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… e para continuar o assunto onde parei por “um minuto de silêncio”, e depois dos desejos de Ano Novo (que sempre me deixam meio cabisbaixa) chegou a época do ano que começo a tomar gás de novo. Vamos lá pro Ano Novo de 2012.
Do Natal delícia na casa da mana, pegamos a mala, a cuia, e o bíquini direto pra praia...
Onde ainda tinha a presença do Natal, com um pobleminha de escala, mas quando a Rena se move, detalhes assim, não se notam.
Tiveram caminhadas com sorvete de sobremesa...Com preguiça de tirar o sapato e sujar o pé, Com choro pra sair da água e voltar pra calçada.
Teve matar a saudade do mar, sempre a mesma vista, mas que nunca deixa a desejar...
Teve brincar de colocar o pé na areia, sem chinelo, sem sapato, sem meia!
Teve brincar de pintar, de colar, de dançar...
Teve brincar de bola...
Teve karaokê com a mãe, irmã, sobrinha, sobrinho e todo mundo, com direito a elogios da platéia e as aulas de canto se pagando!
Teve iluminação que um dia pode servir de inspiração, com inglês vendo e percebendo que não se faz Natal desse "lado da lagoa" como se faz daquele lado...
Teve brincar de botcha de mesa...
Teve aproveitar infância dos pequenos, antes que pequenos não sejam mais...
... e a ratinha mais fofa, extrovertida e estrelinha que já conhecemos na família.
Teve brincar de dominó com direito ao sobrinho se divertindo mais colocando as peças de volta na caixa, tirando da caixa, colocando na caixa...
Teve correndo pra ver o Samba ao vivo, de surpresa, e recolhendo dinheiro no chapéu...
Teve 2012 chegando, com muita chuva, muita gente, muitos fogos e nós de VIP vendo muito de pertinho.
Teve ceia com todo mundo vestido chique, mesa muito chique, festa muito à vontade.
Com muita bexiga, muitos sorrisos, muita música, muito branco...
Teve piscina mesmo com nuvens, sem muito calor, mas com muitas gargalhadas.
Teve brincar de baralho, um dos meus top 5!
Teve torta da Dinda, e assim como a cozinheira, impagável e incomparável!
Teve psico-papai-noel (como Mr.W apelidou o acidente) depois de noites de vendaval...
Teve um trânsito monstruso voltando pra Sampa, e no mesmo dia, o Sol resolvendo aparecer...
Teve lágrimas voltando pra Londres. Mas menos do que se costumava ter. E mais fácil de lidar depois que Mr W me presenteeou com upgrade pra classe executiva e os pés foram colocados pra cima.
Teve chegar "em casa" com o clima típico pelo qual me apaixonei e me acostumei. Cinza, frio, aconchegante, encantador.
E com ele, o "céu de baunilha" visto da janela de onde, normalmente, vos escrevo!
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Muita saudade de tudo isso…
Mas vamos ver se o blog engata a segunda marcha agora e se logo logo chego no mesmo dia que a folhinha está mostrando
Não tem como. Tentei ignorar o fato no blog – como muitos companheiros de blog fizeram – mas minha cabeça e suas caraminholas ganham a luta. E esse “blog é sobre nada” (roubando a terminologia de Helô e Marina) mas ao mesmo tempo é sobre tudo que se passa nessa mente criada por pais de direita, irmã e namorado de esquerda, e que tenta justificar as coisas difíceis de entender para quem teve um passado fácil de viver. Esse blog é uma das válvulas de escape para eu não acabar “fundindo a cuca” como diziam meus pais quando eu queria ficar estudando por muito tempo (sim, sou CDF e daí ) então dedos à obra e ao desabafo!
Preciso dizer que o tempo me ensinou muita coisa sobre a imprensa. As lições são muitas, mas a mais importante e relevante nos casos de tragédias, é esperar. Esperar até que as especulações se acalmem, a poeira do choque se abaixe, e as notícias comecem a fazer mais sentido.
Com o tempo, tudo faz mais sentido, se você conseguir manter a frieza de se distanciar das emoções que o noticiário quer instigar em você – o famoso inconsciente coletivo - para te prender aos números do IBOPE, às vendas de jornais e aos acessos de seus websites. No começo tudo é sensacional. No mau sentido, mas mesmo assim, sensacional. Pessoas são transformadas em monstros. Empresas são transformadas em instrumentos diabólicos que só servem para destruir a vida de todos. Partidos políticos são transformados em mecanismos de pura corrupção. Com o tempo você começa a ver que não é bem por aí. Ninguém nem nada se transforma em algo puramente ruim e negativo da noite para o dia.
Existem quatro assuntos que quero discutir no blog. News International e suas traquinagens, o ataque de Oslo, a fome na África e a morte de Amy Winehouse. Para não ficar muito cansativo (tanto para leitura quanto para escrever) vou fazer um de cada vez. O primeiro é sobre o ataque em Oslo.
