Hoje começa oficialmente a primavera no hemisfério Norte, e inclua-se aí a minha Terra da Rainha.
Chega a primavera pro prazer daqueles que destestam ter que se carregar de roupas pra sair no frio. Pro prazer de quem tem que madrugar e encarar as manhãs de geadas com ventinho na cara. Pro prazer de quem olha pela janela e vê nuvens branquinhas cobrindo o céu e sentem a depressão de mais um dia sem Sol. Chega a primavera pro prazer de quem tem que dirigir na neblina que deixa tudo com cara de filme de terror, com o tom misterioso que só o Reino Unido pode te dar.
Não sou uma dessas pessoas, amo o inverno, e pra falar a verdade esse inverno até que foi bem mequetrefe com dias lindos de céu límpido azul, pôr do Sol magníficos e pouca neve (boo! ) Mas sou suspeita, eu adoro todas as estações dessa terrinha. Incluindo a Primavera, ora bolas, é claro!
Chega a primavera pros dedos verdes se colocarem em ação. É hora de preparar os jardins, renovar as sementes, cuidar das que estão sainda da hibernação.
Mais importante, é hora de voltar a tomar Sol. Hora de produzir vitamina D. Hora de sorrir, porque quando tá Sol, todo mundo fica feliz, há um desespero Britânico pelo Sol que a Boots (a rede de farmácias daqui) descreveu em sua propaganda de Verão melhor do que qualquer palavra poderia dizer:
Só tem um probleminha. Com a Primavera, vem a hayfever. Traduzida como “febre do feno” é mais uma alergia ao pólen. Pólen das flores que saem por todos os lados nessa época. O pólen é expelido pelas árvores, arbustos, e simplesmentes flores que nascem pelo chão da Grã-Bretanha, como é o caso da Daffodil. E perseguem sofredores até o fim o verão e a chegada do Outono em alguns casos, como é o meu. E tem muito mais guris e gurias sofredores por aí, incluindo a @AleFerreira, que pediu dicas de remédios por aqui pra atacar essa irritação.
Depois de quase 10 anos na terrinha, eu aprendi que só tem como tentar se proteger da alergia. A cada ano tenho um sintoma diferente, desde só espirros e nariz escorrendo, até perda da voz e crises de bronquite.
Mas tem como tentar minimizar os sintomas, mesmo que não dê cabo de todos os eles
Primeiro, quais são os sintomas da hayfever?
Parece um pouco com sinusite e rinite, pra falar a verdade. E não é porque você é alérgico no Brasil que vai ser aqui, eu por exemplo não tenho alergia do pólen no Brasil (por lá é mais a mudança brusca do tempo), mas tenho aqui. E conheço quem tem alergia lá e não aqui. Questão se sorte ou azar mesmo!
Ataque de espirros
Nariz entupido ou escorrendo
Olhos irritados, vermelhos ou com coceira
Coceira na garganta, boca, nariz e ouvidos
Menos frequentemente, os sintomas podem ser:
Perda de olfato
Dor no rosto
Suador
Dor de cabeça
Ataque de asma/bronquite
Como evitar?
1. O problema aqui é tão grave, que o serviço de previsão do tempo, oferece previsão da intensidade de Pólen também. Se você é sofredor, confira antes de sair de casa. Se os níveis estiverem altos, e se puder, nem saia. Feche as janelas e fique aproveitando o dia lindo de dentro de casa até os níveis de pólen baixarem.
Alguns sites que normalmente mostram o índice de pólen esperando no Reino Unido:
2. Existem teorias de que comer o mel local ajuda a criar anticorpos contra a hayfever, já que ele é feito com abelhas que usariam o pólen local para fazer o mel. Mas eu nunca achei mel local pra testar.
Como medicar?
Ok, antes de falar como medicar, preciso dizer que vocês NUNCA devem se auto medicar. As dicas aqui são o que funcionam pra mim e o que eu sei que não vai me dar problema hein!
E não precisa nem ir no GP pra pedir o remédio certo, é só ir na farmácia (Boots, Superdrug, ou até supermecados como Asda, Tesco ou Sainsburys) e pedir auxílio no que seria melhor pra você, mas fica aqui a listinha do que pode ser usado.
1. Hayfever and Allergy Relief tablets
É vendido como normal ou Non-Drowsy (que não dá sono), que vem com cafeína.
Também tem a opção de One a Day (um por dia) ou Fast Relief que é uma dosagem menor que seria administrada a cada 4-6 horas, mas que age mais rápido.
Depois de testar dosagens mais fracas, a minha opção nos últimos anos é One-a-day Non-Drowsy. Compro o genérico mesmo (marca da farmácia ou do supermercado), tomo antes de sair de casa e acabo ficando só com os resquícios de espirros.
De novo, existem várias condições em que não se pode tomar o anti-histamínico, então sempre confira com o farmacêutico se você pode.
2. Nasal Spray
Se você só afetado pelos espirros e dariz endupido, pode ir com o Spray que deve funcionar e colocar menos química no seu corpo.
3. Xarope (Syrup)
Mais para crianças ou pessoas com dificuldade para engolir as capsulas do tablet, tem a mesma composição, mas mais difícil de levar na bolsa pra quando a crise aparece do nada.
4. Colírios (Eye Drops)
Tive que usar um desses um ano porque o olho ficou terrível, mas só compro quando ataca forte mesmo. Se a hayfever só te afeta por te fazer lacrimejar, esse é o seu remédio!
3. Homeopatia e Ervas
Nunca testei mas queria. Se alguém fizer e der certo, me avisa :D
4. Cortisóide
Último caso e acho que aqui só vendem por receita, então você teria que ir no GP mesmo. É mais pra quando já passou do anti-histamínico, o famoso celestamine!
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Vale deixar uma notinha também, se você tiver falta de ar aqui, chame a ambulância (via 999) porque isso é prioridade pra eles. Depois de dois anos por aqui, eu não sabia disso, passei perrengue durante uma crise de bronquite em casa de madrugada à toa. Falta de ar é uma das coisas que te conseguem uma ambulância na porta de casa rapidinho!
É isso! Mas que a primavera seja aproveitada por todos, eu vou me entupir de remédio e sair por aí tomando um Solzinho quente na cara com chapéu e protetor solar!
Que o mundo todo está querendo vender para o Brasil, todo mundo sabe. Mas será que todo mundo está sabendo que o Brasil tem sido fonte inspiradora para propagandas no “exterior”?
Nossa cultura, paisagens e músicas têm sido exibidos em lares do Reino Unido por um tempo já!
Tem o banco Barclays, usando São Paulo como cenário para a progranda do cartão que não precisa mais de senha:
E o problema é saber por onde começar a conversa depois de tanto tempo sem aparecer por essas bandas.
Parei no tema sobre os introvertidos e pretendo continuar com a minha impressão sobre os ingleses, mas não adianta ficar regurgitando sobre o que escrever, a força do clichê de ter que fazer a retrospectiva do ano anterior e de tentar enxergar o que vem pela frente é maior do que todas outras caraminholas agitadas querendo sair da cabeça pro blog.
E o que 2011 teve de bom?
Viajei em qualquer oportunidade possível
Brasil, o que sempre faz qualquer ano ficar infinitamente melhor , e pra ser melhor ainda, fui duas vezes!
Comecei a dieta, e apesar de não ter atingido a meta, consegui manter a balança em um nível razoável.
Noites foram ocupadas com as aulas de teclado, canto e golfe.
E mais noites ainda ocupadas com a academia.
Bebê Arthur fofo, filha de minha prima, chegou chegando pra amenizar a quantidade de meninas na família
Muitos finais de semana que não paramos em casa, saracoteando por aí, vendo pessoas queridas de longa data e conhecendo novas figurinhas.
Mais finais de semana vendo Chelsea jogando em Stamford Bridge.
E até um final de semana vendo futebol americano em Wembley e outro na Fórmula 1 em Silverstone
Muitas noites indo em shows :
Red Hot Chilli Peppers
Evanescence
Terrorvision
Gravação do programa de TV “Never Mind the Buzzcocks”
Consegui priorizar minha vida virtual (leia-se Twitter, Facebook e blogs) x vida real. A virtual acabou perdendo território, mas confesso, valeu a pena.
No trabalho, progresso de vento em popa.
Voltei a bordar ponto cruz, depois de ter abandonado o hobby há uns 5-6 anos.
Muitos dias de trabalho ajudando uma amiga-irmã a cuidar da filhota durante o dia.
Não perdi ninguém querido, todos passaram mais um ano conosco com saúde e segurança, e não é esse o melhor motivo de comemoração no final do ano?
E essa lista também serve pra justificar o porque do blog estar um tanto abandonado, jogado às traças. A vida foi ocupada, de uma forma deliciosa, e o tempo para parar pra escrever ficou um pouco de lado. Mas nunca esquecido.
Em 2012 tenho certeza que vou sentir saudades das amigas que se mandaram da ilha pra outros cantos do mundo, das tardes ajudando dona M. cuidar de baby V. e dos passeios de finais de semana sem motivo de serem, só por que não temos mais nada pra fazer.
Mas 2012 tem muitas promessas também. As férias já estão todas planejadas e quase toda comprada. Cinco lugares novos serão conhecidos e dois lugares revisitados. Vão ter visitas muto especiais chegando em Julho, e olimpíadas e para-olimpíadas em Agosto. Encontros mensais com novas figurinhas prometem boas risadas, desabafos e até umas discussões acirradas em mesas de restaurante. O que já é mais que suficiente para me manter animada pelo ano que vem pela frente!
