Quando quero acreditar mais no que acredito

 E semana passada quando a vida estava começando a entrar nos eixos novamente depois de tanta coisa boa acontecendo, a dar uma acalmada, fomos pegos meio de surpresa com a partida da Grandma B. Avó materna de Mr. W, ela teve um derrame na semana anterior e foi-se assim, em paz, após ter dito seus adeuses.

Mr.W e sua mãe estão bem, eles sempre lidam muito melhor com partidas do que eu jamais vi alguém lidar no Brasil. Existe uma tranqülidade, um reconhecimento de que ela não sofreu, de que viveu uma vida boa,  existe aquele sentimento de que aproveitaram o melhor da vida com ela, e de que não houveram arrependimentos ou pendências.

Eu chorei, e ainda tenho que segurar as lágrimas de rolarem, mas por saudade, por aquela dorzinha no peito de que ela não vai estar na data mais importante de nossas vidas. Eu sim tenho o sentimento de que gostaria de ter aproveitado mais a sua compania, ter dividido mais jantares de Natal, de aniversário, de dia das mães, de mais passeios à fazendinha (assim como fizemos quando minha mãe e Dona G.)… Grandma B.  morou boa parte de sua vida lá em Cumbria, na região dos Lagos. Horas e horas dirigindo ou no trem nos fez só irmos lá uma vez antes de ela ter sido forçada a se mudar pro Sul esse ano depois que a caridade de cuida de idosos  fechar a casa em que morava (foi lá que tirei a foto do post). A mudança nos proporcionou aproveitar mais a sua presença. Eu sempre que podia a visitava com a mãe do Mr. W, nem que fôsse pra tomar um chá e comer uns biscoitos. Da última vez que a vimos consciente e conversamos, me recusei a responder aos goodbyes que ela insistia em nos dar. Eu na minha ignorância jovem, tentei ser positiva dizendo que ela ia ainda nos dizer muitos goodbyes e que nós queríamos ela presente no que ainda viria pro nosso futuro.

A ligação dizendo que deveríamos ir ao hospital veio duas semanas depois dessa visita e só 6 semanas depois que a vimos forte, saudável e contente. Pegamos ela em 10 minutos conscientes em que ela confirmou saber que estávamos lá, e mesmo com uma pontinha de esperança de que ela iria se recuperar, disse meu adeus mental e pedi que ela somente fôsse poupada de qualquer sofrimento em nome de nosso egoísmo.

Dois dias depois, ela partiu. E no dia em que faleceu aconteceram coisas que para céticos seriam somente coincidências.

Exatamente na hora que ela se foi, às 3:15 da manhã, nosso alarme começou a disparar sem nenhuma explicação, o que nos fez acordar e ver a hora que era. E não é como se o alarme disparasse todo dia no meio da noite sem explicação. O que aconteceu foi que a pilha do controle acabou, e durante os dois anos que usamos o sistema isso nunca aconteceu.

Quando a mãe de Mr. W estava revisando os pertences de Grandma B., uma cartinha caiu do folheto-guia de caminhada da região dos lagos. Era uma declaração que Grandma B. tinha escrito antes de se mudar pro Sul, dizendo que enquanto ela estava de mente-sã, gostaria de dizer que não queria ser mantida por aparelhos quando a hora chegasse, que não queria morar nem com a filha nem com o filho, por mais que dissesse ou sugerisse isso no futuro. Isso era uma das coisas que estava incomodando a mãe de Mr. W, aquela culpazinha de que poderia ter feito algo melhor. E foi essa cartinha que lhe trouxe a paz.

E são esses e outros fatos em minha vida que me fazem acreditar que “existem mais coisas entre o céu e a Terra do que sonha a nossa vã filosofia” e é nessa hora que quero acreditar ainda mais no que acredito.

O nosso adeus vai ser durante o funeral e cremação na semana que vem. Aqui a burocracia e cultura significa que nos despedimos muito depois do que aconteceria no Brasil. Mas o nó na garganta estava grande, e fica aqui no blog o meu adeus, que dificilmente conseguirei dar em voz alta em qualquer dia.

Vai em paz Grandma B. Obrigada por tudo que você nos deu. Das lembranças, os presentes, os ensinamentos. Os sorrisos, os desafios, os abraços e o carinho. Quero acreditar que quando disse de que estará em espiríto com a gente no nosso futuro de agora em diante, seja verdade. A velhice que você tanto detestava agora acabou. Espero um dia te encontrar de novo, mas mesmo que não seja verdade, que a energia que você deixou pra trás saiba o quanto era amada e admirada.

Adeus Grandma B.

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Se lembre, se lembre, do 5 de Novembro

Estava aqui colocando a montanha de emails pra responder em ordem, quando me deparei tentando contar pra minha irmã o que eu fiz no final de semana. Ora ora, fui comemorar o 5 de Novembro!  E claro, a pergunta inevitável seguiu:  “E o que seria o 5 de Novembro?”

Eu lembro ter explicado o que o 5 de Novembro significa aqui, mas acho que o post era da época do so-candy, que acabou voltando ao pó da internet. Então sempre bom explicar aqui de novo, e fica como referência pra quem se encontrar em Londres do mesmo jeito que eu há 10 anos atrás, não entendo o porque de tantos fogos de artíficios em pleno Novembro!

E quem melhor pra explicar do que a BBC? Tudo bem que ela não está em seus melhores momentos atualmente com acusações de que teria escondido o fato de que um de seus maiores apresentadores de TV Infantil dos anos 70 e 80 estivesse envolvido com pedofilia, e esse é assunto pra outro post, mas a BBC é a produtora de “Horrible Histories” (histórias horríveis), um programa de TV que conta fatos interessantes da história da Ingalterra e do mundo. É um programa voltado para crianças e adolescentes, mas que somos fãs aqui em casa. O programa utiliza o humor e a sátira para ensinar história, e eu acho que deveria ocupar espaço de horário nobre!  :-B

Então fica aqui a explicação do que aconteceu em 1605 com Guy Fawkes, são só dois minutos e muito melhor do que eu poderia ou teria tempo para contar!

(Se o vídeo não funcionar pra você, clique aqui)

E depois que isso aconteceu, começou-se a tradição de na noite de 5 de Novembro (e no final de semana anterior, se o 5 de Novembro cair em um dia de semana), de estourar fogos de artifício. Por estar frio e por que se o Parlamento tivesse explodido teria virado uma fogueira, pessoas e alguns shows de fogos, fazem grandes fogueiras, que em inglês é “bonfire”. Então para sempre, 5 de Novembro é conhecido como Bonfire Night, a noite das fogueiras. Não se sabe bem se por comemoração de que Guy falhou em seu plano, ou porque o plano existiu e foi uma forma de manter o protesto contra a família real*.

O plano de Guy Fawkes também foi a inspiração do filme V de Vendetta, um dos meus favoritos e que mencionei no blog durante a tragédia de Oslo e da escola do Rio de Janeiro.

Mas o que todo mundo sabe é  Poema Remember Remember:

Remember remember the fifth of November
Gunpowder, treason and plot.
I see no reason why gunpowder, treason
Should ever be forgot..

Se lembre, se lembre
De de 5 de Novembro,
Pólvora, traição e armação
Eu não vejo motivo porque
Pólvora e Traição
Deveria ser esquecido!

Famílias e amigos se unem para ver fogos em espaços descampados, e depois se reunem em festas em casa, fazendo a fogueira e cozinhando pratos típicos dessa época, clique aqui pra ver alguns (em inglês).

