Começando pelo final II

… e para continuar o assunto onde parei por “um minuto de silêncio”, e depois dos desejos de Ano Novo (que sempre me deixam meio cabisbaixa) chegou a época do ano que começo a tomar gás de novo. Vamos lá pro Ano Novo de 2012.

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Muita saudade de tudo isso…  8-|
Mas vamos ver se o blog engata a segunda marcha agora e se logo logo chego no mesmo dia que a folhinha está mostrando ;)

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Dá me um cornetto – O retorno

Antes tarde do que nunca é o meu lema dos relatos de viagem, e esse estava quebrando o recorde.
A nossa segunda viagem pra Itália aconteceu em Agosto do ano passado, por questões de plantão no serviço, compromissos de trabalho de Mr.W e que a alta temporada terminava justamente depois do feriadão de Verão, fomos na quarta e voltamos no domingo – depois do feriado.

A idéia era ir pra Costa Amalfitana, mas os preços da costa não valiam a pena, e decidimos ir pra área de Sorrento, que ficava mais perto de Pompéia.

Saímos de avião (British Airways) de Londres pra Nápoles na manhãzinha da sexta. Chegamos quase na hora do almoço e fomos pegar o carro de aluguel. Nos perdermos pra achar onde é que pegava a Van pro local onde pegaríamos o carro. As explicações eram desconectas, confusas e o calor imenso os deixou meio de pávio-curto já de começo. Mas no meio dos dois perdidos, conseguimos pegar a van, fomos pro local pegar o carro, e uma vez o ar condicionado ligado, estávamos na maior paz a caminho do hotel.

Decidimos nem parar em Nápoles dessa vez. Sabemos que a cidade é imensa, tem muitos museus bacanas, e precisaríamos de mais tempo pra fazer direito, então pra não fazermos meia-boca e não atrapalhar o resto do passeio, fomos direto pra Castellammare di Stabi, um vilarejo que fica entre Pompéia e Sorrento.

Chegamos, pedimos um almoço no quarto mesmo, abrimos as janelas (o ar condicionado não estava ligado ainda), trocamos de roupa e fomos pra varanda, curtir a brisa e a vista do Monte Vesúvios. Mr. W pediu um espaguete à bolonhesa, eu pedi um escalope de frango à milanesa com fritas. Não estava maravilhoso mas foi razoável. Os bolos e sobremesas estavam excelentes e esses sim valeram a pena. Depois disso, descansamos na suíte e descemos pra piscina pegar o finzinho de tarde, ver o pôr do Sol que nos presenteou durante todos os dias.

(Clique na foto para ver maior)

No segundo dia, já decidimos ir pra Pompéia, pra aproveitar o dia maravilhoso. Todas as dicas diziam pra ir cedinho, pra evitarmos a multidão de turistas e aproveitarmos tudo que Pompéia tem pra mostrar. Ver Pompéia era um dos meus desejos de viagem. Ainda me lembro das aulas de História e a professora Marina ^:)^  nos encantando com os acontecimentos, nos impressionando e nos fascinando de como o ser humano já enfrentou tanta coisa em sua jornada. A sensação de estar ali, onde antes só estive através de fotos dos livros, e assistindo documentários na TV, me vez voltar pras mesas do Recanto, as orelhas de pé, ouvindo e prestando atenção, fazendo anotações nas bordas das páginas do livro de capa marrom pra lembrar no dia da prova – como se precisasse. Aulas de história eram das minhas preferidas (e o assunto ainda me encanta) lembrar no dia da prova, era fácil. Me fez lembrar de como me senti no Egito uns anos atrás. Essa sensação no peito de estar em outro mundo, dentro dos livros, dentro da TV. De admirar o ser humano em sua magnitude, suas vitórias e suas derrotas.


No terceiro dia íamos pra Capri, e até pegamos a Van pra Sorrento, mas perdemos o horário da balsa. Mr.W também estava meio ruim do dia anterior (muito Sol, muito tempo sem comer dentro de Pompéia) , resolvemos passear por Sorrento mesmo, já que também era uma das coisas que planejamos fazer. Caminhamos quase a cidade toda, e em umas 3 horas estávamos de volta no hotel. Pra descasarmos, lermos nossos livros (foi quando terminei o “Foi apenas um sonho“), aproveitarmos a piscina, a praia “particular” e ficar de bem com a vida  B-)

No quarto dia conseguimos acordar mais cedo e irmos pra Capri. Uma ilha linda, mas que os 40 minutos de subida íngrime, com o Solzão na fuça  ~x( meio que fez o encanto se perder, infelizmente. Não fiz a lição de casa direitinho e deixei o micro ônibus, o teleférico e o taxi “conversível” que nos levaria para o topo passarem batido – só descobri que poderia tê-los utilizado no fim do passeio. Achamos que a caminhada seria fácil, mas como os dois são meio alérgicos ao calor, acabou estragando um pouco o passeio. Tenho certeza de que se tívessemos subido de transporte teria sido mais aproveitado. Mas a maneira de ir à Capri, seria em estilo mesmo pra dizer a verdade. Ficar em um dos hotéis de luxo, à beira da piscina e ar condicionado. Ou então, se você puder mais ainda, comprar uma casinha de final de semana na vizinhança ou ancorar seu yatch na beira do mar por ali, daí não tem erro  /:) #sarcastica
Na volta paramos em Sorrento para almoçar e tomar o sorvete (que de Cornetto só a casquinha de biscoito) Italiano de prache, e dar a última volta na cidade.

E no quinto dia madrugamos pra pegarmos o avião de volta. A Itália mais uma vez mexeu com meu coração, deixou saudades grandes e com gostinho de quero mais. Com certeza voltaremos, meio ainda sem saber pra qual destino.

Mas o dinheiro tá curto ou as férias escassas? Quer conhecer Sorrento sem sair de casa? Graças ao Street Map, agora dá, clique aqui e saia passeando por lá

E até dá pra fazer Capri sem a ladeira, mas não dá pra ir nos lugares mais legais. Tá curioso/a mesmo assim? Clica aqui.

Como de costume, dicas práticas e mais informações, aqui ó.
Pra ver todas as fotos que saíram da máquina pro flickr, só clicar aqui ó.

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Apareceu a margarida! Ano novo, mês novo, post novo

E o problema é saber por onde começar a conversa depois de tanto tempo sem aparecer por essas bandas.
Parei no tema sobre os introvertidos e pretendo continuar com a minha impressão sobre os ingleses, mas não adianta ficar regurgitando sobre o que escrever, a força do clichê de ter que fazer a retrospectiva do ano anterior e de tentar enxergar o que vem pela frente é maior do que todas outras caraminholas agitadas querendo sair da cabeça pro blog.

E o que 2011 teve de bom?

  • Viajei em qualquer oportunidade possível
    • Brasil, o que sempre faz qualquer ano ficar infinitamente melhor , e pra ser melhor ainda, fui duas vezes!  :)
    • Bélgica
    • Sorrento & Pompéia & Capri
    • Bristol
    • Região dos Lagos (por aqui mesmo)
  • Comecei a dieta, e apesar de não ter atingido a meta, consegui manter a balança em um nível razoável.
  • Noites foram ocupadas com as aulas de teclado, canto e golfe.
  • E mais noites ainda ocupadas com a academia.
  • Bebê Arthur fofo, filha de minha prima, chegou chegando pra amenizar a quantidade de meninas na família  <):)
  • Muitos finais de semana que não paramos em casa, saracoteando por aí, vendo pessoas queridas de longa data e conhecendo novas figurinhas.
  • Mais finais de semana vendo Chelsea jogando em Stamford Bridge.
  • E até um final de semana vendo futebol americano em Wembley e outro na Fórmula 1 em Silverstone  \:D/
  • Muitas noites indo em shows \\m/ :
    • Red Hot Chilli Peppers
    • Evanescence
    • Terrorvision
    • Gravação do programa de TV “Never Mind the Buzzcocks”
  • Consegui priorizar minha vida virtual (leia-se Twitter, Facebook e blogs) x vida real. A virtual acabou perdendo território, mas confesso, valeu a pena.
  • No trabalho, progresso de vento em popa.
  • Voltei a bordar ponto cruz, depois de ter abandonado o hobby há uns 5-6 anos.
  • Muitos dias de trabalho ajudando uma amiga-irmã a cuidar da filhota durante o dia.
  • Não perdi ninguém querido, todos passaram mais um ano conosco com saúde e segurança, e não é esse o melhor motivo de comemoração no final do ano?