Ano passado consegui insistir em ser a mudança que quero no mundo. Mas ainda parei em muitos obstáculos e muitas horas em que o sangue ferveu e acabei me deixando levar por picuinhas e momentos de baixa auto-estima, o que sempre nos deixa defensivos.
Na missa de Ano Novo no Guarujá, o padre rezou a oração de São Francisco, que quero sempre me lembrar, junto com a frase do ano passado, e tentar ser uma pessoa melhor, com menos arrependimentos e mais tranqüilidade, começando por esse ano.
E eu acho que mesmo quem não é religioso, pode usar de seus dizeres, e assim evitar conflitos, brigas e argumentos denecessários .
Como de costume, as partes em destaque são as que são as mais complicadas pra eu mudar meu jeito de ser, e que preciso abrir mais os olhos durante o ano pela frente. E, vai, isso vindo de uma mulher com sangue nos olhos quando cutucada na ferida, é meta suficiente pra um ano inteiro!
Oração de São Francisco de Assis
Senhor, fazei-me instrumento de vossa paz.
Onde houver ódio, que eu leve o amor; Onde houver ofensa, que eu leve o perdão; Onde houver discórdia, que eu leve a união;
Onde houver dúvida, que eu leve a fé;
Onde houver erro, que eu leve a verdade;
Onde houver desespero, que eu leve a esperança;
Onde houver tristeza, que eu leve a alegria; Onde houver trevas, que eu leve a luz.
Ó Mestre, Fazei que eu procure mais
Consolar, que ser consolado; compreender, que ser compreendido; amar, que ser amado.
Pois, é dando que se recebe,
é perdoando que se é perdoado,
e é morrendo que se vive para a vida eterna.
Podem puxar a minha orelha quando se eu fugir da meta, seja na vida real ou virtual hein?
E pra vocês leitores, que seu ano seja recheado de coisas boas e muita força para os momentos difíceis. Que seja rodeado de saúde e paz.
Que venha 2012 com o que nos tem reservado! Carpe Diem
Uns tempos atrás fui relembrada do porque continuar no Twitter mesmo com todos os contras. Caiu no meu colo através da @anca_foster um artigo escrito por Carl King (@carlking) que abriu os meus olhos e tirou um peso da minha cabeça. Sem muito blablablá porque o artigo já é gigante por si mesmo, lá vai, traduzido pra ver se ajuda mais pessoas a entenderem a si mesmas e os Introvertidos ao seu redor.
Nos quadros, o que Carl King disse no site dele, em itálico são os meus comentários.
“No final de 2008, tive a sorte de descobrir um livro chamado, The Introvert Advantage (How To Thrive in an Extrovert World) (infelizmente não foi traduzindo para o português ainda) by Marti Laney, Psy.D. Parecia que alguém tinha escrito um verbete de enciclopédia sobre uma raça rara de pessoas a que pertenço. Não só explicava muitas das minhas excentricidades como também me ajudou a redefinir toda a minha vida em um novo e produtivo contexto.
Claro, qualquer um que me conhece diria: ‘Duh! Por que você demorou tanto tempo para perceber que você é um introvertido?’ Não é tão simples. O problema é que a rotulagem de introvertido é uma avaliação muito superficial, cheio de equívocos comuns. É mais complexo do que isso.
Uma seção do livro mapa o cérebro humano e explica como neuro-transmissores seguem diferentes caminhos dominante no sistema nervoso dos introvertidos e extrovertidos. Se a ciência por trás do livro está correta, é prova de que os introvertidos são pessoas que estão mais sensíveis à dopamina, de forma que overdoses de estimulação externa esgota-os. Por outro lado, extrovertidos não produzem dopamina suficiente, e seus cérebros precisam de adrenalina para produzi-la.
Os extrovertidos também têm um curto percurso e menos fluxo de sangue para o cérebro. As mensagens de um sistema nervoso do extrovertido está em sua maioria no atalho de Broca, no lobo frontal, onde grande parte da contemplação ocorre.
Infelizmente, de acordo com o livro, apenas cerca de 25% das pessoas são introvertidas. Há ainda menos que são tão extremas como eu sou. Isto leva a uma série de mal-entendidos, já que a sociedade não tem muita experiência com o meu povo. (Eu amo ser capaz de dizer isso.)
Então, aqui estão alguns equívocos comuns sobre introvertidos (não tirados diretamente do livro, mas com base na minha própria experiência de vida):
Mito 1 – Os introvertidos não gostam de falar.
Isso não é verdade. Introvertidos simplesmente não falam a menos que tenham algo a dizer. Eles odeiam conversa fiada. Converse com o introvertido sobre um assunto que os interesse, e eles não vão calar a boca por alguns dias.
Não gosto mesmo de conversinha enche-linguiça, me dá gastura! Mas comece falar de algo que tenha mais substância ou possibilite eu dar a minha opinião, e eu corto todo mundo da conversa. Ultimamente tenho até pensado em prestar mais atenção quando estou me intrometendo demais ou falando demais sem deixar os outros participarem do diálogo
Mito 2 – Os introvertidos são tímidos.
Timidez não tem nada a ver com ser um introvertido. Introvertidos não são necessariamente amendrontados por pessoas. O que eles precisam é um motivo para interagir. Eles não interagem em prol da interação. Se você quiser falar com um introvertido, basta começar a falar. Não se preocupe em ser educado.
Isso abriu os meus olhos, eu sempre me entitulei tímida mas todos os meus amigos diziam que tímida eu não sou, que falo pelas tabelas uma vez que estou na conversa. Agora caiu a ficha, por ser introvertida, prefiro selecionar as interações, e por isso não chego chegando em festa, não fico andando de mesa em mesa conversando com todo mundo do escritório, não tenho facilidade de começar papos com pessoas estranhas na rua. Sempre admirei minha mãe por ter sua simpatia, sua alegria e facilidade de relacionamento com todo mundo, e nunca entendi porque sempre tive essa dificuldade. Agora está explicado!
Mito 3 – Os introvertidos são rudes.
Introvertidos muitas vezes não vêem uma razão para rodeios com gentilezas social. Eles querem todos ser apenas reais e honestos. Infelizmente, isto não é aceitável na maioria das situações sociais, de modo que introvertidos podem sentir muita pressão para se ajustar, o que se torna muito cansativo.
Aleluia!! Até que em enfim uma explicação. Já fui chamada de rude tantas vezes, porque já vou direto ao ponto, ou onde terminamos a coversa da última vez, sem fazer rodeio. Na maioria das vezes me esqueço da sala, de perguntar como a pessoa está, blablablá. Sempre me achei uma ET por causa disso, e achando que era sem-educação ou que não me importava com as pessoas
Mito 4 – Os introvertidos não gostam de pessoas.
Pelo contrário, introvertidos valorizam intensamente os poucos amigos que eles têm. Podem contar seus amigos mais próximos de um lado. Se você tiver sorte o suficiente de um introvertido considerá-lo um amigo, você provavelmente tem um aliado leal para a vida. Uma vez que você ganhou o seu respeito como sendo uma pessoa de substância, você está dentro.
Isso não poderia ser mais verdade. Os meus amigos mesmo conto na mão. Confesso que pelo relacionamento com outras pessoas ser complicado por ser fora dos meu sistema, eu sofro com receio de não me ajustar. Digamos que tenho medo sim de conhecer pessoas novas, mas acho que agora se explicou que o medo não é das pessoas, mas da experiência, que pode ser sofrida. Mas uma vez que conheço-as e elas passam pelo filtro de pessoas “bacanas”, adoro reencontra-las. Já expliquei antes como é que amizades funcionam pra mim em posts passados, né?
Mito 5 – Os introvertidos não gostam de sair em público.
Absurdo. Introvertidos só não gosto de sair em público tanto quanto os extrovertidos. Eles também gostam de evitar as complicações que estão envolvidos em atividades públicas. Eles absorvem dados e experiências muito rapidamente, e como resultado, não precisam estar lá por muito tempo, e normalmente estão prontos para ir pra casa e processar essas experiências mais cedo do que os extrovertidos. Na verdade, a recarga é absolutamente crucial para introvertidos.
Também já fui acusada de party pooper* porque eu não gosto de ficar até tarde em balada, em festas, ou de ir emendando um programa no outro. Mas aí, a culpa é da dopamina! Também não gosto de acordar cedinho e ficar até de madrugada na rua quando viajo. Gosto de passar o dia fora, mas sem pressa, sem correria, e sem ver um gagilhão de coisas.
Mito 6 – Os introvertidos sempre querem estar sozinho.
Introvertidos são perfeitamente confortáveis com seus próprios pensamentos. Eles pensam muito. Eles devaneiam. Eles gostam de ter problemas para trabalhar, quebra-cabeças para resolver. Mas eles também podem ficar incrivelmente solitários se não tiverem alguém para compartilhar suas descobertas. Eles anseiam por uma conexão autêntica e sincera com uma pessoa de cada vez.
Wow, não poderia ser mais verdade! Detesto ficar sozinha porque minha cabeça fervilha com pensamentos, sem ter com quem verborrejar. Bom, o blog aqui já é um exemplo né?
Mito 7 – Os introvertidos são estranhos.
Introvertidos são frequentemente individualistas. Eles não seguem a multidão. Eles preferem ser valorizadas por suas novas formas de vida. Eles pensam por si mesmos e por causa disso, eles muitas vezes desafiam a norma. Eles não tomam a maioria das decisões baseadas no que é popular ou moda.
Wow de novo. Quem me conhece sabe que cai direitinho como uma luva.
Mito n º 8 – Os introvertidos são nerds desinteressados.
