.
Ele quem me passou no DNA o amor-doente-daqueles-que-dá ataque-no-coração pelo futebol, pelo Palmeiras e Bragantino, que por bem ou por mal também passou o gosto pela Fórmula 1.
Ele quem comprou um livro da Disney explicando tudo sobre as olimpíadas para nos ensinar sobre todos os esportes, e que líamos debruçados na mesa, todos querendo engolir as páginas do livro principalmente durante as Olimpíadas da escola.
Ele quem ia nos jogos de olimpíadas da escola, e gritava, incentivava e nos treinava (do handball ao salto em distância) para entender a importância de participar e não só de ganhar.
Hoje é o dia dele.
Ele quem nos ensinou xadrez e dama, e que até hoje ainda é invicto em casa, mas com 3 troféus de seus herdeiros, um deles ganho pelo caçula através do vários xeque do pastor que ele também ensinou.
Ele quem nos ensinou a importância de guardar dinheiro para, como eles dizem aqui, a rainy day “um dia de chuva”. Quem, junto com ela, me disse a partir do meu primeiro salário aproveitar metade e a colocar metade na poupança.
Ele quem foi pra faculdade se tornar uma pessoa melhor com 3 crianças pequenas em casa, dizendo tchau e gostando de ficar esperando os pais chegarem da faculdade de sexta-feira.
Hoje é o dia dele.
Ele quem era o motorista oficial, nos levando pra cima e pra baixo. Algumas vezes meio emburrado, meio calado, outras vezes falante e animado, mas sempre com segurança e paciência.
Ele quem nos levava para comer esfiha e kibe cru. Ou churrasco, ou pizza.
Ele quem nos levava para o escritório, fazer limpeza, fazer fechamento, ir ver a nova aquisição. E nos deixava brincar de gente grande. Ou uma vez até irmos no lançamento de um prédio ali pertinho e pegar bexigas que estavam dando de graça, daquelas presas no palitinho.
Hoje é o dia dele.
Ele quem nos deixava conferir as contas, “bater” os resultados do contabilista.
Ele quem deu a dica pra eu não ser contabilista mas seguir a carreira de tecnologia. Ele que comigo ia junto até o metrô de tarde, e no último ano ia nos buscar na Federal de noite.
Ele quem dizia, e ainda diz que McDonalds não é comida, é isopor.
Hoje é o dia dele.
Ele quem religiosamente pede pizza de sexta. E come mozarela de rolinho. E gosta de salaminho, bolacha “vafer”, Halawe, sorvete de “abaixaaqui” e suspiro.
Ele quem sabia se estávamos mesmo com fome olhando dentro do nosso ouvido.
Ele que brincava de cavalinho. E nun a levantou a mão pra mim. Só um beliscão merecido pela teimosia e desafio. Primeiro e último e que ela me falou que ele se arrepende até hoje.
Hoje é o dia dele.
Ele quem deu gargalhadas, risadas até chorar na hora de dormir.
Ele quem é uma enciclopédia ambulante. Que sabe tudo sobre tudo e está sempre aprendendo mais.
Ele de quem eu puxei o amor às bugigangas, a gostar de ficar em casa e a preciosa introversão.
Ele quem comprou a pulseira quando “virei mocinha” e que fez toda a experiência que estava sendo traumática ser mais positiva.
Hoje é o dia dele.
Ele quem nos deu dois sustos. Uma úlcera e um câncer. Mas que forte e firme continua com a gente, fazendo parte, ajudando, amando, incentivando.
Ele quem lê e comenta cada post, passando o amor pro outro lado do oceano.
Ele quem paga e às vezes vai buscar, todas as minhas “vontades de comer” quando estou por lá. Seja churros, pastel, pizza de frango e catupiry ou Quatro Queijos.
Hoje é o dia dele.
Uma das pessoas que mais amo, admiro e que sinto mais falta de não estar na terrinha celebrando essa data tão especial com ele.
Ele quem não queria acreditar que eu nunca mais voltaria pra terrinha pra morar de novo, e que parte meu coração toda vez que penso nisso.
Ele quem veio pra cá quando eu prometi que se ele viesse eu pararia de chorar na despedida do aeroporto.
E eu aprendi, e quando nos vemos de novo, é sempre só alegria, abraços apertados, mimos e coisa boa.

