Li e aprendi: Nove minutos com Blanda

Não que eu não tenha um monte de coisa pra desabafar, discutir, começar polêmica. Mas o que tenho tido ultimamente é preguiça de escrever meus posts mais ativistas. Muita caraminhola na cabeça mas muitas de coisas que já escrevi aqui.

Semana passada, ganhei dois super presentes de aniversário. Pra quem achou que os acontecimentos do ano passado (ok ok eu sei que tô devendo contar) seriam os últimos a me tirar o fôlego nos meus aniversários, se preparem, porque vem mais coisa boa por aí. E não, a notícia não é que estou grávida! Mas como o presente veio de outra pessoa, vou esperar estar tudo certinho e combinado e ela estar ok com o anúncio geral pra nação.

Então evitando o repeteco de assuntos antigos, as novidades que tenho pra contar e dando uma parada nos posts sobre viagem, fui pegar inspiração dos “posts na fila“, decidi escrever mais um post sobre um livro que eu li. Ontem conversando com K. me dei conta de como eu leio devagar. A moçoila tenta (e na maioria do tempo consegue) ler dois livros por mês. Ao mesmo tempo. Quando eu crescer eu quero ser que nem ela.

Mr W. vai mais além ainda. Lê uns 4 livros ao mesmo tempo e uns 3 por mês. Preciso assistir menos televisão e ler mais livros. Como as férias esse ano foram ocupadíssimas, não dá tempo de ler no banheiro (pra bom entendedor meia frase basta  /:) ) e raramento tenho precisado ir para o escritório, as leituras vão ficando em segundo plano. Preciso rever minhas prioridades!

Primeiro o resumo de livrarias, que no caso foi a Saraiva, pra saber sobre o que a história fala antes de abrir o livro:

Nove Minutos com Blanda (Fernanda França): Todos os dias, depois de brigar com o despertador que dá apenas nove minutinhos a mais de sono, Blanda se depara com a seguinte situação: ela está quase sem dinheiro, desempregada e sua única companhia é o gato Freddy Krueger. Bom, não exatamente, já que ela namora um cara chamado Max, que nunca realmente assumiu o relacionamento. Max é folgado, não trabalha e também não faz muita questão de conseguir um emprego, mas é justamente com ele que Blanda se vê prestes a dizer “aceito”. Em uma confusão envolvendo muito estresse, a porta giratória de um banco e uma calcinha pink, Blanda conhece alguém que pode mudar sua vida. Mas será que a realidade pode virar um conto de fadas?

Em que língua eu li? Na original, e por enquanto única, Português. Sempre tento ler uns livros em Português entre os livros em inglês. É bom para praticar e não esquecer o idioma, um dos grandes dilemas e problemas dos expatriados. Como já dizia meu pai, só aprende a escrever quem lê!

Antes da minha crítica, um momento para justificar a puxação de sardinha. Fernanda França é amiga íntima! Nos conhecemos durante o colégio técnico, onde freqüentávamos a mesma sala. Infelizmente (bem frisado e destacado) tenho que dizer que nossas patotas não eram próximas na época e nossas experiências completamente diferentes. Tenho certeza que eu teria aprendido muito com essa pessoa maravilhosa, que por meio do destino e do blogspot vim a re-encontrar anos depois, em outro país e outro continente. Mas essa história fica pra outro post ;)

A experiência da leitura: Nove minutos com Blanda me lembrou sessão da tarde. Sabe aquele filme que você assiste sem compromisso mas que quando começa não consegue parar mais? Que é fácil e gostoso de ler, sem compromisso, sem ter que queimar a cuca pensando teorias, tentando descobrir o que vai acontecer, sem ser complicado e com uma linha simples de seguir? Então! Esse foi o Nove Minutos com Blanda pra mim. Me lembrou as comédias românticas que eu lia quando eu era adolescente. Me lembrou de “Os Normais”, uma confusão gostosa de ler, de torcer pela protagonista, pra que tudo dê certo no final.

O livro tem um toque de realidade que nem sempre existe nas comédias românticas e um toque suavidade, bom humor e positivismo difícil de ver hoje em dia em um mundo que gosta de romances de vampiros, mistérios com assassinatos, auto-ajuda e novelas complicadas de serem seguidas.

Também foi legal ver uma mini-mensagem que coloca abaixo os antigos contos de fada. (Sem mais, para não estragar o final!  :-$ )

Minha recomendação é pra dar de presente para adolescentes a partir de uns 15/16 anos, que estão pulando da leitura infanto juvenil para algo mais adulto, e para quem já é adulto, entre uma leitura pesada e outra, ou se como Dona K. e Mr. W. você lê mais de um livro ao mesmo tempo!