Introvertidos são pessoas que basicamente olham para dentro, prestando atenção aos seus pensamentos e emoções. Não é que eles são incapazes de prestar atenção ao que está acontecendo ao seu redor, é só que o seu mundo interior é muito mais estimulante e gratificante para eles.
Mais uma verdade. E talvez o motivo de já ter sido chamada de egoísta, e de ter tido meus poderes de invisibilidade reconhecidos.
Mito n º 9 – Os introvertidos não sabem como relaxar e se divertir.
Introvertidos normalmente relaxam em casa ou na natureza, e não em locais públicos movimentados. Introvertidos não são candidatos a emoção ou viciados em adrenalina. Se houver muita conversa e barulho acontecendo, eles se fecham. Seus cérebros são muito sensíveis ao neurotransmissor chamado dopamina. Introvertidos e extrovertidos têm diferentes dominante neuro-vias.
Nunca gostei de multidão, mas aprendi a lidar com ela por adorar dançar, música ao vivo e futebol. Mas que prefiro dançar na sala e assistir aos shows e jogos de cadeirinha, isso sem dúvida. E agora também está explicado porque não sou adepta dos esportes radicais e detesto montanha-russa!
Mito n º 10 – Os introvertidos podem se consertar e tornarem-se extrovertidos.
Um mundo sem introvertidos seria um mundo com poucos cientistas, músicos, artistas, poetas, cineastas, médicos, matemáticos, escritores e filósofos. Dito isto, há ainda uma abundância de técnicas que as pessoas extrovertidas podem aprender, a fim de interagir com pessoas introvertidas. (Sim, eu inverti estes dois termos com o propósito de mostrar a você como nossa sociedade é tendenciosa.) Introvertidos não podem “corrigir-se” e merecem respeito pelo seu temperamento natural e as contribuições para a raça humana. De fato, um estudo (Silverman, 1986) mostrou que o percentual de introvertidos aumenta com QI.
Pode ser terrivelmente destrutivo para um introvertido negar-se a fim de se dar bem em um mundo extrovertido-dominantes. Como outras minorias, introvertidos pode acabar odiando a si mesmos e os outros por causa das diferenças.
Conheço pessoas que desenvolveram problemas psicológicos graves tentando atravessar a barreira do introvertido para o extrovertido. Minhas histórias de vida têm muitas passagens que incluem episódios desse conflito, talvez eu conte aqui no blog um dia desses. E confesso, também já tentei mudar, forçar as características de extrovertidos em mim. São características que eu invejo sim, e agora descobri que é porque somos, como introvertidos, minorias. Acho que deve ser algo como querer olho azul e cabelo loiro no Brasil (aqui eles adoram o cabelo e olhos castanhos!), e a necessidade humana de ter que se ajustar e ser aceito pelo grupo ao seu redor. Agora que descobri que provavelmente é algo físico e químico, vou trabalhar em como me ajustar ao mundo dos extrovertidos, mas não através da transformação de personalidade ou comportamento. Um alívio da pressão que todos nós nesse perfil sofremos em nossas vidas.
Se você pensa que é um introvertido, eu recomendo que você pesquisar o tema e buscar outros introvertidos para comparar as notas. A sobrecarga não é inteiramente em introvertidos para tentar se tornar “normal”. Extrovertidos necessitam reconhecer e respeitar-nos, e nós também precisamos respeitar a nós mesmos. PS Se você estiver interessado em ler mais das minhas idéias, eu escrevi um livro chamado “So, You’re A Creative Genius, Now What?” (também não traduzido para o Inglês ainda) É um guia de sobrevivência criativa carreira (artistas, músicos, escritores, diretores, atores) escrito a partir da perspectiva de um introvertido extremas.”
Já tenho uma listinha de livros pra ler sobre ser introvertido e como interagir com o mundo extrovertido, conforme fôr comprando e lendo, vou colocando aqui. E espero que ajude outros introvertidos espalhados pelo mundo
No próximo post devo refletir sobre o mito dos ingleses serem “frios” e como pode ser somente um mal entendido por serem, na verdade, mais introvertidos do que os brasileiros e passarem essa impressão.
Domingo passado passei o dia de um jeito favorito, com a barriga no fogão. Cozinhando guloseimas pra semana, já que estou retomando meu projeto de perda de peso que foi interrompido na viagem pro Brasil em Abril.
Desde então teve Itália e Bélgica e várias escapolidas, e eu até tentei ir só na base de comer comidas rotuladas como mais light ou do vigilantes do peso e adicionar a academia, mas para minha surpresa, engordei! Então começo de novo a dieta South Beach, que já comentei quando dei a receita do Muffin aqui. Infelizmente ganhei peso de novo, e agora voltei pra uma meta de perder 11Kg, dos quais seria bacana perder 5 até Dezembro, vamos ver se rola. Tenho um outro blog que serve mais como diário do que estou comendo e como estou me exercitando e o progresso da dieta, quem não tiver ainda e quiser, só me pedir aí nos comentários.
Domingo cozinhei muffins (uma receita diferente da outra), biscoitos de pasta de amendoim, waffles e um cheesecake. Tudo sem farinha branca e sem açúcar. Por hoje, vou dividir hoje a receita dos biscoitos e de um peixe que fizemos a semana passada, super simples e rápido, foi ideal pro almoço!
Ambas Receitas do Livro South Beach – Receitas Fáceis e Rápidas (mas essa versão daqui) .
Peixe com alcachofra
Por porção (excluindo a salada) : 250 cal.
Nice and light
Bonito até mesmo antes de cozinhar
Nice and light
E mais bonito ainda no prato
O que precisa?
Para 4 porções
750 Gramas de lombo de bacalhau (ou qq peixe branco)
1,5 colher de sopa de azeite de oliva
1 colher de manjericão seco
300 gramas de alcachofra em conserva (no óleo mesmo)
Como faz?
Pré-aqueça o forno em 230 graus (fogo alto!). Coloque o bacalhau em uma forma ou travessa, pincele com o óleo de oliva, espalhe o manjericão e tempere com sal e pimenta do reino a gosto. Coloque os pedaços de alcachofra ao redor do peixe e regue com o líquido da conserva (eu usei um garfo pra fazer isso pra não ir muito óleo). Asse até o peixe ficar opaco e se desfaça com o garfo, entre 12 e 14 minutes. Tire do forno e sirva ainda quente.
Servi com uma saladinha bem temperada e as alcachofras ficam torradinhas, de dar água na boca!!
Biscoito de pasta de amendoim (sem farinha branca e sem açúcar)
Por porção de 2: 140 cal.
peanutbuttercookies
O que precisa?
Para 24 biscoitos
180 mL de adoçante em pó
1 ovo grande
1 colher de chá de essência de baunilha
240 mL (ou 6 colheres de sopa) de pasta de amendoim sem sal e sem açucar, se possível sem óleo de palma ou qq outra gordura adicionada artificialmente
1 colher de chá de fermento
Geléia diet para a cobertura.
Como faz?
Pré-aqueça o forno em 180 graus (fogo médio-alto!). Cubra uma travessa rasa com papel vegetal manteiga (aquele específico pra cozinhar, alguém tem um nome melhor em português? ).
Bata na intensidade média (ou use o mix) o adoçante, ovo e essência de baunilha. Até você perceber que está cremoso. Adicione a pasta de amendoim e o fermento. Bata de novo até você perceber que está tudo misturado, uns 30 segundos. (Fica que nem na primeira foto aí do lado). Faça bolinhas (com 2 colheres de chá da massa) com a mão pressionando bem forte – eu também aperto a massa na tigela onde bati os igredientes, fica mais fácil. Coloque as bolinhas na forma, e faça os furinhos com o cabo de uma colherzinha. Coloque a geléia nos furinhos. Asse por 12 a 14 minutes, até que você consiga ver que a base dos biscoitos estão mais marrom. Não se preocupe se estiver “espumando” como na foto com a setinha, é normal! Coloque em uma grade para esfriar.
Depois só colocar em algum lugar com cuidado, eles são bem delicados e se desfazem fácil. Na dieta, só pode porção de 2 por dia, mas é difícil conter viu? (Tenho comido 3 quando faço exercício, um de prêmio! )
NomNomPeanom
Até Mr. W que detesta pasta de amendoim lambe os dedos depois dos biscoitos.
Como de costume, me avisem se tentarem ou se precisarem de alguma coisa que não ficou claro
Ok, tô devendo o relato da viagem pra Sorrento, mas enquanto não dá tempo, fica o relatório do livro que li (aliás praticamente engoli) durante os 5 dias de férias ouvindo o barulhinho do mar e fugindo do Sol
Primeiro oresumo de livrarias, pra saber sobre o que a história fala: Foi apenas um sonho (Richard Yates)conta a história de Frank e April Wheeler, um casal talentoso e jovem que, acredita ter toda a vida diante de si e que o sucesso há de chegar a qualquer momento. Mas, à medida que os anos passam, eles vão mergulhando num mundo de intrigas e frustrações, e só uma grande guinada poderá alterar seu destino. Em 2009, chegou às telas do cinema, com Leonardo DiCaprio e Kate Winslet como protagonistas.
Em que língua eu li? Na original, em inglês. O título original? Revolutionary Road (não gostei do título português, teria deixado como o nome da rua onde moravam mesmo).
