… e para continuar o assunto onde parei por “um minuto de silêncio”, e depois dos desejos de Ano Novo (que sempre me deixam meio cabisbaixa) chegou a época do ano que começo a tomar gás de novo. Vamos lá pro Ano Novo de 2012.
Do Natal delícia na casa da mana, pegamos a mala, a cuia, e o bíquini direto pra praia...
Onde ainda tinha a presença do Natal, com um pobleminha de escala, mas quando a Rena se move, detalhes assim, não se notam.
Tiveram caminhadas com sorvete de sobremesa...Com preguiça de tirar o sapato e sujar o pé, Com choro pra sair da água e voltar pra calçada.
Teve matar a saudade do mar, sempre a mesma vista, mas que nunca deixa a desejar...
Teve brincar de colocar o pé na areia, sem chinelo, sem sapato, sem meia!
Teve brincar de pintar, de colar, de dançar...
Teve brincar de bola...
Teve karaokê com a mãe, irmã, sobrinha, sobrinho e todo mundo, com direito a elogios da platéia e as aulas de canto se pagando!
Teve iluminação que um dia pode servir de inspiração, com inglês vendo e percebendo que não se faz Natal desse "lado da lagoa" como se faz daquele lado...
Teve brincar de botcha de mesa...
Teve aproveitar infância dos pequenos, antes que pequenos não sejam mais...
... e a ratinha mais fofa, extrovertida e estrelinha que já conhecemos na família.
Teve brincar de dominó com direito ao sobrinho se divertindo mais colocando as peças de volta na caixa, tirando da caixa, colocando na caixa...
Teve correndo pra ver o Samba ao vivo, de surpresa, e recolhendo dinheiro no chapéu...
Teve 2012 chegando, com muita chuva, muita gente, muitos fogos e nós de VIP vendo muito de pertinho.
Teve ceia com todo mundo vestido chique, mesa muito chique, festa muito à vontade.
Com muita bexiga, muitos sorrisos, muita música, muito branco...
Teve piscina mesmo com nuvens, sem muito calor, mas com muitas gargalhadas.
Teve brincar de baralho, um dos meus top 5!
Teve torta da Dinda, e assim como a cozinheira, impagável e incomparável!
Teve psico-papai-noel (como Mr.W apelidou o acidente) depois de noites de vendaval...
Teve um trânsito monstruso voltando pra Sampa, e no mesmo dia, o Sol resolvendo aparecer...
Teve lágrimas voltando pra Londres. Mas menos do que se costumava ter. E mais fácil de lidar depois que Mr W me presenteeou com upgrade pra classe executiva e os pés foram colocados pra cima.
Teve chegar "em casa" com o clima típico pelo qual me apaixonei e me acostumei. Cinza, frio, aconchegante, encantador.
E com ele, o "céu de baunilha" visto da janela de onde, normalmente, vos escrevo!
Powered by AFG
Muita saudade de tudo isso…
Mas vamos ver se o blog engata a segunda marcha agora e se logo logo chego no mesmo dia que a folhinha está mostrando
E vam’bora pro clichê?
O clichê do ano novo é um dos mais fortes de resistir, e mesmo sendo do contra, eu gosto da tradição de olhar pro ano que passou, e ver o que aconteceu. Mas sendo boa do contra que sou, adoro o fim de ano e detesto o ano novo.
Então, indo de contra do que mãe e pai me ensinaram, vou começar pelo o que eu gosto primeiro, revisando o que aconteceu. Acho que gosto mais por ser algo não me reserva mais nada, que eu lidei, que passou. Surpresas vieram e se foram, coisas boas, ruins, alegres e tristes aconteceram e pronto, mais um capítulo da vida que se fechou. E é gostoso ver como eu lidei com tudo isso.
Começando pela filosofia do ano passado, que lembrem-se substitui as comuns metas de ano novo, acho que tive sucesso. A idéia era evitar brigas, picuinhas, discussões. Muitas vezes durante 2012, respirei fundo, deixei de brigar e parei de procurar discussões. Confesso que me distanciar de certos lugares (virtuais e reais) ajudaram. Meio que estabeleci pessoas bacanas que quero ao meu redor, que me fazem bem, e as com quais havia um atrito, foram deixadas meio de lado.
Foi um ano com viagens gostosas novamente, pra Paris, pros Estados Unidos, Islândia, pra França e várias viagens de final de semana, não a passeio, mas preparando para o grande acontecimento de 2014 . Ainda mais gostoso, teve mãe e sobrinha vindo pra cá, e nós todos indo pra Euro Disney.
Dois mil e doze foi um ano que também viu bebês nascendo como lindo Ângelo da amiga Fernanda França, e Menino P., meu sobrinho caçulinha. Trazendo muita felicidade e esperança em nossas vidas! Foi um ano com uma surpresa deliciosa no meu aniversário, e uma surpresa tristonha para fechar o ano. A perda de Grandma B. sempre será uma macha no ano de 2012. Foi um ano corrido com o trabalho, passando por reformulações, com as aulas de piano e canto, indo encontrar garotas legais para uma jantinha jogando conversa fora, telefonando para a família linda e onde sobrou pouco tempo para espremer para o blog, twitter e facebook.
Essa falta de tempo me ajudou muito em minha auto-análise, me ajudou a separar (mais uma vez) quem é amigo, quem é troca de idéias (positivas ou negativas), quem é bacana de encontrar e bater papo, quem se importa comigo – e pra todos os pontos anteriores – vice e versa, como é que as outras pessoas me percebem. Isso fez muita diferença na minha sanidade mental, e me proporcionou melhor qualidade de vida.
Sempre difícil escrever mil maravilhas sobre um ano quando temos perdas, então fica o saldo de um ano que teve dias mais felizes que tristes, mais notícias boas que ruins, e não posso choramingar muito sobre ele não é mesmo?
E como boa do contra, eu não gosto de Ano Novo. Adoro quando fevereiro chega e o Ano novo não é mais novo. Quando é só o ano.