Na sexta, quando as notícias estavam quentes, Regina26 (que aliás me surpreendeu por ter sido a única que comentou o que aconteceu) escreveu no Twitter
“Acabei de ver na Tv as imagens do atentado em Oslo. Será que algum dia isso vai parar? Por que matar, ao invés de sentar e conversar?”
Respondi que era um assunto complexo, mas que concordava que deveria sim ser tão simples quanto sentar e conversar. Minha concordância foi relativa ao fato de que eu sei que o mundo não é feito para tanta ingenuidade, mas ainda assim espelharia minha utopia, sobre a qual falei aqui. Mas como falei naquela época, Utopia é algo que sabemos que não é atingível. Na época, adorei a explicação de Mauro, comentando no mesmo post:
“- Infelizmente, não acho que isso vá acontecer porque a humanidade no final das contas é um bando de gente egoísta e que não está nem aí para com quem está fora da sua “turminha”. A gente evolui como animais sociais, mas isso normalmente implica viver em grupos pequenos. A gente se importa com a família e os amigos próximos, mas normalmente está pouco se lixando com quem está em outros países ou mora na cidade ao lado, afinal eles são só “estatísticas” ou mais ou menos “conceituais” para a gente. Tipo, se eu mal consigo imaginar alguém que mora no Kazaquistão, como é que vou sentir simpatia real por essa pessoa, comparada com, por exemplo, meu vizinho?”
Depois que Mauro acendeu a lampadinha na minha cabeça, o mundo e suas coisas com as quais não concordo passaram a fazer muito mais sentido. Desde idéias e discussões de amigos, da família, dos vizinhos, até – o que sob o nosso ponto de vista são – atrocidades que acontecem pelo mundo. E para passar a entender mais ainda essas atrocidades, basta se colocar do outro lado da moeda, a ver as coisas de um outro ângulo. Todos os “loucos” têm o seu pouquinho de sanidade também, as suas justificativas exageradas para ações que não são consideradas normais por nós, considerados normais.
Nesse caso específico, após ler alguns poucos artigos sobre o assunto e ouvir as notícias curtas dadas no rádio que toca na maioria música,percebi a similaridade com o caso da Escola do Rio. O mesmo caso que me fez desabafar sobre a Imprensa.
A similaridade é um indivíduo que em um surto entre realidade e fantasia, misturou seus pontos extremos com uma doença mental e acabou afetando pessoas inocentes em sua busca de uma vida melhor. Sim! Porque ele jura de pés juntos que fez o que necessário para uma Europa melhor, livre da invasão islâmica e imigrantes ilegais. Já ouviu essa história antes? Um certo senhor chamado Adolf Hitler, querendo limpar a Europa dos judeus e não-caucasianos? Pois então. É primeiro necessário entender que na cabeça dele, seus ideais são corretos.
Meu ponto aqui se dividem em dois:
- Influência da mídia de que você deve lutar pelos seus sonhos e pelo mundo que deseja
Três dos meus filmos favoritos são Matrix, V de Vendetta e Mais Estranho que Ficção. Ambos lidam com a idéia de que você deve sair da cadeira, e fazer algo pelo mundo que deseja ver. Se fôr criar uma revolução, e eliminar quem não concorde com os seus ideais, que assim seja.
Também adoro os ideais de Rage Against the Machine, com suas músicas revolucionárias que cantam coisas como:
So called facts are fraud – Os “fatos” são fraudes
They want us to allege and pledge – Eles querem que nos aleguemos e assim prometamos
And bow down to their God – E nos curvarmos diante de seu Deus
Lost the culture, the culture lost – Perder a cultura, a cultura perdida
Spun our minds and through time – Virou nossas cabeças e durante o tempo
Ignorance has taken over – Ignorância tomou seu lugar
Yo, we gotta take the power back! – Temos que tomar o poder de volta!
Bam! Here’s the plan – Bam! Aqui está o plano
Motherfuck Uncle Sam – Estados Unidos FDP
Step back, I know who I am – Dê um passo para trás, eu sei quem eu sou
Raise up your ear, I’ll drop the style and clear – Abra seus ovidos, Vou pingar algum estilo e limpidamente
It’s the beats and the lyrics they fear – É a batida e a letra da música que os amedronta
The rage is relentless – A fúria é implacável
We need a movement with a quickness – Precisamos de um movimento rápido
You are the witness of change – Somos as testemunhas da mudança
And to counteract – e para contra atacar
We gotta take the power back – Temos que tomar o poder de volta
Gosto também de Muse, Green Day, Legião Urbana, Paralamas, Titãs, Caetano, Gil e Tropicália. Claro, da época que falavam mais de governos do que de corações partidos.
Então não seria o certo começar uma revolução agora mesmo? Me juntar aos que pensam como eu e tomar o mundo de pessoas que não concordam com os meus ideais? Protestar não ajuda em quase nada quase sempre, e mudar o partido no poder só faz outras pessoas que se vêem cegas pelos próprios interesses controlar a maioria.