A experiência da leitura: Na verdade o fato de que o livro virou um filme tão bem criticado, me deixou curiosa. Sempre gosto de ler os livros antes de ver o filme, e quando vi esse na baciada para comprar por £5 peguei sem nem pensar. A Katie é uma das minhas atrizes (e celebridades) favoritas, a Qris assistiu o filme e disse que era bom, não podia deixar passar. Mas confesso que saber como os personagens se parecem antes de ler o livro tira um pouco a graça e às vezes até me irritou. Ou acabava indo e voltando enquanto imaginava o que lia entre os personagens que criei na cabeça e os atores do filme (ainda bem que só sabia os principais).
Tirando isso, o livro começa devagar, até meio tedioso. Tive que me forçar a continuar, afinal um texto com tantas aclamações não poderia ser tão moroso. E valeu muito a pena. A história começou a me envolver, e as emoções que os personagens viviam mexiam comigo também. Apertos no coração, nó na garganta, e uma identificação de que qualquer um poderia estar na pele deles.
O livro é realmente MUITO bem escrito, os conflitos e revoltas dos anos 50 tão atuais ainda no segundo milênio, me impressionaram mas me deixaram meio deseperançosa, não aprendemos *nada* durante todo esse tempo? Mas conforme ia lendo o livro, também me peguei percebendo que muitas coisas mudaram, muitos preconceitos caíram e a esperança foi reinstaurada
Me identifiquei e identifiquei tantas outras pessoas ao meu redor com Frank e April e seus idealismos… Com essa vontade enorme de querer mudar o mundo. Com o amor tão grande que vai e volta, cresce e diminui e cresce… Com tanta gente que dá uma (ou vive anos planjando) reviravolta na vida em busca da realização dos sonhos e dos desejos que parecem ser maior que a gente e…
…Mas não posso ir muito a fundo, pra não estragar a história pra quem não leu ainda. Se vocês lerem e quiserem discutir, me avisem, abrirei um post em separado para termos uma conversa à parte.
E pra acabar, quantas estrelas leva o livro? 5 de 5, claro!
Claro! O livro é forte, com uma mensagem profunda e recomendo todos a lerem e tirarem suas conclusões.
P.S.: Coloquei uma listinha dos próximos relatórios que vocês devem ver aqui na minha fila de posts com os livros que li e ainda não comentei. O livro que está na beira da cama agora? O símbolo perdido (Dan Brown). Tô gostando, mas está me enjoando um pouco, mas uma vez que se começa Dan Brown, é díficil de parar sem terminar hein?
Então a polêmica da vez na semana passada foi o escandâlo de que a Zara (e mais de 20 outras grifes) usam mão de obra escrava para produzirem suas roupas. Que na minha timeline começou com o Twit da Helô Righetto.
Confesso que tal fato não me deixou perplexa. Essa história, pra quem mora na Inglaterra e acompanha as notícias, já é velha.
Dessa vez, o vexame foi flagrado no Brasil. Em 2009, a Zara e a H&M já eram denunciadas por utilizarem mão de obra escrava no Uzbesquistão.
Li uma vez na revista do avião, que a Diesel e a GAP usavam mão de obra infantil no Brasil.
Tem muito pouco que podemos fazer para impedir essa natureza da indústria. Eu faço o meu pouquinho, e lá vai a relação que eu tenho com mundo da moda:
Começou desde pequena, marca não pesa em nada pra mim
Meus pais sempre me ensinaram que o importante é quem você é, e não o que você veste ou o que você tem. Estudei em escola particular durante toda a minha infância, e não se engane de achar que não choramos por não termos tênis New Balance, camiseta Pakalolo e calça jeans M. Officer. Lembro de muitos escândalos mas meus pais sempre nos ensinaram com muito amor que o dinheiro gasto com as grifes poderiam ser gastos com outras coisas, e que no fim das contas, estávamos crescendo mesmo, o tênis, a camiseta e a calça jeans seriam perdidos antes de serem gastos. Que a qualidade do que compravam pra gente era suficiente para durar aquele ano, e na verdade que podíamos ficar lindões mesmo não carregando o peso da etiqueta. Com o tempo fui crescendo e o fato de não ter nada de grife só me ensinou que meus pais – mais uma vez – estavam certo. Sempre achei um jeitinho de achar o que precisava de maneira mais em conta, e aprendi o valor do dinheiro, no que valia a pena gastar ou não, qual era o valor do mesmo item em outras lojas?
Confesso, que a primeira coisa que comprei com meu salário de estagiária, foi um Nike. Não podia comprar só com o salário, mas meus pais, em uma forma de reconhecer meus esforços, pagaram por metade. Usei com muito gosto o tênis, e fiz durar até rasgar, mas enjoei muito antes do tênis acabar e aprendi mais uma lição.
Se compro barato, quando chega a hora de desfazer, não contrbuí para o lucro da marca
A lição com o tênis foi a de que a moda comprada normalmente me enjoa antes de chegar ao máximo que eu posso usar dela. O tênis durou um ano e meio mais ou menos, mas muito antes disso eu já estava com cosquinha de comprar outro. Mas como suava pelo dinheiro do estágio (cujo metade do salário ia direto para a poupança assim que caía na conta) me segurava para não comprar outro. E fiquei com o coitado até não ter mais como usar, assim como fazia com as roupas de trabalho. Dali pra frente, comprava blusinhas e roupas “temporárias” na Miroa, na Fancy, na Barred’s. Aqui eu compro na Matalan e Primark. Mas sei que a duração dessas roupas é curta, mas o suficiente para desfilar e me aprovietar nelas, sem ir à bancarrota, e então aprendi mais uma lição.
Pagar um pouco mais vale a pena, se é para durar
A lição com as roupas de trabalho, foi que quando comecei a trabalhar na AT&T (vulga Lucent, vulga Avaya) exigiram que eu começasse utilizar roupas mais formais. Peguei a mãe e fomos juntas escolher o que era apropriado e o que valia a pena pagar. Minha mãe sempre foi “O” exemplo de mulher elegante, linda e charmosa, quem melhor para ir comigo? Resolvemos fazer a rapa na Luigi Bertolli. As roupas eram clássicas, de ótima qualidade e por isso significava que eu poderia passar um ano usando-as sem precisar gastar dinheiro de novo. O famoso barato que sai caro, quando é para roupas de trabalho, não colam comigo. Aqui, compro na Next e New Look quando preciso de coisas mais duradouras, mas mesmo assim, prefiro esperar quando tem promoção, assim gasto menos ainda. Investir o dinheiro em qualidade sem pagar mais pela etiqueta, me mostrou que não preciso comprar roupas todo mês, toda semana, todo dia. Mas quando preciso. E mais uma lição.
Comprar quando é preciso
Só compro quando preciso. Quando as roupas mais baratinhas não estão mais em condições de usar que eu ainda me ache bonita com elas, vão pra doação. Algumas vezes até penso que elas precisem ir para a reciclagem de retalhos aqui de tão usadas que foram. Muitas vezes levo pro Brasil e junto com a minha mãe, as reformamos. Recorta e costura daqui, cola um brilhinho ali. A época que mais comprei roupa foi quando perdi 10 quilos e as roupas antigas estavam todas grandes. Na empolgação da perda de peso, comprei comprei comprei. A casa tinha espaço pra guardar e não me desfiz das roupas antigas, vi o estrago na mudança. Quando quase 20 sacos de 20L. saíram de casa com roupas que já não queria mais. No meio tempo engordei de novo, e precisei comprar algumas peças novas. Compro conforme vou precisando para novas ocasiões, vou comprando, mas tenho pego somente as baratinhas, pelo menos até perder perder o peso de novo, então as roupas que preciso agora são da categoria “temporária” e serão das baratinhas, já que daqui uns meses quero ir comprar as definitivas do novo corpitcho e daí sim renovar as roupas para um armário mais duradouro.
E o boicote?
A primeira reação das amigas fashion é a de boicotar as marcas que forem provadas fazerem parte do cartel da escravidão.
Meu boicote é antigo. Meu boicote é o mesmo dos meus pais. Que me ensinaram que a indústria da moda é tentadora, e que precisamos vencer a pressão da importância “do ter, antes de ser”. De entender, que se alguém não é nosso amigo porque não nos vestimos com roupa da moda ou da marca, quem não merece ser nossos amigos são essas pessoas.
O boicote é uma forma de protesto. Mas para não sairmos pelados, como a Helô Righetto sugeriu sendo a única solução possível, uso as minhas lições aprendidas, e evito até entrar em lojas de grifes, contra o abuso em nome do lucro. Fazer uma roupa por 20 centavos e vender por £10 (o que a Primark e Matalan cobrariam) é abuso. Vender por £20 – o que pagaria nas lojas mais médias daqui (Next, New Look) é abuso – mas normalmente espero a promoção chegar e o preço cair até £10 ou mais barato, e assim evitar comprar muitas calças Primark. Vender por £60 (o que seria o preço da Zara e GAP) é pior ainda, e normalmente mesmo as promoções não são preços exorbitantemente ótimos, e os tamanhos que sobram não me servem Não sou contra o lucro, sou contra o lucro abusivo. Em Leleilândia, que não é socialista porque não é obrigatório mas voluntário, o lucro é dividido pelo bem daqueles ao redor de nós, e não em nome de sua exploração. Exploração na linha de produção, exploração de quem sua a camisa para comprar algo que quer.
Se o boicote não vai funcionar, o que pode funcionar ?
Eu acho que o boicote funciona sim. Mas o boicote a longo prazo, consistente e consciente. Escrever para as marcas que você gosta (e faz questão de usar) explicando que está parando de comprar lá por causa da posição social da empresa. Ficar na cola da imprensa para dar seguimento às investigações reportadas anteriormente. Fazer sua voz valer no Twitter e blogs e onde mais puder ser ouvida.