E essa lista também serve pra justificar o porque do blog estar um tanto abandonado, jogado às traças. A vida foi ocupada, de uma forma deliciosa, e o tempo para parar pra escrever ficou um pouco de lado. Mas nunca esquecido.

Em 2012 tenho certeza que vou sentir saudades das amigas que se mandaram da ilha pra outros cantos do mundo, das tardes ajudando dona M. cuidar de baby V. e dos passeios de finais de semana sem motivo de serem, só por que não temos mais nada pra fazer.

Mas 2012 tem muitas promessas também. As férias já estão todas planejadas e quase toda comprada. Cinco lugares novos serão conhecidos e dois lugares revisitados. Vão ter visitas muto especiais chegando em Julho, e olimpíadas e para-olimpíadas em Agosto. Encontros mensais com novas figurinhas prometem boas risadas, desabafos e até umas discussões acirradas em mesas de restaurante. O que já é mais que suficiente para me manter animada pelo ano que vem pela frente!  :-bd

E como já foi costume o ano passado, esse ano não tem metas, mas uma filosofia.

Ano passado consegui insistir em ser a mudança que quero no mundo. Mas ainda parei em muitos obstáculos e muitas horas em que o sangue ferveu e acabei me deixando levar por picuinhas e momentos de baixa auto-estima, o que sempre nos deixa defensivos.

Na missa de Ano Novo no Guarujá, o padre rezou a oração de São Francisco, que quero sempre me lembrar, junto com a frase do ano passado, e tentar ser uma pessoa melhor, com menos arrependimentos e mais tranqüilidade, começando por esse ano.

E eu acho que mesmo quem não é religioso, pode usar de seus dizeres, e assim evitar conflitos, brigas e argumentos denecessários .

Como de costume, as partes em destaque são as que são as mais complicadas pra eu mudar meu jeito de ser, e que preciso abrir mais os olhos durante o ano pela frente. E, vai, isso vindo de uma mulher com sangue nos olhos quando cutucada na ferida, é meta suficiente pra um ano inteiro!   :-D

Oração de São Francisco de Assis

Senhor, fazei-me instrumento de vossa paz.
Onde houver ódio, que eu leve o amor;
Onde houver ofensa, que eu leve o perdão;
Onde houver discórdia, que eu leve a união;
Onde houver dúvida, que eu leve a fé;
Onde houver erro, que eu leve a verdade;
Onde houver desespero, que eu leve a esperança;
Onde houver tristeza, que eu leve a alegria;
Onde houver trevas, que eu leve a luz.
Ó Mestre, Fazei que eu procure mais
Consolar, que ser consolado;
compreender, que ser compreendido;
amar, que ser amado.
Pois, é dando que se recebe,
é perdoando que se é perdoado,
e é morrendo que se vive para a vida eterna.

Podem puxar a minha orelha quando se eu fugir da meta, seja na vida real ou virtual hein?

E pra vocês leitores, que seu ano seja recheado de coisas boas e muita força para os momentos difíceis. Que seja rodeado de saúde e paz.
Que venha 2012 com o que nos tem reservado! Carpe Diem  :o)

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Blogagem Coletiva: Umas com tanto, outras com nada #1tanto1nada

Semanas atrás, numa conversa no Twitter entre a Cláudia, Natalie, Carina, Patricia, Carmem e Marcie, surgiu a idéia de listar os lugares que cada uma considerava “viu-tá-visto”. Aí a conversa evoluiu e dedidiram fazer também uma segunda lista – com cidades ou países para onde voltariam sempre. Como a idéia parecia boa, uma comentou aqui, outra comentou ali… no fim, a notícia se espalhou e conquistou dezenas de adeptos. Diante disso, decidiu-se fazer uma blogagem coletiva. E eu, como a entrona que sou, me intrometi na festa também :)

As cidades pra onde não pretenderia voltar:

Ok, preciso reassaltar aqui que pode ser que eu ainda volte para cada uma dessas cidades um dia desses. Principalmente porque a maioria das viagens foram feitas sem Mr. W, e é claro que como ele tem curiosidade para conhecer algumas delas, eu sempre me disponho a ir de novo! E confesso que repetir mesmo sem querer, também tem seu valor. Por exemplo, o repeteco da Bélgica proporcionou conhecer novos lugares escondidos e perceber novos detalhes que passaram batido. A experiência de ir com uma compania diferente também faz parecer outra viagem! E claro, como eu não escrevi sobre essas viagens nos blogs anteriores (foi na fase de blackout de blog pra mim – por diversos motivos :-?? ) a memória acabou se dissepando, e foi legal dar uma renovada.

Outro motivo que me faria visitar esses lugares é que existem amigos morando lá, e esse motivo sempre é nobre!

Mas em geral, os lugares que deixaram marca mas que não necessariamente me forçariam a ir de novo, deixando tempo e dinheiro para serem gastos com outras viagens, seriam:

– Bélgica: Bruxelas, Bruges, Gent e Antuérpia,

– Alemanha: Frankfurt e Nürburg

– Itália: Veneza (fui com Mr. W, então provavelmente não precisaria repetir mais!)

– Portugal: Porto e Lisboa

– Egito: Cidades Turísticas (Cairo, Luxor, etc…) e Hurgada – cidade de praia

– Grécia: Atenas

– França: Bordeaux

– Holanda: Amsterdam

– República Dominicana: Passeei pela capital e cidades costeiras

– Estados Unidos : São Francisco e cidades na Flórida

– República Tcheca: Praga

– Áustria: Vienna

– Reino Unido: Belfast, Newcastle.

– Brasil: Rio de Janeiro. E eu sei que vou voltar lá, para o Carnaval, um dia desses /:)


E na segunda lista, as cidades que realmente amei pra onde pretendo voltar:

Na ressalva dessa listam ficam os motivos de eu não querer repetir cidades, mesmo que esteja nessa lista, é simplesmente que eu ainda não ganhei na loteria, é preciso dinheiro e tempo, e às vezes sinto como disperdício visitar um lugar de novo quando poderia estar vendo algo completamente novo :-S Mas se um dia ganhar na loteria, ou Mr. W quiser visitar uma dessas, já está na lista!

– Islândia – ok ok é o país, não uma cidade em particular :P A Islândia até agora é o meu lugar favorito para turismo. É diferente de tudo que já vi. A paisagem natural é de tirar o fôlego e eu realmente gostaria de ir de novo e de novo vistando lugares diferentes do país. Já estamos planejando a viagem para ver a Aurora Borealis o ano que vem, e já é um repeteco que vai valer a pena. Na primeira vez que fui, foi no verão e a Aurora Borealis só acontece no inverno! Vamos ficar no Sul no país dessa vez, então talvez se fôsse novamente seria para vistar o Norte do país. Mas não sei se iria novamente, é bem BEM cara, e talvez daria prioridade para ir a outros lugares que ainda falta visitar.

– Espanha > gostaria de voltar para Alhambra, Barcelona e Pamplona (principalmente na época da Festa de São Firmino): Foi uma viagem que fiz de carro, e que foi cansativa mas ainda assim uma delícia. Por ter sido correria, não aproveitei muito os passeios turísticos e me lembro de estar bem cansada durante toda a viagem – que foi feita durante o pico do verão e de carro. Gostaria de voltar com tempo, e aproveitar ser estar muito cansada. Alhambra é pequenina, mas gostaria de visitar o Palácio Mouro novamente que é lindo! Em Pamplona, a atmosfera da festa de S. Firmino (que coincide com a corrida dos trouros) é espetacular, me lembrou festa junina, e gostaria de ir de novo um dia desses, vestir a roupa branca com o lencinho e cinto vermelho e cair na farra!

– Portugal > Algarve – O Algarve é lindo e barato. Resorts com praia e campos de golf, mais comes e bebes deliciosos combinados com as praias estupidamente paradisíacas, me convenceriam voltar qualquer dia do ano!

– Itália > Roma – A-m-o a Itália. Fiz Roma, mas em um final de semana, e ficou faltando fazer Capela Sistina e mais um monte de lugar legal pra visitar. Com certeza ficou gostinho de quero mais! Talvez faria com mamis e papis se eles vierem o ano que vem? (olha a direta e reta aí :-" )

– França > Paris – Já fui duas vezes, e iria de novo! Paris é uma das cidades que nunca me cansarão. Tanta coisa pra fazer ainda, e é sempre um prazer, mesmo com o mau humor do parisiense, nunca se é triste naquela cidade.