E foi isso que fizemos no final de semana! Nos mandamos pra Southampton na casa dos pais do Mr. W e assistimos o show de fogos de artifício no campo atrás da escola onde ele cursou primário, comemos leitão à puruca com feijão branco, alho poró e erva-doce, com bolo Buttenburg de sobremesa. A mãe do James normalmente faz o Bonfire Cake que se parece com esse aqui, mas esse ano não deu tempo de fazer  :-q

*Eu, como socialista mequetrefe, comemoro o fato de que planejaram destruir a família real que não tolerava católicos! :P O que você comemoraria se morasse na Inglaterra?

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Feriado? Que feriado?

Uma coisa que o pessoal que não mora aqui sempre pergunta, é se “também é/foi/vai ser feriado por aí?” Infelizmente, a maioria das vezes, a resposta é não. Não, não tem feriado de Carnaval, não tem feriado de dia de Santo, não tem feriado de dia da Independência (por motivos óbvios né  :-D ) e por aí vai.

Hoje não é feriado e ontem não foi emendado, mas o feriado que temos no lugar não é chamado de dia do Trabalho, mas “Feriado do começo de Maio”, e é sempre a primeira segunda-feira do mês de Maio.

E quais feriados nós temos então? Bem, começa pelo fato que feriado aqui é meio móvel. Se cai em dia que não é sexta ou segunda-feira, eles fazem questão de mover pra próxima semana. Além disso, os feriados vão variar um pouco de país pra país. Às vezes o que é feriado aqui na Inglaterra, não é na Irlanda do Norte (onde eles não recebem por feriado, tem que tirar de férias!), ou na Escócia, e vice-versa. Então se você quiser saber direitinho antes de planejar viagem ou antes de reclamar que seu/ua amig/a não respondeu os emails, não entrou no twitter ou no messenger pra falar com você e deu uma sumida básica, olha o calendário oficial do Reino Unido aqui.

Feriado aqui é chamado de Bank Holiday – férias do Banco, literalmente – e seria o feriado financeiro, o dia que os funcionários do banco não vão trabalhar. Aqui a maioria das agências abrem de sábado, então talvez tenha alguma relação com esse fato (até os feriados que seriam Public Holidays – feriado público, que seriam feriados tradicionalmente e não porque o banco não abre, como Natal por exemplo – hoje em dia são chamados, erroneamente de Bank Holidays).

Mas em geral, os feriados da Inglaterra normalmente são:

Ano Novo: 1 de Janeiro (E se cai em final de semana, é transferido pra segunda-feira seguinte)

Sexta-feira Santa e Segunda-Feira de Páscoa (acompanha a sexta-feira santa do Brasil, mas adicione aí a Segunda-feira de Páscoa ao invés de ser só o Domingo)

Feriado da Primavera: Normalmente a última segunda-feira de Maio. – e normalmente o meu aniversário <:-P . Esse ano foi transferido pra primeira segunda-feira de Junho, já que o feriado do Jubileu de Diamante da Rainha “no poder” vai ser comemorado na terça-seguinte. E como bom britânicos que não concordam com a família real ainda estar sugando recursos financeiros, vamos nos mandar pra França esse ano  /:)

Feriado de Verão: Última segunda-feira de Agosto.

Natal e Boxing Day: Normalmente 25 e 26 de Dezembro, mas se um dos dois ou os dois dias caírem no final de semana, são empurrados pra próxima segunda-feira.

Então são só essas merrequinhas que temos de feriados. Sete dias por ano normalmente. Ano passado teve o casamento de Wills e Kate e esse ano tem o Jubileu da Beth, então tem mais uma lambujinha. Mas nem reclamo muito. Sei que os dias de trabalho são importantes para a economia e uma amiga me falou que no Brasil quase não se emenda mais, a não ser que você tire de férias, então não sei a quantas anda a “vida boa” na terra do arroz com feijão  :>

E por falar em trabalho, e dia do trabalho, fica aqui a minha contribuição, como toda socialista hipócrita e mequetrefe  X_X


Feita em 1895 pelo ilustrados  inglês Walter Crane, essa Guirlanda em comemoração ao dia do trabalho ainda é tão atual 117 depois!

Em destaque são os pontos que ele faz que eu acho mais importantes na socidade de hoje, que aliás anda tão pacata, tão aceitando tudo que lhe falam e lhe impõem, mas isso é assunto pra outro post.
Socialism means the most helpful and happy life for all: Socialismo significa a vida mais úitl e feliz para todos
A commonwealth when wealth is common: Uma nação quando a riqueza é comunitária
Art and Empolyment for all: Arte e emprego para todos
Hope in Work & Joy in Leisure: Esperança no Trabalho e Alegria no Lazer
Cooperation & Emolation, not competition: Cooperação e Concorrência, não competição.
Shorten Working Day & Lengthen Life: Dias de trabalho mais curtos, vida mais longa.
England should feed her own people: A Inglaterra deveria alimentar seu povo
The land for the people: A terra para o povo
Merrie England: Inglaterra Feliz
No people can be free while dependant for their bread: Ninguém pode ser livre enquanto dependente para conseguir seu pão.
The plogh is a better backbone than the factory: O trator é uma espinha melhor que a fábrica.
No child toilers: Não às crianças trabalhadoras
Production for use, not for profit: Produção para uso, não lucro
Solidarity For Work: Solidariedade para o trabalho
The cause of labour is the hope of the world: A causa do trabalho é a esperança do mundo.

Faz sentido não faz?

Feliz dia do Trabalho pra você trabalhor/a que tem dias de férias, hora extra paga, benefícios e um salário decente graças aos socialistas e sindicalistas de gerações passadas. Feliz Dia do Trabalho pra você que não está trabalhando, mas que sabe a importância do trabalho mais do que ninguém, espero que sua jornada até o próximo emprego seja curta e útil. Feliz dia do trabalho pra você que escolhe não trabalhar, que essa ecolha seja baseada na certeza de que seu serviço feito em casa ou na caridade te traz a paz, felicidade e segurança necessária para enfrentar uma jornada de liberdade psicológica, física e espiritual.

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“Vê, estão voltando as flores…” (guia de sobrevivência à alergia que volta com elas)

Hoje começa oficialmente a primavera no hemisfério Norte, e inclua-se aí a minha Terra da Rainha.

Chega a primavera pro prazer daqueles que destestam ter que se carregar de roupas pra sair no frio. Pro prazer de quem tem que madrugar e encarar as manhãs de geadas com ventinho na cara. Pro prazer de quem olha pela janela e vê nuvens branquinhas cobrindo o céu e sentem a depressão de mais um dia sem Sol. Chega a primavera pro prazer de quem tem que dirigir na neblina que deixa tudo com cara de filme de terror, com o tom misterioso que só o Reino Unido pode te dar.

Não sou uma dessas pessoas, amo o inverno, e pra falar a verdade esse inverno até que foi bem mequetrefe com dias lindos de céu límpido azul, pôr do Sol magníficos e pouca neve (boo! :-q ) Mas sou suspeita, eu adoro todas as estações dessa terrinha. Incluindo a Primavera, ora bolas, é claro!

Chega a primavera pros dedos verdes se colocarem em ação. É hora de preparar os jardins, renovar as sementes, cuidar das que estão sainda da hibernação.