Simplesmente e brevemente boicotar, não ajuda. Pensem comigo. Zara(em ’09) e GAP(em ’07) e Diesel(em ’08) já foram escancaradas no passado como marcas que utilizam mão-de-obra escrava. No passado também disseram que iriam averigüar os fatos e certificar que o problema não acontecesse mais. Anos depois, Zara resolveu mudar as operações escravas do Uzbesquitão para o mercado escravo no Brasil e a GAP caiu de novo na tática do mercado escravo da Índia – denunciado em Agosto do ano passado. A impressão é que essas grifes deixam a poeira baixar, fazem um escarcéu de que vão olhar no problema, vão resolver, bladidádá e nada é feito, volta e meia sai um escândalo de trabalho escravo (e muitas vezes infantil) sendo utilizado.
Surpreendentemente a única empresa que realmente sempre impôs condições de trabalho e desmentiu relatórios falsos de trabalho escravo (a BBC teve que pedir desculpa pelo programa mentiroso) até hoje foi a Primark, a mais popular e baratinha de todas. É a única da indústria – que eu sei – a colocar seus valores éticos no site da loja pra quem quiser ver.
A New Look e a Diesel publicam quais são as caridades para as quais elas doam parte de seus lucros, um ponto positivo no meu caderninho (mesmo que eu não compre Diesel porque o preço ainda é impraticável para o que oferecem).
Algumas têm um blablablá enorme no meio de letrinhas confusas e muitas vezes não vêm a publico quais caridades elas ajudam, qual são as ações que fazem mesmo para beneficiar seus empregados e costureiros?
Se alguém achar mais alguma, me avise e colocarei com prazer aqui no blog e tirarei da minha lista do boicote.
Fazer pressão às marcas para abrirem as portas de suas fábricas, além do boicote de não comprar mais lá até conseguirem colocar ordem na casa, é a melhor ação.
Elas não poderem culpar o clima ecônomico por quererem fechar suas lojas e fábricas (que pelo sim pelo não é a única fonte de renda dessas famílias) quando pararem de vender e suas ações despencarem, é o que as fariam repensarem suas responsabilidades sociais, e acompanharem mais de perto sua linha de produção.
Escrever para os políticos exigindo melhores condições de trabalho serem impostas, é o que o povo todo no mundo inteiro (para evitar ações como as da Zara que mudou de um país para o outro) deveria fazer também. Foi assim que nos livramos de condições desumanas na Inglaterra (com a união dos sindicatos e trabalhadores) e muitos países que hoje em dia prezam pelas suas condições de trabalho. Vejam bem, isso ainda não evita que existam trabalhos escravos e explorativos no Reino Unido. Mas muito MUITO mesmo foi banido no passado.
Então eu nunca compro nada de marca?
Depende o que você chama de marca. Posso dizer que 99.9% das minhas roupas e sapatos não são de grife. E os 0.01% que são, foram presentes. Tenho um casaco da Zara que ganhei de presente, uma bolsa da Radley que ganhei de presente. Foram presentes de pessoas que gostam de mim e tinham a melhor das intenções em seus corações. Aceitei com carinho, e os usarei até não dar mais, fazendo jus ao dinheiro que gastaram
E as pessoas que justificam as compras nessas lojas?
De novo, eu entendo que é o mundo em que vivemos. Eu não condeno os amigos e conhecidos que sucumbem à tentação das marcas. Eu não entendo a atração pela mudança de estações, pela renovação do armário a cada 3 meses, pelo julgamento de acordo com o que você veste. Não entendo o porque pagar mais pelo que você poderia ter por menos. Não tenho o hobby de ir fazer compras.Já tentei me entrosar em conversas da moda, mas não rola. Então não tenho como condená-las. Só poderia ter o direito de levantar um dedo se a minha criação tivesse sido diferente, se minha personalidade fôsse diferente.
Só posso tentar explicar porque é que penso e ajo diferente.
E abrir meus ouvidos pra quem quiser me convencer do contrário
Desculpem pelo assunto pesado de novo, escrevo hoje sobre o que aconteceu em Londres. Não tem como deixar entalado na garganta e sempre me ajuda a lidar com os sentimentos que vêm nessas horas…
Difícil achar uma tradução decente para a palavra riot. Riot aqui tem a conotação de arrastão, tumulto, revolta, tudo em uma palavra só. Em um dos artigos que li, na verdade eles diziam que nem riot foi, porque riot teria em si, uma definição de fundo politíco e argumentação, o que aqui não teve. Talvez tenha começado como uma riot, mas como terminou, ninguém sabe muito bem como colocar um nome. Vou chamar de tumulto, pra deixar mais fácil pra todo mundo, por agora.
Primeiro, a história de como aconteceu sob o meu ponto de vista, pra quem está no Brasil e ficou meio perdido com a bagunça que não foi bem explicada no jornal.
No dia 4 de Agosto (quinta-feira), um rapaz do Norte de Londres, do bairro de Tottenham foi morto por policiais. O que eu vi de notícias (assisto BBC News – notícias 24 horas – antes de dormir, pelas curtinhas do que está acontecendo pelo mundo) foi que um homem havia sido baleado pela polícia e estavam investigando. Na sexta, na hora do almoço – quando vemos as manchetes de novo – a notícia era de que ele havia atirado no policial, mas o IPCC (que é o órgão independente de investigação de ações da polícia) estava investigando o que realmente tinha acontecido.
No sábado, passei o dia fora. Na volta, quando paramos para jantar em um posto de serviços da estrada, vimos na televisão que estavam acontecendo alguns tumultos no bairro onde o rapaz foi morto. Carro de polícia pegando fogo, mas sem muitas informações sobre o que estava acontecendo. Chegamos em casa umas 2 horas depois, e o circo sensacionalista havia sido montado. Ninguém sabia muito bem o que estava acontecendo, como tinha começado e o que a polícia estava fazendo para contê-los. Resolvemos desligar a televisão, mas sei que ficaram a noite inteira reportando do local, colocando as imagens em loop, repetindo sempre as mesmas imagens de pessoas atirando pedras nos carros da polícia, de prédios pegando fogo.
No domingo, ligamos a TV pra ver o que estava acontecendo, mas até aí estava tudo meio tranqüilo. Até a hora de dormir de novo, quando vimos que haviam acontecido mais alguns tumultos. Na segunda-feira pela tarde o rádio começou a falar de tumultos acontecendo em maior escala em vários lugares de Londres. Ao assistirmos a TV de noite, vimos que estava fora de controle.
Na terça David Cameron chegou das suas férias, convocou a polícia, e o número de policiais nas ruas em Londres triplicou do dia para a noite, contando com carros-fortes e policiamento especial para tratar desse tipo de distúrbio. A note de terça foi tranqüila para Londres, mas Manchester, Birginham e Liverpool sofreram tumultos.
Não sei o número certo de pessoas que ficaram feridas no tumulto, mas confirmaram que 5 pessoas morreram.
E então vêm as perguntas. Que quero responder com as minhas respostas, meu ponto de vista, com meu conhecimento, com as horas que perdi lendo artigos de pessoas que não abusam de verborragia.
1) A polícia que matou o rapaz reagiu a ele atirando contra eles?
Não se sabe. Até agora a investigação confirmou que uma bala encravada no crachá do policial que foi envolvido no incidente não saiu da arma não-policial que foi encontrada na cena do crime. A investigação ainda está em andamento. Muitas perguntas precisam ser respondidas. Pessoalmente, eu acho que os rapazes não atiraram. Que entraram em pânico e ameaçaram a polícia com a arma que tinham (se é que era deles mesmo) e a polícia entrou em pânico de volta e atirou para matar.
2) Os tumultos foram causados pela morte de Mark Duggan?
Não se sabe. As pessoas que estavam fazendo o tumulto era pouco concisas. Não tinham uma explicação dos motivos de estarem roubando lojas, colocando fogo em prédios, e fazendo bagunça. Cada um dava um motivo diferente, mas poucas vezes faziam sentido, e muitas vezes estavam embrigados por álcool. Pessoalmente, digo que sim. Foi a única coisa que mudou do Sexta para Sábado. Depois que a poeira baixou um pouco, veio a notícia de que o tumulto começou no fim da vigília organizada pela família para protestar a morte do rapaz morto pela polícia. A vigília saiu de controle e algumas pessoas do bairro começaram o tumulto em uma revolta contra a polícia. Mas também acho que a televisão ao mostrar tudo ali, nú e crú e no loop repetitivo, instigou outros grupos do país a soltarem toda raiva e frustração contra o sistema. Ver que pessoas estavam roubando e destruindo saindo impunes, mostrou que se você quisesse, seria fácil ir pegar o seu pedacinho de mercadoria. A TV mostrou que polícia não ia te parar, se seus amigos iriam pra lá fazer tumulto também, que diferença iria fazer?
3) Porque a polícia não deu conta do recado?
Porque a polícia de rua aqui não é treinada para lidar com tumulto, e não só isso, ela não é autorizada a lidar com tumulto, eles não são armados, e normalmente só têm o bastão de borracha para conter violêncida em casos extremos e individuais de violência. Tem que ser a polícia treinada para tanto. Foi a primeira vez que aconteceram tumultos em vários lugares ao mesmo tempo. O número de policiais de tumulto (tipo Rota e Bope) foi pequeno para lidar com todos os tumultos. Foi um caso de como a TV estava mostrando onde os tumultos aconteceram, o pessoal causando o tumulto via na TV que poderia atacar outras áreas, e aproveitava a brecha.
