E claro que topei participar, tem como recusar uma causa dessas, tão importante? Ainda mais um assunto tão importante nos dias de hoje aonde educação é sempre apontado como um dos milhares de motivos porque comportamentos têm sido tão violentos.
Isso me pegou pensando porque estudar valeu a pena pra mim?
Acho que sempre tive medo do que aconteceria comigo se não estudasse. Sempre me afundei nos livros, sempre me interessei pelas aulas, sempre fiz questão de decidir o meu destino. Sempre ouvi muito aos meus pais, aos seus conselhos, e seguindo seus exemplos (meus pais fizeram faculdade enquanto a gente crescia) admirava a vida que construíram para eles baseados em seus estudos.
Vamos voltar na máquina do tempo, e ver o que aconteceu lá, 32 anos atrás
Com 4 meses de idade, já ia pro berçário. Minha mãe teve que voltar a trabalhar depois da licença maternidade e sei que ela sofreu a separação da bebê (ela conta que ligava pra escolinha querendo ouvir se eu estava chorando, e me ouvia cantando no fundo ). Até os 6 anos de idade, ia pra escola para brincar com outras crianças, mas aprendi o básico e comecei a ser alfabetizada. Sabe do que me lembro? De “pernoites”, das brincadeiras, das professoas que brincavam ensinando (ou ensinavam brincando?).
Dos 7 aos 12 anos, estudei na mesma escola. Amava todas as aulas, as lições de casa, as festas comemorativas, as feiras de ciência, as “olimpíadas”. Ganhei prêmios de redação, xadrez, dama, handebol. Estudava pesado, e como resultado, apareci mais de uma vez no quadro de honra. Fiz parte do time de handebol da escola e ficamos em segundo lugar no campeonado de handebol de São Paulo. Uma vez esqueci de fazer a lição de casa e comecei a chorar, por ser boa estudante, a professora me usou como exemplo que não passaria castigo porque eu sempre fiz tudo tão certinho que merecia ser desculpada daquela vez. Brincava MUITO e as histórias para contar são infinitas.
Dos 13 aos 14 anos fui para escola pública. Apesar das atividades não serem tantas como na escola particular, os professores eram excelentes. Tínhamos aula no laboratório (ainda lembro a primeira vez que vi os gominhos da lanranja no microscópio), festa junina, e os melhores recreios que me lembro. Foi quando comecei a paquerar garotos, e a escola também me ensinou o que estava acontecendo comigo, e que eu estava começando a virar gente grande.
Dos 15 aos 18, comecei o período mais pauleira dos estudos. Graças a ser uma estudante – no sentido completo da palavra – consegui entrar em uma das escolas técnicas públicas mais difíceis de passar no vestibulinho. A antiga Federal. Passei e lá reecontrei uma amiga que estudou comigo da 3a até a 6a série. Quem diria! Por ter sido estudante, a vida já estava facilitando a minha passagem pelo colégial técnico que era mais como uma faculdade. Foram os anos de estudo mais pesados da minha vida. Estudávamos até ficarmos esgotados. Ir para a Escola era rotina que na maioria começava cedinho e só terminava de noite (e incluía sábados!), senão na classe, estudando na biblioteca, fazendo projetos no laboratório, jogando basquete na quadra, ouvindo walkman no saguão, fazendo coisas básicas que me formaram quem hoje sou. A paquera nessa época ficou mais forte e conheci o que era o amor. Conheci muita gente bacana, que levo pro resto da vida como amigos verdadeiros. Pessoas de bem, que hoje em dia têm sucesso em suas vidas. Experiências e histórias que escreveriam um livro ao invés de um post no blog.
Aos 17 anos, graças a ser estudante, consegui estágio na ainda então Telesp, que depois virou Telefônica. Tive que prestar concurso público e fui chamada na segunda leva de pessoas convocadas. Estudei durante o 3o ano na Telesp (trabalhava de manhã e estudava de tarde), por estar na Federal, fui chamada para ir fazer estágio em uma multinacional durante o último ano, na época ainda AT&T, que depois virou Avaya. Trabalhei no estágio por 2 anos, e por não ter faculdade, não fui efetivada com a Avaya, mas com uma empresa que prestava serviços para eles.
Um amigo que trabalhava comigo na Avaya então me chamou para ir prestar vestibular com ele na UNIP. Fui com compromisso, e passei na primeira chamada. Continuei trabalhando de dia e estudando de noite. No último ano, fui chamada para trabalhar na Siemens, que oferecia treinamento nos Estados Unidos e uma estrutura melhor de vida pessoal.
Por estar terminando a faculdade, consegui um salário melhor. Por ter feito Federal (e o nível das aulas de inglês lá ser excelente apesar de ter sido somente dois anos) fiz treinamento nos Estados Unidos e trabalhei na Siemens até decidir vir para Inglaterra.
Chegando aqui, aos 23 anos, fui estudar de novo! Fiz 6 meses de aulas de inglês até conseguir meu emprego. Porque eu tinha um histórico profissional tão bom, fui chamada para trabalhar na Siemens daqui (sem relação com o emprego do Brasil hein?). Nas entrevistas, era difícil convencer as empresas que trabalhei e estudei ao mesmo tempo, tinha que provar, mas era admirada pelo esforço e pela conquista.
Ainda pensando que precisava mais, fui fazer Pós. Dois anos pesados de novo, aprendendo, pesquisando, fazendo projeto de tese.
Depois da pós, decidi ir aprender outras coisas, como vocês sabem, hoje faço aulas de canto e teclado. Quero aprender muito mais.
Acho que por tudo isso, e por todas as coisas boas que posso listar que aconteceram na minha vida devido ao fato que eu estudei, não tem como negar os benefícios do porque vale MUITO a pena estudar. Ir para a escola é muito mais do que só aprender a decorar matérias que podem ser chatas. É aprender como lidar com a vida, com o mundo ao redor, como pensar por você mesmo, como aproveitar os momentos de brincadeira, de alegrias.
Nem que seja para termos a escolha de não fazer nada com o que estudamos. O problema é querer fazer algo que requer estudos e ter a opotunidade negada. De ter que rechear o tempo que você estaria aprendendo alguma coisa com algo que te traria tantas coisas boas quanto a de ir para a escola.
Claro, existem vários problemas com o sistema de educação no mundo. Não estou negando isso. Mas esse post foi para listar o porque vale a pena ir para a escola. Mesmo com seus problemas, pra mim ainda ganha de abandonar um futuro que nunca saberia como seria se não fôssem por aqueles momentos maravilhosos de minha infância, adolescência e vida adulta.
E olha, o ponto a ser feito é tão importante que estou até quebrando a regra de não publicar fotos comigo por aqui. Essa foto foi tirada em 1998, depois de um dia de estágio, fazendo projeto no laboratório na Federal. Tão novinha e tão magrinha aos 17 anos, mas só por causa dela, é que a mulherão Lelei aos 32 existe hoje
Não tem como. Tentei ignorar o fato no blog – como muitos companheiros de blog fizeram – mas minha cabeça e suas caraminholas ganham a luta. E esse “blog é sobre nada” (roubando a terminologia de Helô e Marina) mas ao mesmo tempo é sobre tudo que se passa nessa mente criada por pais de direita, irmã e namorado de esquerda, e que tenta justificar as coisas difíceis de entender para quem teve um passado fácil de viver. Esse blog é uma das válvulas de escape para eu não acabar “fundindo a cuca” como diziam meus pais quando eu queria ficar estudando por muito tempo (sim, sou CDF e daí ) então dedos à obra e ao desabafo!
Preciso dizer que o tempo me ensinou muita coisa sobre a imprensa. As lições são muitas, mas a mais importante e relevante nos casos de tragédias, é esperar. Esperar até que as especulações se acalmem, a poeira do choque se abaixe, e as notícias comecem a fazer mais sentido.
Com o tempo, tudo faz mais sentido, se você conseguir manter a frieza de se distanciar das emoções que o noticiário quer instigar em você – o famoso inconsciente coletivo - para te prender aos números do IBOPE, às vendas de jornais e aos acessos de seus websites. No começo tudo é sensacional. No mau sentido, mas mesmo assim, sensacional. Pessoas são transformadas em monstros. Empresas são transformadas em instrumentos diabólicos que só servem para destruir a vida de todos. Partidos políticos são transformados em mecanismos de pura corrupção. Com o tempo você começa a ver que não é bem por aí. Ninguém nem nada se transforma em algo puramente ruim e negativo da noite para o dia.