Mais importante, é hora de voltar a tomar Sol. Hora de produzir vitamina D. Hora de sorrir, porque quando tá Sol, todo mundo fica feliz, há um desespero Britânico pelo Sol que a Boots (a rede de farmácias daqui) descreveu em sua propaganda de Verão melhor do que qualquer palavra poderia dizer:

httpv://www.youtube.com/watch?v=JsJynLpoT0U

Se o vídeo não funcionar, clique aqui

Só tem um probleminha. Com a Primavera, vem a hayfever. Traduzida como “febre do feno” é mais uma alergia ao pólen. Pólen das flores que saem por todos os lados nessa época. O pólen é expelido pelas árvores, arbustos, e simplesmentes flores que nascem pelo chão da Grã-Bretanha, como é o caso da Daffodil. E perseguem sofredores até o fim o verão e a chegada do Outono em alguns casos, como é o meu. E tem muito mais guris e gurias sofredores por aí, incluindo a @AleFerreira, que pediu dicas de remédios por aqui pra atacar essa irritação.

Depois de quase 10 anos na terrinha, eu aprendi que só tem como tentar se proteger da alergia. A cada ano tenho um sintoma diferente, desde só espirros e nariz escorrendo, até perda da voz e crises de bronquite.

Mas tem como tentar minimizar os sintomas, mesmo que não dê cabo de todos os eles ;)

Primeiro, quais são os sintomas da hayfever?

Parece um pouco com sinusite e rinite, pra falar a verdade. E não é porque você é alérgico no Brasil que vai ser aqui, eu por exemplo não tenho alergia do pólen no Brasil (por lá é mais a mudança brusca do tempo), mas tenho aqui. E conheço quem tem alergia lá e não aqui. Questão se sorte ou azar mesmo!  %%-

  • Ataque de espirros
  • Nariz entupido ou escorrendo
  • Olhos irritados, vermelhos ou com coceira
  • Coceira na garganta, boca, nariz e ouvidos

Menos frequentemente, os sintomas podem ser:

  • Perda de olfato
  • Dor no rosto
  • Suador
  • Dor de cabeça
  • Ataque de asma/bronquite
Como evitar?

1. O problema aqui é tão grave, que o serviço de previsão do tempo, oferece previsão da intensidade de Pólen também. Se você é sofredor, confira antes de sair de casa. Se os níveis estiverem altos, e se puder, nem saia. Feche as janelas e fique aproveitando o dia lindo de dentro de casa até os níveis de pólen baixarem.

Alguns sites que normalmente mostram o índice de pólen esperando no Reino Unido:

http://www.zirtek.co.uk/support/pollen_forecast.php

https://www.pollendiary.com/Phd/ – esse até te manda emails falando como o dia vai estar!

http://www.netweather.tv/index.cgi?action=pollen;sess=

http://www.metoffice.gov.uk/public/beta/weather/forecast/?tab=map (conferi com eles no Twitter e só vai aparecer no site a partir de 27 de Março esse ano)

2. Existem teorias de que comer o mel local ajuda a criar anticorpos contra a hayfever, já que ele é feito com abelhas que usariam o pólen local para fazer o mel. Mas eu nunca achei mel local pra testar.

Como medicar?

Ok, antes de falar como medicar, preciso dizer que vocês NUNCA devem se auto medicar. As dicas aqui são o que funcionam pra mim e o que eu sei que não vai me dar problema hein!

E não precisa nem ir no GP pra pedir o remédio certo, é só ir na farmácia (Boots, Superdrug, ou até supermecados como Asda, Tesco ou Sainsburys) e pedir auxílio no que seria melhor pra você, mas fica aqui a listinha do que pode ser usado.

1. Hayfever and Allergy Relief tablets

É vendido como normal ou Non-Drowsy (que não dá sono), que vem com cafeína.

Também tem a opção de One a Day (um por dia) ou Fast Relief que é uma dosagem menor que seria administrada a cada 4-6 horas, mas que age mais rápido.

Depois de testar dosagens mais fracas, a minha opção nos últimos anos é One-a-day Non-Drowsy. Compro o genérico mesmo (marca da farmácia ou do supermercado), tomo antes de sair de casa e acabo ficando só com os resquícios de espirros.

De novo, existem várias condições em que não se pode tomar o anti-histamínico, então sempre confira com o farmacêutico se você pode.

 2. Nasal Spray

Se você só afetado pelos espirros e dariz endupido, pode ir com o Spray que deve funcionar e colocar menos química no seu corpo.

3. Xarope (Syrup)

Mais para crianças ou pessoas com dificuldade para engolir as capsulas do tablet, tem a mesma composição, mas mais difícil de levar na bolsa pra quando a crise aparece do nada.

4. Colírios (Eye Drops)

Tive que usar um desses um ano porque o olho ficou terrível, mas só compro quando ataca forte mesmo. Se a hayfever só te afeta por te fazer lacrimejar, esse é o seu remédio!

3. Homeopatia e Ervas

Nunca testei mas queria. Se alguém fizer e der certo, me avisa :D

4. Cortisóide

Último caso e acho que aqui só vendem por receita, então você teria que ir no GP mesmo. É mais pra quando já passou do anti-histamínico, o famoso celestamine!

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Vale deixar uma notinha também, se você tiver falta de ar aqui, chame a ambulância (via 999) porque isso é prioridade pra eles. Depois de dois anos por aqui, eu não sabia disso, passei perrengue durante uma crise de bronquite em casa de madrugada à toa. Falta de ar é uma das coisas que te conseguem uma ambulância na porta de casa rapidinho!

É isso! Mas que a primavera seja aproveitada por todos, eu vou me entupir de remédio e sair por aí tomando um Solzinho quente na cara com chapéu e protetor solar!  <):)

 

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O tumulto de Londres: Perguntas e (minhas) respostas

Desculpem pelo assunto pesado de novo, escrevo hoje sobre o que aconteceu em Londres. Não tem como deixar entalado na garganta e sempre me ajuda a lidar com os sentimentos que vêm nessas horas…

Difícil achar uma tradução decente para a palavra riot. Riot aqui tem a conotação de arrastão, tumulto, revolta, tudo em uma palavra só. Em um dos artigos que li, na verdade eles diziam que nem riot foi, porque riot teria em si, uma definição de fundo politíco e argumentação, o que aqui não teve. Talvez tenha começado como uma riot, mas como terminou, ninguém sabe muito bem como colocar um nome. Vou chamar de tumulto, pra deixar mais fácil pra todo mundo, por agora.

Primeiro, a história de como aconteceu sob o meu ponto de vista, pra quem está no Brasil e ficou meio perdido com a bagunça que não foi bem explicada no jornal.