Ano Novo é sinal do desconhecido pra mim. Sei que como boa Pollyana, deveria adorar tudo de bom que o ano poderia trazer, mas eu sempre fui meio suspeita de anos novos. Tenho uma ansiedade de saber, o ano vai ser bom? Vai ser ruim? Alguém vai morrer? Ora, não quero que ninguém se vá nesse -ou em qualquer outro – ano! Vou ser promovida? Vou ser despedida? Vou ganhar no Euromillions? Vou ter muito stress? Vai ser tranqüilo? Meus amigos não vão embora? Vou perder alguma amizade? Vou conhecer alguém novo?
Nunca me lembro de ter sido animada com a promessa do ano novo. Por isso eu não tenho metas para o ano. Esse ano não quero nem ter uma idéia ou filosofia. Mas vou me concentrar nas idéias de 2011 o que me parece uma boa, a de ser a mudança que quero no mundo.
Se bater a preguiça pra ir ver o vídeo post-it lá, veja aqui!
Sempre achei que desejar feliz ano novo é meio vazio. Nenhum ano novo é completamente só feliz. Nem que seja algum mequetrefe que te feche no farol, sempre vai ter alguns momentos do ano em que a cobra vai fumar, e vão ter anos que vão ser apáticos, em que nada demais vai acontecer. Então eu desejo um ano forte pra você.
Forte, pra você ter muita saúde.
Forte pra você se proteger de qualquer violência e qualquer tragédia.
Forte pra se e quando você tiver momentos tristes, nervosos, ansiosos, negativos, você tenha força de saltar os obstáculos.
Forte mentalmente, e que tenha a sabedoria de reconhecer o que te faz feliz e aproveite esses momentos com muita alegria, sempre!
E semana passada quando a vida estava começando a entrar nos eixos novamente depois de tanta coisa boa acontecendo, a dar uma acalmada, fomos pegos meio de surpresa com a partida da Grandma B. Avó materna de Mr. W, ela teve um derrame na semana anterior e foi-se assim, em paz, após ter dito seus adeuses.
Mr.W e sua mãe estão bem, eles sempre lidam muito melhor com partidas do que eu jamais vi alguém lidar no Brasil. Existe uma tranqülidade, um reconhecimento de que ela não sofreu, de que viveu uma vida boa, existe aquele sentimento de que aproveitaram o melhor da vida com ela, e de que não houveram arrependimentos ou pendências.
Eu chorei, e ainda tenho que segurar as lágrimas de rolarem, mas por saudade, por aquela dorzinha no peito de que ela não vai estar na data mais importante de nossas vidas. Eu sim tenho o sentimento de que gostaria de ter aproveitado mais a sua compania, ter dividido mais jantares de Natal, de aniversário, de dia das mães, de mais passeios à fazendinha (assim como fizemos quando minha mãe e Dona G.)… Grandma B. morou boa parte de sua vida lá em Cumbria, na região dos Lagos. Horas e horas dirigindo ou no trem nos fez só irmos lá uma vez antes de ela ter sido forçada a se mudar pro Sul esse ano depois que a caridade de cuida de idosos fechar a casa em que morava (foi lá que tirei a foto do post). A mudança nos proporcionou aproveitar mais a sua presença. Eu sempre que podia a visitava com a mãe do Mr. W, nem que fôsse pra tomar um chá e comer uns biscoitos. Da última vez que a vimos consciente e conversamos, me recusei a responder aos goodbyes que ela insistia em nos dar. Eu na minha ignorância jovem, tentei ser positiva dizendo que ela ia ainda nos dizer muitos goodbyes e que nós queríamos ela presente no que ainda viria pro nosso futuro.
A ligação dizendo que deveríamos ir ao hospital veio duas semanas depois dessa visita e só 6 semanas depois que a vimos forte, saudável e contente. Pegamos ela em 10 minutos conscientes em que ela confirmou saber que estávamos lá, e mesmo com uma pontinha de esperança de que ela iria se recuperar, disse meu adeus mental e pedi que ela somente fôsse poupada de qualquer sofrimento em nome de nosso egoísmo.
Dois dias depois, ela partiu. E no dia em que faleceu aconteceram coisas que para céticos seriam somente coincidências.
Exatamente na hora que ela se foi, às 3:15 da manhã, nosso alarme começou a disparar sem nenhuma explicação, o que nos fez acordar e ver a hora que era. E não é como se o alarme disparasse todo dia no meio da noite sem explicação. O que aconteceu foi que a pilha do controle acabou, e durante os dois anos que usamos o sistema isso nunca aconteceu.
Quando a mãe de Mr. W estava revisando os pertences de Grandma B., uma cartinha caiu do folheto-guia de caminhada da região dos lagos. Era uma declaração que Grandma B. tinha escrito antes de se mudar pro Sul, dizendo que enquanto ela estava de mente-sã, gostaria de dizer que não queria ser mantida por aparelhos quando a hora chegasse, que não queria morar nem com a filha nem com o filho, por mais que dissesse ou sugerisse isso no futuro. Isso era uma das coisas que estava incomodando a mãe de Mr. W, aquela culpazinha de que poderia ter feito algo melhor. E foi essa cartinha que lhe trouxe a paz.
E são esses e outros fatos em minha vida que me fazem acreditar que “existem mais coisas entre o céu e a Terra do que sonha a nossa vã filosofia” e é nessa hora que quero acreditar ainda mais no que acredito.
O nosso adeus vai ser durante o funeral e cremação na semana que vem. Aqui a burocracia e cultura significa que nos despedimos muito depois do que aconteceria no Brasil. Mas o nó na garganta estava grande, e fica aqui no blog o meu adeus, que dificilmente conseguirei dar em voz alta em qualquer dia.
Vai em paz Grandma B. Obrigada por tudo que você nos deu. Das lembranças, os presentes, os ensinamentos. Os sorrisos, os desafios, os abraços e o carinho. Quero acreditar que quando disse de que estará em espiríto com a gente no nosso futuro de agora em diante, seja verdade. A velhice que você tanto detestava agora acabou. Espero um dia te encontrar de novo, mas mesmo que não seja verdade, que a energia que você deixou pra trás saiba o quanto era amada e admirada.
