… e para continuar o assunto onde parei por “um minuto de silêncio”, e depois dos desejos de Ano Novo (que sempre me deixam meio cabisbaixa) chegou a época do ano que começo a tomar gás de novo. Vamos lá pro Ano Novo de 2012.
 Do Natal delícia na casa da mana, pegamos a mala, a cuia, e o bíquini direto pra praia...  Onde ainda tinha a presença do Natal, com um pobleminha de escala, mas quando a Rena se move, detalhes assim, não se notam.  Tiveram caminhadas com sorvete de sobremesa...Com preguiça de tirar o sapato e sujar o pé, Com choro pra sair da água e voltar pra calçada.  Teve matar a saudade do mar, sempre a mesma vista, mas que nunca deixa a desejar...  Teve brincar de colocar o pé na areia, sem chinelo, sem sapato, sem meia!  Teve brincar de pintar, de colar, de dançar...  Teve brincar de bola...  Teve karaokê com a mãe, irmã, sobrinha, sobrinho e todo mundo, com direito a elogios da platéia e as aulas de canto se pagando!  Teve iluminação que um dia pode servir de inspiração, com inglês vendo e percebendo que não se faz Natal desse "lado da lagoa" como se faz daquele lado...  Teve brincar de botcha de mesa...  Teve aproveitar infância dos pequenos, antes que pequenos não sejam mais...  ... e a ratinha mais fofa, extrovertida e estrelinha que já conhecemos na família.  Teve brincar de dominó com direito ao sobrinho se divertindo mais colocando as peças de volta na caixa, tirando da caixa, colocando na caixa...  Teve correndo pra ver o Samba ao vivo, de surpresa, e recolhendo dinheiro no chapéu...  Teve 2012 chegando, com muita chuva, muita gente, muitos fogos e nós de VIP vendo muito de pertinho.  Teve ceia com todo mundo vestido chique, mesa muito chique, festa muito à vontade.  Com muita bexiga, muitos sorrisos, muita música, muito branco...  Teve piscina mesmo com nuvens, sem muito calor, mas com muitas gargalhadas.  Teve brincar de baralho, um dos meus top 5!  Teve torta da Dinda, e assim como a cozinheira, impagável e incomparável!  Teve psico-papai-noel (como Mr.W apelidou o acidente) depois de noites de vendaval...  Teve um trânsito monstruso voltando pra Sampa, e no mesmo dia, o Sol resolvendo aparecer...  Teve lágrimas voltando pra Londres. Mas menos do que se costumava ter. E mais fácil de lidar depois que Mr W me presenteeou com upgrade pra classe executiva e os pés foram colocados pra cima.  Teve chegar "em casa" com o clima típico pelo qual me apaixonei e me acostumei. Cinza, frio, aconchegante, encantador.  E com ele, o "céu de baunilha" visto da janela de onde, normalmente, vos escrevo!
Muita saudade de tudo isso… 
Mas vamos ver se o blog engata a segunda marcha agora e se logo logo chego no mesmo dia que a folhinha está mostrando
Ok, vam’bora colocar o blog em ordem. E como eu sou do contra mesmo, vou começar pelo final. Pela primeira viagem que ainda não contei como foi. E coincide com o clima de Natal que já começou por aqui na TV, nas lojas e supermercados, para total irritação de Mr. W. Começo pelo final, o final do ano passado, quando fomos para o Brasil, passar o Natal e Ano Novo com a família brasileira.
Pra quem não sabe, eu só vou pro Brasil para o Natal a 2-3 anos. Os motivos são vários, a começar pelo preço das passagens, com a correria no serviço (sempre temos que revezar férias) e a correria de fim de ano no Brasil mesmo, que sempre deixa a visita mais curta, por mais que dure o mesmo tempo.