No dia 4 de Agosto (quinta-feira), um rapaz do Norte de Londres, do bairro de Tottenham foi morto por policiais. O que eu vi de notícias (assisto BBC News – notícias 24 horas – antes de dormir, pelas curtinhas do que está acontecendo pelo mundo) foi que um homem havia sido baleado pela polícia e estavam investigando. Na sexta, na hora do almoço – quando vemos as manchetes de novo – a notícia era de que ele havia atirado no policial, mas o IPCC (que é o órgão independente de investigação de ações da polícia) estava investigando o que realmente tinha acontecido.
No sábado, passei o dia fora. Na volta, quando paramos para jantar em um posto de serviços da estrada, vimos na televisão que estavam acontecendo alguns tumultos no bairro onde o rapaz foi morto. Carro de polícia pegando fogo, mas sem muitas informações sobre o que estava acontecendo. Chegamos em casa umas 2 horas depois, e o circo sensacionalista havia sido montado. Ninguém sabia muito bem o que estava acontecendo, como tinha começado e o que a polícia estava fazendo para contê-los. Resolvemos desligar a televisão, mas sei que ficaram a noite inteira reportando do local, colocando as imagens em loop, repetindo sempre as mesmas imagens de pessoas atirando pedras nos carros da polícia, de prédios pegando fogo.
No domingo, ligamos a TV pra ver o que estava acontecendo, mas até aí estava tudo meio tranqüilo. Até a hora de dormir de novo, quando vimos que haviam acontecido mais alguns tumultos. Na segunda-feira pela tarde o rádio começou a falar de tumultos acontecendo em maior escala em vários lugares de Londres. Ao assistirmos a TV de noite, vimos que estava fora de controle.
Na terça David Cameron chegou das suas férias, convocou a polícia, e o número de policiais nas ruas em Londres triplicou do dia para a noite, contando com carros-fortes e policiamento especial para tratar desse tipo de distúrbio. A note de terça foi tranqüila para Londres, mas Manchester, Birginham e Liverpool sofreram tumultos.
Não sei o número certo de pessoas que ficaram feridas no tumulto, mas confirmaram que 5 pessoas morreram.

E então vêm as perguntas. Que quero responder com as minhas respostas, meu ponto de vista, com meu conhecimento, com as horas que perdi lendo artigos de pessoas que não abusam de verborragia.

1) A polícia que matou o rapaz reagiu a ele atirando contra eles?
Não se sabe. Até agora a investigação confirmou que uma bala encravada no crachá do policial que foi envolvido no incidente não saiu da arma não-policial que foi encontrada na cena do crime. A investigação ainda está em andamento. Muitas perguntas precisam ser respondidas.
Pessoalmente, eu acho que os rapazes não atiraram. Que entraram em pânico e ameaçaram a polícia com a arma que tinham (se é que era deles mesmo) e a polícia entrou em pânico de volta e atirou para matar.

2) Os tumultos foram causados pela morte de Mark Duggan?
Não se sabe. As pessoas que estavam fazendo o tumulto era pouco concisas. Não tinham uma explicação dos motivos de estarem roubando lojas, colocando fogo em prédios, e fazendo bagunça. Cada um dava um motivo diferente, mas poucas vezes faziam sentido, e muitas vezes estavam embrigados por álcool.
Pessoalmente, digo que sim. Foi a única coisa que mudou do Sexta para Sábado. Depois que a poeira baixou um pouco, veio a notícia de que o tumulto começou no fim da vigília organizada pela família para protestar a morte do rapaz morto pela polícia. A vigília saiu de controle e algumas pessoas do bairro começaram o tumulto em uma revolta contra a polícia. Mas também acho que a televisão ao mostrar tudo ali, nú e crú e no loop repetitivo, instigou outros grupos do país a soltarem toda raiva e frustração contra o sistema. Ver que pessoas estavam roubando e destruindo saindo impunes, mostrou que se você quisesse, seria fácil ir pegar o seu pedacinho de mercadoria. A TV mostrou que polícia não ia te parar, se seus amigos iriam pra lá fazer tumulto também, que diferença iria fazer?

3) Porque a polícia não deu conta do recado?
Porque a polícia de rua aqui não é treinada para lidar com tumulto, e não só isso, ela não é autorizada a lidar com tumulto, eles não são armados, e normalmente só têm o bastão de borracha para conter violêncida em casos extremos e individuais de violência. Tem que ser a polícia treinada para tanto. Foi a primeira vez que aconteceram tumultos em vários lugares ao mesmo tempo. O número de policiais de tumulto (tipo Rota e Bope) foi pequeno para lidar com todos os tumultos. Foi um caso de como a TV estava mostrando onde os tumultos aconteceram, o pessoal causando o tumulto via na TV que poderia atacar outras áreas, e aproveitava a brecha.
Também teve o fator de que durante outros protestos durante o último ano a polícia foi muito criticada por usar força excessiva. Inquéritos foram armados, e a polícia ordenada a usar menos força da próxima vez. Quando chegou a hora do vamos ver, foi o que eles fizeram.

4) O Primeiro Ministro estava de férias, isso quer dizer que ele é folgado?
Não (mas jornais podem tentar te convencer do contrário). Não só o primeiro ministro como todos os políticos e a maioria da população tira férias no verão inglês. É quando as crianças saem de férias da escola, então é normal terem um tempo de descanso. O balanço entre a vida pessoal e trabalho aqui é protegido por leis européias, e isso é uma coisa importante na qualidade de vida de todos. O Primeiro Ministro é uma pessoa como qualquer outra, e para “funcionar” direito, precisa desligar de tempos em tempos. Ele e o Prefeito de Londres voltaram para Londres na terça-feira do tumulto. Todos os outros Membros do Parlamento (equivalente a deputados e senadores) foram convocados para uma audiência na quinta-feira depois do tumulto. Críticas são maiores pelo fato do Prefeito ter demorado mais para chegar, e quando todos estavam se unindo para limpar e resconstruir a cidade, eles não se uniram à população afetada.

O Primeiro Ministro não fez muita coisa na verdade voltando das férias. A polícia aqui é um órgão independente que tem liberdade de decidir ações conforme acharem necessário. David Cameron ter voltado foi literalmente, mais para inglês ver.

5) As pessoas que causaram o tumulto são pessoas simplesmente desocupadas, se aproveitando da falta de policiamento, ou crianças que os pais não tomam conta, querendo roubar coisas?
Aí está uma questão que cutuca a ferida de muita gente. Meu problema com essa questão é a palavra simplesmente. O que transpareceu durante esses acontecimentos é que nada é tão simples assim. E teve muito adulto na bagunça (até um brasileiro), e pessoas que queriam roubar comida, água e bebida acoólica.

5) Qual é a solução para isso não aconteça mais?
Não existe só uma solução. São várias. Que custam dinheiro, esforço, tempo. Sem entrar na questão histórica de partidos políticos, aqui está a minha lista de soluções, baseadanos ideais de Leleilândia:

  • Para os governantes:
    • Reforma do sistema de benefícios: Fazer com que o benefício seja merecido e não simplesmente oferecido. E benefícios merecidos seriam então melhores. As casas dadas pelo governo pra quem não pode pagar aluguel, seriam de melhor qualidade,ofereceriam condições mais humanas, e o serviço social apoiando o crescimento dos cidadões que necessitam dessa ajuda.

    • Reforma do sistema de ensino: Criar mais colégios de ensino técnico e aprendizes.
      Dar mais atenção para escolas que servem essas áreas:A maioria do pessoal envolvido (que claro teve suas exceções) vêm de sistemas educacionais precários. Saem da escola com o mínimo de alfabetizado (quando alfabetizados) e por isso também não conseguem se integrar à sociedade e procurar/conseguir emprego. O futuro para quem sai da escola nessas condições é escuro e sem muitas esperanças, o que traz frustração, raiva, inconformismo. Faça as contas.
      Criar e manter os centros jovens/infantis:Existem muitas histórias de centros juvenis e infantis de sucesso que ajudam aos menos privilegiados (e provilegiados também, pra quem quiser) com atividades pós-escola. É excelente para aqueles que não podem pagar para terem atividades extra-curriculares e precisam passar o tempo fazendo algo e se sentindo úteis.