Ok, vam’bora colocar o blog em ordem. E como eu sou do contra mesmo, vou começar pelo final. Pela primeira viagem que ainda não contei como foi. E coincide com o clima de Natal que já começou por aqui na TV, nas lojas e supermercados, para total irritação de Mr. W. Começo pelo final, o final do ano passado, quando fomos para o Brasil, passar o Natal e Ano Novo com a família brasileira.
Pra quem não sabe, eu só vou pro Brasil para o Natal a 2-3 anos. Os motivos são vários, a começar pelo preço das passagens, com a correria no serviço (sempre temos que revezar férias) e a correria de fim de ano no Brasil mesmo, que sempre deixa a visita mais curta, por mais que dure o mesmo tempo.
E o ano passado, lá fomos nós, rumo ao Brazilsão. Primeira vez que Mr.W passaria o Natal em país tropical e sem ameaça de neve
O passeio começou com festinha de aniversário pro meu paizão, fomos no rodízio de pizza Viena. Novamente eu me senti parte da família com a história que o aniversário rendeu e as pizzas eram uma delícia, com certeza quero voltar lá na próxima visita!
O próximo passeio foi feito pela Circuito Sao Paulo, pegamos um micro-ônibus na esquina mais famosa de São Paulo, e de lá saímos passear pela minha amada Sampa, toda iluminada pro Natal...
Primeira parada, Ibirapuera, com sua árvore de Natal gigante,
e o monumento às Bandeiras, que foi erguido em homenagem aos bandeirantes, os escravos e índios. Aliás, o nosso guia disse a escritura do monumento tem uma condição que tem que deixar as pessoas subirem no topo, tomara que continue pra sempre assim!
De lá, fomos pro Lago do Ibirapuera ver o show das águas, lindíssimo e que adoramos! Conseguimos um lugar super bom pra assistir, Dona G. até conseguiu um colinho VIP pra sentar e assistir de camarote, e rolaram até umas lágrimas!
E de lá fomos direto pra Avenida Paulista, a passos de tartaruga, porque o trânsito estava uó. Estava cheia, mas valeu muito a pena. Estava seguro, perfeitamente organizado e as luzes e cenários nos prédios foram fenomenais. Mr. W disse que a partir desse dia, começou a sentir como se fôsse Natal pra ele :)
Um dos melhores prédios foi do Bradesco, com quem fechamos o passeio. Aliás, o passeio foi ótimo, o guia era simpaticíssimo, o motorista excelente. Os únicos problemas foram que o passeio começou super atrasado, porque eles ficaram esperando pessoas que compraram o pacote e não tinham chêgo ainda, e terminou muito mais tarde do que eles divulgaram (devido ao trânsito) e com criança, se soubéssemos que iria demorar, teríamos levado um lanchinho!
E em casa teve decoração linda também, essa é da árvore que a minha mãe como super-síndica montou no condomínio...
E Natal sem presépio não é Natal né? Esse aí também montado no prédio!
Entre uma decoração e outra, tiveram muitas brincadeiras com os sobrinhos L. e P. e a sobrinha-afilhada Dona G., uma das brincadeiras favoritas foi de massinha, com direito a bolo de casamento e batata-frita!
E também tem que ter os encontros com as amigas, Fernanda França e LF. Fomos no Que Pankeca & Cia. mandar a dieta pras cucuias! Também vi a C. mas nem rolou fotito =(
E teve a viagem bate-ponto pra visitar a turma de Braga City, recheado pelos melhores brigadeiros e beijinhos do mundo, feitos pelas Tias e primas, a 12 mãos, cozinhando, enrolando e comendo. Muito amor, muita conversa falando alto e gargalhadas que só elas podem proporcionar mesmo. Só faltou uma certa prima mequetrefe que não conseguiu ir me ver, você sabe quem você é! =D Em baraga city também conheci o mais novo primo-sobrinho lindíssimo, filho da prima AP que eu me recuso a aceitar que já é mãe. Pô ela era uma das últimas na escadinha!
E a árvore de Natal que montamos todos juntos, pequena mas com muito carinho em cada laço, bola, e fita
E os papais noéis da minha mãe, que adora os bons velhinhos, pra alegria de L., P. e Dona G.!
E até papai Noel equilibrista tem!
Como bons paulistanos, fomos passear no Shopping fazer umas comprinhas básicas, e como resistir ao presépio em tamanho real?
E a festança foi na casa da irmã queridona, que mesmo gravidinha preparou tudo lindo, aconchegante e bem brasileiro!
Os dotes ficaram da época do magistério e é muito talento pra uma irmã só, fala sério né? =)
Teve amendoim que eu só acho no Brasil, em pratinho de papai noel. que adivinha de quem era?! =)
Teve um banquete mais-brasileiro-impossível, oração, presente, abraços, beijos, fogos, e a uma alegria que só passar o Natal em casa proporciona...
Mas também teve neve! Só pra lembrar da outra casa ;)
E teve uva do tamanho que só se acha em Terra Brazilis...
E as sobremesas típicas do nosso Natal. Frutas, pudim de leite e bringadeirão de microondas. (Só faltou o sorvete com calda de chocolate da tia J!)
Powered by AFG
E depois disso teve muita praia, muita chuva, sem muito Sol e sem muita areira, mas com a mesma alegria. Depois eu volto contando mais
Estava aqui colocando a montanha de emails pra responder em ordem, quando me deparei tentando contar pra minha irmã o que eu fiz no final de semana. Ora ora, fui comemorar o 5 de Novembro! E claro, a pergunta inevitável seguiu: ”E o que seria o 5 de Novembro?”
Eu lembro ter explicado o que o 5 de Novembro significa aqui, mas acho que o post era da época do so-candy, que acabou voltando ao pó da internet. Então sempre bom explicar aqui de novo, e fica como referência pra quem se encontrar em Londres do mesmo jeito que eu há 10 anos atrás, não entendo o porque de tantos fogos de artíficios em pleno Novembro!