Existem quatro assuntos que quero discutir no blog. News International e suas traquinagens, o ataque de Oslo, a fome na África e a morte de Amy Winehouse. Para não ficar muito cansativo (tanto para leitura quanto para escrever) vou fazer um de cada vez. O primeiro é sobre o ataque em Oslo.
Na sexta, quando as notícias estavam quentes, Regina26 (que aliás me surpreendeu por ter sido a única que comentou o que aconteceu) escreveu no Twitter
“Acabei de ver na Tv as imagens do atentado em Oslo. Será que algum dia isso vai parar? Por que matar, ao invés de sentar e conversar?”
Respondi que era um assunto complexo, mas que concordava que deveria sim ser tão simples quanto sentar e conversar. Minha concordância foi relativa ao fato de que eu sei que o mundo não é feito para tanta ingenuidade, mas ainda assim espelharia minha utopia, sobre a qual falei aqui. Mas como falei naquela época, Utopia é algo que sabemos que não é atingível. Na época, adorei a explicação de Mauro, comentando no mesmo post:
“- Infelizmente, não acho que isso vá acontecer porque a humanidade no final das contas é um bando de gente egoísta e que não está nem aí para com quem está fora da sua “turminha”. A gente evolui como animais sociais, mas isso normalmente implica viver em grupos pequenos. A gente se importa com a família e os amigos próximos, mas normalmente está pouco se lixando com quem está em outros países ou mora na cidade ao lado, afinal eles são só “estatísticas” ou mais ou menos “conceituais” para a gente. Tipo, se eu mal consigo imaginar alguém que mora no Kazaquistão, como é que vou sentir simpatia real por essa pessoa, comparada com, por exemplo, meu vizinho?”
Depois que Mauro acendeu a lampadinha na minha cabeça, o mundo e suas coisas com as quais não concordo passaram a fazer muito mais sentido. Desde idéias e discussões de amigos, da família, dos vizinhos, até – o que sob o nosso ponto de vista são – atrocidades que acontecem pelo mundo. E para passar a entender mais ainda essas atrocidades, basta se colocar do outro lado da moeda, a ver as coisas de um outro ângulo. Todos os “loucos” têm o seu pouquinho de sanidade também, as suas justificativas exageradas para ações que não são consideradas normais por nós, considerados normais.
Nesse caso específico, após ler alguns poucos artigos sobre o assunto e ouvir as notícias curtas dadas no rádio que toca na maioria música,percebi a similaridade com o caso da Escola do Rio. O mesmo caso que me fez desabafar sobre a Imprensa.
A similaridade é um indivíduo que em um surto entre realidade e fantasia, misturou seus pontos extremos com uma doença mental e acabou afetando pessoas inocentes em sua busca de uma vida melhor. Sim! Porque ele jura de pés juntos que fez o que necessário para uma Europa melhor, livre da invasão islâmica e imigrantes ilegais. Já ouviu essa história antes? Um certo senhor chamado Adolf Hitler, querendo limpar a Europa dos judeus e não-caucasianos? Pois então. É primeiro necessário entender que na cabeça dele, seus ideais são corretos.
Meu ponto aqui se dividem em dois:
- Influência da mídia de que você deve lutar pelos seus sonhos e pelo mundo que deseja
Três dos meus filmos favoritos são Matrix, V de Vendetta e Mais Estranho que Ficção. Ambos lidam com a idéia de que você deve sair da cadeira, e fazer algo pelo mundo que deseja ver. Se fôr criar uma revolução, e eliminar quem não concorde com os seus ideais, que assim seja.
Também adoro os ideais de Rage Against the Machine, com suas músicas revolucionárias que cantam coisas como:
So called facts are fraud – Os “fatos” são fraudes
They want us to allege and pledge – Eles querem que nos aleguemos e assim prometamos
And bow down to their God – E nos curvarmos diante de seu Deus
Lost the culture, the culture lost – Perder a cultura, a cultura perdida
Spun our minds and through time – Virou nossas cabeças e durante o tempo
Ignorance has taken over – Ignorância tomou seu lugar
Yo, we gotta take the power back! – Temos que tomar o poder de volta!
Bam! Here’s the plan – Bam! Aqui está o plano
Motherfuck Uncle Sam – Estados Unidos FDP
Step back, I know who I am – Dê um passo para trás, eu sei quem eu sou
Raise up your ear, I’ll drop the style and clear – Abra seus ovidos, Vou pingar algum estilo e limpidamente
It’s the beats and the lyrics they fear – É a batida e a letra da música que os amedronta
The rage is relentless – A fúria é implacável
We need a movement with a quickness – Precisamos de um movimento rápido
You are the witness of change – Somos as testemunhas da mudança
And to counteract – e para contra atacar
We gotta take the power back – Temos que tomar o poder de volta
Gosto também de Muse, Green Day, Legião Urbana, Paralamas, Titãs, Caetano, Gil e Tropicália. Claro, da época que falavam mais de governos do que de corações partidos.
Então não seria o certo começar uma revolução agora mesmo? Me juntar aos que pensam como eu e tomar o mundo de pessoas que não concordam com os meus ideais? Protestar não ajuda em quase nada quase sempre, e mudar o partido no poder só faz outras pessoas que se vêem cegas pelos próprios interesses controlar a maioria.
Então porque vivo essa vida hipócrita, que não me deixa lutar pelo meus sonhos, pelos meus ideais de uma maneira mais agressiva assim como escuto meus ídolos cantarem pra mim, me mostrarem em filmes e escreverem em livros?
Pode ser por pura preguiça, e pela ilusão de achar que uma andorinha não faz verão, mas acho que na verdade é mais pelo fato de que:
- Somente excessões têm a capacidade de matar a sangue frio, não importa qual motivação.
Não é mais do ser humano ter o instinto de ter que eliminar o lhe ameaça. Deixamos essa característica animal, lá trás no tempo dos homens da caverna. Essa necessidade de ter que matar para conquistar o que queremos é o que nos faz viver em sociedade, e termos a capacidade de conversar, de discutir, de tentar chegar um senso comum e mesmo se não chegarmos, de “concordar em discordar”, e seguir a vida em frente.
Claro existem suas excessões. Nossa evolução ainda não se completou. Ainda temos necessidade de comer, beber líquidos. Ainda temos de depilar a perna (aliás, a evolução já deveria ter dado conta do recado né, fala sério ) e temos a necessidade de dormir para suprimirmos a necessidade de descanso. Ainda somos animais, em muitos aspectos.
Mas assim como existem excessões da evolução para essas necessidades, existem excessões para aqueles que por um motivo ou por outro ainda têm essa característica em sua personalidade, em sua mente, em suas ações.
Na minha santa ignorância, os motivos que causariam tantas tragédias seriam:
1) Uma infância ou vida adulta conturbada
2) Doença mental (como esquizofrenia ou paranóia, por exemplo)
3) Necessidade (de sobrevivência, a questão de vida ou morte, auto-defesa, ou auto-subsistência)
Qualquer um dos três acaba explicando os casos isolados de violência contra outra(s) pessoa(s). O que explicou casos de matança no cinema em São Paulo, o caso da escola no Rio, atiradores nos Estados Unidos e provavelmente o que vai explicar o caso de Oslo é o ponto da doença mental.
O que explicaria casos do Nazismo, seria a combinação da mente doentia de Hitler, que encontrou em seus seguidores o motivo da sobrevivência. Os alemães tendo vindo da perda da 1a Guerra Mundial e se vendo ameaçados pelos judeus, seguiram Hitler em seus ideais, cegamente (mais ainda assim com suas exceções humanas, com pessoas que ofereceram abrigo a judeus e salvaram muitas vidas!).
Agora, a guerra motivada por Islamismo x Ocidente é um pouco diferente. Aí temos uma mistureba de motivos, e a sede do Ocidente de manter as guerras acontecendo por uma outra tendência que vem com o Homo Sapiens. A ganância e ambição. Os Estados Unidos e o Reino Unido ainda precisam do dinheiro que a guerra gera. A venda de armamentos ainda é um comércio muito grande para abrirem mão. O que é triste, mas na realidade o porque a Guerra não acaba nunca. E acaba gerando mais motivos de criação de terroristas que nascem em crescem em território de guerra e acreditando que devem ter uma vingança e retribuição, criando assim um círculo vicioso.