Hoje é o dia dele.
Ele, que não dá pra descrever, não dá pra fazer caber todas as coisas boas que fizemos juntos num post de blog, numa carta de amor, num livro sem fim.

Pra ele desejo um aniversário sem muita bagunça e barulho, boas notícias e coisas boas.
Pra ele desejo que saiba o quanto ele me ensinou, o quanto é amado e admirado por essa pessoinha aqui.

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Mais um ano com ela ao meu lado.

Ela. Uma de 2. Um de 1. Uma de 4.

Hoje é o dia dela.
Sem ela eu não existiria, e não estaria sentada aqui agora, escrevendo essa declaração de amor.
Sem ela, eu poderia até ser outra pessoa, em outro corpo, tendo outra experiência.
Mas ela é a metade que fez e ainda faz ser quem eu sou.
Hoje é o dia dela.
Ela que me alimentou, me cobriu, me carregou.
Ela que telefonava no berçário e não falava nada pra ouvir se eu estava chorando, e que acabava me ouvindo cantando pros outros bebês.
Ela que me dava 4 chupetas ao mesmo tempo, pra cheirar, pra brincar no dedão do pé, na orelha, na mão.
Hoje é o dia dela.
Ela que colocou comida quente na minha boca pra eu aprender o que é quente e aprender ter paciência e acreditar que mãe nunca mente.
Ela que me ficou horas cuidando de mim nas crises de bronquite, com o paninho molhado no álcool e “vicvaporub” nas noites em claro, nos plantões de inalação, nas saídas do serviço pra me buscar na escola
Ela que me mandou pra homeopatia e acupuntura e que finalmente curaram as crises.
Hoje é o dia dela.
Ela que pagou um dinheirão no aparelho capacete. Ela que mandou eu parar de usar o aparelho porque judiava muito de mim. Ela achou uma clínica-popular-esquema-faculdade de ortodontistas la na PQP pra colocar meu aparelho e endireitar meus caninos, resultado de dentes grandes que puxei dela e da arcada pequena que puxei dele.
Ela que nunca levantou o braço pra mim.
Ela que me ensinou que se mentirmos onde estamos, ninguém vai acreditar se telefonarem dizendo que houve um acidente com a gente e por isso ela não iria nos socorrer (tacada de mestre, não sei mentir pra ela e pra ninguém até hoje!)
Hoje é o dia dela.
Ela que me ensinou das coisas que existem entre o céu e a terra e me deu liberdade de acreditar e seguir o que meu coração e minha alma escolheram.
Ela que me ensinou que não há vergonha em arregaçar as mangas para serviço doméstico, mas somente depois que a família está feliz, alimentada e com a lição feita, sem neuras.
Ela que levantava mais cedo pra fazer “as lancheira”.
Ela que ensinou que coisa de marca é bobagem, e o que vale é a qualidade que se paga, no bolso que se cabe.
Hoje é o dia dela.
Ela que nos levava nos McDonalds toda sexta-feira depois da aula.
Ela que deixava a gente fazer picnic de domingo na sala minúscula, com frango frito – ela que se queimava fazendo frango frito! – macarronada e suco de laranja, assistindo trapalhões.
Ela que nos ensinou o valor da mesada, o dinheirinho que não ganhávamos, mas era dado pra pagar um brinquedo todo mês no valor do que merecíamos.
Ela que sacrificou sua carreira em nome de sua presença com a gente, mas que continuou trabalhando, nos mostrando que o homem é seu trabalho.
Ela que pegava ônibus com um de 2, uma de 4 e uma de 6.
Hoje é o dia dela.
Ela que foi pra faculdade se tornar uma pessoa melhor com 3 crianças pequenas em casa, dizendo tchau e gostando de ficar esperando os pais chegarem da faculdade de sexta-feira.
Ela que achou aula de italiano no Albino pra eu fazer.
Ela que me empurrou pra fazer Escola Federal e que traçou o meu destino por tê-lo feito.
Ela que pagou balé, natação e hidroginástica.
Ela que pagou Kumon – matemática e japonês.
Ela que me deu conselhos, enxugou minhas lágrimas, me guiou pela minha vida.
Hoje é o dia dela.
Ela que decorou nosso quarto com papel de parede cor-de-rosa cheio de carneirinhos e nuvens, lembrança boa e confortável pro resto da vida.
Ela que separava o irmão dos cabelos da irmã.
Ela que deixava a gente brincar no serviço dela como se fôssemos gente grande.
Hoje é o dia dela.
Ela que deu gargalhadas, risadas até chorar na hora de dormir.
Ela que deixava a gente brincar até de noitinha no parquinho.
Ela que me ajudou a aprender a taboada.
Hoje é o dia dela.
Ela que foi a pessoa que me levou ver Palmeiras pela primeira vez no Palestra.
Ela que organizou a festa de aniversário no salão com amigos e peça de teatro, e a festa de 15 anos na casa da tia com as melhores amigas.
Ela que paga um dinheirão pra passar férias.
Hoje é o dia dela.
Ela que é um terço do meu porto seguro até hoje
Ela que é um terço do meu livro de conselhos até hoje. E eu nem ameaço ir contra o que ela diz que é o certo a fazer.
Dela puxei além dos dentes grandes, o cabelo enroladinho, o tamanho do sutiã, o senso de justiça, o pezinho pequeno.
Ela que ainda me ensina, me consola, me acompanha, me abraça gostoso, me beija bom dia e boa noite (quando estamos sob o mesmo teto), que tem atos de serviço como demonstração de amor e que coloca todo mundo na frente do seu bem-estar.
Hoje é o dia dela.
Uma das pessoas que mais amo, admiro e que sinto mais falta de não estar na terrinha celebrando essa data tão especial com ela.
Mas ela também me ensinou que todo dia é dia de aniversário.
E eu aprendi, e quando nos vemos de novo, é sempre só alegria, abraços, fofoquinha e coisa boa.