– Estados Unidos > Las Vegas – Eu adorei Las Vegas, não consigo explicar muito o motivo. Eu sei que é uma cidade artificial, movida a apostas, o que não é o melhor hábito no mundo. Mas me diverti muito lá, apesar de sofrer por não estar perto da família (foi minha primeira viagem para fora do país, e passei uma semana fora, acho que foi quando cortei o cordão umbilical de vez, aos 18 anos) , o que me fez aproveitar a viagem um pouco menos. Adoraria ir de novo agora que estou mais crescidinha :-D E gostaria de ir ao Grand Canyon de novo, talvez até para acampar!

– Reino Unido: Têm as cidades dos castelos, que sempre me conquistam: Kenilworth ( Warwick Castle), Maidstone (Leeds Castle) e Cardiff – capital do País de Gales. Também voltaria para Newcastle e Glasgow, cidades que fui a trabalho, então não deu muito tempo de passear. Adoro a Escócia e sempre voltaria para Edimburgo e a região do lago Ness. E claro, a cidade do coração, Londres, que sempre me dá a impressão de não ter feito tudo possível naquela cidade :x

– Brasil: Faria o Nordeste de novo, e a explicação seria, porque não fazer? O Nordeste é tudo de bom!! (Fiz SP-Porto Seguro de carro, parando em várias cidades, mas com certeza iria a Porto Seguro e Jericoacara de novo!) E sempre faria o Guarujá, já fomos 2 vezes e Mr. W adora. Eu gosto também. É limpinho e tranqüilo, sempre perfeito para colocar os pés pra cima e não pensar em nada, nem em roteiro de férias! B-)

Aqui embaixo estão todos que escreveram sobre isso hoje, sempre bom ter uma segunda opinião, depois vou espiar quem concordou comigo e quais diferenças saíram!

Abrindo o Bico =>@Marcie14 ou @_abrindoobico_

Agora Vai => @Arthurpf2009

Aprendiz de Viajante =>@AprendizViajant

Área de Jogos da Adri => @adricrlima

Big Trip =>@pbicudo

Boa Viagem =>@luizjrfernandes

Caderninho da Tia Helô =>@marselle

@CarlinhaZ =>@carlinhaz

Colagem =>@lucianamisura

Carpe Diem => @cristomasi

Croissant-land =>@jussonline

De volta outra vez =>@alxmlo

De uns tempos pra cá =>@carmemsil

Dicas e Roteiros de Viagens =>@carolmayr

Dividindo a Bagagem =>@LuMalheiros

Donde Ando? Por aí =>@dondeandoporai

Dri Everywhere =>@DriMiller

Filigrana =>@Majozinha

Flashes de Viagem => @FlashesporSi

Guardando Memórias =>@regina26

Inquietos Blog =>@inquietosblog

Jr Viajando =>@JRviajando

Liliane Ferrari =>@lilianeferrari

@lenamaxi =>@lenamaxi

Ladyrasta =>@ladyrasta

Mi Blogito =>@Helorighetto

Mala de Rodinhas e Necessaire =>@maladerodinha

MauOscar =>@MauOscar

Merel no Abrindo o bico=>@Merel

Mikix =>@mikix10

O blog de uma menina baiana =>@nhatinha

O Descobrimento da América =>@less

Olhando o Mundo =>@denisemustafa

O que eu fiz nas Férias =>@gabebritto

Pela Estrada afora =>@raquelbell

Pelo Mundo =>@maricampos

Psiulândia =>@anamdo

Rezinha Por aí =>@rezinhafc

Rosmarino e Outros Temperos =>@LuBetenson

Sambalelê =>@leleiz

@Senzatia =>@senzatia

@Sylviatravel =>@sylviatravel

Sundaycooks by @marvila => @marvila

Sundaycooks by @penelophy =>@penelophy

Turomaquia =>@turomaquia

Uma malla pelo mundo =>@luciamalla

Uno em cada lugar => @rodrigobarneche

Viagem e Viagens => @viagemeviagenss

Viagem pelo Mundo =>@Viagem_mundo

Viaggiando =>@camilanavarro

Viajar e Pensar => @Gusbelli

Vida de Turista => @vidadeturista

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Na terra do Tintin

Esse ano meu aniversário caiu em um feriado, então resolvemos aproveitar a deixa e fazer as malas novamente. Feriado aqui é coisa rara (só temos 10 esse ano) e sempre tentamos aproveitar o máximo quando a folhinha deixa. Depois de muito debate, vai-e-volta com mudanças de idéia, batemos o martelo em irmos para a Bélgica.

Apesar de eu já ter visitado o país há muitas primaveras atrás, valeu a pena ir de novo. Passamos por lugares que eu não tinha visto da primeira vez, e ter ido na Primavera foi uma experiência completamente diferente de ter ido no Outono. O calorzinho, as flores, o bom humor das pessoas, muda qualquer lugar depois dos temebrosos (e deliciosos, no meu ponto de vista) invernos.

 
Always looking up
Always looking up
Grey and beautiful
Grey and beautiful
Golden
Golden
From Hotel Doorsteps
From Hotel Doorsteps
Not sure, but is pretty, so here's a picture anyway
Not sure, but is pretty, so here's a picture anyway
Twin Towers
Twin Towers
Proud
Proud
Covered
Covered
Horses and Trees
Horses and Trees
Mischievious
Mischievious


Bruxelas

Bruxelas é a capital da Bélgica (e da Europa, por ser onde está a sede da União Euopéia), e como tal, tem alguns problemas de cidade grande. Algumas estações de metrô cheiram a xixi e têm mendigos dormindo no chão, existe bastante sujeira nas ruas e pixação também, mas mesmo assim é uma cidade linda.
Sua arquitetura me remete aos contos de fada, uma delicadeza, perfeição, beleza. Seus museus, igrejas e jardins são imponentes e uns dos mais bem cuidados por onde passei. Bruxelas meio que representa o que costumava pensar que era a Europa antes de eu conhecer esse lugar fascinate.
Passeamos bastante a pé pela cidade, usando o mapa que o Hotel deu pra gente, e descobri um monte de lugares que não fui na primeira vez. Estava tendo festival de Jazz (de graça na Grand Place, era só chegar, achar uma cadeira e sentar assistir) e a Maratona de Bruxelas.
O legal foi ter visto Manneken Pis, o menino de bronze que faz xixi, vestido com uma roupinha especial, o que acontece só algumas vezes no ano, em ocasiões especiais. Existem muitas lendas quanto a origem do boneco, a mais famosa é que o Duke Godfrey III de Leuven. Em 1142, as tropas de um menino-lord de 2 anos de idade estavam em uma batalha contra as tropas de Berthouts e o colocaram em uma cesta, pendurando-a em uma árvore para mantê-los encorajados. De lá, o menino começou a fazer xixi nas tropas inimigas, que enevtualmente perderam a batalha! (tirado do Wikipedia)

Foi da Bélgica que ligamos pro Brasil para parabenizar a maninha (que faz aniversário no mesmo dia, por alguma mágica dos meus pais :D) e onde Mr. W me levou jantar a comida mais deliciosa de toda a minha vida. :x

Ahead of the Sun
Ahead of the Sun
Building-bridge
Building-bridge
Always with me
Always with me
Different angle
Different angle
Who said it always have to be blue?
Who said it always have to be blue?
Short hair
Short hair


Brugges

Bruges é uma cidadezinha fofoleta, que deve ser a segunda mais visitada na Bélgica. Suas igrejas, praças e o canal que corta a cidade é um deslumbre pra qualquer lua-de-mel. Na primavera ficou ainda mais colorida, e romântica. Passeamos mais ou menos umas duas horas por lá, e de novo descobri cantos que não tinha visto da última vez. Foi a cidade que mais ouvi Brasileiros turistas. Foi lá que James tirou a foto do anel que levei pra usar, foi Mamis que deu de aniversário enquanto eu estava no Brasil, e levei pra me lembrar de todos eles durante o aniversário. :x

Black
Black
The same, but different
The same, but different
Laughing
Laughing
Once upon a time...
Once upon a time...
Fun
Fun
Sneaky snekaky 2
Sneaky snekaky 2


Ghent

Ghent é minúscula e virou piada entre a gente que é a cidade que tem mais igrejas por m2. Tinham umas 6 num espaço de 4 quadras! E todas lindas. Ghent também tem canal (que não me lembro ter visto da última vez), e estava meio sob reformas, o que encurtou o passeio, passamos uns 40 minutos por lá.