Existe uma saída?
Sim, imprensa PRECISA largar essa coisa que denominar pessoas de demoníacas, como isso explicasse o ocorrido e como se as escolhas fôssem delas de cometer esses atos horrendos. É preciso começar a aceitar doenças mentais como algo grave da condição humana. Oferecer triagem, tratamento e inclusão na sociedade.
Um ponto positivo é que parece que aprendemos sim com o Nazismo. Hoje já não é aceito como normal e não acredito que cresceria aos níveis que vimos no passado.
Ainda é necessário endereçar o problema da inclusão de imigrantes na Europa (escrevi que já era um problema em 2010, no blog da Denise), que é o que fundalmente tem ameaçado os nacionais e feito com que sintam medo do diferente e achem que mulçumanos e estrangeiros representam o mal e deve ser eliminado – a famosa direita fanática, que claro é a minoria, ainda que ameaçadora. E a culpa de quem é?
Bom temos governos que fazem uma bagunça de todo o processo de imigração, e de novo – olha só a surpresa – imprensa de baixo calão com manchetes sensacionalistas e exagero para negativizar estrangeiros, são a fórmula para desastre acontecendo no momento.
É preciso achar outras saídas ao invés de depender no dinheiro da Guerra para conseguir fazer seu país sair da pendura!
A única saída pessoal que achei por enquanto é seguir as palavras de Ghandi, que são as que mais me fazem sentido. “Seja a mudança que quer no mundo” . Tenho outros planos, mas enquanto meu traseiro não sai do sofá para agir, seriam somente conjecturas.
Por enquanto tento fazer a minha parte no que eu acho que é bom. Não fazendo o que eu acho que é errado. Eu acho que é errado confrontar outras pessoas de maneira agressiva e fanfarrônica (confesso que ainda estou mudando essa tendência, assunto pra outro post talvez?). Se um dia tiver filhos, ensinarei a eles meu ponto de vista e tentarei dar um lar estável e seguindo meus ideais. Quando tenho a oportunidade, espalho meus ideais por aí, pra quem quiser se juntar. Mas principalmente mudo meus ideais a todo tempo, quando acho que outros fazem mais sentido. Sou maleável, porque acho que todos deveriam ser maleáveis. É uma jornada conflitante e cheia de ficar em cima do muro por um tempo (às vezes por um longo tempo) – o que é mal visto nos dias de hoje, como se fôsse um defeito, infelizmente.
Mas é a mudança que eu gostaria de ver no mundo, um mundo mais tolerante, e com mais paciência.
Deixo o vídeo abaixo, para ilustrar a idéia, sem nenhuma palavra sequer necessária.
Semanas atrás, numa conversa no Twitter entre a Cláudia, Natalie, Carina, Patricia, Carmem e Marcie, surgiu a idéia de listar os lugares que cada uma considerava “viu-tá-visto”. Aí a conversa evoluiu e dedidiram fazer também uma segunda lista – com cidades ou países para onde voltariam sempre. Como a idéia parecia boa, uma comentou aqui, outra comentou ali… no fim, a notícia se espalhou e conquistou dezenas de adeptos. Diante disso, decidiu-se fazer uma blogagem coletiva. E eu, como a entrona que sou, me intrometi na festa também
As cidades pra onde não pretenderia voltar:
Ok, preciso reassaltar aqui que pode ser que eu ainda volte para cada uma dessas cidades um dia desses. Principalmente porque a maioria das viagens foram feitas sem Mr. W, e é claro que como ele tem curiosidade para conhecer algumas delas, eu sempre me disponho a ir de novo! E confesso que repetir mesmo sem querer, também tem seu valor. Por exemplo, o repeteco da Bélgica proporcionou conhecer novos lugares escondidos e perceber novos detalhes que passaram batido. A experiência de ir com uma compania diferente também faz parecer outra viagem! E claro, como eu não escrevi sobre essas viagens nos blogs anteriores (foi na fase de blackout de blog pra mim – por diversos motivos ) a memória acabou se dissepando, e foi legal dar uma renovada.
Outro motivo que me faria visitar esses lugares é que existem amigos morando lá, e esse motivo sempre é nobre!
Mas em geral, os lugares que deixaram marca mas que não necessariamente me forçariam a ir de novo, deixando tempo e dinheiro para serem gastos com outras viagens, seriam:
- Itália: Veneza (fui com Mr. W, então provavelmente não precisaria repetir mais!)
- Portugal: Porto e Lisboa
- Egito: Cidades Turísticas (Cairo, Luxor, etc…) e Hurgada – cidade de praia
- Grécia: Atenas
- França: Bordeaux
- Holanda: Amsterdam
- República Dominicana: Passeei pela capital e cidades costeiras
- Estados Unidos : São Francisco e cidades na Flórida
- República Tcheca: Praga
- Áustria: Vienna
- Reino Unido: Belfast, Newcastle.
- Brasil: Rio de Janeiro. E eu sei que vou voltar lá, para o Carnaval, um dia desses
E na segunda lista, as cidades que realmente amei pra onde pretendo voltar:
Na ressalva dessa listam ficam os motivos de eu não querer repetir cidades, mesmo que esteja nessa lista, é simplesmente que eu ainda não ganhei na loteria, é preciso dinheiro e tempo, e às vezes sinto como disperdício visitar um lugar de novo quando poderia estar vendo algo completamente novo Mas se um dia ganhar na loteria, ou Mr. W quiser visitar uma dessas, já está na lista!
- Islândia – ok ok é o país, não uma cidade em particular A Islândia até agora é o meu lugar favorito para turismo. É diferente de tudo que já vi. A paisagem natural é de tirar o fôlego e eu realmente gostaria de ir de novo e de novo vistando lugares diferentes do país. Já estamos planejando a viagem para ver a Aurora Borealis o ano que vem, e já é um repeteco que vai valer a pena. Na primeira vez que fui, foi no verão e a Aurora Borealis só acontece no inverno! Vamos ficar no Sul no país dessa vez, então talvez se fôsse novamente seria para vistar o Norte do país. Mas não sei se iria novamente, é bem BEM cara, e talvez daria prioridade para ir a outros lugares que ainda falta visitar.
- Espanha > gostaria de voltar para Alhambra, Barcelona e Pamplona (principalmente na época da Festa de São Firmino): Foi uma viagem que fiz de carro, e que foi cansativa mas ainda assim uma delícia. Por ter sido correria, não aproveitei muito os passeios turísticos e me lembro de estar bem cansada durante toda a viagem – que foi feita durante o pico do verão e de carro. Gostaria de voltar com tempo, e aproveitar ser estar muito cansada. Alhambra é pequenina, mas gostaria de visitar o Palácio Mouro novamente que é lindo! Em Pamplona, a atmosfera da festa de S. Firmino (que coincide com a corrida dos trouros) é espetacular, me lembrou festa junina, e gostaria de ir de novo um dia desses, vestir a roupa branca com o lencinho e cinto vermelho e cair na farra!
- Portugal > Algarve – O Algarve é lindo e barato. Resorts com praia e campos de golf, mais comes e bebes deliciosos combinados com as praias estupidamente paradisíacas, me convenceriam voltar qualquer dia do ano!
- Itália > Roma - A-m-o a Itália. Fiz Roma, mas em um final de semana, e ficou faltando fazer Capela Sistina e mais um monte de lugar legal pra visitar. Com certeza ficou gostinho de quero mais! Talvez faria com mamis e papis se eles vierem o ano que vem? (olha a direta e reta aí )
- França > Paris - Já fui duas vezes, e iria de novo! Paris é uma das cidades que nunca me cansarão. Tanta coisa pra fazer ainda, e é sempre um prazer, mesmo com o mau humor do parisiense, nunca se é triste naquela cidade.