Então porque vivo essa vida hipócrita, que não me deixa lutar pelo meus sonhos, pelos meus ideais de uma maneira mais agressiva assim como escuto meus ídolos cantarem pra mim, me mostrarem em filmes e escreverem em livros?
Pode ser por pura preguiça, e pela ilusão de achar que uma andorinha não faz verão, mas acho que na verdade é mais pelo fato de que:
- Somente excessões têm a capacidade de matar a sangue frio, não importa qual motivação.
Não é mais do ser humano ter o instinto de ter que eliminar o lhe ameaça. Deixamos essa característica animal, lá trás no tempo dos homens da caverna. Essa necessidade de ter que matar para conquistar o que queremos é o que nos faz viver em sociedade, e termos a capacidade de conversar, de discutir, de tentar chegar um senso comum e mesmo se não chegarmos, de “concordar em discordar”, e seguir a vida em frente.
Claro existem suas excessões. Nossa evolução ainda não se completou. Ainda temos necessidade de comer, beber líquidos. Ainda temos de depilar a perna (aliás, a evolução já deveria ter dado conta do recado né, fala sério ) e temos a necessidade de dormir para suprimirmos a necessidade de descanso. Ainda somos animais, em muitos aspectos.
Mas assim como existem excessões da evolução para essas necessidades, existem excessões para aqueles que por um motivo ou por outro ainda têm essa característica em sua personalidade, em sua mente, em suas ações.
Na minha santa ignorância, os motivos que causariam tantas tragédias seriam:
1) Uma infância ou vida adulta conturbada
2) Doença mental (como esquizofrenia ou paranóia, por exemplo)
3) Necessidade (de sobrevivência, a questão de vida ou morte, auto-defesa, ou auto-subsistência)
Qualquer um dos três acaba explicando os casos isolados de violência contra outra(s) pessoa(s). O que explicou casos de matança no cinema em São Paulo, o caso da escola no Rio, atiradores nos Estados Unidos e provavelmente o que vai explicar o caso de Oslo é o ponto da doença mental.
O que explicaria casos do Nazismo, seria a combinação da mente doentia de Hitler, que encontrou em seus seguidores o motivo da sobrevivência. Os alemães tendo vindo da perda da 1a Guerra Mundial e se vendo ameaçados pelos judeus, seguiram Hitler em seus ideais, cegamente (mais ainda assim com suas exceções humanas, com pessoas que ofereceram abrigo a judeus e salvaram muitas vidas!).
Agora, a guerra motivada por Islamismo x Ocidente é um pouco diferente. Aí temos uma mistureba de motivos, e a sede do Ocidente de manter as guerras acontecendo por uma outra tendência que vem com o Homo Sapiens. A ganância e ambição. Os Estados Unidos e o Reino Unido ainda precisam do dinheiro que a guerra gera. A venda de armamentos ainda é um comércio muito grande para abrirem mão. O que é triste, mas na realidade o porque a Guerra não acaba nunca. E acaba gerando mais motivos de criação de terroristas que nascem em crescem em território de guerra e acreditando que devem ter uma vingança e retribuição, criando assim um círculo vicioso.
Existe uma saída?
Sim, imprensa PRECISA largar essa coisa que denominar pessoas de demoníacas, como isso explicasse o ocorrido e como se as escolhas fôssem delas de cometer esses atos horrendos. É preciso começar a aceitar doenças mentais como algo grave da condição humana. Oferecer triagem, tratamento e inclusão na sociedade.
Um ponto positivo é que parece que aprendemos sim com o Nazismo. Hoje já não é aceito como normal e não acredito que cresceria aos níveis que vimos no passado.
Ainda é necessário endereçar o problema da inclusão de imigrantes na Europa (escrevi que já era um problema em 2010, no blog da Denise), que é o que fundalmente tem ameaçado os nacionais e feito com que sintam medo do diferente e achem que mulçumanos e estrangeiros representam o mal e deve ser eliminado – a famosa direita fanática, que claro é a minoria, ainda que ameaçadora. E a culpa de quem é?
Bom temos governos que fazem uma bagunça de todo o processo de imigração, e de novo – olha só a surpresa – imprensa de baixo calão com manchetes sensacionalistas e exagero para negativizar estrangeiros, são a fórmula para desastre acontecendo no momento.
É preciso achar outras saídas ao invés de depender no dinheiro da Guerra para conseguir fazer seu país sair da pendura!
A única saída pessoal que achei por enquanto é seguir as palavras de Ghandi, que são as que mais me fazem sentido. “Seja a mudança que quer no mundo” . Tenho outros planos, mas enquanto meu traseiro não sai do sofá para agir, seriam somente conjecturas.