E quem melhor pra explicar do que a BBC? Tudo bem que ela não está em seus melhores momentos atualmente com acusações de que teria escondido o fato de que um de seus maiores apresentadores de TV Infantil dos anos 70 e 80 estivesse envolvido com pedofilia, e esse é assunto pra outro post, mas a BBC é a produtora de “Horrible Histories” (histórias horríveis), um programa de TV que conta fatos interessantes da história da Ingalterra e do mundo. É um programa voltado para crianças e adolescentes, mas que somos fãs aqui em casa. O programa utiliza o humor e a sátira para ensinar história, e eu acho que deveria ocupar espaço de horário nobre!
Então fica aqui a explicação do que aconteceu em 1605 com Guy Fawkes, são só dois minutos e muito melhor do que eu poderia ou teria tempo para contar!
E depois que isso aconteceu, começou-se a tradição de na noite de 5 de Novembro (e no final de semana anterior, se o 5 de Novembro cair em um dia de semana), de estourar fogos de artifício. Por estar frio e por que se o Parlamento tivesse explodido teria virado uma fogueira, pessoas e alguns shows de fogos, fazem grandes fogueiras, que em inglês é “bonfire”. Então para sempre, 5 de Novembro é conhecido como Bonfire Night, a noite das fogueiras. Não se sabe bem se por comemoração de que Guy falhou em seu plano, ou porque o plano existiu e foi uma forma de manter o protesto contra a família real*.
O plano de Guy Fawkes também foi a inspiração do filme V de Vendetta, um dos meus favoritos e que mencionei no blog durante a tragédia de Oslo e da escola do Rio de Janeiro.
Mas o que todo mundo sabe é Poema Remember Remember:
Remember remember the fifth of November
Gunpowder, treason and plot.
I see no reason why gunpowder, treason
Should ever be forgot..
Se lembre, se lembre
De de 5 de Novembro,
Pólvora, traição e armação
Eu não vejo motivo porque
Pólvora e Traição
Deveria ser esquecido!
Famílias e amigos se unem para ver fogos em espaços descampados, e depois se reunem em festas em casa, fazendo a fogueira e cozinhando pratos típicos dessa época, clique aqui pra ver alguns (em inglês).
E foi isso que fizemos no final de semana! Nos mandamos pra Southampton na casa dos pais do Mr. W e assistimos o show de fogos de artifício no campo atrás da escola onde ele cursou primário, comemos leitão à puruca com feijão branco, alho poró e erva-doce, com bolo Buttenburg de sobremesa. A mãe do James normalmente faz o Bonfire Cake que se parece com esse aqui, mas esse ano não deu tempo de fazer
*Eu, como socialista mequetrefe, comemoro o fato de que planejaram destruir a família real que não tolerava católicos! O que você comemoraria se morasse na Inglaterra?
O clichê de que “o tempo passa, o tempo voa” continua sendo verdadeiro.
Nem percebi que se passaram três meses e tralalá sem nenhum post aqui no blog .
Quem vê pensa que a vida está no marasmo, mas muito pelo contrário, a vida real mais uma vez ganhou na prioridade. Teve o causador do meu sumiço da vida virtual, um dos melhores aniversários da minha vida. Tiveram visitas das mais-que-amadas mãe e afilhada-sobrinha do Brasil por duas semanas teve casamento de amigos na Alemanha, encontros com velhas e novas amizades, e claro tiveram os jogos olimpícos e paraolímpicos.
Como eu sou do contra mesmo, vou começar pelo final. Pelas Paraolimpíadas.
Então agüentem firme, jajá tem mais blablablá e o que por aí, por aqui.
Uma coisa que o pessoal que não mora aqui sempre pergunta, é se “também é/foi/vai ser feriado por aí?” Infelizmente, a maioria das vezes, a resposta é não. Não, não tem feriado de Carnaval, não tem feriado de dia de Santo, não tem feriado de dia da Independência (por motivos óbvios né ) e por aí vai.
Hoje não é feriado e ontem não foi emendado, mas o feriado que temos no lugar não é chamado de dia do Trabalho, mas “Feriado do começo de Maio”, e é sempre a primeira segunda-feira do mês de Maio.
E quais feriados nós temos então? Bem, começa pelo fato que feriado aqui é meio móvel. Se cai em dia que não é sexta ou segunda-feira, eles fazem questão de mover pra próxima semana. Além disso, os feriados vão variar um pouco de país pra país. Às vezes o que é feriado aqui na Inglaterra, não é na Irlanda do Norte (onde eles não recebem por feriado, tem que tirar de férias!), ou na Escócia, e vice-versa. Então se você quiser saber direitinho antes de planejar viagem ou antes de reclamar que seu/ua amig/a não respondeu os emails, não entrou no twitter ou no messenger pra falar com você e deu uma sumida básica, olha o calendário oficial do Reino Unido aqui.
Feriado aqui é chamado de Bank Holiday - férias do Banco, literalmente – e seria o feriado financeiro, o dia que os funcionários do banco não vão trabalhar. Aqui a maioria das agências abrem de sábado, então talvez tenha alguma relação com esse fato (até os feriados que seriam Public Holidays - feriado público, que seriam feriados tradicionalmente e não porque o banco não abre, como Natal por exemplo – hoje em dia são chamados, erroneamente de Bank Holidays).
Mas em geral, os feriados da Inglaterra normalmente são:
Ano Novo: 1 de Janeiro (E se cai em final de semana, é transferido pra segunda-feira seguinte)
Sexta-feira Santa e Segunda-Feira de Páscoa (acompanha a sexta-feira santa do Brasil, mas adicione aí a Segunda-feira de Páscoa ao invés de ser só o Domingo)
Feriado da Primavera: Normalmente a última segunda-feira de Maio. – e normalmente o meu aniversário . Esse ano foi transferido pra primeira segunda-feira de Junho, já que o feriado do Jubileu de Diamante da Rainha “no poder” vai ser comemorado na terça-seguinte. E como bom britânicos que não concordam com a família real ainda estar sugando recursos financeiros, vamos nos mandar pra França esse ano
Feriado de Verão: Última segunda-feira de Agosto.
Natal e Boxing Day: Normalmente 25 e 26 de Dezembro, mas se um dos dois ou os dois dias caírem no final de semana, são empurrados pra próxima segunda-feira.