- Estados Unidos > Las Vegas – Eu adorei Las Vegas, não consigo explicar muito o motivo. Eu sei que é uma cidade artificial, movida a apostas, o que não é o melhor hábito no mundo. Mas me diverti muito lá, apesar de sofrer por não estar perto da família (foi minha primeira viagem para fora do país, e passei uma semana fora, acho que foi quando cortei o cordão umbilical de vez, aos 18 anos) , o que me fez aproveitar a viagem um pouco menos. Adoraria ir de novo agora que estou mais crescidinha E gostaria de ir ao Grand Canyon de novo, talvez até para acampar!
- Reino Unido: Têm as cidades dos castelos, que sempre me conquistam: Kenilworth ( Warwick Castle), Maidstone (Leeds Castle) e Cardiff – capital do País de Gales. Também voltaria para Newcastle e Glasgow, cidades que fui a trabalho, então não deu muito tempo de passear. Adoro a Escócia e sempre voltaria para Edimburgo e a região do lago Ness. E claro, a cidade do coração, Londres, que sempre me dá a impressão de não ter feito tudo possível naquela cidade
- Brasil: Faria o Nordeste de novo, e a explicação seria, porque não fazer? O Nordeste é tudo de bom!! (Fiz SP-Porto Seguro de carro, parando em várias cidades, mas com certeza iria a Porto Seguro e Jericoacara de novo!) E sempre faria o Guarujá, já fomos 2 vezes e Mr. W adora. Eu gosto também. É limpinho e tranqüilo, sempre perfeito para colocar os pés pra cima e não pensar em nada, nem em roteiro de férias!
Aqui embaixo estão todos que escreveram sobre isso hoje, sempre bom ter uma segunda opinião, depois vou espiar quem concordou comigo e quais diferenças saíram!
Esse ano meu aniversário caiu em um feriado, então resolvemos aproveitar a deixa e fazer as malas novamente. Feriado aqui é coisa rara (só temos 10 esse ano) e sempre tentamos aproveitar o máximo quando a folhinha deixa. Depois de muito debate, vai-e-volta com mudanças de idéia, batemos o martelo em irmos para a Bélgica.
Apesar de eu já ter visitado o país há muitas primaveras atrás, valeu a pena ir de novo. Passamos por lugares que eu não tinha visto da primeira vez, e ter ido na Primavera foi uma experiência completamente diferente de ter ido no Outono. O calorzinho, as flores, o bom humor das pessoas, muda qualquer lugar depois dos temebrosos (e deliciosos, no meu ponto de vista) invernos.
Always looking up
Grey and beautiful
Golden
From Hotel Doorsteps
Not sure, but is pretty, so here's a picture anyway
Twin Towers
Proud
Covered
Horses and Trees
Mischievious
Bruxelas
Bruxelas é a capital da Bélgica (e da Europa, por ser onde está a sede da União Euopéia), e como tal, tem alguns problemas de cidade grande. Algumas estações de metrô cheiram a xixi e têm mendigos dormindo no chão, existe bastante sujeira nas ruas e pixação também, mas mesmo assim é uma cidade linda.
Sua arquitetura me remete aos contos de fada, uma delicadeza, perfeição, beleza. Seus museus, igrejas e jardins são imponentes e uns dos mais bem cuidados por onde passei. Bruxelas meio que representa o que costumava pensar que era a Europa antes de eu conhecer esse lugar fascinate.
Passeamos bastante a pé pela cidade, usando o mapa que o Hotel deu pra gente, e descobri um monte de lugares que não fui na primeira vez. Estava tendo festival de Jazz (de graça na Grand Place, era só chegar, achar uma cadeira e sentar assistir) e a Maratona de Bruxelas.
O legal foi ter visto Manneken Pis, o menino de bronze que faz xixi, vestido com uma roupinha especial, o que acontece só algumas vezes no ano, em ocasiões especiais. Existem muitas lendas quanto a origem do boneco, a mais famosa é que o Duke Godfrey III de Leuven. Em 1142, as tropas de um menino-lord de 2 anos de idade estavam em uma batalha contra as tropas de Berthouts e o colocaram em uma cesta, pendurando-a em uma árvore para mantê-los encorajados. De lá, o menino começou a fazer xixi nas tropas inimigas, que enevtualmente perderam a batalha! (tirado do Wikipedia)
Foi da Bélgica que ligamos pro Brasil para parabenizar a maninha (que faz aniversário no mesmo dia, por alguma mágica dos meus pais :D) e onde Mr. W me levou jantar a comida mais deliciosa de toda a minha vida.
Ahead of the Sun
Building-bridge
Always with me
Different angle
Who said it always have to be blue?
Short hair
Brugges
Bruges é uma cidadezinha fofoleta, que deve ser a segunda mais visitada na Bélgica. Suas igrejas, praças e o canal que corta a cidade é um deslumbre pra qualquer lua-de-mel. Na primavera ficou ainda mais colorida, e romântica. Passeamos mais ou menos umas duas horas por lá, e de novo descobri cantos que não tinha visto da última vez. Foi a cidade que mais ouvi Brasileiros turistas. Foi lá que James tirou a foto do anel que levei pra usar, foi Mamis que deu de aniversário enquanto eu estava no Brasil, e levei pra me lembrar de todos eles durante o aniversário.
Black
The same, but different
Laughing
Once upon a time...
Fun
Sneaky snekaky 2
Ghent
Ghent é minúscula e virou piada entre a gente que é a cidade que tem mais igrejas por m2. Tinham umas 6 num espaço de 4 quadras! E todas lindas. Ghent também tem canal (que não me lembro ter visto da última vez), e estava meio sob reformas, o que encurtou o passeio, passamos uns 40 minutos por lá.
Half each
Cute food
One of millions
Dad
Take your pick
Three of millions
Wafflicious
Is that enough?
Guloseimas
E não seria Bélgica sem as muitas lojas de chocolate, doces, bolos, waffles! E sim sim, Bélgica tem 250 tipos de cerveja! principalmente com sabores de frutas, e a minha favorita é a de morango. Mas não tomamos lá, comprei 3 garrafinhas e trouxe pra tomar em casa mesmo.
Ah sim, como de costume, para ver as dicas da viagem, clique aqui. E ainda mais fotos aqui
Enfim, foi um aniversário delicioso, cheio de história pra contar e com dias super bem vividos e aproveitados, o que mais poderia pedir?
Minha única decisão do post-it de Janeiro foi “tentar sofrer menos, me machucar menos, e assim enfrentar a vida de frente.”
Depois que voltei do Brasil percebi que a Internet estava sendo uma das grandes causadoras de eu me machucar. Mas dessa vez peguei a caraminhola de jeito antes que ela pudesse crescer demais e dar cria. Ok, entendi a brincadeira do Twitter e Facebook errado, achei que era um mini bate-papo, que tinha que ler tudo que se passava, e dar meu pitaco em todas as conversas.
Claro que a combinação de alguém que não entende regras do jogo e que não tem thick-skin*, não deu muito certo. Mas me lembrei do post-it e decidi “arrumar um tanque de roupa pra lavar” como diria a minha mãe para resolver essas ‘frescuras de quem tem tempo de procurar pelo em casca de ovo’. Então Twitter agora é só de relance durante o dia, Facebook – menos ainda. Também mudei minha atitude em aumentar a rede social, e agora, para não ser mais ignorada quanto a pedidos de ‘ser amiga’ espero virem até mim, e com a mesma facilidade que adiciono também tiro, se a ‘amizade’ não estiver sendo frutífira (já escrevi sobre isso no meu blog anterior, mas o lembrete – pra eu mesma – é sempre bom).
Meu tempo agora está sendo dividio entre meu trabalho (que está pegando fogo), comunicação com os Amigos (email, telefone, MSN, Skype, mensagem no facebook, sinal de fumaça, torpedo, vale tudo) , cuidar da decoração e jardinagem da cave, sair passear, viajar, VER os amigos por aqui, jogar video-games…
Também comecei minhas aulas de teclado e canto, e tenho que praticar quase toda noite, e tenho que confessar, estou amando. Sair da distração hipnótica da vida virtual, da necessidade de ter a reciprocidade de estranhos realmente se pagou. Agora acho que estou seguindo as regras da brincadeiras como deve ser, sem levar muito a sério, e respondendo quando dá na telha e quando dá tempo.