Por enquanto tento fazer a minha parte no que eu acho que é bom. Não fazendo o que eu acho que é errado. Eu acho que é errado confrontar outras pessoas de maneira agressiva e fanfarrônica (confesso que ainda estou mudando essa tendência, assunto pra outro post talvez?). Se um dia tiver filhos, ensinarei a eles meu ponto de vista e tentarei dar um lar estável e seguindo meus ideais. Quando tenho a oportunidade, espalho meus ideais por aí, pra quem quiser se juntar. Mas principalmente mudo meus ideais a todo tempo, quando acho que outros fazem mais sentido. Sou maleável, porque acho que todos deveriam ser maleáveis. É uma jornada conflitante e cheia de ficar em cima do muro por um tempo (às vezes por um longo tempo) – o que é mal visto nos dias de hoje, como se fôsse um defeito, infelizmente.
Mas é a mudança que eu gostaria de ver no mundo, um mundo mais tolerante, e com mais paciência.
Deixo o vídeo abaixo, para ilustrar a idéia, sem nenhuma palavra sequer necessária.
E pra finalizar o relato da viagem ao Brasil, seguem algumas notas de coisas que chamaram a minha atenção, confesso, meio que inspirado pela Lolla:
Não gostei de ver
- Povo brasileiro cada vez mais fechado – Uma das coisas que eu me gabava com o povo britânico, era a facilidade de lidar com o povo brasileiro. Que todo mundo era simpático, estranhos conversarvam com estranhos na rua, sorrisos e risadas eram compartilhados, no supermercado, na feira, no metrô. Ainda tive sorrisos, que resistiram à armagura de um povo que anda perdendo sua naturalidade. Principalmente os de minha mãe, que é uma das pessoas mais simpáticas que conheço, sempre com sorriso no olhar, e um amor e compaixão no coração que transparece em sua face. Mas encontrei muito mais rostos como o meu, naturalmente ranzinzas e fechados (no meu caso, normalmente é por timidez), pessoas ignorando a tentativa de se engatar uma conversa cabreira, fazendo cara feia, sendo antipático e duro nas lojas, trânsito, e nas ruas. Não sei se o fato de ter me mudado pro subúrbio de Londres também me fez pensar que o povo – normalmente e estereotipicamente – Europeu com fama de duro e distante se transformou. Aqui temos muito mais sorrisos, simpatia e atenção do que encontrei em muitos lugares no Brasil em São Paulo.
- Outra característica foi a perda de espontâneadade – Só consegui encontrar DUAS amigas por lá. Todo mundo tinha compromisso, ninguém podia encontrar, tudo era difícil. Alguns amigos brasileiros daqui às vezes sentem falta da facilidade que era pegar o telefone e marcar de se ver, de fazer um churrasco, de ir conversar sem ter que marcar dois meses antes. Mas se medirmos pelo povo Paulista, isso é coisa do passado.
- Nível e instensidade de violência e cobertura da imprensa: Isso eu já comentei aqui.
- De ver como homofobia é aceita de uma maneira cotidiana, como se você, por não ser homofóbico, fôsse a pessoa errada.
- Núcleo rico/pobre da novela (assisti Insensato Coração com a minha mãe, e continuo assistindo aqui pela Internet) e como isso faz parte da vida real da vida brasileira também. Conheço brasileiros dentro e fora do Brasil, que se comportam como o núcleo rico, e que tratam os outros (e algumas vezes sinto ser comigo também) de maneira como se fôssem pessoas “diferenciadas” com mesquinharia, aquele nariz empinado, aquela ignorada básica, e a secada de rabicho de olho. Claro, que o fato é mais o comportamento em si, e nem tanto de ser pobre ou rico em termos financeiros. Até a novela mesmo mostra através de Eunice. Eu sei que isso sempre foi um ponto cultural brasileiro complicado de passar por cima, mas mesmo assim ainda me incomoda, e fico pensando se a novela influencia a sociedade brasileira ou se a novela só retrata a realidade. Também fiquei pensando se talvez esse seja um dos pontos que me fazem adorar morar na Europa, onde a diferença social não é tão grande e status não tem nada a ver com os amigos que você faz (apesar de ainda existir muito preconceito contra o pessoal de nível mais baixo, mas isso eu comento em outro post um dia desses).
- Preços: Isso também foi uma observação da @senzatia, de que tudo no Brasil está mais caro. E achei a mesma coisa. Foi um dos motivos de deixarmos de viajar para longe de Sampa, e também de não trazer muita coisa. Acabei trazendo só bugigangas que não se acha aqui, coisinhas pra casa nova e lembrancinhas pros pais e avós de Mr. W. Talvez isso seja um sinal bom de que o Brasil está com uma economia forte. A libra está super baixa, acabei levando libras e trocando por reais, que deixei na poupança para evitar pegar menos ainda quando fôr em Dezembro, e a poupança está rendendo bem mais lá do que aqui. Ou então, como a @HeloRighetto disse, talvez o país esteja na moda, e isso infla os preços, com tanta gente indo morar e investir no país. De qualquer forma, sendo a cética que sou, só espero que não seja uma bolha de melhoria temporária
- Trânsito, sujeira, metrô com lentidão – Eram coisas que eu sei estavam sempre em São Paulo, mas só pioraram
O que eu gostei de ver
- Apesar de ter me chocado, e da novela ter suas coisas “erradas”, uma coisa que gostei foi como eles tratam da homofobia, e como eles incluíram lá personagens gays. Acredito que mostrar que gays são pessoas como qualquer outra, e não “doentes ou anormais” ajuda mudar a consciência e quem sabe um dia o comportamento do povo em geral? Ainda são passos de bebês, e eu não entendo do assunto o suficiente para dizer se estão falhando em algum aspecto de como tratam o assunto, mas de modo geral, gostei do trabalho que estão fazendo.