Half each
Half each
Cute food
Cute food
One of millions
One of millions
Dad
Dad
Take your pick
Take your pick
Three of millions
Three of millions
Wafflicious
Wafflicious
Is that enough?
Is that enough?


Guloseimas

E não seria Bélgica sem as muitas lojas de chocolate, doces, bolos, waffles! E sim sim, Bélgica tem 250 tipos de cerveja! principalmente com sabores de frutas, e a minha favorita é a de morango. Mas não tomamos lá, comprei 3 garrafinhas e trouxe pra tomar em casa mesmo.

Ah sim, como de costume, para ver as dicas da viagem, clique aqui. E ainda mais fotos aqui

Enfim, foi um aniversário delicioso, cheio de história pra contar e com dias super bem vividos e aproveitados, o que mais poderia pedir?

O que será que 33 me reserva? 8->

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Terra Brazilis Post Final – Os -s e os +s

E pra finalizar o relato da viagem ao Brasil, seguem algumas notas de coisas que chamaram a minha atenção, confesso, meio que inspirado pela Lolla:

Não gostei de ver :-q

Povo brasileiro cada vez mais fechado – Uma das coisas que eu me gabava com o povo britânico, era a facilidade de lidar com o povo brasileiro. Que todo mundo era simpático, estranhos conversarvam com estranhos na rua, sorrisos e risadas eram compartilhados, no supermercado, na feira, no metrô. Ainda tive sorrisos, que resistiram à armagura de um  povo que anda perdendo sua naturalidade. Principalmente os de minha mãe, que é uma das pessoas mais simpáticas que conheço, sempre com sorriso no olhar, e um amor e compaixão no coração que transparece em sua face. Mas encontrei muito mais rostos como o meu, naturalmente ranzinzas e fechados (no meu caso, normalmente é por timidez), pessoas ignorando a tentativa de se engatar uma conversa cabreira, fazendo cara feia, sendo antipático e duro nas lojas, trânsito, e nas ruas. Não sei se o fato de ter me mudado pro subúrbio de Londres também me fez pensar que o povo – normalmente e estereotipicamente – Europeu com fama de duro e distante se transformou. Aqui temos muito mais sorrisos, simpatia e atenção do que encontrei em muitos lugares no Brasil em São Paulo.

– Outra característica foi a perda de espontâneadade – Só consegui encontrar DUAS amigas por lá. Todo mundo tinha compromisso, ninguém podia encontrar, tudo era difícil. Alguns amigos brasileiros daqui às vezes sentem falta da facilidade que era pegar o telefone e marcar de se ver, de fazer um churrasco, de ir conversar sem ter que marcar dois meses antes. Mas se medirmos pelo povo Paulista, isso é coisa do passado.

– Nível e instensidade de violência e cobertura da imprensa: Isso eu já comentei aqui.

– De ver como homofobia é aceita de uma maneira cotidiana, como se você, por não ser homofóbico, fôsse a pessoa errada.

–  Núcleo rico/pobre da novela (assisti Insensato Coração com a minha mãe, e continuo assistindo aqui pela Internet) e como isso faz parte da vida real da vida brasileira também. Conheço brasileiros dentro e fora do Brasil, que se comportam como o núcleo rico, e que tratam os outros (e algumas vezes sinto ser comigo também) de maneira como se fôssem pessoas “diferenciadas” com mesquinharia, aquele nariz empinado, aquela ignorada básica, e a secada de rabicho de olho. Claro, que o fato é mais o comportamento em si, e nem tanto de ser pobre ou rico em termos financeiros. Até a novela mesmo mostra através de Eunice. Eu sei que isso sempre foi um ponto cultural brasileiro complicado de passar por cima, mas mesmo assim ainda me incomoda, e fico pensando se a novela influencia a sociedade brasileira ou se a novela só retrata a realidade.  Também fiquei pensando se talvez esse seja um dos pontos que me fazem adorar morar na Europa, onde a diferença social não é tão grande e status não tem nada a ver com os amigos que você faz (apesar de ainda existir muito preconceito contra o pessoal de nível mais baixo, mas isso eu comento em outro post um dia desses).

Preços: Isso também foi uma observação da @senzatia, de que tudo no Brasil está mais caro. E achei a mesma coisa. Foi um dos motivos de deixarmos de viajar para longe de Sampa, e também de não trazer muita coisa. Acabei trazendo só bugigangas que não se acha aqui, coisinhas pra casa nova e lembrancinhas pros pais e avós de Mr. W. Talvez isso seja um sinal bom de que o Brasil está com uma economia forte. A libra está super baixa, acabei levando libras e trocando por reais, que deixei na poupança para evitar pegar menos ainda quando fôr em Dezembro, e a poupança está rendendo bem mais lá do que aqui. Ou então, como a @HeloRighetto disse, talvez o país esteja na moda, e isso infla os preços, com tanta gente indo morar e investir no país. De qualquer forma, sendo a cética que sou, só espero que não seja uma bolha de melhoria temporária :-?

– Trânsito, sujeira, metrô com lentidão – Eram coisas que eu sei estavam sempre em São Paulo, mas só pioraram :(

O que eu gostei de ver :-bd

– Apesar de ter me chocado, e da novela ter suas coisas “erradas”, uma coisa que gostei foi como eles tratam da homofobia, e como eles incluíram lá personagens gays.  Acredito que mostrar que gays são pessoas como qualquer outra, e não “doentes ou anormais” ajuda mudar a consciência e quem sabe um dia o comportamento do povo em geral? Ainda são passos de bebês, e eu não entendo do assunto o suficiente para dizer se estão falhando em algum aspecto de como tratam o assunto, mas de modo geral, gostei do trabalho que estão fazendo.

– Música do Luan Santana – Gigi adora, e eu achei uma influência bacana nela, só por evitar o funk e músicas com vocabulário vulgar, já gostei de ver ela cantando e dançando ao ritmo sertanejo.

Sílvio Santos – Confesso que a-d-o-r-a-m-o-s Roletrando e Quem quer dinheiro? Assistíamos quase todo Domingo com minha mãe, e Mr. W até adivinhou uma das palavras que passou batido pela gente um dia (Cigarrilha!)

Centro de São Paulo – está lindo! Incrível como é a única parte que eu vi limpa. Também está bem policiada, e iluminada. Quando minha amiga me chamou pra nos encontrarmos lá fiquei meio ressabiada, mas aceitei e não me arrependi. Fomos de metrô até lá e não teve problema nenhum! E o passeio de carro pelo pátio do colégio, Sé, Liberdade, Universidade São Franscisco, foi muito bonito e deu orgulho da cidade natal.

Policiamento – Pelo menos no Centro e no meu bairro, na Zona Norte, teve bastante policiamento, dia e noite. Mas mesmo assim estava proibida de sair com bolsa, já que alguns ex-presidiários soltos no Enduto e mais cedo estavam fazendo alguns furtos por perto, mas mesmo assim me senti segura na maior parte do tempo.

Cultura, comida, Páscoa – Fomos na procissão, que ao meu ver é parte da cultura brasileira. Mr. W gostou de acompanhar o pouquinho que fomos juntos. Apesar de ele ser ateu, gosta das cerimônias rituais, principalmente porque aqui no Reino Unido é bem velado e quando não se tem isso… A comidinha da mamãe (e da irmã, e do irmão em uma ocasião) uma delícia como sempre! E comemos muita pizza, esfiha, coxinha (a preferida de Mr. W), beirute, bolos, doces, pudins, pastel… Adorei como é simples ir no supermercado e comprar comida caseira, e levar pra casa! Quero um desse aqui! E a Páscoa com aqueles Ovos Pendurados no teto do supermercado? Nunca vi em nenhum outro lugar do mundo, aqui é mirrado, e ainda por cima, são vendidos na caixa, e em uma prateleira, Boo L-)

Gostei da chuva morna, da brisa da manhã indo na hidro com a minha mãe, dos desabafos que nós duas fizemos, dos abraços e convivência com Gigi, Das risadas com meu irmão e dos almoços e papos com minha irmã. Dos bate-bocas políticos com meu pai e nossas conversas sobre Palmeiras (e qualquer futebol pra ser honesta). De assistir filme com todo mundo empilhado na sala apertadinha. De ter visto duas amigas queridas que não vi o ano passado, e colocar a conversa em dia e vê-las felizes. Dos passeios ao shopping, das viagens à praia e colocar o papo em dia com a minha vó/dinda. Do passeio à Braga City e ver a família Buscapé no seu melhor. De estar ’em casa longe de casa’, como sempre. Mas eu tenho uma voz dentro de mim que me diz que isso só é possível porque eu volto pra casa. E cada vez que volto vê-los e passar o calor que me deixa empipocada, e ser ignorada pelas duas primas, e me supreender com os rostos ranzinzas, é essa saudade que deixa tudo mais bonito, mais colorido, mais especial e só as coisas boas ficam guardadas pra próxima viagem pro outro lado do Oceano Atlântico abaixo do Equador.