Então são só essas merrequinhas que temos de feriados. Sete dias por ano normalmente. Ano passado teve o casamento de Wills e Kate e esse ano tem o Jubileu da Beth, então tem mais uma lambujinha. Mas nem reclamo muito. Sei que os dias de trabalho são importantes para a economia e uma amiga me falou que no Brasil quase não se emenda mais, a não ser que você tire de férias, então não sei a quantas anda a “vida boa” na terra do arroz com feijão
E por falar em trabalho, e dia do trabalho, fica aqui a minha contribuição, como toda socialista hipócrita e mequetrefe
Feita em 1895 pelo ilustrados inglês Walter Crane, essa Guirlanda em comemoração ao dia do trabalho ainda é tão atual 117 depois!
Em destaque são os pontos que ele faz que eu acho mais importantes na socidade de hoje, que aliás anda tão pacata, tão aceitando tudo que lhe falam e lhe impõem, mas isso é assunto pra outro post. Socialism means the most helpful and happy life for all: Socialismo significa a vida mais úitl e feliz para todos A commonwealth when wealth is common: Uma nação quando a riqueza é comunitária Art and Empolyment for all: Arte e emprego para todos Hope in Work & Joy in Leisure: Esperança no Trabalho e Alegria no Lazer Cooperation & Emolation, not competition: Cooperação e Concorrência, não competição. Shorten Working Day & Lengthen Life: Dias de trabalho mais curtos, vida mais longa. England should feed her own people: A Inglaterra deveria alimentar seu povo The land for the people: A terra para o povo Merrie England: Inglaterra Feliz No people can be free while dependant for their bread: Ninguém pode ser livre enquanto dependente para conseguir seu pão. The plogh is a better backbone than the factory: O trator é uma espinha melhor que a fábrica. No child toilers: Não às crianças trabalhadoras Production for use, not for profit: Produção para uso, não lucro Solidarity For Work: Solidariedade para o trabalho The cause of labour is the hope of the world: A causa do trabalho é a esperança do mundo.
Faz sentido não faz?
Feliz dia do Trabalho pra você trabalhor/a que tem dias de férias, hora extra paga, benefícios e um salário decente graças aos socialistas e sindicalistas de gerações passadas. Feliz Dia do Trabalho pra você que não está trabalhando, mas que sabe a importância do trabalho mais do que ninguém, espero que sua jornada até o próximo emprego seja curta e útil. Feliz dia do trabalho pra você que escolhe não trabalhar, que essa ecolha seja baseada na certeza de que seu serviço feito em casa ou na caridade te traz a paz, felicidade e segurança necessária para enfrentar uma jornada de liberdade psicológica, física e espiritual.
Antes tarde do que nunca é o meu lema dos relatos de viagem, e esse estava quebrando o recorde.
A nossa segunda viagem pra Itália aconteceu em Agosto do ano passado, por questões de plantão no serviço, compromissos de trabalho de Mr.W e que a alta temporada terminava justamente depois do feriadão de Verão, fomos na quarta e voltamos no domingo – depois do feriado.
A idéia era ir pra Costa Amalfitana, mas os preços da costa não valiam a pena, e decidimos ir pra área de Sorrento, que ficava mais perto de Pompéia.
Saímos de avião (British Airways) de Londres pra Nápoles na manhãzinha da sexta. Chegamos quase na hora do almoço e fomos pegar o carro de aluguel. Nos perdermos pra achar onde é que pegava a Van pro local onde pegaríamos o carro. As explicações eram desconectas, confusas e o calor imenso os deixou meio de pávio-curto já de começo. Mas no meio dos dois perdidos, conseguimos pegar a van, fomos pro local pegar o carro, e uma vez o ar condicionado ligado, estávamos na maior paz a caminho do hotel.
Decidimos nem parar em Nápoles dessa vez. Sabemos que a cidade é imensa, tem muitos museus bacanas, e precisaríamos de mais tempo pra fazer direito, então pra não fazermos meia-boca e não atrapalhar o resto do passeio, fomos direto pra Castellammare di Stabi, um vilarejo que fica entre Pompéia e Sorrento.
Chegamos, pedimos um almoço no quarto mesmo, abrimos as janelas (o ar condicionado não estava ligado ainda), trocamos de roupa e fomos pra varanda, curtir a brisa e a vista do Monte Vesúvios. Mr. W pediu um espaguete à bolonhesa, eu pedi um escalope de frango à milanesa com fritas. Não estava maravilhoso mas foi razoável. Os bolos e sobremesas estavam excelentes e esses sim valeram a pena. Depois disso, descansamos na suíte e descemos pra piscina pegar o finzinho de tarde, ver o pôr do Sol que nos presenteou durante todos os dias.
(Clique na foto para ver maior)
Teve muita leitura, conversa, e pôr do Sol dessa varanda, que conseguimos um upgrade de grátis e na sorte ;)
Teve um amiguinho que vinha xeretar quem eram as visitas...
Teve nós dois sentando na muretinha pra ficar admirando essa vista. Olhar piscina pra que? =)
E é claro que teve o Monte Vesúvios, todo dia, toda noite, toda hora que estávamos no hotel, no carro ou em Pompéia.
Tiveram pores-do-Sol...
tão lindos que foi difícil...
não tirar várias fotos...
e depois não saber...
qual escolher...
qual escolher pra...
espalhar por aí!
Teve vista urbana tão inspiradora quanto a natural
Powered by AFG
No segundo dia, já decidimos ir pra Pompéia, pra aproveitar o dia maravilhoso. Todas as dicas diziam pra ir cedinho, pra evitarmos a multidão de turistas e aproveitarmos tudo que Pompéia tem pra mostrar. Ver Pompéia era um dos meus desejos de viagem. Ainda me lembro das aulas de História e a professora Marina nos encantando com os acontecimentos, nos impressionando e nos fascinando de como o ser humano já enfrentou tanta coisa em sua jornada. A sensação de estar ali, onde antes só estive através de fotos dos livros, e assistindo documentários na TV, me vez voltar pras mesas do Recanto, as orelhas de pé, ouvindo e prestando atenção, fazendo anotações nas bordas das páginas do livro de capa marrom pra lembrar no dia da prova – como se precisasse. Aulas de história eram das minhas preferidas (e o assunto ainda me encanta) lembrar no dia da prova, era fácil. Me fez lembrar de como me senti no Egito uns anos atrás. Essa sensação no peito de estar em outro mundo, dentro dos livros, dentro da TV. De admirar o ser humano em sua magnitude, suas vitórias e suas derrotas.