- Música do Luan Santana – Gigi adora, e eu achei uma influência bacana nela, só por evitar o funk e músicas com vocabulário vulgar, já gostei de ver ela cantando e dançando ao ritmo sertanejo.
- Sílvio Santos – Confesso que a-d-o-r-a-m-o-s Roletrando e Quem quer dinheiro? Assistíamos quase todo Domingo com minha mãe, e Mr. W até adivinhou uma das palavras que passou batido pela gente um dia (Cigarrilha!)
- Centro de São Paulo – está lindo! Incrível como é a única parte que eu vi limpa. Também está bem policiada, e iluminada. Quando minha amiga me chamou pra nos encontrarmos lá fiquei meio ressabiada, mas aceitei e não me arrependi. Fomos de metrô até lá e não teve problema nenhum! E o passeio de carro pelo pátio do colégio, Sé, Liberdade, Universidade São Franscisco, foi muito bonito e deu orgulho da cidade natal.
- Policiamento - Pelo menos no Centro e no meu bairro, na Zona Norte, teve bastante policiamento, dia e noite. Mas mesmo assim estava proibida de sair com bolsa, já que alguns ex-presidiários soltos no Enduto e mais cedo estavam fazendo alguns furtos por perto, mas mesmo assim me senti segura na maior parte do tempo.
- Cultura, comida, Páscoa - Fomos na procissão, que ao meu ver é parte da cultura brasileira. Mr. W gostou de acompanhar o pouquinho que fomos juntos. Apesar de ele ser ateu, gosta das cerimônias rituais, principalmente porque aqui no Reino Unido é bem velado e quando não se tem isso… A comidinha da mamãe (e da irmã, e do irmão em uma ocasião) uma delícia como sempre! E comemos muita pizza, esfiha, coxinha (a preferida de Mr. W), beirute, bolos, doces, pudins, pastel… Adorei como é simples ir no supermercado e comprar comida caseira, e levar pra casa! Quero um desse aqui! E a Páscoa com aqueles Ovos Pendurados no teto do supermercado? Nunca vi em nenhum outro lugar do mundo, aqui é mirrado, e ainda por cima, são vendidos na caixa, e em uma prateleira, Boo
Gostei da chuva morna, da brisa da manhã indo na hidro com a minha mãe, dos desabafos que nós duas fizemos, dos abraços e convivência com Gigi, Das risadas com meu irmão e dos almoços e papos com minha irmã. Dos bate-bocas políticos com meu pai e nossas conversas sobre Palmeiras (e qualquer futebol pra ser honesta). De assistir filme com todo mundo empilhado na sala apertadinha. De ter visto duas amigas queridas que não vi o ano passado, e colocar a conversa em dia e vê-las felizes. Dos passeios ao shopping, das viagens à praia e colocar o papo em dia com a minha vó/dinda. Do passeio à Braga City e ver a família Buscapé no seu melhor. De estar ‘em casa longe de casa’, como sempre. Mas eu tenho uma voz dentro de mim que me diz que isso só é possível porque eu volto pra casa. E cada vez que volto vê-los e passar o calor que me deixa empipocada, e ser ignorada pelas duas primas, e me supreender com os rostos ranzinzas, é essa saudade que deixa tudo mais bonito, mais colorido, mais especial e só as coisas boas ficam guardadas pra próxima viagem pro outro lado do Oceano Atlântico abaixo do Equador.
Três semanas passaram muito mais rápido do que os meses que esperei para poder retornar ao aconchego. E meu aconchego é a convivência da minha família, e dos amigos com os quais tive que aceitar um relacionamento de longe há 9 anos atrás.
No começo demora sempre um pouquinho pra eu me encaixar de novo. De 24 a 48 horas em média. Não sei se é o fuso horário, o cansaço do vôo, ou simplesmente aquela sensação de quando se volta de férias do trabalho e você esqueceu a senha do computador, ou “o que era mesmo que você tinha que fazer?”. Sempre tive isso quando retornava de férias na escola também. Sem saber muito onde foi que paramos na lição, eu sempre tive esse sentimento meio de perdida.
O vôo foi bem bacana. Decidimos desembolsar a – relativamente – pequena difer£nça e pegamos o assento no Economia Plus da British Airways. Mais espaçoso e com reclínio de banco maior. Eu fui no que é julgado o melhor assento do avião, mas achei que o vento gelado no meu pé atrapalhou o sono. Terminei de ler “To kill a Mockingbird”, assisti Cisne Negro e A Rede Social (farei o post sobre eles depois). Assisti The Big Bang Theory e dormi umas duas horinhas (entre cochilos). O vôo foi o mais tranqüilo que tive até hoje, em questões de turbulência, e de ser servida pela equipe de bordo. Achei que valeu a pena ter pago mais, e estou tranqüila por ter pago a mesma classe pra quando voltarmos em Dezembro – sim, a próxima volta ao aconchego já está marcada!