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Terra Brazilis II

Bom o que eu não contei ainda?

Ah! Esqueci de falar que Mr. W levou a maior sorte e foi pro Brazuca de Classe Executiva! Segundo andar, assento-que-vira-cama, comidinha chique, pacote completo. Depois que ele despachou as malas (o check-in foi feito online) e já estava indo para o portão de embarque, o pessoal da BA o chamou pelo auto-falante e ofereceu se ele trocaria a passagem Economia-plus pela Executiva, e ele nem bobo nem nada claro que aceitou né, chegou no Brasil descansadão %%-
Também não falei que teve almocinho gostosinho com a minha ex-chefe L. , da época que eu dava treinamento. Mas somos amigas agora, e foi uma delícia vê-la de novo, depois de quase 4 anos! Papeamos muito, no Viena do Center Norte. Foi meio decepcionante, eu lembro deles melhorzinhos na qualidade da comida, mas mesmo assim valeu a pena.

A última semana foi passada a programinhas básicos, teve aniversário da Giovana na terça-feira, e eu e minha mãe a levamos para ver Rio (opinião completa depois, mas posso dizer que foi ótimo, ela a-m-o-u) , comprei um balão Hélio de Princesa pra ela (paguei a bagatela que só Madrinha que mora longe tem coragem de pagar, mas ela merece!) e depois pegamos lanchinho do macdonalds e todos os brinquedos do Rio de brinde pra ela brincar. Mr. W se admirou, concordando comigo, de como o McD é mais gostoso no Brasil!

Nessa terça foi o dia que Mr. W torceu as costas, então quarta e quinta foram meio de molho (por isso que ele não foi no cinema com a gente também). Mas quarta fomos encontrar minha amiga mais antiga, a C. A conheço desde os 9 anos de idade, e é sempre uma delícia passar um tempo com ela. Ela e o marido dela são uns fofos e nos levaram no Bar Dona Onça ali no Centro de São Paulo. Foi bem gostosinho e quero ver se volto lá com a trupe para o aniversário do meu pai em Dezembro =P~ Depois da jantinha teve passeio guiado (por eles, rs) pelo Centro de Sampa, incluindo a Liberdade e Parque do Ibirapuera.

Depois disso, os planos foram ir no Shopping D (que Mr. W não tinha ido ainda), onde compramos umas coisinhas pra trazer de presente, e Giovana ficou brincando no parquinho que eles têm lá. Era para termos ido na minha irmã jantar, mas o Levi teve conjuvite :( E não pudemos dar um abração neles de tchau. Mas logo logo estaremos dando o abração de Oi-de-novo :)

Daí teve a festinha oficial da Gigi no Sábado, onde vi minha prima e minha tia fófis de novo, e passamos mais tempos juntos. Eu tinha ido pro Brasil pra participar da festinha de Gi (eu não tinha ido em nenhuma ainda) e foi uma delícia participar de 3! =D

Agora às fotos que fiquei devendo no post anterior :)

Teve pezinho molhado e pernocas branquelas no H2O do Guarujá
Teve admirar o marzão do mirante de concreto
Teve (ou tiveram?) os barquinhos dos pescadores
E teve o pescador solitário
Teve sentar na cadeirinha de praia e ouvir o mar fazer WHOOSH

Teve dia nublado, com paisagem esplêndida da janela
Teve menininho nos lembrando como é fácil ser entretido
Teve visita a sala de troféus da Vila Belmiro
Teve visita ao estádio da Vila Belmiro
E uma foto por cima do muro do estádio que sem querer deu certo
Teve despedida da praia
Teve comemoração da Páscoa
Teve processão
E teve nós participando das últimas paradas
Teve chocolate derretido no porta-mala do carro a caminho de Bragança Pta
E teve volta a Sampa, e flores no caminho pra hidroginástica
E no caminho também tinha Jaqueira
Teve festinha pra Gigi em casa
Teve eu e minha mãe fazendo lembrancinha pra festa de aniversário da Gigi na escolinha
Teve Churros no Bar da Dona Onça
Teve o Impostômetro, mostrando quanto o povo brasileiro já deu de impostos pro governo esse ano

Teve a boneca que quase não tiramos foto, por esquecimento, mas agora está garantida que esquecida não será

Teve a foto que foi a Gigi quem tirou
Teve mais lembrancinhas, pro aniversário do final de semana
Teve tema princesa, do jeitinho que Gigi quis

Teve Cupcake de cenoura com recheio de doce de leite
E teve fim de festa...

E foi gostinho de fim de festa mesmo. No dia seguinte, quando voltei pra minha outra casa. Domingo chegou e debaixo de chuva fortíssima voltamos pra Terra da Rainha e de Princesa Kate. Dessa vez foi sem choro, apesar do aperto no coração que veio de mansinho no avião. Mr. W – como sempre – me acalmou. O vôo foi bacana, assisti o Discurso do Rei Megamind e True Grit. Assisti mais uns seriados e continuei lendo Digital Fortress.

Cheguei em casa ainda com o vazio no peito que só quem escolhe dois lugares do mundo pra chamar de casa sabe o que é. Aquele silêncio depois da barulhada de Gigi e da família Buscapé que é difícil de acostumar de novo.

Agora já voltamos à rotina, mas as malas nos esperam ainda para serem desfeitas. Acho que prolongamos o feito, porque parece que assim não faz tempo que deixamos tantas pessoas amadas lá do outro lado do Oceano. Mas logo logo estamos de volta, e até lá vamos procurar bastante coisa boa pra fazer e história bacana pra contar! E começando a campanha pros meus pais virem visitar a caverna nova né?!

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Terra Brazilis I

Três semanas passaram muito mais rápido do que os meses que esperei para poder retornar ao aconchego. E meu aconchego é a convivência da minha família, e dos amigos com os quais tive que aceitar um relacionamento de longe há 9 anos atrás.

No começo demora sempre um pouquinho pra eu me encaixar de novo. De 24 a 48 horas em média. Não sei se é o fuso horário, o cansaço do vôo, ou simplesmente aquela sensação de quando se volta de férias do trabalho e você esqueceu a senha do computador, ou “o que era mesmo que você tinha que fazer?”. Sempre tive isso quando retornava de férias na escola também. Sem saber muito onde foi que paramos na lição, eu sempre tive esse sentimento meio de perdida.
O vôo foi bem bacana. Decidimos desembolsar a – relativamente – pequena difer£nça e pegamos o assento no Economia Plus da British Airways. Mais espaçoso e com reclínio de banco maior. Eu fui no que é julgado o melhor assento do avião, mas achei que o vento gelado no meu pé atrapalhou o sono. Terminei de ler “To kill a Mockingbird”, assisti Cisne Negro e A Rede Social (farei o post sobre eles depois). Assisti The Big Bang Theory e dormi umas duas horinhas (entre cochilos). O vôo foi o mais tranqüilo que tive até hoje, em questões de turbulência, e de ser servida pela equipe de bordo. Achei que valeu a pena ter pago mais, e estou tranqüila por ter pago a mesma classe pra quando voltarmos em Dezembro – sim, a próxima volta ao aconchego já está marcada!

Saindo do portão de embarque, tive que esperar meus pais chegarem. Eles – como meio até de costume, porque meu pai d-e-t-e-s-t-a acordar cedo e vôos de Londres chegam todos entre 5 e 6 da matina – chegaram depois que eu saí do portão. Claro que eu preferiria que eles estivessem lá pra me receber, mas depois de uns minutos o nervosinho estressado acentuado pelo stress do vôo passou e depois de verificarmos aonde o câmbio valia mais a pena, trocamos o dinheiro que eu trouxe e viemos pra casa, e eu já estava toda de volta pro colo deles.