Prioridades que ainda preciso cuidar, mas estou quase lá, é ler mais os blogs da minha lista e telefonar mais para meus pais e minha irmã, ao invés de ficar só no e-mail – ok, o fuso também não ajuda vai . Mas estou quase lá. A sensação de ter uma vida organizada e fazer tudo o que é prioridade é impagável, e conseguir priorizar o que realmente eu quero fazer (e não o que eu preciso fazer, ou ditado pelo que outros dizem o que deveria ser o que fizesse) é indiscretível.
Talvez isso seja natural para algumas pessoas, porém para pessoas como eu, que têm a tendência de se emergir em distrações é um perigo! Mas achei o caminho, aleluia!
A dificuldade ainda é deixar de responder quem entra em contato comigo. Tenho a impressão de que estaria deixando o povo falando sozinho e vou lá e respondo mesmo. Mas minha naturalidade stalker* de ter que dar minha opinião e me intrometer em tudo que é conversa, e principalmente das que não são parte da minha panelinha (sim porque rede social tem MUITA panelinha), ficou pra trás.
Semana passada, caiu no meu colo o vídeo da Bianca, e ela discutia os motivos escondidos de queremos ajudarmos os outros, e porque nos machucamos quando a ajuda, ou a mãe extendida, ou a palavra oferecida não é recíproca. Em Julho do ano passado postei uma reportagem que caiu no meu colo quando eu passava por uma crise terrível, e guardei para sempre ler quando tivesse recaídas, é ótimo na vida real também e aprendi a dizer muitos nãos depois de ler isso (não lembro de qual revista tirei).
Clique para ver maior e original em Inglês
5 maneiras de ser uma pessoa melhor
Se você seguir esses passos corretamente, eles não só o levarão ao céu – eles também o manterão longe dos médicos!
Imagine um cenário: Você achou uma caixa de pílulas mágicas que garantem:
a) Reforçar seu sistema imunológico
b) Impulsionar sua auto-estima
c) Liberar anagélsicos naturais no seu corpo
d) Reduzir stress
e) Te dar uma carga de adrenalina
Você acharia que acabou de tropeçar no Santo Graal da saúde, certo? Bem, a boa notícia é que você já tem esse remédio. Tudo que você tem a fazer é praticar um gesto bondoso por dia. E aqui está como conseguir o seu “um por dia”
1. Examine minuciosamente seus verdadeiros motivos
Pergunte a você mesmo “Eu ainda faria isso se ninguém soubesse que estou fazendo?” Se você está fazendo algo para fazer você mesmo se sentir ou parecer melhor, você não vai conseguir os mesmos benefícios para a sua saúde, alerta a Psicóloga Dra. Anna Collins. 2. Eleve-se acima de pessoas ingratas
E você acabou de segurar a porta para alguém e eles voaram por ela sem dizer “Obrigado”? Não se irrite ou você vai desfazer o aumento de saúde. “Você não pode controlar as ações de outras pessoas, então é fútil brigar sobre isso” Diz a Dra Collins 3. Domine seus humores
… e não desconte nos outros. “Apesar de sua criação ou estado de espírito serem influências em seu comportamento, ele é fundamentalmente sua escolha” diz Dra Collins. “Se você foi vítima de indelicadezas quando criança, você é suscetível a usar a mesma reação como um mecanismo de defesa, você é capaz de mudar isso” 4. Lembre-se, esses passos são melhores que um cafézinho
Cientistas dizem que pessoas que ativamente procuram ajudar aos outros são mais enegéticas. Então pode-se concluir que a parte da manhã é a chance ideal de oferecer sua cadeira do ônibus, ou enviar uma simples mensagem dizendo “Eu te amo para seus amigos” 5. Reconheça os seus limites. Existe uma linha fina entre ser bondoso e ser capacho. (aliás foi o que me levou a escrever o post e mudar minhas atitudes) “Se você se sente esgotado, exausto ou put-on*, é hora de se concentrar mais em você mesmo”, aconselha Dr. Roger Kingerlee, “Porque você está fazendo isso pelo outros? Se você tem medo de recusar ou dizer não, isso deveria soar alarm bells*”
Outra notinha da revista é sobre algo que preciso escrever aqui no blog também, sobre os sickie days (que são os dias tirados por motivo de doença, mas muitas vezes abusados) que estão diminuindo no Reino Unido, com pessoal com medo de perder o emprego por causa disso, mas como eu disse, pra pra um próximo post
*
Thick-Skin: Traduzindo literalmente, pele-grossa. Descreve a caraterística que algumas pessoas têm de resistir rejeição, ofensas, indiferença e não se afetar psicologicamente.
Stalker: Aquele que persegue, espreita (de maneira exagerada, obcecada)
Put-on: Quando as pessoas abusam da sua boa vontade, quando você é vítima de todo mundo levar vantagem sobre você
Alarm Bells: O sexto sentido, a voz dentro de você que grita que tem alguma coisa errada.
E pra finalizar o relato da viagem ao Brasil, seguem algumas notas de coisas que chamaram a minha atenção, confesso, meio que inspirado pela Lolla:
Não gostei de ver
- Povo brasileiro cada vez mais fechado – Uma das coisas que eu me gabava com o povo britânico, era a facilidade de lidar com o povo brasileiro. Que todo mundo era simpático, estranhos conversarvam com estranhos na rua, sorrisos e risadas eram compartilhados, no supermercado, na feira, no metrô. Ainda tive sorrisos, que resistiram à armagura de um povo que anda perdendo sua naturalidade. Principalmente os de minha mãe, que é uma das pessoas mais simpáticas que conheço, sempre com sorriso no olhar, e um amor e compaixão no coração que transparece em sua face. Mas encontrei muito mais rostos como o meu, naturalmente ranzinzas e fechados (no meu caso, normalmente é por timidez), pessoas ignorando a tentativa de se engatar uma conversa cabreira, fazendo cara feia, sendo antipático e duro nas lojas, trânsito, e nas ruas. Não sei se o fato de ter me mudado pro subúrbio de Londres também me fez pensar que o povo – normalmente e estereotipicamente – Europeu com fama de duro e distante se transformou. Aqui temos muito mais sorrisos, simpatia e atenção do que encontrei em muitos lugares no Brasil em São Paulo.
- Outra característica foi a perda de espontâneadade – Só consegui encontrar DUAS amigas por lá. Todo mundo tinha compromisso, ninguém podia encontrar, tudo era difícil. Alguns amigos brasileiros daqui às vezes sentem falta da facilidade que era pegar o telefone e marcar de se ver, de fazer um churrasco, de ir conversar sem ter que marcar dois meses antes. Mas se medirmos pelo povo Paulista, isso é coisa do passado.
- Nível e instensidade de violência e cobertura da imprensa: Isso eu já comentei aqui.
- De ver como homofobia é aceita de uma maneira cotidiana, como se você, por não ser homofóbico, fôsse a pessoa errada.
- Núcleo rico/pobre da novela (assisti Insensato Coração com a minha mãe, e continuo assistindo aqui pela Internet) e como isso faz parte da vida real da vida brasileira também. Conheço brasileiros dentro e fora do Brasil, que se comportam como o núcleo rico, e que tratam os outros (e algumas vezes sinto ser comigo também) de maneira como se fôssem pessoas “diferenciadas” com mesquinharia, aquele nariz empinado, aquela ignorada básica, e a secada de rabicho de olho. Claro, que o fato é mais o comportamento em si, e nem tanto de ser pobre ou rico em termos financeiros. Até a novela mesmo mostra através de Eunice. Eu sei que isso sempre foi um ponto cultural brasileiro complicado de passar por cima, mas mesmo assim ainda me incomoda, e fico pensando se a novela influencia a sociedade brasileira ou se a novela só retrata a realidade. Também fiquei pensando se talvez esse seja um dos pontos que me fazem adorar morar na Europa, onde a diferença social não é tão grande e status não tem nada a ver com os amigos que você faz (apesar de ainda existir muito preconceito contra o pessoal de nível mais baixo, mas isso eu comento em outro post um dia desses).