    • Treinar a polícia: Não só para lidar melhor com tumultos, mas para evitá-los em primeiro lugar. Aprender as lições desses dias e rever as ações necessárias. Treiná-las para trabalharem com a comunidade problemática e não contra ela. Treinar oficiais que usam armas para saberem como lidar com o pânico e instintos de sobrevivência de mandeira melhor.

    • Reforma do sistema social: Oferecer condições melhores para trabalhadores do serviço social. Para identificarem e trabalharem com pais que não têm condições (morais, físicas e/ou ecônomicas) de criarem seus filhos. Cortar o mal pela raiz, identificando isso cedo na vida das famílias, seria mais fácil de direcionar crianças para um caminho mais correto, e evitar adolescentes e adultos que trariam problemas para a sociedade no futuro.

    • Impulsionar a criação de empregos: O corte de empregos, públicos ou não, é um grande fator nisso tudo, lembram de Gonzaguinha? “Um homem se humilha/ Se castram seu sonho/ Seu sonho é sua vida/ E vida é trabalho…/ E sem o seu trabalho
      O homem não tem honra/ E sem a sua honra/ Se morre, se mata…
      “. Na minha opinão a criação de empregos vem da criação de indústrias, de empregos públicos (feito de maneira enxuta e eficiente) de mais felixibilidade dos sindicados, de mais educação no país. De facilidade para pequenas empresas lidarem com os bancos.

    • Regularizar a propaganda e ânsia de ter que vender vender vender: Como eu falei, a maioria saiu roubando o que eles viam e queriam mas não têm condições (ou esperança de ter condições) de comprar. Pessoas “de bem” se aproveitaram e roubaram também. Pessoas com estudos e empregos, e sabiam o certo do errado. O que elas têm em comum com os muitos vieram de locais mais vulneráveis é querer e não poder comprar. É necessário colocar um freio nessa cultura onde ter é melhor como ser, como disse sabiamente, a Lolla.

  • Para nós, o povo:
    Esse é um ponto que dificilmente se vê por aí. Normalmente todo mundo é rapidinho em atacar a pedra, sem olhar para o próprio umbigo. Mas a sociedade e o povo tem culpa – e muita – no cartório. Então, o que podemos fazer para mudar o que está ao nosso redor e não deixar somente na mão do governo?

    • Não perpetuar a raiva direcionada aos que têm uma realidade diferente da nossa: Xingar, apelidar, falar (ou escrever) com tom de voz racista ou preconceituosa sobre os jovens, crianças e adultos envolvidos ou não nos tumultos, somente piora a situação que também é formada pelo fato de se sentirem excluídos do grupo de pessoas aunto-entituladas “boas”. Mais um fator para se juntarem aos grupos que entitulamos “maus” – alguém falou no programa de debate na televisão, com muita razão, quando não há proteção boa, proteção ruim toma conta. E assim gangs se formam que por sua vez acham o espaço para crescerem. E o ciclo assim vai continuando.

    • Pesquisar mais sobre política e exercer nosso papel cívico: Saber o que cada partido fez, faz e quer fazer é essencial para exercermos nossos direitos de cidadãos. Sair pesquisando leva tempo, mas as recompensas são saber que na hora de votar – e tem que votar! – estamos escolhendo o melhor realmente para o que queremos, e não só ouvindo o barulho que a imprensa e jornais fazem durante a eleição e escândalos. Não só ouvindo o que celebridades, seus amigos ou o debate resultou na televisão. A escolha é nossa e temos que ser responsáveis por ela.

    • Pesquisar mais sobre como é que o pessoal mais vulnerável que nós vive?: Saber as condições desse pessoal vai te fazer parar de julgá-los. É tão fácil do alto do nosso pedestal onde tivemos uma educação, pais moralmente corretos que nos ensinaram o certo do errado e nos suportaram nas horas de dor e de alegria, de amigos que nos aceitam, do quentinho da nossa casa, da segurança da polícia que nos protege ao invés de nos atacar, do emprego que paga as nossas contas e o que queremos comprar. %-( Tire seus dedos dos ouvidos,  e use seu tempo para antes de atacar pedras, pesquisar o que está causando o problema, e como você pode ajudar.

    • Perpetue idéias e ações que proporcionem o que você quer no mundo: Se você já tem uma idéia do que é certo e errado na sua concepção, perpetue-as. Aponte os seus amigos que não conseguem (ou não querem ver) ainda na direção correta. Pode haver uma discussão básica, assim como a que houve com a Cris no Twitter, a Lolla e a minha ex-chefe no Facebook, só tenha certeza de manter civilizado, colocando seus pontos através de fatos, mas não batendo de frente e deixando o emocional tomar conta. Nos três casos, chegamos em um acordo, aprendemos umas com as outras. Em um caso de uma menina que conheci uma vez em um casamento e se tornou amiga no Facebook, consegui fazer ela retirar o post dizendo que era “fácil os jovens conseguirem emprego, que só precisavam colocar um terno e aprender a falar sem gíria.” E nem precisei pedir para tirar, só com jeitinho disse que não era tão simples assim…

6) E por último, porque isso não muda?

    Em resumo é mais ou menos como um cartunista colocou no The Independent (nosso jornal favorito aqui):
    Os sintomas, as causas, a solução

Tem muito que envolve richas políticas, a impossibilidade de governos trabalhem juntos pelo bem da nação. Muito da sociedade que começa errado e é difícil de mudar assim rápido. São atitudes, culturas, crenças. Que são parte da personalidade dos indivíduos. Muito vem de novo do que o Mauro me falou, de que a raça humana é simplesmente muito grande para instigar o carinho e a preocupação pelo próximo em uma escala em que todos se ajudariam, na verdade.
Pode ser que esta lista mude conforme eu fôr lendo mais (ainda tenho muito mais artigos para ler!) e mais informações sobre o que aconteceu forem surgindo. Afinal, vocês sabem, sou a mestra em mudar e adaptar minhas opiniões.

Ia publicar a lista de artigos que li, mas seria enorme e não sei se vocês estariam interessados. Quem quiser pode me pedir e pode ser que eu publique aqui ou mande por e-mail.

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Terra Brazilis Post Final – Os -s e os +s

E pra finalizar o relato da viagem ao Brasil, seguem algumas notas de coisas que chamaram a minha atenção, confesso, meio que inspirado pela Lolla:

Não gostei de ver :-q

Povo brasileiro cada vez mais fechado – Uma das coisas que eu me gabava com o povo britânico, era a facilidade de lidar com o povo brasileiro. Que todo mundo era simpático, estranhos conversarvam com estranhos na rua, sorrisos e risadas eram compartilhados, no supermercado, na feira, no metrô. Ainda tive sorrisos, que resistiram à armagura de um  povo que anda perdendo sua naturalidade. Principalmente os de minha mãe, que é uma das pessoas mais simpáticas que conheço, sempre com sorriso no olhar, e um amor e compaixão no coração que transparece em sua face. Mas encontrei muito mais rostos como o meu, naturalmente ranzinzas e fechados (no meu caso, normalmente é por timidez), pessoas ignorando a tentativa de se engatar uma conversa cabreira, fazendo cara feia, sendo antipático e duro nas lojas, trânsito, e nas ruas. Não sei se o fato de ter me mudado pro subúrbio de Londres também me fez pensar que o povo – normalmente e estereotipicamente – Europeu com fama de duro e distante se transformou. Aqui temos muito mais sorrisos, simpatia e atenção do que encontrei em muitos lugares no Brasil em São Paulo.