O carro que me esperava no estacionamento ainda era o mesmo Corsinha cinza-prata-grafite-escuro de 11 anos, que vendi pro meu pai quando fui pras Zoropa. Todos os pleitos para que ele trocasse o carro antes de eu chegar foram em vão, mas vamos que vamos.
Cheguei em casa e vi o que a mudança do meu irmão de retorno ao ninho aprontou. Estava tudo meio de perna pro ar. Mas minha cama de solteira e o quarto que dividi com ele e minha irmã por 26 anos estavam prontinhos pra minha soneca.
Soneca essa que não veio. Eu temei em ficar de pé. Tomamos café da manhã. Já na fase 1 do regime – que comecei com minha mãe para incentivá-la a entrar na dança também – e comemos queijinho branco, com mortadela light e iogurte =D Nada de pão de queijo, pelo menos por enquanto =P~

Fui buscar Gigi na escolinha, mas depois do almoço o sono e tontura bateu pesado. O corpo não queria saber de ficar de pé não, e no embalo do cochilo da tarde de Gigi, dormi até as 5 da tarde, apesar que ela mesma acordou bem antes!
Nas próximas duas semanas, me empenheei em colocar o apartamento da minha mãe em ordem. Não sei se já contei mas ela é síndica do prédio (que na verdade são 4 no total), além de dona de casa à moda antiga: tem que cozinhar, passar, limpar, comprar, enfim, faz tudinho!! Então o que ficou meio de lado nesses últimos meses, devido à vinda de meu irmão e rolos do condomínio, foi a arrumação.

O apartamento estava limpinho, claro, mas tudo fora de lugar e muita coisa que se podia jogar fora.
Arregacei as mangas e fui pra labuta. Duas semanas de separa daqui, enpacota dali, joga fora mais um pouco, praticamente sem parar mas com algumas pausas para irmos a feira de rua, e à academia de manhã. Três vezes por semana, hidroginástica, que é o que minha mãe adora fazer. Fui com ela porque gosto também e para ter certeza que ela pegaria esse hábito antes de eu ir embora, e eu espero que ela continue!! Ela merece esse tempinho de lazer gostoso e para sua saúde é muito importante.

Também teve pausas para irmos às lojas. Fomos na 25 de março, na minha parada habitual para renovar as bijouterias. E nas lojas do bairro para comprar besteirinhas. E visitar a minha avó (a única viva) na Praia Grande. Passamos uma tarde gostosa de fofocas e colocar a conversa em dia. Fui no médico e no dentista, mas dessa vez a bronca foi só do médico mesmo, por ainda estar acima do peso!

Também fui na missa, na sessão espírita e na procissão com a minha mãe. Eu faço questão de ser companheirinha da minha mãe nessas coisas, já que normalmente ela faz essas coisas sozinhas. Mr. W também foi na procissão, que apesar de ser ateu, gosta de cerimônias do folclore brasileiro!

Sky over São Paulo
Sky over São Paulo

Flagrante do céu em uma tarde de outono Paulistana. Sempre tenho umas surpresas dessas!

Aliás, devido ao lerê lerê, o acesso a internet ficou escasso, e as duas primeiras semanas passaram voando, e voando também chegou Mr. W. Dessa vez pegamos ele no portão correto (o ano passados esperamos no portão errado, e o coitado ficou esperando mais de 2 horas pela gente :"> ) e ainda vi Zeca Camargo que foi super simpático.

No dia seguinte nós dois embarcamos para a Colônia de Férias do Banespa, o qual tenho sorte de usar, porque minha mãe foi funcionária do Banespa por 30 anos! É um hotel simples, mas com uma localização de babar, para ir para o mar de Astúrias é só atravessar a rua, tem uma vista maravilhosa do mar, café da manhã, almoço e jantar deliciosos e incluínos na diária. Único empecilho é que a piscina estava em obras, mas o empecilho mesmo foi só pra mim, porque Mr. W só queria saber do marzão mesmo.

Ficávamos na praia de manhã, das 10 ao meio-dia mais ou menos. Daí era almoço, assistir umas temporadas (Monk ou Damages), cochilar, e ir dar um passeio a pé pela Orla. Tudo regado a muita leitura de livros, outro passatempo favorito de nós dois. Foram 4 dias de muito calor, muito mar, mas pouco bronzeado. Foi tudo muito regado a protetor solar e sombrinha do guarda-Sol porque os dois sem ver Sol por um ano, não somos muito chegados a uma queimadura não!

Na volta, passamos por Santos e paramos na Vila Belmiro (pena que não tinha o telefone de @flaviacurci para tentar marcar alguma coisa!!) e mais um estádio visitado por Mr. W que como todos sabem é tão fanático por futebol quanto eu. Também teve paradinha rápida na Dinda (minha vó e madrinha) de novo, porque ela fazia tanta questão de ver Mr.W quanto ele de ver ela! Comemos sanduíches de frios com mini pudim de leite comprados no supermercado para ganhar mais tempo conversando e menos tempo esperando a comida chegar. E sim, depois que Mr.W chegou, joguei a dieta pela janela porque não sou de ferro né!!

Descansamos a Sexta-feira santa em casa com um bacalhau delicioso que minha mãe fez pra gente e vídeos alugados (assistimos Gol 2), e Sábado fomos pra Bragança Paulista, berço dos meus pais, e onde tenho tios e primos ainda. Vi as duas tias queridas – que sempre batem cartão em me ver – as primas fofoletas, incluindo Carol, a que sempre passa por aqui >:D< e os tios queridos, que sempre batem cartão também. A família está passando por um momento complicado, mas com 6 irmãos no total, hoje em dia nós os sobrinhos já aprendemos que eles que são grandes que se entendam :> Fiquei chateada com duas primas que me viram na rua e fingiram que não conheciam, me surpreendi, porque são filhas do tio que bate cartão quando eu vou, e até onde eu saiba, não fiz nada para provocar tal reação. Mas não tem problema não, porque já me acostumei até com essas doidices da família também. Na volta de Bragança assistimos Bezerra de Menezes e Trair e Coçar é só começar. !

Hoje teve churrascaria, e matamos a saudade da comilança :P Nem bronca do médico me segura! (se bem que lembrei do vegetariano Mauro :-? ) Na volta assistimos Toy Story 3 – vou escrever sobre tudo que assistimos depois em um post separado.

Temos mais uma semana pela frente, que provavelmente será recheada de passeios turísticos e mais história pra contar depois que eu já estiver do outro lado do oceano a não ser que dê um tempinho por aqui de novo. Boa Páscoa a todos!!

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PS: Maioria das fotos ficou na máquina de Mr.W que não trouxe o cabo de transferência. Depois se conseguir as incluo, senão fica pra outro post quando estiver de volta na Terra da Rainha!

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A imprensa adora uma tragédia

Ok, ok, eu ia escrever um post amanhã bem bonitinho falando sobre a minha primeira semana no Brasil, mas infelizmente o tempinho livre  apareceu justo no dia que uma tragédia aconteceu, e como minha cabeça fica a mil e reclamar com os pais – que concordam comigo – não adianta muito nessas horas, eu venho pro blog estravazar. Achar que estou gritando aos 4 cantos da internet, o que parece acalmar meus ânimos nessas horas, por mais que os 4 cantos sejam os 9 leitores fiéis desse canto.

Eu comecei a escrever o desabafo no Twitter, mas me emp0lguei demais, então movi o discurso pra cá.

O assunto desagradável é o ataque da escola do Rio de Janeiro, claro.

Junto com o evento, que em si já é trágico e só imaginável hoje em dia porque acontece em algum lugar na Terra pelo menos uma vez por ano, vem o circo armado pela imprensa.

Especulações (a princípio falaram que era pai de aluno, mas tarde foi confirmado que era ex-aluno) , entrevistas com testemunhas, com curiosos, com policiais, com os pais das vítimas. Querendo falar como tudo aconteceu, como foram os tiros, aonde, que horas. Coletiva de imprensa do Governador do Estado, dizendo que o atirador era um animal psicopata, e entrevista até com técnico de futebol sobre o que ele acha do assunto (pois é, entre mudanças de canais para evitar o mau jornalismo sobre a notícia vi o Luxembrugo sendo perguntado o que ele achava da tragédia). E pode esperar, fotos das vítimas, história das vidas, pais desesperados na televisão, revistas e rádios. Agora a pergunta é, porque alguém gostaria de saber disso? Só aumenta ainda mais a dor que causa em população já frágil, e essa dor é em vão, porque não haverá ação para ajudar, para se evitar isso no futuro, e essa é a tristeza e frustração que infelzmente a imprensa coloca no mundo hoje. Aqui em casa, começou a baixaria e sensacionalismo, desligamos tudo, vai pro futebol, musiquinha e desenho animado.