Chegando em Pompéia já demos de cara com um dos anfiteatros,
Existem 3 no total, e um deles foi recentemente reformado, e é utilizado para shows, peças de teatro e espetáculos hoje em dia novamente.
A maioria da vegetação foi replantada baseada na original de quando o desastre aconteceu.
Essa raiz de árvore parecia estar no processo de virar pedra, fiquei boquiaberta quando vi o.O
Tinha plantação de uvas pra vinho, assim e onde como era antes.
Teve pé de romã me lembrando a infância, o quintal do Vô Paulo, os anos novos em Bragança com a turminha do barulho. *saudades*
A maioria das casas eram construídas ao redor do jardim, com uma árvore no meio. Percebemos que apesar do calor exaustante, dentro das casas estava sempre fresquinho e pensamos se tinha alguma relação.
E pra que uma porta tão grande?
Prova que nossos pezinhos passaram por lá, como de costume
Em alguns locais, o jardim tinha uma espécie de "mesa" no centro...
Eles também não pareciam ter muita inibições. A banheira pra tomar banho ficava pertinho dos sanitários do xixi e cocô. Hora da fofoca!
Santo Carteiro! Os dois nomes de rua da esquina são os mesmos!
O Fórum da cidade, e a praça principal onde acontecia o comércio, mercado, consultas médicas e onde a cidade era mais ativa.
E como não ver o estado em que as pessoas que não conseguiram fugir (as mais pobres, na maioria) foram encontradas. Estaria essa rezando ou chorando pelo fim inevitável?
O primeiro capacho. Tapete permanete na calçada em frente à porta da mansão dizia "Seja bem-vindo", segundo o guia de viagem
Pompéia hoje em dia é uma cidade imensa cercada, ainda sendo renovada e estudada. Dessa visão, de cima dos muros que a rodeiam, dá pra ver Vesúvios imponente. Sua proximidade ainda é preocupante, já que a próxima erupção já passou da hora, segundo os cálculos dos cientistas.
E atá na hora de enterrar, tem toda pompa (será que essa palavra vem de Pompéia?) e circumstância. Eu lembro que tinha uma história interessante sobre esse mausoléu, mas me esqueci os detalhes, um dia se eu lembrar ou ver o programa na BBC de novo, eu coloco aqui.
Em muitas das casas, algumas das decorações originais sobreviveram...
O vermelho, terracota e amarelo eram predominantes, com pintura simulando os efeitos que hoje em dia são feitos com papel de parede ou gêsso...
No chão, o piso também foi preservado
Dentro dessa sala parecia ter até ar condicionado apesar do Sol lascante do lado de fora. Tem que caminhar bastante pra chegar nessa ponta da cidade, mas valeu a pena. Foi onde vimos os locais mais preservados.
Aqui deu pra ver uma cobra, que pintada na parede de vista para a rua oferecia proteção para o local.
Inscrição em um bar: Você veio, jogou, bebeu, agora me pague!
E mais cobrinhas estavam espalhadas pelos cantos
Powered by AFG
No terceiro dia íamos pra Capri, e até pegamos a Van pra Sorrento, mas perdemos o horário da balsa. Mr.W também estava meio ruim do dia anterior (muito Sol, muito tempo sem comer dentro de Pompéia) , resolvemos passear por Sorrento mesmo, já que também era uma das coisas que planejamos fazer. Caminhamos quase a cidade toda, e em umas 3 horas estávamos de volta no hotel. Pra descasarmos, lermos nossos livros (foi quando terminei o “Foi apenas um sonho“), aproveitarmos a piscina, a praia “particular” e ficar de bem com a vida
Eu e minhas luminárias. Apaixonada pelas Italianas, mais uma vez.
Depois de descer as escadas, tem que andar no meio dos carros, mas pelo menos tem a faixa né? #perigoso
E pra ir até onde pega a balsa pra Ilha de Capri, tem que descer esse tiquinho de escadas...
Desceu? Agora tem que subir!
Teve scooter até dizer chega. E teve mais.
Uma das ruas estreitas de Sorrento, que me lembrou Bragança em todas as esquinas.
E teve bandeirinha do Brasil em um dos bares onde dá pra ir a pé ou ancorar o yatch particular. Nós, ficamos olhando de longe.
Igreja de Carmem por fora. Com o pé de limão (ou lima?) na frente. De propósito. Os pés de limão estão em todas as ruas da cidade onde cabem e dão os frutos assim, pra quem quiser pegar! :)
A Igreja de Carmem por dentro. Do lado de fora, uma moça sem nariz pedia esmolas. Ai esse mundo cristão...
No meio da cidade achamos, sem querer, essa plantação de limão. Pode entrar, ver, tirar fotos e no fim do pomar tem uma lojinha que vende Limoncello. Um licor de limão típico de lá.
E o close na cornetinha cor de pêssego
As cornetinhas todas juntas
E eu nunca vi tantas flores em uma região como a de Sorrento, elas invadem as ruas e todo mundo respeita e desvia. Lindíssimas
Tiramos essa foto de um banquinho em uma sobra quando paramos pra descansar um pouco. Depois que voltamos de viagem, olhando nas fotos antigas da vó de Mr. W, vimos que os avós deles tiraram a mesma fotos décadas atrás (só que estava em preto e branco). Adorei a coincidência.
Pra quem não quiser passear a pé, tem um trenzinho que faz os pontos mais importantes da cidade. Não pegamos, porque gostamos de sair à toa por aí, mas pode ser uma boa - principalmente com crianças!
O jardim botânico era pequenino, mas não por isso menos charmoso. É daí que sai o elevador (pago) pro porto da balsa se você não quiser/puder usar as escadarias
Sorrento vista do ônibus, voltando pro hotel. Lindíssima.
E de volta pra praia do hotel... Era somente pra hóspedes, mas meio inútil. As praias dessa parte da costa Italiana são lindas, mas de pedregulho e bem difícil de usar se não fôr pra nadar. Deu pra tomar um Sol e ler uns livros, mas rapidinho fomos pra piscina!