Saindo do portão de embarque, tive que esperar meus pais chegarem. Eles – como meio até de costume, porque meu pai d-e-t-e-s-t-a acordar cedo e vôos de Londres chegam todos entre 5 e 6 da matina – chegaram depois que eu saí do portão. Claro que eu preferiria que eles estivessem lá pra me receber, mas depois de uns minutos o nervosinho estressado acentuado pelo stress do vôo passou e depois de verificarmos aonde o câmbio valia mais a pena, trocamos o dinheiro que eu trouxe e viemos pra casa, e eu já estava toda de volta pro colo deles.
O carro que me esperava no estacionamento ainda era o mesmo Corsinha cinza-prata-grafite-escuro de 11 anos, que vendi pro meu pai quando fui pras Zoropa. Todos os pleitos para que ele trocasse o carro antes de eu chegar foram em vão, mas vamos que vamos.
Cheguei em casa e vi o que a mudança do meu irmão de retorno ao ninho aprontou. Estava tudo meio de perna pro ar. Mas minha cama de solteira e o quarto que dividi com ele e minha irmã por 26 anos estavam prontinhos pra minha soneca.
Soneca essa que não veio. Eu temei em ficar de pé. Tomamos café da manhã. Já na fase 1 do regime – que comecei com minha mãe para incentivá-la a entrar na dança também – e comemos queijinho branco, com mortadela light e iogurte =D Nada de pão de queijo, pelo menos por enquanto
Fui buscar Gigi na escolinha, mas depois do almoço o sono e tontura bateu pesado. O corpo não queria saber de ficar de pé não, e no embalo do cochilo da tarde de Gigi, dormi até as 5 da tarde, apesar que ela mesma acordou bem antes!
Nas próximas duas semanas, me empenheei em colocar o apartamento da minha mãe em ordem. Não sei se já contei mas ela é síndica do prédio (que na verdade são 4 no total), além de dona de casa à moda antiga: tem que cozinhar, passar, limpar, comprar, enfim, faz tudinho!! Então o que ficou meio de lado nesses últimos meses, devido à vinda de meu irmão e rolos do condomínio, foi a arrumação.
O apartamento estava limpinho, claro, mas tudo fora de lugar e muita coisa que se podia jogar fora.
Arregacei as mangas e fui pra labuta. Duas semanas de separa daqui, enpacota dali, joga fora mais um pouco, praticamente sem parar mas com algumas pausas para irmos a feira de rua, e à academia de manhã. Três vezes por semana, hidroginástica, que é o que minha mãe adora fazer. Fui com ela porque gosto também e para ter certeza que ela pegaria esse hábito antes de eu ir embora, e eu espero que ela continue!! Ela merece esse tempinho de lazer gostoso e para sua saúde é muito importante.
Também teve pausas para irmos às lojas. Fomos na 25 de março, na minha parada habitual para renovar as bijouterias. E nas lojas do bairro para comprar besteirinhas. E visitar a minha avó (a única viva) na Praia Grande. Passamos uma tarde gostosa de fofocas e colocar a conversa em dia. Fui no médico e no dentista, mas dessa vez a bronca foi só do médico mesmo, por ainda estar acima do peso!
Também fui na missa, na sessão espírita e na procissão com a minha mãe. Eu faço questão de ser companheirinha da minha mãe nessas coisas, já que normalmente ela faz essas coisas sozinhas. Mr. W também foi na procissão, que apesar de ser ateu, gosta de cerimônias do folclore brasileiro!
Sky over São Paulo
Flagrante do céu em uma tarde de outono Paulistana. Sempre tenho umas surpresas dessas!
Aliás, devido ao lerê lerê, o acesso a internet ficou escasso, e as duas primeiras semanas passaram voando, e voando também chegou Mr. W. Dessa vez pegamos ele no portão correto (o ano passados esperamos no portão errado, e o coitado ficou esperando mais de 2 horas pela gente ) e ainda vi Zeca Camargo que foi super simpático.
No dia seguinte nós dois embarcamos para a Colônia de Férias do Banespa, o qual tenho sorte de usar, porque minha mãe foi funcionária do Banespa por 30 anos! É um hotel simples, mas com uma localização de babar, para ir para o mar de Astúrias é só atravessar a rua, tem uma vista maravilhosa do mar, café da manhã, almoço e jantar deliciosos e incluínos na diária. Único empecilho é que a piscina estava em obras, mas o empecilho mesmo foi só pra mim, porque Mr. W só queria saber do marzão mesmo.