Nessas horas minha opinião é que o papel da imprensa deveria ser o de informar os fatos que queremos saber. X vítimas na escola Y. Polícia entrou, atirador se matou (para sabermos se o causador foi pego ou se está à solta oferecendo risco à população). Vítimas socorridas no hospital Z (para quem fôr familiar ou quiser/puder ajudar). Motivos explicados na carta explicam que aconteceu por causa disso (isso talvez ajudasse a todos compreenderem o fato, e evitar assim, a revolta e amargura – nesse caso, a publicação da carta não ofereceu explicações) . Claro que serão detectado os motivos do ocorrido foram dois fatos: má assistência a doentes mentais (aqui se inclui viciados em drogas e álcool), e o acesso fácil a armamento. Daí discutir com o público e cobrar das autoridades uma atitude para que o fato não se ocorra mais. Cortar o mal pela raiz. Esse é o papel da imprensa, no meu ponto de vista.

Simples? Não é. Possível? Com certeza. Basta vontade – como apontou a minha mãe, dinheiro não é fator para a imprensa relatar o que deveria ser relatado. E a gente sabe que governantes fazem o que a pressão da imprensa pede. Mas a tendência é de achar que casos isolados não são importantes. E não tô falando só do Brasil não. Estados Unidos já teve tantos casos, perdemos as contas. Inglaterra (mesmo com acesso a armamento super-ultra contrado) teve um caso há anos atrás e no ano passado um senhor esquizofrênico matou várias pessoas na rua (mesmo após pedir ajuda aos médicos de que estava em depressão e ser ignorado). Na Alemanha também, há uns dois anos, ouve o mesmo evento em uma escola.

Antes de desligar o rádio, veio a notícia de bombas colocadas em outra escola do Rio de Janeiro. Mas “somente” 4 alunos se machucaram. Então como a tragédia é menor, fica com um destaque pequenininho. Mas quem colocou a bomba lá? Há risco de mais bombas? Não se sabe, e a única notinha ainda tem link pra notícia tragédia do momento, onde já não se pode fazer mais nada.

E é isso que a imprensa deveria estar discutindo. Não colocando mais amargura no coração do povo que já se entristece, se sente impotente e indignado diante de um evento dessa natureza.

Como doentes mentais deveriam estar sendo identificados, tratados e monitorados? Como o acesso a armas deve ser mais controlado? E a notícia da bomba e a investigação quanto a esse fato, como ficou?

Espero que as vítimas e seus familiares assim como professores e funcionários recebam uma assistência decente, agora é tratar os sintomas de uma doença que infelizmente não foi tratada, e tentar dar uma vida normal aos que ficaram para trás.

PS: O post bonitinho sobre o Brasil ainda virá em breve, mas hoje não deu pra ficar com o discurso enroscado na garganta.

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Dá me um cornetto!

Tudo começou nos dias dos namorados desse ano (que aqui é Dia de São Valentino e comemorado em Fevereiro), quando a gente combinou que não teria presentes, “- Só troca de cartão, hein!?!” e a gente foi pra Southampton, pro show da banda dele, então tivemos que dormir por lá. Na confusão de três casas pra irmos, acabei esquecendo o cartão dele na minha casa. De última hora, na sexta-feira antes do fatídico dia, fiz um cartão com colagens de revistas e enfiei na mala, torcendo pra ele gostar e ter aquela coisinha a mais especial.

No Domingo de dia dos Namorados (e depois do show que tinha sido no Sábado) Mr. W me acordou com o cartão pra me dar nas mãos, mas junto com o cartão tinha um pacotinho, um livro sobre Veneza (que sempre foi um dos poucos lugares que eu sempre quis conhecer, e ele sabia)…. Então teve aquela bronquinha básica e biquinho “-Você sabia que não era pra ter presente, não vale, vou ter que comprar algo pra você também! 8-|  ”  e ele então suspirou no meu ouvido “Tudo bem, só que as passagens e o hotel foram mais caros!”   Minha única reação só podia ser derrubar a mandíbula e aceitar :O  Viagem marcada pro feriado de Agosto e contagem regressiva começava!

Seis meses passaram voando, muitas notícias boas chegaram, Bebê C nasceu, Bebê Dengo e Bebê ô-nome-difícil-de-se-escolher foram encomendados. Teve viagem pro Brasil depois de dois anos desesperados, e a hora de realizar o sonho de conhecer Veneza chegou também.

O dia começou na chuva – nem tão esperada em Londres nessa época do ano. Acordamos às 4:20 da manhã,e lá vamos nós! Nós dois detestamos acordar cedo, mas se é pra um dia de diversão, a gente pula da cama, no maior sono, mal-humor, dando choque, mas levanta e vai. Quando chegamos no Lounge da BA (sim, o ticket era de primeira classe, que tava em promoção do tipo toma-aqui-esses-tickets-que-agente-não-vende-nem com-reza-brava) o humor já estava melhor, e os choques tinham passado, a gente só tava feliz de termos esse tempinho longe de tudo e de todos e só nós dois que já estava vencido de acontecer 8->

Esperando no aeroporto
Esperando no aeroporto

Quem me conhece sabe que sou uma hippie-hipócrita mesmo. Tenho ideais de que todo mundo deveria dividir o que tem, não gastar tudo que ganha etc etc, mas confesso que parecia criança em loja de doce no lounge. Peguei umas 3 revistas (incluindo a Hello! – que é tipo a Caras – que eu abomino, mas de graça até injeção na testa né?) e passei a mão mesmo em alguns biscoitinhos e suquinho que ficam à disposição no lounge.

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Não sou muito de tirar fotos de dentro do avião, mas tinha como não tirar fotos desse céu azulzinho que tava por cima de Londres? Quero ver se coloco num quadro, pra me lembrar que o céu é sempre azul em Londres. Mesmo que somente por cima das nuvens que tentam estragar o espetáculo ;;) Quando estávamos chegando em Veneza, a mulher sentada do lado disse pra prestarmos atenção que Veneza ia estar do nosso lado. Me empolguei e tirei fotos de umas ilhas que não sei quais são achando que era Veneza. Já tinha ouvido falar que a cidade alaga, mas tinha limite né? Não dava pra ver uma casa, uma rua, nada! Alguns minutos depois percebemos que Veneza era a ilha grande que estava por vir, e que tinha uma estrada enooooorme do aeroporto até lá…

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Assim que descemos do avião, o bafo já conhecido das viagens ao Brasil avisava que a BBC estava mais uma vez errada com a previsão do tempo. O dia estava lindo e o Sol já estava queimando ao meio-dia. Depois do passaporte devidamente carimbado (eu ainda estou viajando com o Brasileiro, que é carimbado, enquanto o Britânico, que não é carimbado, não sai) era hora de decidir como sair do continente pra ir pra Ilha. Entre as escolhas de irmos de ônibus pela estrada (20 minutos, €3) , de taxi-barco (20 minutos, €150) ou o Vaporetto, o ônibus barco (1:30 hora, €25 ida-e-volta), escolhemos o Vaporetto. As malas vão todas amontoadas na cabine, mas a gente foi confortável com 6 assentos pra escolher e olhando na janelinha, se melecando de protetor solar, e tentando se esconder do Sol escaldante, mas delicioso. A vontade era de se jogar na água ali mesmo.

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E a viagem de 1:30 passou tão rapidinho que nem percebemos. Como boa hippie-ócrata, fiquei possessa com o yacht gigante que estava ancorado em uma das ilhas e mais possessa ainda quando vi que carregava a bandeira Britânica, cadê a recessão meu povo? Mas fiquei calminha calminha com os detalhes de Veneza pelo caminho, a primeira ponte, e a Ambulância-barco. Só espero que nenhum paciente esteja sofrendo de enjôo! :D

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E então chegamos, e a sensação de chegar num lugar novo é sempre de tirar o fôlego. Ainda mais quando é um lugar que você esperou conhecer desde a primeira vez que viu a propaganda do Cornetto. Veneza é linda. A Gisele Bunchen dos destinos turisticos. Fotogênica, charmosa, elegante, exótica. Pra onde eu olhava, era uma foto que queria tirar. Cada piscada de olho um clique. Mas antes de começar a foto-fest, precisávamos nos livrar das malas. E foi a primeira experiência com a impossibilidade de achar qualquer lugar em Veneza, mesmo tendo mapa e indicações. Se um dia você fôr, prepare-se pra se perder, muito. E adorar. A não ser, é claro, que esteja viajando há 8 horas e querendo largar as malas em qualquer canto pra começar o turismo de vez.