- Preços: Isso também foi uma observação da @senzatia, de que tudo no Brasil está mais caro. E achei a mesma coisa. Foi um dos motivos de deixarmos de viajar para longe de Sampa, e também de não trazer muita coisa. Acabei trazendo só bugigangas que não se acha aqui, coisinhas pra casa nova e lembrancinhas pros pais e avós de Mr. W. Talvez isso seja um sinal bom de que o Brasil está com uma economia forte. A libra está super baixa, acabei levando libras e trocando por reais, que deixei na poupança para evitar pegar menos ainda quando fôr em Dezembro, e a poupança está rendendo bem mais lá do que aqui. Ou então, como a @HeloRighetto disse, talvez o país esteja na moda, e isso infla os preços, com tanta gente indo morar e investir no país. De qualquer forma, sendo a cética que sou, só espero que não seja uma bolha de melhoria temporária
- Trânsito, sujeira, metrô com lentidão – Eram coisas que eu sei estavam sempre em São Paulo, mas só pioraram
O que eu gostei de ver
- Apesar de ter me chocado, e da novela ter suas coisas “erradas”, uma coisa que gostei foi como eles tratam da homofobia, e como eles incluíram lá personagens gays. Acredito que mostrar que gays são pessoas como qualquer outra, e não “doentes ou anormais” ajuda mudar a consciência e quem sabe um dia o comportamento do povo em geral? Ainda são passos de bebês, e eu não entendo do assunto o suficiente para dizer se estão falhando em algum aspecto de como tratam o assunto, mas de modo geral, gostei do trabalho que estão fazendo.
- Música do Luan Santana – Gigi adora, e eu achei uma influência bacana nela, só por evitar o funk e músicas com vocabulário vulgar, já gostei de ver ela cantando e dançando ao ritmo sertanejo.
- Sílvio Santos – Confesso que a-d-o-r-a-m-o-s Roletrando e Quem quer dinheiro? Assistíamos quase todo Domingo com minha mãe, e Mr. W até adivinhou uma das palavras que passou batido pela gente um dia (Cigarrilha!)
- Centro de São Paulo – está lindo! Incrível como é a única parte que eu vi limpa. Também está bem policiada, e iluminada. Quando minha amiga me chamou pra nos encontrarmos lá fiquei meio ressabiada, mas aceitei e não me arrependi. Fomos de metrô até lá e não teve problema nenhum! E o passeio de carro pelo pátio do colégio, Sé, Liberdade, Universidade São Franscisco, foi muito bonito e deu orgulho da cidade natal.
- Policiamento - Pelo menos no Centro e no meu bairro, na Zona Norte, teve bastante policiamento, dia e noite. Mas mesmo assim estava proibida de sair com bolsa, já que alguns ex-presidiários soltos no Enduto e mais cedo estavam fazendo alguns furtos por perto, mas mesmo assim me senti segura na maior parte do tempo.
- Cultura, comida, Páscoa - Fomos na procissão, que ao meu ver é parte da cultura brasileira. Mr. W gostou de acompanhar o pouquinho que fomos juntos. Apesar de ele ser ateu, gosta das cerimônias rituais, principalmente porque aqui no Reino Unido é bem velado e quando não se tem isso… A comidinha da mamãe (e da irmã, e do irmão em uma ocasião) uma delícia como sempre! E comemos muita pizza, esfiha, coxinha (a preferida de Mr. W), beirute, bolos, doces, pudins, pastel… Adorei como é simples ir no supermercado e comprar comida caseira, e levar pra casa! Quero um desse aqui! E a Páscoa com aqueles Ovos Pendurados no teto do supermercado? Nunca vi em nenhum outro lugar do mundo, aqui é mirrado, e ainda por cima, são vendidos na caixa, e em uma prateleira, Boo
Gostei da chuva morna, da brisa da manhã indo na hidro com a minha mãe, dos desabafos que nós duas fizemos, dos abraços e convivência com Gigi, Das risadas com meu irmão e dos almoços e papos com minha irmã. Dos bate-bocas políticos com meu pai e nossas conversas sobre Palmeiras (e qualquer futebol pra ser honesta). De assistir filme com todo mundo empilhado na sala apertadinha. De ter visto duas amigas queridas que não vi o ano passado, e colocar a conversa em dia e vê-las felizes. Dos passeios ao shopping, das viagens à praia e colocar o papo em dia com a minha vó/dinda. Do passeio à Braga City e ver a família Buscapé no seu melhor. De estar ‘em casa longe de casa’, como sempre. Mas eu tenho uma voz dentro de mim que me diz que isso só é possível porque eu volto pra casa. E cada vez que volto vê-los e passar o calor que me deixa empipocada, e ser ignorada pelas duas primas, e me supreender com os rostos ranzinzas, é essa saudade que deixa tudo mais bonito, mais colorido, mais especial e só as coisas boas ficam guardadas pra próxima viagem pro outro lado do Oceano Atlântico abaixo do Equador.
Ah! Esqueci de falar que Mr. W levou a maior sorte e foi pro Brazuca de Classe Executiva! Segundo andar, assento-que-vira-cama, comidinha chique, pacote completo. Depois que ele despachou as malas (o check-in foi feito online) e já estava indo para o portão de embarque, o pessoal da BA o chamou pelo auto-falante e ofereceu se ele trocaria a passagem Economia-plus pela Executiva, e ele nem bobo nem nada claro que aceitou né, chegou no Brasil descansadão
Também não falei que teve almocinho gostosinho com a minha ex-chefe L. , da época que eu dava treinamento. Mas somos amigas agora, e foi uma delícia vê-la de novo, depois de quase 4 anos! Papeamos muito, no Viena do Center Norte. Foi meio decepcionante, eu lembro deles melhorzinhos na qualidade da comida, mas mesmo assim valeu a pena.
A última semana foi passada a programinhas básicos, teve aniversário da Giovana na terça-feira, e eu e minha mãe a levamos para ver Rio (opinião completa depois, mas posso dizer que foi ótimo, ela a-m-o-u) , comprei um balão Hélio de Princesa pra ela (paguei a bagatela que só Madrinha que mora longe tem coragem de pagar, mas ela merece!) e depois pegamos lanchinho do macdonalds e todos os brinquedos do Rio de brinde pra ela brincar. Mr. W se admirou, concordando comigo, de como o McD é mais gostoso no Brasil!
Nessa terça foi o dia que Mr. W torceu as costas, então quarta e quinta foram meio de molho (por isso que ele não foi no cinema com a gente também). Mas quarta fomos encontrar minha amiga mais antiga, a C. A conheço desde os 9 anos de idade, e é sempre uma delícia passar um tempo com ela. Ela e o marido dela são uns fofos e nos levaram no Bar Dona Onça ali no Centro de São Paulo. Foi bem gostosinho e quero ver se volto lá com a trupe para o aniversário do meu pai em Dezembro Depois da jantinha teve passeio guiado (por eles, rs) pelo Centro de Sampa, incluindo a Liberdade e Parque do Ibirapuera.
Depois disso, os planos foram ir no Shopping D (que Mr. W não tinha ido ainda), onde compramos umas coisinhas pra trazer de presente, e Giovana ficou brincando no parquinho que eles têm lá. Era para termos ido na minha irmã jantar, mas o Levi teve conjuvite E não pudemos dar um abração neles de tchau. Mas logo logo estaremos dando o abração de Oi-de-novo
Daí teve a festinha oficial da Gigi no Sábado, onde vi minha prima e minha tia fófis de novo, e passamos mais tempos juntos. Eu tinha ido pro Brasil pra participar da festinha de Gi (eu não tinha ido em nenhuma ainda) e foi uma delícia participar de 3! =D
Teve pezinho molhado e pernocas branquelas no H2O do Guarujá
Teve admirar o marzão do mirante de concreto
Teve (ou tiveram?) os barquinhos dos pescadores
E teve o pescador solitário
Teve sentar na cadeirinha de praia e ouvir o mar fazer WHOOSH
Teve dia nublado, com paisagem esplêndida da janela
Teve menininho nos lembrando como é fácil ser entretido
Teve visita a sala de troféus da Vila Belmiro
Teve visita ao estádio da Vila Belmiro
E uma foto por cima do muro do estádio que sem querer deu certo
Teve despedida da praia
Teve comemoração da Páscoa
Teve processão
E teve nós participando das últimas paradas
Teve chocolate derretido no porta-mala do carro a caminho de Bragança Pta
E teve volta a Sampa, e flores no caminho pra hidroginástica
E no caminho também tinha Jaqueira
Teve festinha pra Gigi em casa
Teve eu e minha mãe fazendo lembrancinha pra festa de aniversário da Gigi na escolinha
Teve Churros no Bar da Dona Onça
Teve o Impostômetro, mostrando quanto o povo brasileiro já deu de impostos pro governo esse ano
Teve a boneca que quase não tiramos foto, por esquecimento, mas agora está garantida que esquecida não será
Teve a foto que foi a Gigi quem tirou
Teve mais lembrancinhas, pro aniversário do final de semana
Teve tema princesa, do jeitinho que Gigi quis
Teve Cupcake de cenoura com recheio de doce de leite
E teve fim de festa...