Hoje é o dia dela.
Ela, que não dá pra descrever, não dá pra fazer caber todas as coisas boas que fizemos juntas num post de blog, numa carta de amor, num livro sem fim.

Pra ela desejo um aniversário cheio de “balinhas”, boas notícias e coisas boas.
Pra ela desejo que saiba o quanto ela me ensinou, o quanto é amada e admirada por essa pessoinha aqui.

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Começando pelo final II

… e para continuar o assunto onde parei por “um minuto de silêncio”, e depois dos desejos de Ano Novo (que sempre me deixam meio cabisbaixa) chegou a época do ano que começo a tomar gás de novo. Vamos lá pro Ano Novo de 2012.

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Muita saudade de tudo isso…  8-|
Mas vamos ver se o blog engata a segunda marcha agora e se logo logo chego no mesmo dia que a folhinha está mostrando ;)

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O Brasil está na moda: Propagandas com jeitinho brasileiro

Que o mundo todo está querendo vender para o Brasil, todo mundo sabe. Mas será que todo mundo está sabendo que o Brasil tem sido fonte inspiradora para propagandas no “exterior”?
Nossa cultura, paisagens e músicas têm sido exibidos em lares do Reino Unido por um tempo já!

Tem o banco Barclays, usando São Paulo como cenário para a progranda do cartão que não precisa mais de senha:
httpv://www.youtube.com/watch?v=YyIU-MzaXlg
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Tem o chocolate Cadbury’s usando a Aquarela do Brasil para promover seu chocolate aerado:
httpv://www.youtube.com/watch?v=6nVRntpovco

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Tem HSBC, promovendo o mercado globalizado utilizando o Real e o Português:
httpv://www.youtube.com/watch?v=KNJ0bdV2r9o

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Tem propaganda da British Airways, usando a bagagem brasileira na corrida das bagagens:
httpv://www.youtube.com/watch?v=1n-9-6ULjHY

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Tem a Sminorff promovendo a troca de vida noturna entre Brasil e Alemanha:
httpv://www.youtube.com/watch?v=el1SP9JvIEw

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Teve a Ikea provendo seus móveis e decoração de interiores, usando a nossa música:
httpv://www.youtube.com/watch?v=IBnRe9iJxyU

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Tem a Tropicana, usando Nossos Baianos e nossas laranjas:
httpv://www.youtube.com/watch?v=3d_TWpiTqTo

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Esses foram os que eu peguei até agora, vou adicionando mais conforme fôr percebendo :)

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