– Outra característica foi a perda de espontâneadade – Só consegui encontrar DUAS amigas por lá. Todo mundo tinha compromisso, ninguém podia encontrar, tudo era difícil. Alguns amigos brasileiros daqui às vezes sentem falta da facilidade que era pegar o telefone e marcar de se ver, de fazer um churrasco, de ir conversar sem ter que marcar dois meses antes. Mas se medirmos pelo povo Paulista, isso é coisa do passado.

– Nível e instensidade de violência e cobertura da imprensa: Isso eu já comentei aqui.

– De ver como homofobia é aceita de uma maneira cotidiana, como se você, por não ser homofóbico, fôsse a pessoa errada.

–  Núcleo rico/pobre da novela (assisti Insensato Coração com a minha mãe, e continuo assistindo aqui pela Internet) e como isso faz parte da vida real da vida brasileira também. Conheço brasileiros dentro e fora do Brasil, que se comportam como o núcleo rico, e que tratam os outros (e algumas vezes sinto ser comigo também) de maneira como se fôssem pessoas “diferenciadas” com mesquinharia, aquele nariz empinado, aquela ignorada básica, e a secada de rabicho de olho. Claro, que o fato é mais o comportamento em si, e nem tanto de ser pobre ou rico em termos financeiros. Até a novela mesmo mostra através de Eunice. Eu sei que isso sempre foi um ponto cultural brasileiro complicado de passar por cima, mas mesmo assim ainda me incomoda, e fico pensando se a novela influencia a sociedade brasileira ou se a novela só retrata a realidade.  Também fiquei pensando se talvez esse seja um dos pontos que me fazem adorar morar na Europa, onde a diferença social não é tão grande e status não tem nada a ver com os amigos que você faz (apesar de ainda existir muito preconceito contra o pessoal de nível mais baixo, mas isso eu comento em outro post um dia desses).

Preços: Isso também foi uma observação da @senzatia, de que tudo no Brasil está mais caro. E achei a mesma coisa. Foi um dos motivos de deixarmos de viajar para longe de Sampa, e também de não trazer muita coisa. Acabei trazendo só bugigangas que não se acha aqui, coisinhas pra casa nova e lembrancinhas pros pais e avós de Mr. W. Talvez isso seja um sinal bom de que o Brasil está com uma economia forte. A libra está super baixa, acabei levando libras e trocando por reais, que deixei na poupança para evitar pegar menos ainda quando fôr em Dezembro, e a poupança está rendendo bem mais lá do que aqui. Ou então, como a @HeloRighetto disse, talvez o país esteja na moda, e isso infla os preços, com tanta gente indo morar e investir no país. De qualquer forma, sendo a cética que sou, só espero que não seja uma bolha de melhoria temporária :-?

– Trânsito, sujeira, metrô com lentidão – Eram coisas que eu sei estavam sempre em São Paulo, mas só pioraram :(

O que eu gostei de ver :-bd

– Apesar de ter me chocado, e da novela ter suas coisas “erradas”, uma coisa que gostei foi como eles tratam da homofobia, e como eles incluíram lá personagens gays.  Acredito que mostrar que gays são pessoas como qualquer outra, e não “doentes ou anormais” ajuda mudar a consciência e quem sabe um dia o comportamento do povo em geral? Ainda são passos de bebês, e eu não entendo do assunto o suficiente para dizer se estão falhando em algum aspecto de como tratam o assunto, mas de modo geral, gostei do trabalho que estão fazendo.

– Música do Luan Santana – Gigi adora, e eu achei uma influência bacana nela, só por evitar o funk e músicas com vocabulário vulgar, já gostei de ver ela cantando e dançando ao ritmo sertanejo.

Sílvio Santos – Confesso que a-d-o-r-a-m-o-s Roletrando e Quem quer dinheiro? Assistíamos quase todo Domingo com minha mãe, e Mr. W até adivinhou uma das palavras que passou batido pela gente um dia (Cigarrilha!)

Centro de São Paulo – está lindo! Incrível como é a única parte que eu vi limpa. Também está bem policiada, e iluminada. Quando minha amiga me chamou pra nos encontrarmos lá fiquei meio ressabiada, mas aceitei e não me arrependi. Fomos de metrô até lá e não teve problema nenhum! E o passeio de carro pelo pátio do colégio, Sé, Liberdade, Universidade São Franscisco, foi muito bonito e deu orgulho da cidade natal.

Policiamento – Pelo menos no Centro e no meu bairro, na Zona Norte, teve bastante policiamento, dia e noite. Mas mesmo assim estava proibida de sair com bolsa, já que alguns ex-presidiários soltos no Enduto e mais cedo estavam fazendo alguns furtos por perto, mas mesmo assim me senti segura na maior parte do tempo.

Cultura, comida, Páscoa – Fomos na procissão, que ao meu ver é parte da cultura brasileira. Mr. W gostou de acompanhar o pouquinho que fomos juntos. Apesar de ele ser ateu, gosta das cerimônias rituais, principalmente porque aqui no Reino Unido é bem velado e quando não se tem isso… A comidinha da mamãe (e da irmã, e do irmão em uma ocasião) uma delícia como sempre! E comemos muita pizza, esfiha, coxinha (a preferida de Mr. W), beirute, bolos, doces, pudins, pastel… Adorei como é simples ir no supermercado e comprar comida caseira, e levar pra casa! Quero um desse aqui! E a Páscoa com aqueles Ovos Pendurados no teto do supermercado? Nunca vi em nenhum outro lugar do mundo, aqui é mirrado, e ainda por cima, são vendidos na caixa, e em uma prateleira, Boo L-)

Gostei da chuva morna, da brisa da manhã indo na hidro com a minha mãe, dos desabafos que nós duas fizemos, dos abraços e convivência com Gigi, Das risadas com meu irmão e dos almoços e papos com minha irmã. Dos bate-bocas políticos com meu pai e nossas conversas sobre Palmeiras (e qualquer futebol pra ser honesta). De assistir filme com todo mundo empilhado na sala apertadinha. De ter visto duas amigas queridas que não vi o ano passado, e colocar a conversa em dia e vê-las felizes. Dos passeios ao shopping, das viagens à praia e colocar o papo em dia com a minha vó/dinda. Do passeio à Braga City e ver a família Buscapé no seu melhor. De estar ’em casa longe de casa’, como sempre. Mas eu tenho uma voz dentro de mim que me diz que isso só é possível porque eu volto pra casa. E cada vez que volto vê-los e passar o calor que me deixa empipocada, e ser ignorada pelas duas primas, e me supreender com os rostos ranzinzas, é essa saudade que deixa tudo mais bonito, mais colorido, mais especial e só as coisas boas ficam guardadas pra próxima viagem pro outro lado do Oceano Atlântico abaixo do Equador.