E pra acabar, quantas estrelas leva o livro?  , claro!

PS: Desde esse livro li mais 2 livros que vão lá pra fila, mas se você estiver procurando dicas antes da minha crítica, todos valeram a pena: “Os Homens que Não Amavam as Mulheres” (mais um título que as editoras mataram no Brasil) do “The Girl with the Dragon Tatoo”  por Larsson, Stieg, “O símbolo perdido” do “The Lost Symbol” por Dan Brown. No momento estou lendo “Viver para contar” do “Living to Tell the Tale” do Gabriel Garcia Marquez.
Também atualizei o “Posts na fila” e agora tem todos os passeios do ano passado e alguns filmes que lembrei que assisti, e mais alguns assuntos que têm me animado ou me tirado do sério. Agora só falta  correr atrás do atraso nesses posts! Vamos que vamos!

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Li e aprendi: Foi apenas um sonho

Revolutionary Road
Revolutionary Road
Ok, tô devendo o relato da viagem pra Sorrento, mas enquanto não dá tempo, fica o relatório do livro que li (aliás praticamente engoli) durante os 5 dias de férias ouvindo o barulhinho do mar e fugindo do Sol :)

Primeiro o resumo de livrarias, pra saber sobre o que a história fala: Foi apenas um sonho (Richard Yates) conta a história de Frank e April Wheeler, um casal talentoso e jovem que, acredita ter toda a vida diante de si e que o sucesso há de chegar a qualquer momento. Mas, à medida que os anos passam, eles vão mergulhando num mundo de intrigas e frustrações, e só uma grande guinada poderá alterar seu destino. Em 2009, chegou às telas do cinema, com Leonardo DiCaprio e Kate Winslet como protagonistas.

Em que língua eu li? Na original, em inglês. O título original? Revolutionary Road (não gostei do título português, teria deixado como o nome da rua onde moravam mesmo).

A experiência da leitura: Na verdade o fato de que o livro virou um filme tão bem criticado, me deixou curiosa. Sempre gosto de ler os livros antes de ver o filme, e quando vi esse na baciada para comprar por £5 peguei sem nem pensar. A Katie é uma das minhas atrizes (e celebridades) favoritas, a Qris assistiu o filme e disse que era bom, não podia deixar passar.  Mas confesso que saber como os personagens se parecem antes de ler o livro tira um pouco a graça e às vezes até me irritou. Ou acabava indo e voltando enquanto imaginava o que lia entre os personagens que criei na cabeça e os atores do filme (ainda bem que só sabia os principais).

Tirando isso, o livro começa devagar, até meio tedioso. Tive que me forçar a continuar, afinal um texto com tantas aclamações não poderia ser tão moroso. E valeu muito a pena. A história começou a me envolver, e as emoções que os personagens viviam mexiam comigo também. Apertos no coração, nó na garganta, e uma identificação de que qualquer um poderia estar na pele deles.

O livro é realmente MUITO bem escrito, os conflitos e revoltas dos anos 50 tão atuais ainda no segundo milênio, me impressionaram mas me deixaram meio deseperançosa, não aprendemos *nada* durante todo esse tempo? Mas conforme ia lendo o livro, também me peguei percebendo que muitas coisas mudaram, muitos preconceitos caíram e a esperança foi reinstaurada :-D

Me identifiquei e identifiquei tantas outras pessoas ao meu redor com Frank e April e seus idealismos… Com essa vontade enorme de querer mudar o mundo. Com o amor tão grande que vai e volta, cresce e diminui e cresce… Com tanta gente que dá uma (ou vive anos planjando) reviravolta na vida em busca da realização dos sonhos e dos desejos que parecem ser maior que a gente e…

…Mas não posso ir muito a fundo, pra não estragar a história pra quem não leu ainda. Se vocês lerem e quiserem discutir, me avisem, abrirei um post em separado para termos uma conversa à parte.

E pra acabar, quantas estrelas leva o livro? 5 de 5, claro!

Claro! O livro é forte, com uma mensagem profunda e recomendo todos a lerem e tirarem suas conclusões.

P.S.: Coloquei uma listinha dos próximos relatórios que vocês devem ver aqui na minha fila de posts com os livros que li e ainda não comentei. O livro que está na beira da cama agora? O símbolo perdido (Dan Brown). Tô gostando, mas está me enjoando um pouco, mas uma vez que se começa Dan Brown, é díficil de parar sem terminar hein? /:)

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