E o ano passado, lá fomos nós, rumo ao Brazilsão. Primeira vez que Mr.W passaria o Natal em país tropical e sem ameaça de neve
 O passeio começou com festinha de aniversário pro meu paizão, fomos no rodízio de pizza Viena. Novamente eu me senti parte da família com a história que o aniversário rendeu e as pizzas eram uma delícia, com certeza quero voltar lá na próxima visita!  O próximo passeio foi feito pela Circuito Sao Paulo, pegamos um micro-ônibus na esquina mais famosa de São Paulo, e de lá saímos passear pela minha amada Sampa, toda iluminada pro Natal...  Primeira parada, Ibirapuera, com sua árvore de Natal gigante,  e o monumento às Bandeiras, que foi erguido em homenagem aos bandeirantes, os escravos e índios. Aliás, o nosso guia disse a escritura do monumento tem uma condição que tem que deixar as pessoas subirem no topo, tomara que continue pra sempre assim!  De lá, fomos pro Lago do Ibirapuera ver o show das águas, lindíssimo e que adoramos! Conseguimos um lugar super bom pra assistir, Dona G. até conseguiu um colinho VIP pra sentar e assistir de camarote, e rolaram até umas lágrimas!  E de lá fomos direto pra Avenida Paulista, a passos de tartaruga, porque o trânsito estava uó. Estava cheia, mas valeu muito a pena. Estava seguro, perfeitamente organizado e as luzes e cenários nos prédios foram fenomenais. Mr. W disse que a partir desse dia, começou a sentir como se fôsse Natal pra ele :)  Um dos melhores prédios foi do Bradesco, com quem fechamos o passeio. Aliás, o passeio foi ótimo, o guia era simpaticíssimo, o motorista excelente. Os únicos problemas foram que o passeio começou super atrasado, porque eles ficaram esperando pessoas que compraram o pacote e não tinham chêgo ainda, e terminou muito mais tarde do que eles divulgaram (devido ao trânsito) e com criança, se soubéssemos que iria demorar, teríamos levado um lanchinho!  E em casa teve decoração linda também, essa é da árvore que a minha mãe como super-síndica montou no condomínio...  E Natal sem presépio não é Natal né? Esse aí também montado no prédio!  Entre uma decoração e outra, tiveram muitas brincadeiras com os sobrinhos L. e P. e a sobrinha-afilhada Dona G., uma das brincadeiras favoritas foi de massinha, com direito a bolo de casamento e batata-frita!  E também tem que ter os encontros com as amigas, Fernanda França e LF. Fomos no Que Pankeca & Cia. mandar a dieta pras cucuias! Também vi a C. mas nem rolou fotito =(  E teve a viagem bate-ponto pra visitar a turma de Braga City, recheado pelos melhores brigadeiros e beijinhos do mundo, feitos pelas Tias e primas, a 12 mãos, cozinhando, enrolando e comendo. Muito amor, muita conversa falando alto e gargalhadas que só elas podem proporcionar mesmo. Só faltou uma certa prima mequetrefe que não conseguiu ir me ver, você sabe quem você é! =D Em baraga city também conheci o mais novo primo-sobrinho lindíssimo, filho da prima AP que eu me recuso a aceitar que já é mãe. Pô ela era uma das últimas na escadinha!  E a árvore de Natal que montamos todos juntos, pequena mas com muito carinho em cada laço, bola, e fita  E os papais noéis da minha mãe, que adora os bons velhinhos, pra alegria de L., P. e Dona G.!  E até papai Noel equilibrista tem!  Como bons paulistanos, fomos passear no Shopping fazer umas comprinhas básicas, e como resistir ao presépio em tamanho real?  E a festança foi na casa da irmã queridona, que mesmo gravidinha preparou tudo lindo, aconchegante e bem brasileiro!  Os dotes ficaram da época do magistério e é muito talento pra uma irmã só, fala sério né? =)  Teve amendoim que eu só acho no Brasil, em pratinho de papai noel. que adivinha de quem era?! =)  Teve um banquete mais-brasileiro-impossível, oração, presente, abraços, beijos, fogos, e a uma alegria que só passar o Natal em casa proporciona...  Mas também teve neve! Só pra lembrar da outra casa ;)  E teve uva do tamanho que só se acha em Terra Brazilis...  E as sobremesas típicas do nosso Natal. Frutas, pudim de leite e bringadeirão de microondas. (Só faltou o sorvete com calda de chocolate da tia J!)
E depois disso teve muita praia, muita chuva, sem muito Sol e sem muita areira, mas com a mesma alegria. Depois eu volto contando mais
E pra finalizar o relato da viagem ao Brasil, seguem algumas notas de coisas que chamaram a minha atenção, confesso, meio que inspirado pela Lolla:
Não gostei de ver
- Povo brasileiro cada vez mais fechado – Uma das coisas que eu me gabava com o povo britânico, era a facilidade de lidar com o povo brasileiro. Que todo mundo era simpático, estranhos conversarvam com estranhos na rua, sorrisos e risadas eram compartilhados, no supermercado, na feira, no metrô. Ainda tive sorrisos, que resistiram à armagura de um povo que anda perdendo sua naturalidade. Principalmente os de minha mãe, que é uma das pessoas mais simpáticas que conheço, sempre com sorriso no olhar, e um amor e compaixão no coração que transparece em sua face. Mas encontrei muito mais rostos como o meu, naturalmente ranzinzas e fechados (no meu caso, normalmente é por timidez), pessoas ignorando a tentativa de se engatar uma conversa cabreira, fazendo cara feia, sendo antipático e duro nas lojas, trânsito, e nas ruas. Não sei se o fato de ter me mudado pro subúrbio de Londres também me fez pensar que o povo – normalmente e estereotipicamente – Europeu com fama de duro e distante se transformou. Aqui temos muito mais sorrisos, simpatia e atenção do que encontrei em muitos lugares no Brasil em São Paulo.