E foi gostinho de fim de festa mesmo. No dia seguinte, quando voltei pra minha outra casa. Domingo chegou e debaixo de chuva fortíssima voltamos pra Terra da Rainha e de Princesa Kate. Dessa vez foi sem choro, apesar do aperto no coração que veio de mansinho no avião. Mr. W – como sempre – me acalmou. O vôo foi bacana, assisti o Discurso do Rei Megamind e True Grit. Assisti mais uns seriados e continuei lendo Digital Fortress.
Cheguei em casa ainda com o vazio no peito que só quem escolhe dois lugares do mundo pra chamar de casa sabe o que é. Aquele silêncio depois da barulhada de Gigi e da família Buscapé que é difícil de acostumar de novo.
Agora já voltamos à rotina, mas as malas nos esperam ainda para serem desfeitas. Acho que prolongamos o feito, porque parece que assim não faz tempo que deixamos tantas pessoas amadas lá do outro lado do Oceano. Mas logo logo estamos de volta, e até lá vamos procurar bastante coisa boa pra fazer e história bacana pra contar! E começando a campanha pros meus pais virem visitar a caverna nova né?!
Três semanas passaram muito mais rápido do que os meses que esperei para poder retornar ao aconchego. E meu aconchego é a convivência da minha família, e dos amigos com os quais tive que aceitar um relacionamento de longe há 9 anos atrás.
No começo demora sempre um pouquinho pra eu me encaixar de novo. De 24 a 48 horas em média. Não sei se é o fuso horário, o cansaço do vôo, ou simplesmente aquela sensação de quando se volta de férias do trabalho e você esqueceu a senha do computador, ou “o que era mesmo que você tinha que fazer?”. Sempre tive isso quando retornava de férias na escola também. Sem saber muito onde foi que paramos na lição, eu sempre tive esse sentimento meio de perdida.
O vôo foi bem bacana. Decidimos desembolsar a – relativamente – pequena difer£nça e pegamos o assento no Economia Plus da British Airways. Mais espaçoso e com reclínio de banco maior. Eu fui no que é julgado o melhor assento do avião, mas achei que o vento gelado no meu pé atrapalhou o sono. Terminei de ler “To kill a Mockingbird”, assisti Cisne Negro e A Rede Social (farei o post sobre eles depois). Assisti The Big Bang Theory e dormi umas duas horinhas (entre cochilos). O vôo foi o mais tranqüilo que tive até hoje, em questões de turbulência, e de ser servida pela equipe de bordo. Achei que valeu a pena ter pago mais, e estou tranqüila por ter pago a mesma classe pra quando voltarmos em Dezembro – sim, a próxima volta ao aconchego já está marcada!
Saindo do portão de embarque, tive que esperar meus pais chegarem. Eles – como meio até de costume, porque meu pai d-e-t-e-s-t-a acordar cedo e vôos de Londres chegam todos entre 5 e 6 da matina – chegaram depois que eu saí do portão. Claro que eu preferiria que eles estivessem lá pra me receber, mas depois de uns minutos o nervosinho estressado acentuado pelo stress do vôo passou e depois de verificarmos aonde o câmbio valia mais a pena, trocamos o dinheiro que eu trouxe e viemos pra casa, e eu já estava toda de volta pro colo deles.
O carro que me esperava no estacionamento ainda era o mesmo Corsinha cinza-prata-grafite-escuro de 11 anos, que vendi pro meu pai quando fui pras Zoropa. Todos os pleitos para que ele trocasse o carro antes de eu chegar foram em vão, mas vamos que vamos.
Cheguei em casa e vi o que a mudança do meu irmão de retorno ao ninho aprontou. Estava tudo meio de perna pro ar. Mas minha cama de solteira e o quarto que dividi com ele e minha irmã por 26 anos estavam prontinhos pra minha soneca.
Soneca essa que não veio. Eu temei em ficar de pé. Tomamos café da manhã. Já na fase 1 do regime – que comecei com minha mãe para incentivá-la a entrar na dança também – e comemos queijinho branco, com mortadela light e iogurte =D Nada de pão de queijo, pelo menos por enquanto
Fui buscar Gigi na escolinha, mas depois do almoço o sono e tontura bateu pesado. O corpo não queria saber de ficar de pé não, e no embalo do cochilo da tarde de Gigi, dormi até as 5 da tarde, apesar que ela mesma acordou bem antes!
Nas próximas duas semanas, me empenheei em colocar o apartamento da minha mãe em ordem. Não sei se já contei mas ela é síndica do prédio (que na verdade são 4 no total), além de dona de casa à moda antiga: tem que cozinhar, passar, limpar, comprar, enfim, faz tudinho!! Então o que ficou meio de lado nesses últimos meses, devido à vinda de meu irmão e rolos do condomínio, foi a arrumação.
O apartamento estava limpinho, claro, mas tudo fora de lugar e muita coisa que se podia jogar fora.
Arregacei as mangas e fui pra labuta. Duas semanas de separa daqui, enpacota dali, joga fora mais um pouco, praticamente sem parar mas com algumas pausas para irmos a feira de rua, e à academia de manhã. Três vezes por semana, hidroginástica, que é o que minha mãe adora fazer. Fui com ela porque gosto também e para ter certeza que ela pegaria esse hábito antes de eu ir embora, e eu espero que ela continue!! Ela merece esse tempinho de lazer gostoso e para sua saúde é muito importante.
Também teve pausas para irmos às lojas. Fomos na 25 de março, na minha parada habitual para renovar as bijouterias. E nas lojas do bairro para comprar besteirinhas. E visitar a minha avó (a única viva) na Praia Grande. Passamos uma tarde gostosa de fofocas e colocar a conversa em dia. Fui no médico e no dentista, mas dessa vez a bronca foi só do médico mesmo, por ainda estar acima do peso!
Também fui na missa, na sessão espírita e na procissão com a minha mãe. Eu faço questão de ser companheirinha da minha mãe nessas coisas, já que normalmente ela faz essas coisas sozinhas. Mr. W também foi na procissão, que apesar de ser ateu, gosta de cerimônias do folclore brasileiro!
Sky over São Paulo
Flagrante do céu em uma tarde de outono Paulistana. Sempre tenho umas surpresas dessas!
Aliás, devido ao lerê lerê, o acesso a internet ficou escasso, e as duas primeiras semanas passaram voando, e voando também chegou Mr. W. Dessa vez pegamos ele no portão correto (o ano passados esperamos no portão errado, e o coitado ficou esperando mais de 2 horas pela gente ) e ainda vi Zeca Camargo que foi super simpático.
No dia seguinte nós dois embarcamos para a Colônia de Férias do Banespa, o qual tenho sorte de usar, porque minha mãe foi funcionária do Banespa por 30 anos! É um hotel simples, mas com uma localização de babar, para ir para o mar de Astúrias é só atravessar a rua, tem uma vista maravilhosa do mar, café da manhã, almoço e jantar deliciosos e incluínos na diária. Único empecilho é que a piscina estava em obras, mas o empecilho mesmo foi só pra mim, porque Mr. W só queria saber do marzão mesmo.
Ficávamos na praia de manhã, das 10 ao meio-dia mais ou menos. Daí era almoço, assistir umas temporadas (Monk ou Damages), cochilar, e ir dar um passeio a pé pela Orla. Tudo regado a muita leitura de livros, outro passatempo favorito de nós dois. Foram 4 dias de muito calor, muito mar, mas pouco bronzeado. Foi tudo muito regado a protetor solar e sombrinha do guarda-Sol porque os dois sem ver Sol por um ano, não somos muito chegados a uma queimadura não!