Powered by AFG
No quarto dia conseguimos acordar mais cedo e irmos pra Capri. Uma ilha linda, mas que os 40 minutos de subida íngrime, com o Solzão na fuça meio que fez o encanto se perder, infelizmente. Não fiz a lição de casa direitinho e deixei o micro ônibus, o teleférico e o taxi “conversível” que nos levaria para o topo passarem batido – só descobri que poderia tê-los utilizado no fim do passeio. Achamos que a caminhada seria fácil, mas como os dois são meio alérgicos ao calor, acabou estragando um pouco o passeio. Tenho certeza de que se tívessemos subido de transporte teria sido mais aproveitado. Mas a maneira de ir à Capri, seria em estilo mesmo pra dizer a verdade. Ficar em um dos hotéis de luxo, à beira da piscina e ar condicionado. Ou então, se você puder mais ainda, comprar uma casinha de final de semana na vizinhança ou ancorar seu yatch na beira do mar por ali, daí não tem erro #sarcastica
Na volta paramos em Sorrento para almoçar e tomar o sorvete (que de Cornetto só a casquinha de biscoito) Italiano de prache, e dar a última volta na cidade.
Olha a subida íngrime que nos esperava. Só que de manhã, não tinha sombra não. Por isso o sofrimento.
St Michael's church bem no centro de Capri...
... Onde também dá pra ver outra Torre com Relógio...
e a vista lá de cima com as casinhas de Capri.
Capri também é conhecida pelas vielas com lojas de grife (ainda se usa esse termo?) e me lembrou Brighton, na Inglaterra, e confesso que apesar de lojas lindas, tirou um pouco o charme do local. Mas gostei das lojas de limoncello e perfumes caseiros.
Jardim de Augustus. Paga pra entrar mas vale a pena. Nem tanto pelo jardim, mas pela vista do...
...I Faraglioni e a...
...Via Krupp, construída entre 1900 and 1902, era uma conexão para o arquiteto/biológo entre seu hotel de luxo, Hotel Quisisana, e a Marina Piccola, onde ele ancorava seu barco de pesquisas. Mas secretamente , esse caminho também o levava à Grotta di Fra Felice, uma gruta onde orgias com jovens locais supostamente aconteciam. Quando o segredo foi descoberto, Krupp foi "solicitado" a deixar a Itália, em 1902. Desde então, a via tem permanecido fechada, devido ao risco de desabamento de pedras.
E como não gostar desse tom de rosa, mesmo quando você não é nem um pouco fã de cor-de-rosa?
Mais uma das flores da Itália... Cornetinha roxa dessa vez.
Monastério de San Giacomo em Capri. Hoje em dia é um museu de arte moderna, mas já foi um monastério. Tranqüilo, quietinho. Dá pra entender porque está localizado onde está.
Foto tirada do alto, tá vendo como não tem praia? Mas o azulzinho do mar ainda vale muito a pena ser visto.
Tá vendo o que eu quis dizer com atracar o Yatch?
Caprilu, um dos doces que comemos com os olhos...
...Assim como essas pizzas...
e os Nocciolatti!
E casa em Capri tem nome, por que não?
O pessoal que não atracou o barco na praia nem ficou em hotel com piscina e ar condicionado (ou não tem casão) por lá, ficou pela praia na entrada de Capri que é uma das poucas de fácil acesso. Mas não muito agradável, com o barulho e poluição das balsas e carros passando por ali.
Olha o taxi-conversível e o micro-ônibus que te levaria pro topo de Capri... Só achamos na volta quando já estávamos embaixo...
Esses carrinhos de carga são super comuns em Sorrento (assim como as vespas!) Normalmente é um lugar só para o motorista, mas mas chegamos a ver 3 pessoas no banco!
De volta a Sorrento, almoçamos Pizza no Foreigners Club. Delícia e bem parecida com a do Brasil. Deu pra matar a saudade!
E a vista @ Foreigners Club em Sorrento, com a brisa vindo do Mar, foi uma das melhores que já tivemos de restaurantes.
Sedile Dominova, um lugarzinho onde hoje em dia os aposentados vão conversar, jogar dominó, xadrez, e ler jornal.
Il Campanile della cattedrale a Natale, uma torre meio escondida e cheia de charme.
Gelatto em Sorrento, com direito a "pega-sorvete-derretido" e biscoito de casquinha. E casquinha de biscoito.
Neapolitan cakes, lembrou uma massa de bolinho de chuva bem leve e aerada, encharcada no licor, e com recheio de creme, cobertura de açucar confeiteiro e uma framboesa na pontinha. Virou minha sobremesa favorita e comi umas 5 vezes, só pulei o dia que eles não tinham :P
Powered by AFG
E no quinto dia madrugamos pra pegarmos o avião de volta. A Itália mais uma vez mexeu com meu coração, deixou saudades grandes e com gostinho de quero mais. Com certeza voltaremos, meio ainda sem saber pra qual destino.
Mas o dinheiro tá curto ou as férias escassas? Quer conhecer Sorrento sem sair de casa? Graças ao Street Map, agora dá, clique aqui e saia passeando por lá
E até dá pra fazer Capri sem a ladeira, mas não dá pra ir nos lugares mais legais. Tá curioso/a mesmo assim? Clica aqui.
Como de costume, dicas práticas e mais informações, aqui ó.
Pra ver todas as fotos que saíram da máquina pro flickr, só clicar aqui ó.
Hoje começa oficialmente a primavera no hemisfério Norte, e inclua-se aí a minha Terra da Rainha.
Chega a primavera pro prazer daqueles que destestam ter que se carregar de roupas pra sair no frio. Pro prazer de quem tem que madrugar e encarar as manhãs de geadas com ventinho na cara. Pro prazer de quem olha pela janela e vê nuvens branquinhas cobrindo o céu e sentem a depressão de mais um dia sem Sol. Chega a primavera pro prazer de quem tem que dirigir na neblina que deixa tudo com cara de filme de terror, com o tom misterioso que só o Reino Unido pode te dar.