- Outra característica foi a perda de espontâneadade – Só consegui encontrar DUAS amigas por lá. Todo mundo tinha compromisso, ninguém podia encontrar, tudo era difícil. Alguns amigos brasileiros daqui às vezes sentem falta da facilidade que era pegar o telefone e marcar de se ver, de fazer um churrasco, de ir conversar sem ter que marcar dois meses antes. Mas se medirmos pelo povo Paulista, isso é coisa do passado.
- Nível e instensidade de violência e cobertura da imprensa: Isso eu já comentei aqui.
- De ver como homofobia é aceita de uma maneira cotidiana, como se você, por não ser homofóbico, fôsse a pessoa errada.
- Núcleo rico/pobre da novela (assisti Insensato Coração com a minha mãe, e continuo assistindo aqui pela Internet) e como isso faz parte da vida real da vida brasileira também. Conheço brasileiros dentro e fora do Brasil, que se comportam como o núcleo rico, e que tratam os outros (e algumas vezes sinto ser comigo também) de maneira como se fôssem pessoas “diferenciadas” com mesquinharia, aquele nariz empinado, aquela ignorada básica, e a secada de rabicho de olho. Claro, que o fato é mais o comportamento em si, e nem tanto de ser pobre ou rico em termos financeiros. Até a novela mesmo mostra através de Eunice. Eu sei que isso sempre foi um ponto cultural brasileiro complicado de passar por cima, mas mesmo assim ainda me incomoda, e fico pensando se a novela influencia a sociedade brasileira ou se a novela só retrata a realidade. Também fiquei pensando se talvez esse seja um dos pontos que me fazem adorar morar na Europa, onde a diferença social não é tão grande e status não tem nada a ver com os amigos que você faz (apesar de ainda existir muito preconceito contra o pessoal de nível mais baixo, mas isso eu comento em outro post um dia desses).
- Preços: Isso também foi uma observação da @senzatia, de que tudo no Brasil está mais caro. E achei a mesma coisa. Foi um dos motivos de deixarmos de viajar para longe de Sampa, e também de não trazer muita coisa. Acabei trazendo só bugigangas que não se acha aqui, coisinhas pra casa nova e lembrancinhas pros pais e avós de Mr. W. Talvez isso seja um sinal bom de que o Brasil está com uma economia forte. A libra está super baixa, acabei levando libras e trocando por reais, que deixei na poupança para evitar pegar menos ainda quando fôr em Dezembro, e a poupança está rendendo bem mais lá do que aqui. Ou então, como a @HeloRighetto disse, talvez o país esteja na moda, e isso infla os preços, com tanta gente indo morar e investir no país. De qualquer forma, sendo a cética que sou, só espero que não seja uma bolha de melhoria temporária
- Trânsito, sujeira, metrô com lentidão – Eram coisas que eu sei estavam sempre em São Paulo, mas só pioraram
O que eu gostei de ver
- Apesar de ter me chocado, e da novela ter suas coisas “erradas”, uma coisa que gostei foi como eles tratam da homofobia, e como eles incluíram lá personagens gays. Acredito que mostrar que gays são pessoas como qualquer outra, e não “doentes ou anormais” ajuda mudar a consciência e quem sabe um dia o comportamento do povo em geral? Ainda são passos de bebês, e eu não entendo do assunto o suficiente para dizer se estão falhando em algum aspecto de como tratam o assunto, mas de modo geral, gostei do trabalho que estão fazendo.
- Música do Luan Santana – Gigi adora, e eu achei uma influência bacana nela, só por evitar o funk e músicas com vocabulário vulgar, já gostei de ver ela cantando e dançando ao ritmo sertanejo.
