Blogagem Coletiva – Estudar Vale a pena! #estudarvaleapena

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A querida Graziela essa semana me chamou para participar da blogagem coletiva divulgado pela Samantha, parte da campanha do Unibanco.

E claro que topei participar, tem como recusar uma causa dessas, tão importante? Ainda mais um assunto tão importante nos dias de hoje aonde educação é sempre apontado como um dos milhares de motivos porque comportamentos têm sido tão violentos.

Isso me pegou pensando porque estudar valeu a pena pra mim?

Acho que sempre tive medo do que aconteceria comigo se não estudasse. Sempre me afundei nos livros, sempre me interessei pelas aulas, sempre fiz questão de decidir o meu destino. Sempre ouvi muito aos meus pais, aos seus conselhos, e seguindo seus exemplos (meus pais fizeram faculdade enquanto a gente crescia) admirava a vida que construíram para eles baseados em seus estudos.

Vamos voltar na máquina do tempo, e ver o que aconteceu lá, 32 anos atrás :-?

Com 4 meses de idade, já ia pro berçário. Minha mãe teve que voltar a trabalhar depois da licença maternidade e sei que ela sofreu a separação da bebê (ela conta que ligava pra escolinha querendo ouvir se eu estava chorando, e me ouvia cantando no fundo :)) ). Até os 6 anos de idade, ia pra escola para brincar com outras crianças, mas aprendi o básico e comecei a ser alfabetizada. Sabe do que me lembro? De “pernoites”, das brincadeiras, das professoas que brincavam ensinando (ou ensinavam brincando?).

Dos 7 aos 12 anos, estudei na mesma escola. Amava todas as aulas, as lições de casa, as festas comemorativas, as feiras de ciência, as “olimpíadas”. Ganhei prêmios de redação, xadrez, dama, handebol. Estudava pesado, e como resultado, apareci mais de uma vez no quadro de honra. Fiz parte do time de handebol da escola e ficamos em segundo lugar no campeonado de handebol de São Paulo. Uma vez esqueci de fazer a lição de casa e comecei a chorar, por ser boa estudante, a professora me usou como exemplo que não passaria castigo porque eu sempre fiz tudo tão certinho que merecia ser desculpada daquela vez. Brincava MUITO e as histórias para contar são infinitas.

Dos 13 aos 14 anos fui para escola pública. Apesar das atividades não serem tantas como na escola particular, os professores eram excelentes. Tínhamos aula no laboratório (ainda lembro a primeira vez que vi os gominhos da lanranja no microscópio), festa junina, e os melhores recreios que me lembro. Foi quando comecei a paquerar garotos, e a escola também me ensinou o que estava acontecendo comigo, e que eu estava começando a virar gente grande.

Dos 15 aos 18, comecei o período mais pauleira dos estudos. Graças a ser uma estudante – no sentido completo da palavra – consegui entrar em uma das escolas técnicas públicas mais difíceis de passar no vestibulinho. A antiga Federal. Passei e lá reecontrei uma amiga que estudou comigo da 3a até a 6a série. Quem diria! Por ter sido estudante, a vida já estava facilitando a minha passagem pelo colégial técnico que era mais como uma faculdade. Foram os anos de estudo mais pesados da minha vida. Estudávamos até ficarmos esgotados. Ir para a Escola era rotina que  na maioria começava cedinho e só terminava de noite (e incluía sábados!), senão na classe, estudando na biblioteca, fazendo projetos no laboratório, jogando basquete na quadra, ouvindo walkman no saguão, fazendo coisas básicas que me formaram quem hoje sou. A paquera nessa época ficou mais forte e conheci o que era o amor. Conheci muita gente bacana, que levo pro resto da vida como amigos verdadeiros. Pessoas de bem, que hoje em dia têm sucesso em suas vidas. Experiências e histórias que escreveriam um livro ao invés de um post no blog.

Aos 17 anos, graças a ser estudante, consegui estágio na ainda então Telesp, que depois virou Telefônica. Tive que prestar concurso público e fui chamada na segunda leva de pessoas convocadas. Estudei durante o 3o ano na Telesp (trabalhava de manhã e estudava de tarde), por estar na Federal, fui chamada para ir fazer estágio em uma multinacional durante o último ano, na época ainda AT&T, que depois virou Avaya. Trabalhei no estágio por 2 anos, e por não ter faculdade, não fui efetivada com a Avaya, mas com uma empresa que prestava serviços para eles.

Um amigo que trabalhava comigo na Avaya então me chamou para ir prestar vestibular com ele na UNIP. Fui com compromisso, e passei na primeira chamada. Continuei trabalhando de dia e estudando de noite. No último ano, fui chamada para trabalhar na Siemens, que oferecia treinamento nos Estados Unidos e uma estrutura melhor de vida pessoal.

Por estar terminando a faculdade, consegui um salário melhor. Por ter feito Federal (e o nível das aulas de inglês lá ser excelente apesar de ter sido somente dois anos) fiz treinamento nos Estados Unidos e trabalhei na Siemens até decidir vir para Inglaterra.

Chegando aqui, aos 23 anos, fui estudar de novo! Fiz 6 meses de aulas de inglês até conseguir meu emprego. Porque eu tinha um histórico profissional tão bom, fui chamada para trabalhar na Siemens daqui (sem relação com o emprego do Brasil hein?). Nas entrevistas, era difícil convencer as empresas que trabalhei e estudei ao mesmo tempo, tinha que provar, mas era admirada pelo esforço e pela conquista.

Ainda pensando que precisava mais, fui fazer Pós. Dois anos pesados de novo, aprendendo, pesquisando, fazendo projeto de tese.

Depois da pós, decidi ir aprender outras coisas, como vocês sabem, hoje faço aulas de canto e teclado. Quero aprender muito mais.

Acho que por tudo isso, e por todas as coisas boas que posso listar que aconteceram na minha vida devido ao fato que eu estudei, não tem como negar os benefícios do porque vale MUITO a pena estudar. Ir para a escola é muito mais do que só aprender a decorar matérias que podem ser chatas. É aprender como lidar com a vida, com o mundo ao redor, como pensar por você mesmo, como aproveitar os momentos de brincadeira, de alegrias.

Nem que seja para termos a escolha de não fazer nada com o que estudamos. O problema é querer fazer algo que requer estudos e ter a opotunidade negada. De ter que rechear o tempo que você estaria aprendendo alguma coisa com algo que te traria tantas coisas boas quanto a de ir para a escola.

Claro, existem vários problemas com o sistema de educação no mundo. Não estou negando isso. Mas esse post foi para listar o porque vale a pena ir para a escola. Mesmo com seus problemas, pra mim ainda ganha de abandonar um futuro que nunca saberia como seria se não fôssem por aqueles momentos maravilhosos de minha infância, adolescência e vida adulta.

E olha, o ponto a ser feito é tão importante que estou até quebrando a regra de não publicar fotos comigo por aqui. Essa foto foi tirada em 1998, depois de um dia de estágio, fazendo projeto no laboratório na Federal. Tão novinha e tão magrinha aos 17 anos, mas só por causa dela, é que a mulherão Lelei aos 32 existe hoje :>

Tá vendo como Escola não é chata? Taí a prova! :)

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