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Inglês esquecido (Fevereiro)

Pra quem perdeu as de Janeiro, estão aqui. E tem bastante que selecionei em Março, mas essas serão postadas diretamente do Brasil =D

Não tiveram muitas palavras/expressões interessantes em Fevereiro e estão meio atrasadas, mas lá vai…

Chitterie-chatterie: Pedaço de pão que se come depois de tomar banho. Vem do original chitter, que por sua vez vem de shiver, calafrio. Então o pão é a comida que se come enquanto se está com frio depois de sair do banho! (1808-1911)

Bezonter: Surpresa!! (1886-1905)

Mopple: Confusão, desonrientação (1883-1905)

Chatillionte: Divertido, fazer cosquinhas (1914)

A história mais interessante foi a do dia dos Namorados inglês, dia de São Valentino. Em 1657, William Cole escreveu que “a confecção feita de cacau, chamada de chocolate, ou chocoletto, que pode ser encontrado em Londres a preços acessíveis, tem eficácia maravilhosa na procriação de crianças pois não somenre incita a Venus, mas causa concepção em mulheres… Além disso, preserva a saúde, pois faz aqueles que a consomem geralmente gordinhos, corpulentos, leais e amáveis” :-?

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Chomp! Muffin Light

Desde Janeiro estamos seguindo a dieta South Beach. Perdi quase 7 quilos até agora, e estou 9 quilos distante da minha meta, que pretendo atingir até Agosto.

A dieta South Beach é mais uma reeducação alimentar do que uma dieta em si. Você aprende a eliminar açúcar refinado e farináceos do dia-a-dia. Coisas que não são boas pra você de qualquer maneira. A reeducação é individual, já que alimentos tem efeitos diferentes em cada um, e a gente vai aprendendo o que engorda, e assim passando a evitar esses produtos.

Por exemplo, Mr. W engorda mais quando come doces e açúcar. Eu engordo quando como batatas (incluindo batata-doce!) e muitas frutas durante a semana.

Outra coisa que a dieta tem feito é nos incentivado a cozinhar mais. A cultura aqui na Inglaterra é de muita comida pronta, congelada ou refrigerada, e se deixar você se acomoda, e acaba colocando pra dentro tudo que não presta. Depois da RA da South beach, passamos a ler as etiquetas dos pacotes de comida e o que tem de porcaria nos igredientes é inacreditável, então banimos completamente comida pronta, e agora até os hambúrguers são caseiros!

Toda semana eu seleciono receitas novas dos livros que temos aqui, e da coleção que fiz enquanto estava no Brasil mais o livro da Dona Benta que meu pai me deu. Descobrimos muitas receitas gostosas, e que são liberadas pela South Beach. Vou tentar ir colocando aqui caso vocês queiram tentar também :-D

A receita de hoje é de Muffin Light, do livro Cooking Well, e coloco devido aos pedidos incessantes (ok ok nem tanto :> ) de @LaraMartinsPa e @chrisclima depois de falei no Twitter que os Muffins ficaram de lamber os beiços:

Eu fiz de “blueberry” – que é traduzida para Mirtilo em Português, e vi que estão produzindo mesmo no Brasil agora. É uma frutinha roxa, da cor de jabuticaba, mas com textura de uva dentro. O legal de cozinhar com ela é que ela explode por causa do calor, e mistura o sabor na massa, fica uma delícia!

nomnomnom!

Lá vai então (eu mudei um pouco a receita do livro para diminuir mais ainda a quantidade de adoçante e margarina):

2,5 colheres de sopa cheias de margarina Becel light – aqui é margarina Flora Light

1 xícara de proteína em pó (tipo suplemento alimentício) de morango – aqui é Whey Protein

1 xícara de adoçante em pó

1 xícara de farinha de amêndoa ou amêmdoa em pó ou linhaça semente de linho em pó – aqui é Almond Flour ou Ground Almond / Flaxseed meal

1,5 colher de chá de fermento royal – aqui é baking powder

1/4 de colher de chá de sal

3 ovos

2 colheres de chá de extrato de baunilha

1 xícara de água fria

1 xícara de mirtilo – aqui é Blueberries

  • Preaquecer o forno 180 graus celsius – 350 graus fahrenheit
  • Exclua os mirtilos, e bata todos os ingredientes na batedeira usando intensidade média.
  • Quando os ingredientes estiverem com textura homogênea – a massa fica bem líquida não se preocupem! – jogue os mirtilos no meio e misture com uma colher. Lembre-se, tem que deixar as frutinhas inteiras, senão você vai acabar com uma massa rôxa!
  • Coloque a massa em uma forma de muffin não aderente (ou unte a sua forma)
  • Asse por 20-25 minutos

Pronto!

Importante: Os muffins que você não fôr comer em 1 semana, congele. Descobri que eles emboloram depois desse tempo :(

Rendeu 12 muffings grandes e mais 24 mini muffins que fiz usando as formas de mini cupcakes de silicone que tenho aqui. Não cresceu muito mas acho que é mais culpa da minha forma, que não é muito funda…

A receita na verdade pedia proteína de baunilha mas só tinha de morango e acabou dando um tcham a mais (como diria a minha mãe :P ) agora quero tentar fazer com proteína de banana com chocolate chips (sem açúcar), e com outras frutinhas no meio, morango, framboesa, etc…

Se vocês fizerem e der certo, me avisem, ou se der errado, podem escrever que eu reviso a receita e vejo o que pode ser que vocês fizeram errado :)

Muffão e muffinhos

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Mr W. e seus 30 anos…

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E tinha brigadeiro? Tinha sim-senhor!

Sábado foi a comemoração do aniversário de 30 anos de Mr. W. O aniversário mesmo foi dia 16, mas como dia 19 ele teve show, e dia 12 foi a viagem de dia dos namorados (que aliás me lembra que tenho que postar sobre isso ainda :"> ) tivemos que adiar um pouco a festa, mas não podia falhar.

Aqui, o aniversário de 30 anos é um pouco mais significativo. É chamado de Big 30s o que eu imagino por ter a ver por ser quando normalmente os ingleses começam a ser considerados adultos. A maioria se dedica exclusivamente aos estudos até os 26, 27 anos, muitos começam a carreira profissional bem próxima dessa idade, e apesar de morarem fora da casa dos pais desde os 22-23 (senão mais cedo), os 30 são o que marcam a maturidade.

Nós ainda estavámos devendo outra tradição, a de fazer o house warming (festa de inauguração) , então resolvemos juntar as duas festas e chamamos os mais chegados para dar um pulinho por aqui.

A preparação começou mês passado, quando demos um gás na arrumação da casa, e finalmente consegui me desfazer da última caixa da mudança. Agora está tudo arrumado e no lugar, e como é bom ter uma vida organizada e quando querer uma coisa saber onde está! Fazia mais de anos que minha vida andava meio fora dos eixos, mas agora é só correr pro abraço.

Na quinta chamei ajuda profissional para limpar a casa que estava meio abandonada. Vieram DUAS, trabalharam 4 horas, e eu trabalhei mais uma para terminar o que faltava. As decorações eu comprei pela internet, assim como os petiscos e os bolos. Comprei massa de pão de queijo e Nescau pro brigadeiro na lojinha brasileira que tem aqui no bairro (sou a maior sortuda, tem 2 lojinhas aqui perto).

food

"Not just any food but M&S food" (Slogan do supermercado onde comprei as comidinhas)

Sexta-feira de noite fomos buscar os bolos e salgadinhos na Marks and Spencers. Como não conseguimos decidir por um bolo só, pegamos dois. Um sponge cake – que é bolo branco com recheio de creme e geléia de framboesa  – e um Capuccino. Os salgadinhos foram ingleses mesmo, Sausage Roll (enroladinho de lingüiça), Mini Scotch Egg (Ovo de Cordona cozido e coberto por massa de salsicha e frito à milanesa), Torta de Carne de Porco, Mini-Lingüiças e Mini-quiches (com 6 recheios diferents, incluindo opção vegetariana). Também na sexta a noite fiz o brigadeiro e o beijinho, e preparei o pão de queijo, que deixei no congelador. E enchemos as bexigas para só pendurar no Sábado.