- Sílvio Santos – Confesso que a-d-o-r-a-m-o-s Roletrando e Quem quer dinheiro? Assistíamos quase todo Domingo com minha mãe, e Mr. W até adivinhou uma das palavras que passou batido pela gente um dia (Cigarrilha!)
- Centro de São Paulo – está lindo! Incrível como é a única parte que eu vi limpa. Também está bem policiada, e iluminada. Quando minha amiga me chamou pra nos encontrarmos lá fiquei meio ressabiada, mas aceitei e não me arrependi. Fomos de metrô até lá e não teve problema nenhum! E o passeio de carro pelo pátio do colégio, Sé, Liberdade, Universidade São Franscisco, foi muito bonito e deu orgulho da cidade natal.
- Policiamento - Pelo menos no Centro e no meu bairro, na Zona Norte, teve bastante policiamento, dia e noite. Mas mesmo assim estava proibida de sair com bolsa, já que alguns ex-presidiários soltos no Enduto e mais cedo estavam fazendo alguns furtos por perto, mas mesmo assim me senti segura na maior parte do tempo.
- Cultura, comida, Páscoa - Fomos na procissão, que ao meu ver é parte da cultura brasileira. Mr. W gostou de acompanhar o pouquinho que fomos juntos. Apesar de ele ser ateu, gosta das cerimônias rituais, principalmente porque aqui no Reino Unido é bem velado e quando não se tem isso… A comidinha da mamãe (e da irmã, e do irmão em uma ocasião) uma delícia como sempre! E comemos muita pizza, esfiha, coxinha (a preferida de Mr. W), beirute, bolos, doces, pudins, pastel… Adorei como é simples ir no supermercado e comprar comida caseira, e levar pra casa! Quero um desse aqui! E a Páscoa com aqueles Ovos Pendurados no teto do supermercado? Nunca vi em nenhum outro lugar do mundo, aqui é mirrado, e ainda por cima, são vendidos na caixa, e em uma prateleira, Boo
Gostei da chuva morna, da brisa da manhã indo na hidro com a minha mãe, dos desabafos que nós duas fizemos, dos abraços e convivência com Gigi, Das risadas com meu irmão e dos almoços e papos com minha irmã. Dos bate-bocas políticos com meu pai e nossas conversas sobre Palmeiras (e qualquer futebol pra ser honesta). De assistir filme com todo mundo empilhado na sala apertadinha. De ter visto duas amigas queridas que não vi o ano passado, e colocar a conversa em dia e vê-las felizes. Dos passeios ao shopping, das viagens à praia e colocar o papo em dia com a minha vó/dinda. Do passeio à Braga City e ver a família Buscapé no seu melhor. De estar ‘em casa longe de casa’, como sempre. Mas eu tenho uma voz dentro de mim que me diz que isso só é possível porque eu volto pra casa. E cada vez que volto vê-los e passar o calor que me deixa empipocada, e ser ignorada pelas duas primas, e me supreender com os rostos ranzinzas, é essa saudade que deixa tudo mais bonito, mais colorido, mais especial e só as coisas boas ficam guardadas pra próxima viagem pro outro lado do Oceano Atlântico abaixo do Equador.
Bom o que eu não contei ainda?
Ah! Esqueci de falar que Mr. W levou a maior sorte e foi pro Brazuca de Classe Executiva! Segundo andar, assento-que-vira-cama, comidinha chique, pacote completo. Depois que ele despachou as malas (o check-in foi feito online) e já estava indo para o portão de embarque, o pessoal da BA o chamou pelo auto-falante e ofereceu se ele trocaria a passagem Economia-plus pela Executiva, e ele nem bobo nem nada claro que aceitou né, chegou no Brasil descansadão 
Também não falei que teve almocinho gostosinho com a minha ex-chefe L. , da época que eu dava treinamento. Mas somos amigas agora, e foi uma delícia vê-la de novo, depois de quase 4 anos! Papeamos muito, no Viena do Center Norte. Foi meio decepcionante, eu lembro deles melhorzinhos na qualidade da comida, mas mesmo assim valeu a pena.
A última semana foi passada a programinhas básicos, teve aniversário da Giovana na terça-feira, e eu e minha mãe a levamos para ver Rio (opinião completa depois, mas posso dizer que foi ótimo, ela a-m-o-u) , comprei um balão Hélio de Princesa pra ela (paguei a bagatela que só Madrinha que mora longe tem coragem de pagar, mas ela merece!) e depois pegamos lanchinho do macdonalds e todos os brinquedos do Rio de brinde pra ela brincar. Mr. W se admirou, concordando comigo, de como o McD é mais gostoso no Brasil!