Também teve o fator de que durante outros protestos durante o último ano a polícia foi muito criticada por usar força excessiva. Inquéritos foram armados, e a polícia ordenada a usar menos força da próxima vez. Quando chegou a hora do vamos ver, foi o que eles fizeram.
4) O Primeiro Ministro estava de férias, isso quer dizer que ele é folgado?
Não (mas jornais podem tentar te convencer do contrário). Não só o primeiro ministro como todos os políticos e a maioria da população tira férias no verão inglês. É quando as crianças saem de férias da escola, então é normal terem um tempo de descanso. O balanço entre a vida pessoal e trabalho aqui é protegido por leis européias, e isso é uma coisa importante na qualidade de vida de todos. O Primeiro Ministro é uma pessoa como qualquer outra, e para “funcionar” direito, precisa desligar de tempos em tempos. Ele e o Prefeito de Londres voltaram para Londres na terça-feira do tumulto. Todos os outros Membros do Parlamento (equivalente a deputados e senadores) foram convocados para uma audiência na quinta-feira depois do tumulto. Críticas são maiores pelo fato do Prefeito ter demorado mais para chegar, e quando todos estavam se unindo para limpar e resconstruir a cidade, eles não se uniram à população afetada.
O Primeiro Ministro não fez muita coisa na verdade voltando das férias. A polícia aqui é um órgão independente que tem liberdade de decidir ações conforme acharem necessário. David Cameron ter voltado foi literalmente, mais para inglês ver.
5) As pessoas que causaram o tumulto são pessoas simplesmente desocupadas, se aproveitando da falta de policiamento, ou crianças que os pais não tomam conta, querendo roubar coisas?
Aí está uma questão que cutuca a ferida de muita gente. Meu problema com essa questão é a palavra simplesmente. O que transpareceu durante esses acontecimentos é que nada é tão simples assim. E teve muito adulto na bagunça (até um brasileiro), e pessoas que queriam roubar comida, água e bebida acoólica.
5) Qual é a solução para isso não aconteça mais?
Não existe só uma solução. São várias. Que custam dinheiro, esforço, tempo. Sem entrar na questão histórica de partidos políticos, aqui está a minha lista de soluções, baseadanos ideais de Leleilândia:
Para os governantes:
Reforma do sistema de benefícios: Fazer com que o benefício seja merecido e não simplesmente oferecido. E benefícios merecidos seriam então melhores. As casas dadas pelo governo pra quem não pode pagar aluguel, seriam de melhor qualidade,ofereceriam condições mais humanas, e o serviço social apoiando o crescimento dos cidadões que necessitam dessa ajuda.
Reforma do sistema de ensino: Criar mais colégios de ensino técnico e aprendizes. Dar mais atenção para escolas que servem essas áreas:A maioria do pessoal envolvido (que claro teve suas exceções) vêm de sistemas educacionais precários. Saem da escola com o mínimo de alfabetizado (quando alfabetizados) e por isso também não conseguem se integrar à sociedade e procurar/conseguir emprego. O futuro para quem sai da escola nessas condições é escuro e sem muitas esperanças, o que traz frustração, raiva, inconformismo. Faça as contas. Criar e manter os centros jovens/infantis:Existem muitas histórias de centros juvenis e infantis de sucesso que ajudam aos menos privilegiados (e provilegiados também, pra quem quiser) com atividades pós-escola. É excelente para aqueles que não podem pagar para terem atividades extra-curriculares e precisam passar o tempo fazendo algo e se sentindo úteis.
Treinar a polícia: Não só para lidar melhor com tumultos, mas para evitá-los em primeiro lugar. Aprender as lições desses dias e rever as ações necessárias. Treiná-las para trabalharem com a comunidade problemática e não contra ela. Treinar oficiais que usam armas para saberem como lidar com o pânico e instintos de sobrevivência de mandeira melhor.
Reforma do sistema social: Oferecer condições melhores para trabalhadores do serviço social. Para identificarem e trabalharem com pais que não têm condições (morais, físicas e/ou ecônomicas) de criarem seus filhos. Cortar o mal pela raiz, identificando isso cedo na vida das famílias, seria mais fácil de direcionar crianças para um caminho mais correto, e evitar adolescentes e adultos que trariam problemas para a sociedade no futuro.
Impulsionar a criação de empregos: O corte de empregos, públicos ou não, é um grande fator nisso tudo, lembram de Gonzaguinha? “Um homem se humilha/ Se castram seu sonho/ Seu sonho é sua vida/ E vida é trabalho…/ E sem o seu trabalho
O homem não tem honra/ E sem a sua honra/ Se morre, se mata…“. Na minha opinão a criação de empregos vem da criação de indústrias, de empregos públicos (feito de maneira enxuta e eficiente) de mais felixibilidade dos sindicados, de mais educação no país. De facilidade para pequenas empresas lidarem com os bancos.
Regularizar a propaganda e ânsia de ter que vender vender vender: Como eu falei, a maioria saiu roubando o que eles viam e queriam mas não têm condições (ou esperança de ter condições) de comprar. Pessoas “de bem” se aproveitaram e roubaram também. Pessoas com estudos e empregos, e sabiam o certo do errado. O que elas têm em comum com os muitos vieram de locais mais vulneráveis é querer e não poder comprar. É necessário colocar um freio nessa cultura onde ter é melhor como ser, como disse sabiamente, a Lolla.
Para nós, o povo:
Esse é um ponto que dificilmente se vê por aí. Normalmente todo mundo é rapidinho em atacar a pedra, sem olhar para o próprio umbigo. Mas a sociedade e o povo tem culpa – e muita – no cartório. Então, o que podemos fazer para mudar o que está ao nosso redor e não deixar somente na mão do governo?
Não perpetuar a raiva direcionada aos que têm uma realidade diferente da nossa: Xingar, apelidar, falar (ou escrever) com tom de voz racista ou preconceituosa sobre os jovens, crianças e adultos envolvidos ou não nos tumultos, somente piora a situação que também é formada pelo fato de se sentirem excluídos do grupo de pessoas aunto-entituladas “boas”. Mais um fator para se juntarem aos grupos que entitulamos “maus” – alguém falou no programa de debate na televisão, com muita razão, quando não há proteção boa, proteção ruim toma conta. E assim gangs se formam que por sua vez acham o espaço para crescerem. E o ciclo assim vai continuando.
Pesquisar mais sobre política e exercer nosso papel cívico: Saber o que cada partido fez, faz e quer fazer é essencial para exercermos nossos direitos de cidadãos. Sair pesquisando leva tempo, mas as recompensas são saber que na hora de votar – e tem que votar! – estamos escolhendo o melhor realmente para o que queremos, e não só ouvindo o barulho que a imprensa e jornais fazem durante a eleição e escândalos. Não só ouvindo o que celebridades, seus amigos ou o debate resultou na televisão. A escolha é nossa e temos que ser responsáveis por ela.
Pesquisar mais sobre como é que o pessoal mais vulnerável que nós vive?: Saber as condições desse pessoal vai te fazer parar de julgá-los. É tão fácil do alto do nosso pedestal onde tivemos uma educação, pais moralmente corretos que nos ensinaram o certo do errado e nos suportaram nas horas de dor e de alegria, de amigos que nos aceitam, do quentinho da nossa casa, da segurança da polícia que nos protege ao invés de nos atacar, do emprego que paga as nossas contas e o que queremos comprar. Tire seus dedos dos ouvidos, e use seu tempo para antes de atacar pedras, pesquisar o que está causando o problema, e como você pode ajudar.
Perpetue idéias e ações que proporcionem o que você quer no mundo: Se você já tem uma idéia do que é certo e errado na sua concepção, perpetue-as. Aponte os seus amigos que não conseguem (ou não querem ver) ainda na direção correta. Pode haver uma discussão básica, assim como a que houve com a Cris no Twitter, a Lolla e a minha ex-chefe no Facebook, só tenha certeza de manter civilizado, colocando seus pontos através de fatos, mas não batendo de frente e deixando o emocional tomar conta. Nos três casos, chegamos em um acordo, aprendemos umas com as outras. Em um caso de uma menina que conheci uma vez em um casamento e se tornou amiga no Facebook, consegui fazer ela retirar o post dizendo que era “fácil os jovens conseguirem emprego, que só precisavam colocar um terno e aprender a falar sem gíria.” E nem precisei pedir para tirar, só com jeitinho disse que não era tão simples assim…
6) E por último, porque isso não muda?
Em resumo é mais ou menos como um cartunista colocou no The Independent (nosso jornal favorito aqui):
Os sintomas, as causas, a solução
Tem muito que envolve richas políticas, a impossibilidade de governos trabalhem juntos pelo bem da nação. Muito da sociedade que começa errado e é difícil de mudar assim rápido. São atitudes, culturas, crenças. Que são parte da personalidade dos indivíduos. Muito vem de novo do que o Mauro me falou, de que a raça humana é simplesmente muito grande para instigar o carinho e a preocupação pelo próximo em uma escala em que todos se ajudariam, na verdade.
Pode ser que esta lista mude conforme eu fôr lendo mais (ainda tenho muito mais artigos para ler!) e mais informações sobre o que aconteceu forem surgindo. Afinal, vocês sabem, sou a mestra em mudar e adaptar minhas opiniões.
Ia publicar a lista de artigos que li, mas seria enorme e não sei se vocês estariam interessados.Quem quiser pode me pedir e pode ser que eu publique aqui ou mande por e-mail.
E claro que topei participar, tem como recusar uma causa dessas, tão importante? Ainda mais um assunto tão importante nos dias de hoje aonde educação é sempre apontado como um dos milhares de motivos porque comportamentos têm sido tão violentos.