Pois Sábado chegou, eu tive o sono meio agitado. Era a primeira vez que eu dava festa desse tamanho (os mais chegados acabaram sendo 23 pessoas –  4 cancelaram de última hora) , era a primeira vez que os amigos de Mr. W viriam conhecer a casa e eu confesso que estava uma pilha de nervos. As festas desse pessoal são normalmente super animadas, confesso que por culpa do álcool muitas vezes, e como nós não somos muito de beber, eu estava achando que eles iriam acabar achando a festa muito paradona, chata e iriam embora cedo.

Mas não tinha o que fazer, respirei fundo e planejei dar o meu melhor, e tentar ser uma boa anfitriã. Começamos o dia às 11 horas, enrolei os beijinhos, coloquei as decorações, Mr.W colocou o porta-casacos perto da porta (porta-casacos aqui é obrigatório!) e eu coloquei a sapateira (aqui eles costumam tirar o sapato pra entrarem em casa, por mais que a gente insista que não precisa). Demos a última ajeitada na faxina da casa, e fui me arrumar ficar bonitona e cheirosona pros convidados.

Mrs and Mr C com Baby Laura chegaram lá pelas 4 horas. Servi os petiscos, amendoins e batata frita (tipo Chips) E esperamos até 5:30 pra começarmos a colocar os salgadinhos no forno. Pronto, a partir daí o pessoal começou a chegar e minhas idas à cozinha e pro forno foram contantes. Duas rodadas de salgadinhos, de pão de queijo, e de pizza. Acho que fome o povo não passou, mas também sobrar muito não sobrou. Cortamos o bolo às 10:45!! Tinha gente chegando até as 10 da noite, e o último casal foi embora à meia-noite e meia. A TV (meio que contra a minha vontade) ficou ligada o tempo todo, assistimos o jogo de Rugby, um programa de questões (quiz show), vídeos da MTV e o DVD de Carnaval de 2007 (emprestado de Mrs MC :) ). O Carnaval o pessoal adorou, fizeram bastante perguntas, e todo mundo disse que gostaria de ir um dia, por parecer maravilhoso…

Mas mais maravilhoso foi o pão de queijo. Eu fiz só dois pacotes, o que deu um média 2 pães de queijo pequenos pra cada. E rasparam tudo em minutos. Gostaram do guaraná também, mas esqueci de servir a segunda garrafa, aliás, esqueci de servir as outras batatinhas que tinha, chocolates e after-eights. Também esqueci de oferecer café e chá. X_X

Mas acho que o saldo geral da festa foi positivo. Apesar da TV ligada, todo mundo conversou de boa, não teve briga e ninguém com cara de cansado ou entediado. Foi uma festa mais quieta que as outras, mas teve menos álcool, e muita gente trabalhou antes de vir e/ou iriam trabalhar no Domingo (normalmente eles dormem na festa). Os meninos foram para a cozinha no meio da festa (o que acontece em todas as festas, por algum motivo) e deram boas risadas. Consegui conversar com todos os convidados, mas gostaria de ter coversado mais, com tanta gente assim, sempre acabava sendo interrompida pra conversar com outras pessoas.

Perdi a virgindade de ser anfitriã, e acho que sou capaz de pegar gosto pela coisa e fazer mais festinhas por aqui. Principalmente no verão quando teremos o quintal para mais espaço pro pessoal poder se espalhar ao invés de sentarmos todos em volta da TV :P

Aprendi umas lições que não posso esquecer para a próxima vez:

– Fazer as comidas e deixar prontas e servidas antes do pessoal chegar. Ou no máximo dividir em duas rodadas, no caso de ter turminha chegando mais tarde. Isso vai evitar ter que ficar indo para a cozinha ao invés de dar atenção para os convidados. E também proporcionar mais fotos das comidas, dessa vez saía tão rápido da forma que nem dava tempo #:-S

– Mudar o layout da sala, para fazer de um jeito que ninguém fique de costas para ninguém e fique todo mundo apontado para a TV. O pessoal gostou desse jeito, mas eu senti que a festa demorou para “engatar”.

– Colocar umas cadeiras ou bancos na cozinha, se o pessoal vai pra lá mesmo, não tem porque não deixar uns lugares para sentarem.

– Fazer mais pães de queijo!

– Perder mais a timidez e falar mais com os convidados. Para evitar o branco na hora do nervoso e timidez, tentar lembrar o que conversei da última vez que os vi, e fazer uma listinha mental no dia anterior, para puxar assunto.

– Tirar mais fotos !! Fiquei com vergonha e meio sem tempo para fotos e estou me arrependendo amargamente por causa disso agora, da próxima vez vou tirar foto e num-quero-nem-saber!

– Foi ótimo ter seguido conselho de Mr. W, e utilizar somente pratos, garfos, copos e taças descartáveis. Hoje não demorou 10 minutos pra limparmos e arrumarmos a bagunça :-bd

Acho que o resto fizemos tudo direitinho. Três pessoas mandaram torpedo para agradecer da festa dizendo que foi ótima, então essa é todo elogio que eu preciso para me empolgar   \:D/

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Inglês esquecido (Janeiro)

No Natal de Southampton tem presente de novo depois do jantar do dia 25. Presente é modo de falar, é mais uma lembrancinha. Esse ano ganhei uma calendário de mesa, de Inglês Esquecido. É uma palavra do vocabulário Inglês que acabou se perdendo no tempo…

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Frente

Fiz uma coleçãozinha dos termos que achei mais interessantes do mês de Janeiro, e vou tentar colocar todo o mês a seleção que fizer :)

Doggo: Querer se esconder para ficar sozinho, isolado “Lying doggo”

Illiack Passion:Vento nos intestinos’ , cólica que pode ser seguida por ânsia de vômito

Babies-in-the-eyes: Reflexão de uma imagem (provavelmente de você mesmo) na retina dos olhos de outra pessoa – bastante usado em poesia

Bensle: Lugar gelado. ‘Lugar onde uma brisa congelante encontra fácil admissão’ :D Pessoa tipo o tio Patinhas que é savina, não tem compaixão, porque tem um coração gelado.

Beats the Dutch: Algo extraordinário. “That beats the dutch and the Dutch beats the Devil” ‘Consegue vencer o Holandês e o Holandês consegue vencer o diabo”

Sport Ivory:ao pé da letra, mostrar os dentes. Ivory = marfim. Mostrar os dentes, mostrar o marfim.

Death Hunter:ao pé da letra, Caçador da morte. Agente funerário.

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Por dentro

Toozle: Agarrar uma mulher quando em um namorico :O (ainda bem que essa palavra caiu de uso!) Também usado para cabelo arrepiado, descabelado ‘One’s toozle top

Googer: O diabo.

Sobre o último, tem a história de Daniel Webster (1782-1852). Advogado e senador americano, tinha fama de era um orador tão bom que dizem que ele ganhou uma discussão com o Diabo ao defender seu cliente que teria vendido a alma.

Quando ele era pequeno, a professora ao perceber o estado de sua mão suja, desafiou ” – Se você encontrar alguma outra mão nessa escola tão suja quanto a tua, nós perdoaremos o castigo”. Daniel, espertíssimo, mostrou-lhe então a outra mão, e foi perdoado. :-D

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