Achamos o hotel depois de uns 20 minutos procurando (na verdade era a 5 minutos do porto do barco), usando meu Italiano arranhado (estudei 18 meses quando tinha 14 anos) e o Inglês arrastado dos Italianos. O hotel era no coração de Veneza, bem no meio entre os dois pontos principais de turismo, a Ponte Rialto e a Basílica de São Marco. Lindo, chique, luxo, mas amigável e confortável.

Na recepção já tinham 3 Brasileiras brigando porque o quarto não tava pronto, e um grupo de americano já fazendo o check-in e se mandando pro quarto. O nosso quarto não tava pronto, então peguei a câmera, pegamos o recibo das malas, e fomos investigar a cidade que os dois tanto queríamos ter sempre ido, e nunca tinha dado certo.

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Tínhamos umas duas horas pra bater perna antes do horário do quarto ser liberado. Resolvemos voltar pelas ruazinhas de lojas, e até as bancas de máscaras de Carnaval. Mas nos perdemos um pouquinho de volta só pra eu tirar a foto da porta que me chamou a a atenção, o restaurante na viela que me lembrou Bragança. Achei fofo os relógios inspirados em Dalí. Especialmente o da torneira Perde-Tempo :-D  Só não comprei porque a gente não ia conseguir trazer sem quebrar em mil pedacinhos. Mas talvez um dia compre e mande entregar, quem sabe?

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A rua das lojinhas (aliás, se você não se perder – de propósito ou sem querer –  em Veneza, todas as ruas vão ter lojinhas) terminava na Basílica de São Marco, que já tinha chamado a nossa atenção no caminho do barco até o hotel. Mas com calma, percebi quão impressionante a contrução é, toda aquela quantidade fenomenal de mármore! Linda, e monumental, mas não deixamos de comentar o preço (em dinheiro, vidas, corrupção, interesse, poder, etc…) dessa riqueza toda era diretamente proporcional ao fato da Igreja pregar divisão dos bens, cuidado com o próximo e desprendimento dos bens materiais. Mas deixamos esse fato pra lá, e decidimos apreciar todas as Igrejas como símbolos da história, da arquitetura, arte e herança a futuras gerações, incluindo a gente.

A Campanille é uma torre que ruiu em 1902 depois de incêndios e má restaurações. A gente ia entrar um dia a noite mas acabou não dando certo com os planos, mas vimos a cidade de cima no último dia, mas de outro ângulo.

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Do ladinho da Basílica tem o Palazzo Ducalle, que já foi o Governo de Veneza quando eles ainda  “lutavam” com o Vaticano pra ver quem ia ter o poder da igreja. A Praça São Marco não tem mais tantos pombos como antigamente  mas ainda tem alguns só pras fotos :) – hoje em dia você pode ser multado na hora se fôr pego pela polícia alimentando os pássaros – apesar que vimos gente dando paozinho e ningém levando multa.

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E tava um calor de lascar 36° na média, até o passarinho precisava parar pra se refrescar :) E até o cachorro mereceu uma foto em Veneza. Perdidos por ali era onde éramos agraciados com as coisas mais lindas e inexperadas, como esse protão no meio de uma pracinha. Mas sem o propósito de fechar ou trancar nada. Só ali.

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Me apaixonei mesmo pelas máscaras. Em um momento Mr. W até teve que perguntar porque é que eu tirava tantas fotos, e minha resposta foi: “Porque não?” :-?? Tirei mais de 50 fotos delas, e peguei leve na hora de dividir com o povo porque slide de fotos de viagens alheio é interessante só até um certo ponto. As sombrinhas eras fofas, e eu ia comprar uma pra mim mas 1) Não ia dar pra trazer  2) O final da viagem foi meio atribulado, acabei me atrapalhando e esqueci de comprar #-o

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Já não é mais segredo que eu sou tarada por lustres, lâmpadas, luzes em geral. É um gosto novo, eu nunca liguei muito pra isso, mas de uns meses pra cá, os detalhes me chamam a atenção e é cada vez mais difícil resistir registrar os designs maravilhosos que me encontram pelo caminho.  Sem falar no charme de uma rua sem saída, que só é sem saída se você pensar pequeno.

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E entre uma perdida e outra, a gente se encantou com os vasos nas janelas. E os cataventos nas janelas. E os canais nas janelas.

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Pra guiar os passeios perdidos, pegamos o passe de visitar 12 igrejas pelo peço de 3. Foi um veneno contra a barata-tontice que estava nos assolando de andar sem destino. As igrejas nos puxavam pros lugares mais longe dos tumultos de turistas, apesar de continuar no roteiro e mais uma vez nos proporcionar a chance de admirar uma riqueza em arquitetura e materiais que não sei se a humanidade jamais verá novamente sendo criada. Os pés cansados de andar 12-14 por dia mereciam sempre um descando onde desse, mas sempre garantido de ser um lugar espetacular, essa parada  foi nos degrais da Igreja San Stae.

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E como falar da Itália e não falar de comida? Comida gostosa, pros olhos e pra barriga. Detalhe pro coco no chuveirinho, o sorvete que nem eles sabem o sabor (Puffo = Smurfs!) deveria ter experimentado! O torrone gigante, o pão-peixe, e as massas coloridas. Na maioria das sorveterias eles colocam a fruta em cima do sabor, ou enfeitam, a-do-rei.

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E por falar em comer, ficam as dicas de restaurantes (que aliás vieram daquele livro sobre Veneza que Mr. W me deu) a Rosticceria Gislon, que parecia boteco brasileiro, com uma comida boa e barata, comemos os dois por €15 o que é a maior bagatela em Veneza, onde uma coca não sai por menos de €2,80 e pode chegar a €4,50. Comi risotto de camarão com cogumelo – não deu nem tempo de esperar pra tirar foto- e Mr. W foi de bom e velho Bolonhesa (que lá eles chamavam de Ragu).

A segunda dica é da Trattoria Da Fiore que serve pratos à la Carte, baratinhos também (mas a conta já foi €25) e bem típicos de Veneza. Comi o Ciccetti que é uma seleção de peixes e Mr. W foi de polenta com camarão.

Comida deliciosa, cheirosa, linda. E tinha como resistir?

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Pra os jantares, ficamos pelo Hotel mesmo. Aliás o Hotel Splendid foi perfeito. Mr. W pegou um quarto com vista pro canal, e toda vez que passava o gondoleiro cantando, a gente ouvia do quarto. O quarto e a cama eram confortáveis, e trocavam as toalhas duas vezes por dia (o que pra gente funcionou porque o calor era tanto que precisávamos de dois banhos mesmo). Também tinha kit de tratamento pros pés no kit do banheiro, que eu usei e abusei todos os dias :-bd

No primeiro dia estávamos acabados, vimos os preços no menu e achamos razoável, então resolvemos tentar. O garçom era uma simpatia de pessoa, os pãezinhos e água servidos de graça, e no último dia ganhamos umas três entradas de graça. A comida era excelente e o ambiente delicioso. Piano ao vivo todos os dias e no dia que choveu de noite foi uma mão na roda. Recomendo mesmo que você não fique no hotel, jante uma noite lá e não se arrependerá!

Vimos a bandeira do Brasil umas 3 vezes, e em uma delas era chamando pra aulinha de Samba. Mas tinha acontecido no final de semana anterior… Tem MUITO brasileiro lá , ouvi mais gente falando em português do que em inglês :D E a foto do meio são as máscaras genuínas mesmo, feitas enquanto você vê os artistas trabalhando nas lojas autênticas de Papier Mache.

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No último dia, finalmente fomos aos dois primeiros lugares que o livro fala que não é pra sair de Veneza sem visitar. A Basílica e o Palácio Ducale (comentários na página de viagens)

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E num piscar de olhos era hora de irmos embora. Na volta, perdemos o ticket de barco do Mr. W w tivemos que comprar um novo. Achei no meio do passaporte quando estava pegando pra apresentar pra imigração Italiana #-o

Foram 4 dias deliciosos, compramos lembracinhas (de vidro Murano, específico de Veneza), comemos muito, andamos mais ainda. O tempo colaborou imensamente pra experiência e tomamos chuva com gosto. Com certeza repetirei a dose se um dia tiver a oportunidade.

E pra quem achou que escrevi demais, vocês não viram o relato que fiz por dia com detalhes tim-por-timtim, mas esse só vai ser escrito no diário de papel, com caneta e para minha própria recordação, porque de novo, relato de viagem dos outros não é refresco não :))

Pra quem tiver mesmo planejando a viagem à Veneza, tem resumo das recomendações aqui.

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