Nessa terça foi o dia que Mr. W torceu as costas, então quarta e quinta foram meio de molho (por isso que ele não foi no cinema com a gente também). Mas quarta fomos encontrar minha amiga mais antiga, a C. A conheço desde os 9 anos de idade, e é sempre uma delícia passar um tempo com ela. Ela e o marido dela são uns fofos e nos levaram no Bar Dona Onça ali no Centro de São Paulo. Foi bem gostosinho e quero ver se volto lá com a trupe para o aniversário do meu pai em Dezembro Depois da jantinha teve passeio guiado (por eles, rs) pelo Centro de Sampa, incluindo a Liberdade e Parque do Ibirapuera.
Depois disso, os planos foram ir no Shopping D (que Mr. W não tinha ido ainda), onde compramos umas coisinhas pra trazer de presente, e Giovana ficou brincando no parquinho que eles têm lá. Era para termos ido na minha irmã jantar, mas o Levi teve conjuvite E não pudemos dar um abração neles de tchau. Mas logo logo estaremos dando o abração de Oi-de-novo
Daí teve a festinha oficial da Gigi no Sábado, onde vi minha prima e minha tia fófis de novo, e passamos mais tempos juntos. Eu tinha ido pro Brasil pra participar da festinha de Gi (eu não tinha ido em nenhuma ainda) e foi uma delícia participar de 3! =D
Agora às fotos que fiquei devendo no post anterior
Teve pezinho molhado e pernocas branquelas no H2O do Guarujá
Teve admirar o marzão do mirante de concreto
Teve (ou tiveram?) os barquinhos dos pescadores
E teve o pescador solitário
Teve sentar na cadeirinha de praia e ouvir o mar fazer WHOOSH
Teve dia nublado, com paisagem esplêndida da janela
Teve menininho nos lembrando como é fácil ser entretido
Teve visita a sala de troféus da Vila Belmiro
Teve visita ao estádio da Vila Belmiro
E uma foto por cima do muro do estádio que sem querer deu certo
Teve despedida da praia
Teve comemoração da Páscoa
Teve processão
E teve nós participando das últimas paradas
Teve chocolate derretido no porta-mala do carro a caminho de Bragança Pta
E teve volta a Sampa, e flores no caminho pra hidroginástica
E no caminho também tinha Jaqueira
Teve festinha pra Gigi em casa
Teve eu e minha mãe fazendo lembrancinha pra festa de aniversário da Gigi na escolinha
Teve Churros no Bar da Dona Onça
Teve o Impostômetro, mostrando quanto o povo brasileiro já deu de impostos pro governo esse ano
Teve a boneca que quase não tiramos foto, por esquecimento, mas agora está garantida que esquecida não será
Teve a foto que foi a Gigi quem tirou
Teve mais lembrancinhas, pro aniversário do final de semana
Teve tema princesa, do jeitinho que Gigi quis
Teve Cupcake de cenoura com recheio de doce de leite
E teve fim de festa...
E foi gostinho de fim de festa mesmo. No dia seguinte, quando voltei pra minha outra casa. Domingo chegou e debaixo de chuva fortíssima voltamos pra Terra da Rainha e de Princesa Kate. Dessa vez foi sem choro, apesar do aperto no coração que veio de mansinho no avião. Mr. W – como sempre – me acalmou. O vôo foi bacana, assisti o Discurso do Rei Megamind e True Grit. Assisti mais uns seriados e continuei lendo Digital Fortress.
Cheguei em casa ainda com o vazio no peito que só quem escolhe dois lugares do mundo pra chamar de casa sabe o que é. Aquele silêncio depois da barulhada de Gigi e da família Buscapé que é difícil de acostumar de novo.
Agora já voltamos à rotina, mas as malas nos esperam ainda para serem desfeitas. Acho que prolongamos o feito, porque parece que assim não faz tempo que deixamos tantas pessoas amadas lá do outro lado do Oceano. Mas logo logo estamos de volta, e até lá vamos procurar bastante coisa boa pra fazer e história bacana pra contar! E começando a campanha pros meus pais virem visitar a caverna nova né?!
Ok, ok, eu ia escrever um post amanhã bem bonitinho falando sobre a minha primeira semana no Brasil, mas infelizmente o tempinho livre apareceu justo no dia que uma tragédia aconteceu, e como minha cabeça fica a mil e reclamar com os pais – que concordam comigo – não adianta muito nessas horas, eu venho pro blog estravazar. Achar que estou gritando aos 4 cantos da internet, o que parece acalmar meus ânimos nessas horas, por mais que os 4 cantos sejam os 9 leitores fiéis desse canto.