Na volta, passamos por Santos e paramos na Vila Belmiro (pena que não tinha o telefone de @flaviacurci para tentar marcar alguma coisa!!) e mais um estádio visitado por Mr. W que como todos sabem é tão fanático por futebol quanto eu. Também teve paradinha rápida na Dinda (minha vó e madrinha) de novo, porque ela fazia tanta questão de ver Mr.W quanto ele de ver ela! Comemos sanduíches de frios com mini pudim de leite comprados no supermercado para ganhar mais tempo conversando e menos tempo esperando a comida chegar. E sim, depois que Mr.W chegou, joguei a dieta pela janela porque não sou de ferro né!!
Descansamos a Sexta-feira santa em casa com um bacalhau delicioso que minha mãe fez pra gente e vídeos alugados (assistimos Gol 2), e Sábado fomos pra Bragança Paulista, berço dos meus pais, e onde tenho tios e primos ainda. Vi as duas tias queridas – que sempre batem cartão em me ver – as primas fofoletas, incluindo Carol, a que sempre passa por aqui e os tios queridos, que sempre batem cartão também. A família está passando por um momento complicado, mas com 6 irmãos no total, hoje em dia nós os sobrinhos já aprendemos que eles que são grandes que se entendam Fiquei chateada com duas primas que me viram na rua e fingiram que não conheciam, me surpreendi, porque são filhas do tio que bate cartão quando eu vou, e até onde eu saiba, não fiz nada para provocar tal reação. Mas não tem problema não, porque já me acostumei até com essas doidices da família também. Na volta de Bragança assistimos Bezerra de Menezes e Trair e Coçar é só começar. !
Hoje teve churrascaria, e matamos a saudade da comilança Nem bronca do médico me segura! (se bem que lembrei do vegetariano Mauro ) Na volta assistimos Toy Story 3 – vou escrever sobre tudo que assistimos depois em um post separado.
Temos mais uma semana pela frente, que provavelmente será recheada de passeios turísticos e mais história pra contar depois que eu já estiver do outro lado do oceano a não ser que dê um tempinho por aqui de novo. Boa Páscoa a todos!!
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PS: Maioria das fotos ficou na máquina de Mr.W que não trouxe o cabo de transferência. Depois se conseguir as incluo, senão fica pra outro post quando estiver de volta na Terra da Rainha!
Ok, ok, eu ia escrever um post amanhã bem bonitinho falando sobre a minha primeira semana no Brasil, mas infelizmente o tempinho livre apareceu justo no dia que uma tragédia aconteceu, e como minha cabeça fica a mil e reclamar com os pais – que concordam comigo – não adianta muito nessas horas, eu venho pro blog estravazar. Achar que estou gritando aos 4 cantos da internet, o que parece acalmar meus ânimos nessas horas, por mais que os 4 cantos sejam os 9 leitores fiéis desse canto.
Eu comecei a escrever o desabafo no Twitter, mas me emp0lguei demais, então movi o discurso pra cá.
O assunto desagradável é o ataque da escola do Rio de Janeiro, claro.
Junto com o evento, que em si já é trágico e só imaginável hoje em dia porque acontece em algum lugar na Terra pelo menos uma vez por ano, vem o circo armado pela imprensa.
Especulações (a princípio falaram que era pai de aluno, mas tarde foi confirmado que era ex-aluno) , entrevistas com testemunhas, com curiosos, com policiais, com os pais das vítimas. Querendo falar como tudo aconteceu, como foram os tiros, aonde, que horas. Coletiva de imprensa do Governador do Estado, dizendo que o atirador era um animal psicopata, e entrevista até com técnico de futebol sobre o que ele acha do assunto (pois é, entre mudanças de canais para evitar o mau jornalismo sobre a notícia vi o Luxembrugo sendo perguntado o que ele achava da tragédia). E pode esperar, fotos das vítimas, história das vidas, pais desesperados na televisão, revistas e rádios. Agora a pergunta é, porque alguém gostaria de saber disso? Só aumenta ainda mais a dor que causa em população já frágil, e essa dor é em vão, porque não haverá ação para ajudar, para se evitar isso no futuro, e essa é a tristeza e frustração que infelzmente a imprensa coloca no mundo hoje. Aqui em casa, começou a baixaria e sensacionalismo, desligamos tudo, vai pro futebol, musiquinha e desenho animado.
Nessas horas minha opinião é que o papel da imprensa deveria ser o de informar os fatos que queremos saber. X vítimas na escola Y. Polícia entrou, atirador se matou (para sabermos se o causador foi pego ou se está à solta oferecendo risco à população). Vítimas socorridas no hospital Z (para quem fôr familiar ou quiser/puder ajudar). Motivos explicados na carta explicam que aconteceu por causa disso (isso talvez ajudasse a todos compreenderem o fato, e evitar assim, a revolta e amargura – nesse caso, a publicação da carta não ofereceu explicações) . Claro que serão detectado os motivos do ocorrido foram dois fatos: má assistência a doentes mentais (aqui se inclui viciados em drogas e álcool), e o acesso fácil a armamento. Daí discutir com o público e cobrar das autoridades uma atitude para que o fato não se ocorra mais. Cortar o mal pela raiz. Esse é o papel da imprensa, no meu ponto de vista.
Simples? Não é. Possível? Com certeza. Basta vontade – como apontou a minha mãe, dinheiro não é fator para a imprensa relatar o que deveria ser relatado. E a gente sabe que governantes fazem o que a pressão da imprensa pede. Mas a tendência é de achar que casos isolados não são importantes. E não tô falando só do Brasil não. Estados Unidos já teve tantos casos, perdemos as contas. Inglaterra (mesmo com acesso a armamento super-ultra contrado) teve um caso há anos atrás e no ano passado um senhor esquizofrênico matou várias pessoas na rua (mesmo após pedir ajuda aos médicos de que estava em depressão e ser ignorado). Na Alemanha também, há uns dois anos, ouve o mesmo evento em uma escola.
Antes de desligar o rádio, veio a notícia de bombas colocadas em outra escola do Rio de Janeiro. Mas “somente” 4 alunos se machucaram. Então como a tragédia é menor, fica com um destaque pequenininho. Mas quem colocou a bomba lá? Há risco de mais bombas? Não se sabe, e a única notinha ainda tem link pra notícia tragédia do momento, onde já não se pode fazer mais nada.
E é isso que a imprensa deveria estar discutindo. Não colocando mais amargura no coração do povo que já se entristece, se sente impotente e indignado diante de um evento dessa natureza.
Como doentes mentais deveriam estar sendo identificados, tratados e monitorados? Como o acesso a armas deve ser mais controlado? E a notícia da bomba e a investigação quanto a esse fato, como ficou?
Espero que as vítimas e seus familiares assim como professores e funcionários recebam uma assistência decente, agora é tratar os sintomas de uma doença que infelizmente não foi tratada, e tentar dar uma vida normal aos que ficaram para trás.
PS: O post bonitinho sobre o Brasil ainda virá em breve, mas hoje não deu pra ficar com o discurso enroscado na garganta.
Pra quem perdeu as de Janeiro, estão aqui. E tem bastante que selecionei em Março, mas essas serão postadas diretamente do Brasil =D
Não tiveram muitas palavras/expressões interessantes em Fevereiro e estão meio atrasadas, mas lá vai…
Chitterie-chatterie: Pedaço de pão que se come depois de tomar banho. Vem do original chitter, que por sua vez vem de shiver, calafrio. Então o pão é a comida que se come enquanto se está com frio depois de sair do banho! (1808-1911)
Bezonter: Surpresa!! (1886-1905)
Mopple: Confusão, desonrientação (1883-1905)
Chatillionte: Divertido, fazer cosquinhas (1914)
A história mais interessante foi a do dia dos Namorados inglês, dia de São Valentino. Em 1657, William Cole escreveu que “a confecção feita de cacau, chamada de chocolate, ou chocoletto, que pode ser encontrado em Londres a preços acessíveis, tem eficácia maravilhosa na procriação de crianças pois não somenre incita a Venus, mas causa concepção em mulheres… Além disso, preserva a saúde, pois faz aqueles que a consomem geralmente gordinhos, corpulentos, leais e amáveis”
Sambaram comigo