Ficávamos na praia de manhã, das 10 ao meio-dia mais ou menos. Daí era almoço, assistir umas temporadas (Monk ou Damages), cochilar, e ir dar um passeio a pé pela Orla. Tudo regado a muita leitura de livros, outro passatempo favorito de nós dois. Foram 4 dias de muito calor, muito mar, mas pouco bronzeado. Foi tudo muito regado a protetor solar e sombrinha do guarda-Sol porque os dois sem ver Sol por um ano, não somos muito chegados a uma queimadura não!
Na volta, passamos por Santos e paramos na Vila Belmiro (pena que não tinha o telefone de @flaviacurci para tentar marcar alguma coisa!!) e mais um estádio visitado por Mr. W que como todos sabem é tão fanático por futebol quanto eu. Também teve paradinha rápida na Dinda (minha vó e madrinha) de novo, porque ela fazia tanta questão de ver Mr.W quanto ele de ver ela! Comemos sanduíches de frios com mini pudim de leite comprados no supermercado para ganhar mais tempo conversando e menos tempo esperando a comida chegar. E sim, depois que Mr.W chegou, joguei a dieta pela janela porque não sou de ferro né!!
Descansamos a Sexta-feira santa em casa com um bacalhau delicioso que minha mãe fez pra gente e vídeos alugados (assistimos Gol 2), e Sábado fomos pra Bragança Paulista, berço dos meus pais, e onde tenho tios e primos ainda. Vi as duas tias queridas – que sempre batem cartão em me ver – as primas fofoletas, incluindo Carol, a que sempre passa por aqui e os tios queridos, que sempre batem cartão também. A família está passando por um momento complicado, mas com 6 irmãos no total, hoje em dia nós os sobrinhos já aprendemos que eles que são grandes que se entendam Fiquei chateada com duas primas que me viram na rua e fingiram que não conheciam, me surpreendi, porque são filhas do tio que bate cartão quando eu vou, e até onde eu saiba, não fiz nada para provocar tal reação. Mas não tem problema não, porque já me acostumei até com essas doidices da família também. Na volta de Bragança assistimos Bezerra de Menezes e Trair e Coçar é só começar. !
Hoje teve churrascaria, e matamos a saudade da comilança Nem bronca do médico me segura! (se bem que lembrei do vegetariano Mauro ) Na volta assistimos Toy Story 3 – vou escrever sobre tudo que assistimos depois em um post separado.
Temos mais uma semana pela frente, que provavelmente será recheada de passeios turísticos e mais história pra contar depois que eu já estiver do outro lado do oceano a não ser que dê um tempinho por aqui de novo. Boa Páscoa a todos!!
——
PS: Maioria das fotos ficou na máquina de Mr.W que não trouxe o cabo de transferência. Depois se conseguir as incluo, senão fica pra outro post quando estiver de volta na Terra da Rainha!
Não ia fazer discurso sobre a eleição. Reconheço que é fácil apontar o dedo e se isentar de ter que tomar uma posição. Desde que estou cá não voto. Mas a coceira na mão é maior. Talvez seja aquela história de verás que um filho teu não foge à luta. E a mania de ter que botar pra fora o que eu penso é maior do que a atitude politicamente correta de ficar quieta.
Começa que não concordo que um país possa se chamar democrático quando obriga seus nacionais a votar. Ué, a escolha não deveria ser do povo se deve votar ou não? Já começa por aí.
Minha abstinência do voto não é por preguiça, nem por protesto. Não voto por puro egoísmo. Por medo de me descobrirem aqui e virem pedir que eu pague imposto do dinheirinho que faço – pelo qual pago imposto, e com gosto aqui – lá, o que não acho justo – pelo menos até que me provem que dinheiro arrecadado lá vai pra ser gasto com o povo e não pro bolso de político salafrário e cabidão de emprego. Então no fim, nunca transferi o título e sempre justifico e pago multa pra ficar em dia com a Justiça Eleitoral até o dia que me falarem que não pode mais.
Também não tenho peso na consciência de me abster porque apesar de me importar com o futuro do Brasil, e com a qualidade de vida que minha família e meus amigos que lá moram (ou têm vontade de voltar) eu acho que não está mais em minhas mãos dizer pra que lado o país deveria ir. Quem está lá ou quer voltar pra lá que está passando na pele o que é decido no plenário que têm que ter sua voz ouvida. Eu parei de acompanhar notícias e de acompanhar a história política do país há anos, então tenho consciência de que se votasse seria para aumentar a massa de votos pra quem quer que fôsse que meus pais estivessem votando, e como uma mulher de 30 anos, gostaria de tomar essa decisão por mim mesma.
Também preciso falar que eu acho que democracia não é meu sistema favorito de governo. Essa coisa de do povo-para o povo, no meu ponto de vista, não funciona. Porque o povo não vai chegar nunca num consenso do que é melhor para si, sempre vão haver divergências de opinião, porque opinião é isso mesmo. Gerada por anos e anos de vida, de experiências diferentes, de desejos divergentes, de ação e reação opostas. O que eu quero não é o mesmo que você, e diferente do vizinho.