Isso me pegou pensando porque estudar valeu a pena pra mim?
Acho que sempre tive medo do que aconteceria comigo se não estudasse. Sempre me afundei nos livros, sempre me interessei pelas aulas, sempre fiz questão de decidir o meu destino. Sempre ouvi muito aos meus pais, aos seus conselhos, e seguindo seus exemplos (meus pais fizeram faculdade enquanto a gente crescia) admirava a vida que construíram para eles baseados em seus estudos.
Vamos voltar na máquina do tempo, e ver o que aconteceu lá, 32 anos atrás
Com 4 meses de idade, já ia pro berçário. Minha mãe teve que voltar a trabalhar depois da licença maternidade e sei que ela sofreu a separação da bebê (ela conta que ligava pra escolinha querendo ouvir se eu estava chorando, e me ouvia cantando no fundo ). Até os 6 anos de idade, ia pra escola para brincar com outras crianças, mas aprendi o básico e comecei a ser alfabetizada. Sabe do que me lembro? De “pernoites”, das brincadeiras, das professoas que brincavam ensinando (ou ensinavam brincando?).
Dos 7 aos 12 anos, estudei na mesma escola. Amava todas as aulas, as lições de casa, as festas comemorativas, as feiras de ciência, as “olimpíadas”. Ganhei prêmios de redação, xadrez, dama, handebol. Estudava pesado, e como resultado, apareci mais de uma vez no quadro de honra. Fiz parte do time de handebol da escola e ficamos em segundo lugar no campeonado de handebol de São Paulo. Uma vez esqueci de fazer a lição de casa e comecei a chorar, por ser boa estudante, a professora me usou como exemplo que não passaria castigo porque eu sempre fiz tudo tão certinho que merecia ser desculpada daquela vez. Brincava MUITO e as histórias para contar são infinitas.
Dos 13 aos 14 anos fui para escola pública. Apesar das atividades não serem tantas como na escola particular, os professores eram excelentes. Tínhamos aula no laboratório (ainda lembro a primeira vez que vi os gominhos da lanranja no microscópio), festa junina, e os melhores recreios que me lembro. Foi quando comecei a paquerar garotos, e a escola também me ensinou o que estava acontecendo comigo, e que eu estava começando a virar gente grande.
Dos 15 aos 18, comecei o período mais pauleira dos estudos. Graças a ser uma estudante – no sentido completo da palavra – consegui entrar em uma das escolas técnicas públicas mais difíceis de passar no vestibulinho. A antiga Federal. Passei e lá reecontrei uma amiga que estudou comigo da 3a até a 6a série. Quem diria! Por ter sido estudante, a vida já estava facilitando a minha passagem pelo colégial técnico que era mais como uma faculdade. Foram os anos de estudo mais pesados da minha vida. Estudávamos até ficarmos esgotados. Ir para a Escola era rotina que na maioria começava cedinho e só terminava de noite (e incluía sábados!), senão na classe, estudando na biblioteca, fazendo projetos no laboratório, jogando basquete na quadra, ouvindo walkman no saguão, fazendo coisas básicas que me formaram quem hoje sou. A paquera nessa época ficou mais forte e conheci o que era o amor. Conheci muita gente bacana, que levo pro resto da vida como amigos verdadeiros. Pessoas de bem, que hoje em dia têm sucesso em suas vidas. Experiências e histórias que escreveriam um livro ao invés de um post no blog.
Aos 17 anos, graças a ser estudante, consegui estágio na ainda então Telesp, que depois virou Telefônica. Tive que prestar concurso público e fui chamada na segunda leva de pessoas convocadas. Estudei durante o 3o ano na Telesp (trabalhava de manhã e estudava de tarde), por estar na Federal, fui chamada para ir fazer estágio em uma multinacional durante o último ano, na época ainda AT&T, que depois virou Avaya. Trabalhei no estágio por 2 anos, e por não ter faculdade, não fui efetivada com a Avaya, mas com uma empresa que prestava serviços para eles.
Um amigo que trabalhava comigo na Avaya então me chamou para ir prestar vestibular com ele na UNIP. Fui com compromisso, e passei na primeira chamada. Continuei trabalhando de dia e estudando de noite. No último ano, fui chamada para trabalhar na Siemens, que oferecia treinamento nos Estados Unidos e uma estrutura melhor de vida pessoal.
Por estar terminando a faculdade, consegui um salário melhor. Por ter feito Federal (e o nível das aulas de inglês lá ser excelente apesar de ter sido somente dois anos) fiz treinamento nos Estados Unidos e trabalhei na Siemens até decidir vir para Inglaterra.
Chegando aqui, aos 23 anos, fui estudar de novo! Fiz 6 meses de aulas de inglês até conseguir meu emprego. Porque eu tinha um histórico profissional tão bom, fui chamada para trabalhar na Siemens daqui (sem relação com o emprego do Brasil hein?). Nas entrevistas, era difícil convencer as empresas que trabalhei e estudei ao mesmo tempo, tinha que provar, mas era admirada pelo esforço e pela conquista.
Ainda pensando que precisava mais, fui fazer Pós. Dois anos pesados de novo, aprendendo, pesquisando, fazendo projeto de tese.
Depois da pós, decidi ir aprender outras coisas, como vocês sabem, hoje faço aulas de canto e teclado. Quero aprender muito mais.
Acho que por tudo isso, e por todas as coisas boas que posso listar que aconteceram na minha vida devido ao fato que eu estudei, não tem como negar os benefícios do porque vale MUITO a pena estudar. Ir para a escola é muito mais do que só aprender a decorar matérias que podem ser chatas. É aprender como lidar com a vida, com o mundo ao redor, como pensar por você mesmo, como aproveitar os momentos de brincadeira, de alegrias.
Nem que seja para termos a escolha de não fazer nada com o que estudamos. O problema é querer fazer algo que requer estudos e ter a opotunidade negada. De ter que rechear o tempo que você estaria aprendendo alguma coisa com algo que te traria tantas coisas boas quanto a de ir para a escola.
Claro, existem vários problemas com o sistema de educação no mundo. Não estou negando isso. Mas esse post foi para listar o porque vale a pena ir para a escola. Mesmo com seus problemas, pra mim ainda ganha de abandonar um futuro que nunca saberia como seria se não fôssem por aqueles momentos maravilhosos de minha infância, adolescência e vida adulta.
E olha, o ponto a ser feito é tão importante que estou até quebrando a regra de não publicar fotos comigo por aqui. Essa foto foi tirada em 1998, depois de um dia de estágio, fazendo projeto no laboratório na Federal. Tão novinha e tão magrinha aos 17 anos, mas só por causa dela, é que a mulherão Lelei aos 32 existe hoje
Não tem como. Tentei ignorar o fato no blog – como muitos companheiros de blog fizeram – mas minha cabeça e suas caraminholas ganham a luta. E esse “blog é sobre nada” (roubando a terminologia de Helô e Marina) mas ao mesmo tempo é sobre tudo que se passa nessa mente criada por pais de direita, irmã e namorado de esquerda, e que tenta justificar as coisas difíceis de entender para quem teve um passado fácil de viver. Esse blog é uma das válvulas de escape para eu não acabar “fundindo a cuca” como diziam meus pais quando eu queria ficar estudando por muito tempo (sim, sou CDF e daí ) então dedos à obra e ao desabafo!
Preciso dizer que o tempo me ensinou muita coisa sobre a imprensa. As lições são muitas, mas a mais importante e relevante nos casos de tragédias, é esperar. Esperar até que as especulações se acalmem, a poeira do choque se abaixe, e as notícias comecem a fazer mais sentido.
Com o tempo, tudo faz mais sentido, se você conseguir manter a frieza de se distanciar das emoções que o noticiário quer instigar em você – o famoso inconsciente coletivo - para te prender aos números do IBOPE, às vendas de jornais e aos acessos de seus websites. No começo tudo é sensacional. No mau sentido, mas mesmo assim, sensacional. Pessoas são transformadas em monstros. Empresas são transformadas em instrumentos diabólicos que só servem para destruir a vida de todos. Partidos políticos são transformados em mecanismos de pura corrupção. Com o tempo você começa a ver que não é bem por aí. Ninguém nem nada se transforma em algo puramente ruim e negativo da noite para o dia.
Existem quatro assuntos que quero discutir no blog. News International e suas traquinagens, o ataque de Oslo, a fome na África e a morte de Amy Winehouse. Para não ficar muito cansativo (tanto para leitura quanto para escrever) vou fazer um de cada vez. O primeiro é sobre o ataque em Oslo.
Na sexta, quando as notícias estavam quentes, Regina26 (que aliás me surpreendeu por ter sido a única que comentou o que aconteceu) escreveu no Twitter
“Acabei de ver na Tv as imagens do atentado em Oslo. Será que algum dia isso vai parar? Por que matar, ao invés de sentar e conversar?”
Respondi que era um assunto complexo, mas que concordava que deveria sim ser tão simples quanto sentar e conversar. Minha concordância foi relativa ao fato de que eu sei que o mundo não é feito para tanta ingenuidade, mas ainda assim espelharia minha utopia, sobre a qual falei aqui. Mas como falei naquela época, Utopia é algo que sabemos que não é atingível. Na época, adorei a explicação de Mauro, comentando no mesmo post:
“- Infelizmente, não acho que isso vá acontecer porque a humanidade no final das contas é um bando de gente egoísta e que não está nem aí para com quem está fora da sua “turminha”. A gente evolui como animais sociais, mas isso normalmente implica viver em grupos pequenos. A gente se importa com a família e os amigos próximos, mas normalmente está pouco se lixando com quem está em outros países ou mora na cidade ao lado, afinal eles são só “estatísticas” ou mais ou menos “conceituais” para a gente. Tipo, se eu mal consigo imaginar alguém que mora no Kazaquistão, como é que vou sentir simpatia real por essa pessoa, comparada com, por exemplo, meu vizinho?”