Eu comecei a escrever o desabafo no Twitter, mas me emp0lguei demais, então movi o discurso pra cá.
O assunto desagradável é o ataque da escola do Rio de Janeiro, claro.
Junto com o evento, que em si já é trágico e só imaginável hoje em dia porque acontece em algum lugar na Terra pelo menos uma vez por ano, vem o circo armado pela imprensa.
Especulações (a princípio falaram que era pai de aluno, mas tarde foi confirmado que era ex-aluno) , entrevistas com testemunhas, com curiosos, com policiais, com os pais das vítimas. Querendo falar como tudo aconteceu, como foram os tiros, aonde, que horas. Coletiva de imprensa do Governador do Estado, dizendo que o atirador era um animal psicopata, e entrevista até com técnico de futebol sobre o que ele acha do assunto (pois é, entre mudanças de canais para evitar o mau jornalismo sobre a notícia vi o Luxembrugo sendo perguntado o que ele achava da tragédia). E pode esperar, fotos das vítimas, história das vidas, pais desesperados na televisão, revistas e rádios. Agora a pergunta é, porque alguém gostaria de saber disso? Só aumenta ainda mais a dor que causa em população já frágil, e essa dor é em vão, porque não haverá ação para ajudar, para se evitar isso no futuro, e essa é a tristeza e frustração que infelzmente a imprensa coloca no mundo hoje. Aqui em casa, começou a baixaria e sensacionalismo, desligamos tudo, vai pro futebol, musiquinha e desenho animado.
Nessas horas minha opinião é que o papel da imprensa deveria ser o de informar os fatos que queremos saber. X vítimas na escola Y. Polícia entrou, atirador se matou (para sabermos se o causador foi pego ou se está à solta oferecendo risco à população). Vítimas socorridas no hospital Z (para quem fôr familiar ou quiser/puder ajudar). Motivos explicados na carta explicam que aconteceu por causa disso (isso talvez ajudasse a todos compreenderem o fato, e evitar assim, a revolta e amargura – nesse caso, a publicação da carta não ofereceu explicações) . Claro que serão detectado os motivos do ocorrido foram dois fatos: má assistência a doentes mentais (aqui se inclui viciados em drogas e álcool), e o acesso fácil a armamento. Daí discutir com o público e cobrar das autoridades uma atitude para que o fato não se ocorra mais. Cortar o mal pela raiz. Esse é o papel da imprensa, no meu ponto de vista.
Simples? Não é. Possível? Com certeza. Basta vontade – como apontou a minha mãe, dinheiro não é fator para a imprensa relatar o que deveria ser relatado. E a gente sabe que governantes fazem o que a pressão da imprensa pede. Mas a tendência é de achar que casos isolados não são importantes. E não tô falando só do Brasil não. Estados Unidos já teve tantos casos, perdemos as contas. Inglaterra (mesmo com acesso a armamento super-ultra contrado) teve um caso há anos atrás e no ano passado um senhor esquizofrênico matou várias pessoas na rua (mesmo após pedir ajuda aos médicos de que estava em depressão e ser ignorado). Na Alemanha também, há uns dois anos, ouve o mesmo evento em uma escola.
Antes de desligar o rádio, veio a notícia de bombas colocadas em outra escola do Rio de Janeiro. Mas “somente” 4 alunos se machucaram. Então como a tragédia é menor, fica com um destaque pequenininho. Mas quem colocou a bomba lá? Há risco de mais bombas? Não se sabe, e a única notinha ainda tem link pra notícia tragédia do momento, onde já não se pode fazer mais nada.
E é isso que a imprensa deveria estar discutindo. Não colocando mais amargura no coração do povo que já se entristece, se sente impotente e indignado diante de um evento dessa natureza.
Como doentes mentais deveriam estar sendo identificados, tratados e monitorados? Como o acesso a armas deve ser mais controlado? E a notícia da bomba e a investigação quanto a esse fato, como ficou?
Espero que as vítimas e seus familiares assim como professores e funcionários recebam uma assistência decente, agora é tratar os sintomas de uma doença que infelizmente não foi tratada, e tentar dar uma vida normal aos que ficaram para trás.
PS: O post bonitinho sobre o Brasil ainda virá em breve, mas hoje não deu pra ficar com o discurso enroscado na garganta.
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Sambaram comigo