Tem uma história interessante daqui, o primeiro-ministro Harold Wilson nos anos 60-70 lutou contra a vontade do povo e da mídia quando aboliu censura, legalizou o aborto, aboliu a lei que fazia homossexualismo ser ilegal, mudou as regras da imigração sem ligar muito pra opinião do povo e dos jornais sobre esses assuntos. Ele era um homem que conseguia enxergar o que a nação precisava e foi contra o que os jornais falavam. Sem o medo que predomina hoje de pesquisas de opinião, especialistas na TV e no rádio, na internet e nos jornais, e sem o medo de perder votos e de uma super-valorizada democracia ele enfrentou os quesitos de peito aberto e implementou o que achava certo. Resultado, Grâ Bretanha conseguiu enxergar que realmente as decisões eram o melhor para a Nação. Meio que quando a criança tá doente e não quer tomar remédio. Você às vezes tem que enfiar goela abaixo e fazer tomar remédio, depois do gosto amargo a criança sara, e com certeza nem vai perceber que tomou remédio um dia.
Por isso democracia não funciona. Não que povo não saiba votar. Povo sabe votar direitinho. Mas o povo não sabe, e não tem como saber, o que é melhor para a Nação. Cada individual sabe o que melhor pra si. Mas como isso pode funcionar no coletivo, me pergunto cá pros meus botões?
A pessoa vota visando seus próprios interesses. Seja ele de acumular fortuna, medo de perder o que levou uma vida construindo ou herdou de outra maneira, vontade de ver um país mais eqüalitário, uma sociedade mais justa, e esses dois últimos são tão relativos… Seus motivos não importam mas são individuais, e como falei lá em cima, quando o assunto é individual, impossível achar o consenso que a maioria concorde, e novamente, quem disse que a maioria é correta?
E daí tem outra dúvida que vem com isso. Como saber quem seria o iluminado que saberia o que é melhor para a Nação? Como saber que seria um Harold Wilson e não um Tony Blair que levou o país à uma Guerra desnecessária contra a vontade do povo?
E não me entendam errado. Sou completamente a favor da liberdade da expressão (contanto que não seja usada para a vinculação do ódio), da voz do povo protestando contra o que acha errado e comemorando o que acha certo. Imperialismo, militarismo, socialismo e comunismo já foram tentados e reprovados. Então saberia o que sugerir como caminho melhor. Mas assim como não concordo com capitalismo, não concordo com democracia. Ambas caem na categoria de uma discordância meio inútil, porque não sei como sugerir uma alternativa.
Talvez seja mesmo a utopia que nunca antigiremos, infelizmente.
Na minha utopia, vamos chamar de o país Leleilândia, o poder não corromperia as pessoas, um painel seria formado com as melhores cabeças do país, pessoas escolhidas por elas mesmas – pois elas se identificariam – que conseguiriam valorizar a importância da estabilidade econômica sem virar as costas para os mais vulneráveis e menos privilegiados. Conseguiriam exergar a necessidade da divisão, sem serem injustos e terem que afetar demais aqueles que nascem com mais dotes (intelectuais, físicos, econômicos). Esquerda e direita trabalhariam juntas pelo poder da nação como um todo. A partilha viria de cada individual por vontade própria e não imposta. Mas em Leleilândia só tem pessoas do bem e ninguém tem paranóia, medo ou insegurança. A única coisa que se discute é futebol. Religiões (e ateísmo) vivem de mãos dadas acreditando que cada um vive a religião que precisa para aprender/lidar com a vida da melhor forma que precise – e como religião não é distorcida em nome do poder, a mesma não precisa ir além dos ensinamentos reais a que foi proposta.
Não é necessário briga pelo poder porque os seres humanos lá não precisam de poder. Não têm a carga que a realidade aqui tem, de experiências de vida, influência de mídia, carga genética, histórias de guerra, fome, miséria, cruzadas, perseguições, crime e desigualdade social.
No país de Lelei-lândia todo mundo sabe ouvir, aceitar e ponderar a idéia do próximo, pesar prós e contras e decidir pelo caminho ideal. Quer saber, talvez nem precisasse de um Governo falando o que pode e o que não pode, o que deve e o que não deve, porque os Leleizenses saberiam o que fazer e o que seguir por conta própria.
Mas infelizmente Leleilândia só seria possível se eu resolvesse fumar uns breketi, e como eu nunca fumei nem cigarro de palha eu tento fazer sentido da realidade mesmo.
E já que a realidade seria muito zumbi se fôsse apática (o que eu também abomino. Apatia é uma coisa, ficar em cima do muro é outra e se retirar da briga é outra) vamos para a realidade que se confunde com a internet nos tempos de hoje.
A briga foi quente, e como sempre, mas tenho que dizer que foram poucos dos meus amigos que realmente foram extermos vendo somente um lado da moeda, em uma tentativa de fazer os amigos que não concordavam com suas opções de votos a mudarem de idéia.
Sambaram comigo