Depois que Mauro acendeu a lampadinha na minha cabeça, o mundo e suas coisas com as quais não concordo passaram a fazer muito mais sentido. Desde idéias e discussões de amigos, da família, dos vizinhos, até – o que sob o nosso ponto de vista são – atrocidades que acontecem pelo mundo. E para passar a entender mais ainda essas atrocidades, basta se colocar do outro lado da moeda, a ver as coisas de um outro ângulo. Todos os “loucos” têm o seu pouquinho de sanidade também, as suas justificativas exageradas para ações que não são consideradas normais por nós, considerados normais.
Nesse caso específico, após ler alguns poucos artigos sobre o assunto e ouvir as notícias curtas dadas no rádio que toca na maioria música,percebi a similaridade com o caso da Escola do Rio. O mesmo caso que me fez desabafar sobre a Imprensa.
A similaridade é um indivíduo que em um surto entre realidade e fantasia, misturou seus pontos extremos com uma doença mental e acabou afetando pessoas inocentes em sua busca de uma vida melhor. Sim! Porque ele jura de pés juntos que fez o que necessário para uma Europa melhor, livre da invasão islâmica e imigrantes ilegais. Já ouviu essa história antes? Um certo senhor chamado Adolf Hitler, querendo limpar a Europa dos judeus e não-caucasianos? Pois então. É primeiro necessário entender que na cabeça dele, seus ideais são corretos.
Meu ponto aqui se dividem em dois:
- Influência da mídia de que você deve lutar pelos seus sonhos e pelo mundo que deseja
Três dos meus filmos favoritos são Matrix, V de Vendetta e Mais Estranho que Ficção. Ambos lidam com a idéia de que você deve sair da cadeira, e fazer algo pelo mundo que deseja ver. Se fôr criar uma revolução, e eliminar quem não concorde com os seus ideais, que assim seja.
Também adoro os ideais de Rage Against the Machine, com suas músicas revolucionárias que cantam coisas como:
So called facts are fraud – Os “fatos” são fraudes
They want us to allege and pledge – Eles querem que nos aleguemos e assim prometamos
And bow down to their God – E nos curvarmos diante de seu Deus
Lost the culture, the culture lost – Perder a cultura, a cultura perdida
Spun our minds and through time – Virou nossas cabeças e durante o tempo
Ignorance has taken over – Ignorância tomou seu lugar
Yo, we gotta take the power back! – Temos que tomar o poder de volta!
Bam! Here’s the plan – Bam! Aqui está o plano
Motherfuck Uncle Sam – Estados Unidos FDP
Step back, I know who I am – Dê um passo para trás, eu sei quem eu sou
Raise up your ear, I’ll drop the style and clear – Abra seus ovidos, Vou pingar algum estilo e limpidamente
It’s the beats and the lyrics they fear – É a batida e a letra da música que os amedronta
The rage is relentless – A fúria é implacável
We need a movement with a quickness – Precisamos de um movimento rápido
You are the witness of change – Somos as testemunhas da mudança
And to counteract – e para contra atacar
We gotta take the power back – Temos que tomar o poder de volta
Gosto também de Muse, Green Day, Legião Urbana, Paralamas, Titãs, Caetano, Gil e Tropicália. Claro, da época que falavam mais de governos do que de corações partidos.
Então não seria o certo começar uma revolução agora mesmo? Me juntar aos que pensam como eu e tomar o mundo de pessoas que não concordam com os meus ideais? Protestar não ajuda em quase nada quase sempre, e mudar o partido no poder só faz outras pessoas que se vêem cegas pelos próprios interesses controlar a maioria.
Então porque vivo essa vida hipócrita, que não me deixa lutar pelo meus sonhos, pelos meus ideais de uma maneira mais agressiva assim como escuto meus ídolos cantarem pra mim, me mostrarem em filmes e escreverem em livros?
Pode ser por pura preguiça, e pela ilusão de achar que uma andorinha não faz verão, mas acho que na verdade é mais pelo fato de que:
- Somente excessões têm a capacidade de matar a sangue frio, não importa qual motivação.
Não é mais do ser humano ter o instinto de ter que eliminar o lhe ameaça. Deixamos essa característica animal, lá trás no tempo dos homens da caverna. Essa necessidade de ter que matar para conquistar o que queremos é o que nos faz viver em sociedade, e termos a capacidade de conversar, de discutir, de tentar chegar um senso comum e mesmo se não chegarmos, de “concordar em discordar”, e seguir a vida em frente.
Claro existem suas excessões. Nossa evolução ainda não se completou. Ainda temos necessidade de comer, beber líquidos. Ainda temos de depilar a perna (aliás, a evolução já deveria ter dado conta do recado né, fala sério ) e temos a necessidade de dormir para suprimirmos a necessidade de descanso. Ainda somos animais, em muitos aspectos.
Mas assim como existem excessões da evolução para essas necessidades, existem excessões para aqueles que por um motivo ou por outro ainda têm essa característica em sua personalidade, em sua mente, em suas ações.
Na minha santa ignorância, os motivos que causariam tantas tragédias seriam:
1) Uma infância ou vida adulta conturbada
2) Doença mental (como esquizofrenia ou paranóia, por exemplo)
3) Necessidade (de sobrevivência, a questão de vida ou morte, auto-defesa, ou auto-subsistência)
Qualquer um dos três acaba explicando os casos isolados de violência contra outra(s) pessoa(s). O que explicou casos de matança no cinema em São Paulo, o caso da escola no Rio, atiradores nos Estados Unidos e provavelmente o que vai explicar o caso de Oslo é o ponto da doença mental.
O que explicaria casos do Nazismo, seria a combinação da mente doentia de Hitler, que encontrou em seus seguidores o motivo da sobrevivência. Os alemães tendo vindo da perda da 1a Guerra Mundial e se vendo ameaçados pelos judeus, seguiram Hitler em seus ideais, cegamente (mais ainda assim com suas exceções humanas, com pessoas que ofereceram abrigo a judeus e salvaram muitas vidas!).
Agora, a guerra motivada por Islamismo x Ocidente é um pouco diferente. Aí temos uma mistureba de motivos, e a sede do Ocidente de manter as guerras acontecendo por uma outra tendência que vem com o Homo Sapiens. A ganância e ambição. Os Estados Unidos e o Reino Unido ainda precisam do dinheiro que a guerra gera. A venda de armamentos ainda é um comércio muito grande para abrirem mão. O que é triste, mas na realidade o porque a Guerra não acaba nunca. E acaba gerando mais motivos de criação de terroristas que nascem em crescem em território de guerra e acreditando que devem ter uma vingança e retribuição, criando assim um círculo vicioso.
Existe uma saída?
Sim, imprensa PRECISA largar essa coisa que denominar pessoas de demoníacas, como isso explicasse o ocorrido e como se as escolhas fôssem delas de cometer esses atos horrendos. É preciso começar a aceitar doenças mentais como algo grave da condição humana. Oferecer triagem, tratamento e inclusão na sociedade.
Um ponto positivo é que parece que aprendemos sim com o Nazismo. Hoje já não é aceito como normal e não acredito que cresceria aos níveis que vimos no passado.
Ainda é necessário endereçar o problema da inclusão de imigrantes na Europa (escrevi que já era um problema em 2010, no blog da Denise), que é o que fundalmente tem ameaçado os nacionais e feito com que sintam medo do diferente e achem que mulçumanos e estrangeiros representam o mal e deve ser eliminado – a famosa direita fanática, que claro é a minoria, ainda que ameaçadora. E a culpa de quem é?
Bom temos governos que fazem uma bagunça de todo o processo de imigração, e de novo – olha só a surpresa – imprensa de baixo calão com manchetes sensacionalistas e exagero para negativizar estrangeiros, são a fórmula para desastre acontecendo no momento.
É preciso achar outras saídas ao invés de depender no dinheiro da Guerra para conseguir fazer seu país sair da pendura!
A única saída pessoal que achei por enquanto é seguir as palavras de Ghandi, que são as que mais me fazem sentido. “Seja a mudança que quer no mundo” . Tenho outros planos, mas enquanto meu traseiro não sai do sofá para agir, seriam somente conjecturas.
Por enquanto tento fazer a minha parte no que eu acho que é bom. Não fazendo o que eu acho que é errado. Eu acho que é errado confrontar outras pessoas de maneira agressiva e fanfarrônica (confesso que ainda estou mudando essa tendência, assunto pra outro post talvez?). Se um dia tiver filhos, ensinarei a eles meu ponto de vista e tentarei dar um lar estável e seguindo meus ideais. Quando tenho a oportunidade, espalho meus ideais por aí, pra quem quiser se juntar. Mas principalmente mudo meus ideais a todo tempo, quando acho que outros fazem mais sentido. Sou maleável, porque acho que todos deveriam ser maleáveis. É uma jornada conflitante e cheia de ficar em cima do muro por um tempo (às vezes por um longo tempo) – o que é mal visto nos dias de hoje, como se fôsse um defeito, infelizmente.
Mas é a mudança que eu gostaria de ver no mundo, um mundo mais tolerante, e com mais paciência.
Deixo o vídeo abaixo, para ilustrar a idéia, sem nenhuma palavra sequer necessária.
Sambaram comigo