Não sou uma dessas pessoas, amo o inverno, e pra falar a verdade esse inverno até que foi bem mequetrefe com dias lindos de céu límpido azul, pôr do Sol magníficos e pouca neve (boo! ) Mas sou suspeita, eu adoro todas as estações dessa terrinha. Incluindo a Primavera, ora bolas, é claro!
Chega a primavera pros dedos verdes se colocarem em ação. É hora de preparar os jardins, renovar as sementes, cuidar das que estão sainda da hibernação.
Mais importante, é hora de voltar a tomar Sol. Hora de produzir vitamina D. Hora de sorrir, porque quando tá Sol, todo mundo fica feliz, há um desespero Britânico pelo Sol que a Boots (a rede de farmácias daqui) descreveu em sua propaganda de Verão melhor do que qualquer palavra poderia dizer:
Só tem um probleminha. Com a Primavera, vem a hayfever. Traduzida como “febre do feno” é mais uma alergia ao pólen. Pólen das flores que saem por todos os lados nessa época. O pólen é expelido pelas árvores, arbustos, e simplesmentes flores que nascem pelo chão da Grã-Bretanha, como é o caso da Daffodil. E perseguem sofredores até o fim o verão e a chegada do Outono em alguns casos, como é o meu. E tem muito mais guris e gurias sofredores por aí, incluindo a @AleFerreira, que pediu dicas de remédios por aqui pra atacar essa irritação.
Depois de quase 10 anos na terrinha, eu aprendi que só tem como tentar se proteger da alergia. A cada ano tenho um sintoma diferente, desde só espirros e nariz escorrendo, até perda da voz e crises de bronquite.
Mas tem como tentar minimizar os sintomas, mesmo que não dê cabo de todos os eles
Primeiro, quais são os sintomas da hayfever?
Parece um pouco com sinusite e rinite, pra falar a verdade. E não é porque você é alérgico no Brasil que vai ser aqui, eu por exemplo não tenho alergia do pólen no Brasil (por lá é mais a mudança brusca do tempo), mas tenho aqui. E conheço quem tem alergia lá e não aqui. Questão se sorte ou azar mesmo!
Ataque de espirros
Nariz entupido ou escorrendo
Olhos irritados, vermelhos ou com coceira
Coceira na garganta, boca, nariz e ouvidos
Menos frequentemente, os sintomas podem ser:
Perda de olfato
Dor no rosto
Suador
Dor de cabeça
Ataque de asma/bronquite
Como evitar?
1. O problema aqui é tão grave, que o serviço de previsão do tempo, oferece previsão da intensidade de Pólen também. Se você é sofredor, confira antes de sair de casa. Se os níveis estiverem altos, e se puder, nem saia. Feche as janelas e fique aproveitando o dia lindo de dentro de casa até os níveis de pólen baixarem.
Alguns sites que normalmente mostram o índice de pólen esperando no Reino Unido:
2. Existem teorias de que comer o mel local ajuda a criar anticorpos contra a hayfever, já que ele é feito com abelhas que usariam o pólen local para fazer o mel. Mas eu nunca achei mel local pra testar.
Como medicar?
Ok, antes de falar como medicar, preciso dizer que vocês NUNCA devem se auto medicar. As dicas aqui são o que funcionam pra mim e o que eu sei que não vai me dar problema hein!
E não precisa nem ir no GP pra pedir o remédio certo, é só ir na farmácia (Boots, Superdrug, ou até supermecados como Asda, Tesco ou Sainsburys) e pedir auxílio no que seria melhor pra você, mas fica aqui a listinha do que pode ser usado.
1. Hayfever and Allergy Relief tablets
É vendido como normal ou Non-Drowsy (que não dá sono), que vem com cafeína.
Também tem a opção de One a Day (um por dia) ou Fast Relief que é uma dosagem menor que seria administrada a cada 4-6 horas, mas que age mais rápido.
Depois de testar dosagens mais fracas, a minha opção nos últimos anos é One-a-day Non-Drowsy. Compro o genérico mesmo (marca da farmácia ou do supermercado), tomo antes de sair de casa e acabo ficando só com os resquícios de espirros.
De novo, existem várias condições em que não se pode tomar o anti-histamínico, então sempre confira com o farmacêutico se você pode.
2. Nasal Spray
Se você só afetado pelos espirros e dariz endupido, pode ir com o Spray que deve funcionar e colocar menos química no seu corpo.
3. Xarope (Syrup)
Mais para crianças ou pessoas com dificuldade para engolir as capsulas do tablet, tem a mesma composição, mas mais difícil de levar na bolsa pra quando a crise aparece do nada.
4. Colírios (Eye Drops)
Tive que usar um desses um ano porque o olho ficou terrível, mas só compro quando ataca forte mesmo. Se a hayfever só te afeta por te fazer lacrimejar, esse é o seu remédio!
3. Homeopatia e Ervas
Nunca testei mas queria. Se alguém fizer e der certo, me avisa :D
4. Cortisóide
Último caso e acho que aqui só vendem por receita, então você teria que ir no GP mesmo. É mais pra quando já passou do anti-histamínico, o famoso celestamine!
-x-x-x-x-x-x-x-x-x-x-x-x-x-x-x-x
Vale deixar uma notinha também, se você tiver falta de ar aqui, chame a ambulância (via 999) porque isso é prioridade pra eles. Depois de dois anos por aqui, eu não sabia disso, passei perrengue durante uma crise de bronquite em casa de madrugada à toa. Falta de ar é uma das coisas que te conseguem uma ambulância na porta de casa rapidinho!
É isso! Mas que a primavera seja aproveitada por todos, eu vou me entupir de remédio e sair por aí tomando um Solzinho quente na cara com chapéu e protetor solar!
Que o mundo todo está querendo vender para o Brasil, todo mundo sabe. Mas será que todo mundo está sabendo que o Brasil tem sido fonte inspiradora para propagandas no “exterior”?
Nossa cultura, paisagens e músicas têm sido exibidos em lares do Reino Unido por um tempo já!
Tem o banco Barclays, usando São Paulo como cenário para a progranda do cartão que não precisa mais de senha:
Sambaram comigo